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terça-feira, 15 de dezembro de 2020
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
EDIFÍCIO ÍCARO - COPACABANA
Foto
de dezembro de 2020
Conhecem este edifício que tem uma vista estupenda e uma entrada quase escondida na Rua Francisco Otaviano nº 33, no Posto 6, em Copacabana? Pois com imagens enviadas pelo prezado Carlos Paiva vamos falar um pouco dele.
Ficava pertinho do Cassino Atlântico. O arquiteto Moacyr Fraga, em 1935, construiu um prédio nos fundos do terreno em questão, aproveitando a vista livre do oceano. O acesso era feito por uma rua lateral de um prédio antigo no alinhamento da rua. Ao lado do prédio antigo havia um Bingo e outro prédio. Foram comprados pela SIG que os demoliu e começou um grande empreendimento. O nosso prédio dos fundos, entretanto, continua lá, espremido entre as novas construções. O empreendimento parou em 2017 ou 2018.
Hoje,
além do prédio construído nos anos 30, a rua ainda abriga antigos casarões, que
convivem em total desarmonia com espigões, shopping centers e até mesmo um
bingo, durante certa época. Do outro lado da rua está o Forte de Copacabana, a
ponta do Arpoador e a praia do Diabo, um costão de acesso restrito aos
militares. Quando o casal viveu lá, nos anos 50, o local já era bem especial.
O
prédio tem história. Foi a primeira construção do lugar, bem ao lado do Forte.
Alegando que ele tornava a importante base do exército um alvo fácil para
navios inimigos em caso de guerra, os militares quiseram derrubá-lo. Mas,
então, já moravam ali altas patentes do primeiro governo Vargas: o brigadeiro
Eduardo Gomes, o marechal-do-ar Henrique Fontenelle e seu sobrinho, o polêmico
coronel Américo Fontenelle, que depois viria a ser nomeado diretor de trânsito
do Rio e, mais tarde, de São Paulo. No domingo, 19 de novembro de 1967, três
dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras, ato que vinha
adiando por superstição, Guimarães Rosa brincava com a neta, Vera. Como fazia
todo domingo, ela saiu com a avó para a missa e, na volta, já noite, encontrou
Guimarães morto sentado em frente à escrivaninha.
Anúncio
dos anos 40 dizia: “Apartamento em andar único, conta com duas grandes salas,
quatro espaçosos quartos, banheiro completo e um luxuoso quarto de banho,
quarto e banheiro de empregadas. Todas as peças têm belíssima vista para o mar.”
Havia também apartamentos menores neste prédio.
No domingo, 19 de novembro de 1967, três dias depois de
tomar posse na Academia Brasileira de Letras, ato que vinha adiando por
superstição, Guimarães Rosa brincava com a neta, Vera. Como fazia todo domingo,
ela saiu com a avó para a missa e, na volta, já noite, encontrou Guimarães
morto sentado em frente à escrivaninha.
Ao lado
do nº 33, no número 35, funcionou a Oficina Mecânica Meridional, de Gino Bianco
(onde hoje estão os restos do Bingo Arpoador). Gino chegou ao Brasil no fim da
década de 1920 e se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde começou trabalhando
como mecânico. A primeira corrida importante na qual Bianco tomou parte foi
o Grande Prêmio
Cidade do Rio de Janeiro, no Circuito da Gávea,
mais conhecido como Trampolim do Diabo. Em
1940, participou da prova de inauguração do Circuito de
Interlagos. Ainda durante a década de 1940 ele participou de
diversas provas de Subida de Montanha
e venceu algumas delas. Gino participou de quatro grandes prêmios de Fórmula 1, sendo seu
melhor resultado a 18ª colocação no Grande Prêmio da
Grã-Bretanha de 1952. Nos últimos anos o telefone da oficina era 521-4044.
A
Francisco Otaviano abrigava várias oficinas, entre elas a loja de Fiorindo
Troisi no nº 45, telefone 279383. Era em frente à oficina do Gino Bianco que ficava
estacionado o reboque do Urubu, antigo mecânico do Gino, até que brigaram e
Urubu passou a estacionar o reboque defronte ao nº 37, logo ao lado, onde
funcionava o Bar e Restaurante Igrejinha de Copacabana. Se quiserem ver o “post”
sobre Urubu vá em http://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com/2018/09/reboque-do-urubu.html
Isaias
da Silva era o nome do Urubu e Pega Firme era seu fiel cão. O reboque se chama
Soneca. Nesta época, para chamar o reboque do Urubu se ligava para o Bar
Igrejinha, telefone 27-0485.
domingo, 13 de dezembro de 2020
DO FUNDO DO BAÚ - SÉRIES DE TV (6)
Mais um “DO FUNDO DO BAÚ” com as vinhetas de séries de TV enviadas pelo Helio Ribeiro.
1- DR. KILDARE – o médico, interpretado por Richard Chamberlain,
fazia sucesso com as meninas. Concorria com Bem Casey
2- OS INTOCÁVEIS – eu era fã. Com Robert Stack no papel de Eliot Ness,
era empolgante ver a luta contra os bandidos de Al Capone.
3- LANCEIROS DE BENGALA – nunca me interessou.
4- RIN-TIN-TIN – não perdia. Com o Cabo Rusty, o Sargento O´Hara e o
tenente Rip Masters.
5- O AGENTE DA U.N.C.L.E. – com dois ótimos atores, Robert Vaughn e
David McCallum, fazia sucesso. U.N.C.L.E eram as inicias de United Network
Command for Law and Enforcement.
6- VIAGEM AO FUNDO DO MAR – também não assistia.
sábado, 12 de dezembro de 2020
DO FUNDO DO BAÚ - SÉRIES DE TV (5)
Mais um “DO FUNDO DO BAÚ” com as vinhetas de séries de TV enviadas pelo Helio Ribeiro.
1- COLUMBO: eu era fã. Grande interpretação de Peter Falk, sempre com
aquela capa. Não lembrava que o Rock Hudson participava.
2- I LOVE LUCY – acho que não vi capítulo algum. Li que inspirou o “Alô,
doçura”, com Eva Wilma e John Herbert, da qual vi alguns capítulos. Sempre
acabava com um respeitoso beijo na boca.
3- MAVERICK – lembro bem do James Garner, mas não do Roger Moore. Vi
alguns capítulos, mas era um tipo de faroeste meio cômico.
4- MISSÃO IMPOSSÍVEL – não me lembro de ter assistido.
5- NACIONAL KID – nunca gostei.
6- VIGILANTE RODOVIÁRIO – série clássica, com Carlos Miranda. Gostava
do Lobo, que lembrava o Rin-Tin-Tin.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
CONSTELLATION DA PANAIR
A postagem de hoje tem origem no saudoso “Arqueologia do Rio”, de nosso amigo Rouen. A foto inicial é do Constellation PP-PCF e foi tirada pelo próprio Roeun em 1959, em uma rápida ida do Rio de Janeiro para Brasília com retorno no mesmo dia.
Como a mãe dele
era funcionária da Panair, Rouen foi com ela acompanhar uma turma de
embaixadores que foram ver os futuros locais onde iriam ser construídos os
prédios de suas representações em Brasília.
Conta ele que
em cada terreno havia uma tabuleta indicando o país que irá ocupar aquela
determinada área.
Em contato
com amigos fanáticos por aeronáutica, soube que o "Connie" (como é
chamado este belo avião na intimidade) sofria de problemas de confiabilidade
nos motores e não era raro terminar uma viagem com só 3 deles operacionais, sem
que nenhum passageiro percebesse.
A segunda
foto mostra um quadro que decora a sala da mansão Rouen, pintado pelo velho
amigo L.F.Kubrusly. É é o PP-PCF “Bandeirante Manoel da Borba Gato” sobrevoando
a Cidade Maravilhosa.
Por fim, uma
última foto deste belo avião na Baía da Guanabara.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
IGREJA N. S. DO BRASIL
Igreja N.S. do Brasil, na Urca.
Por iniciativa dos sócios da Sociedade Anônima Empresa da Urca, representada por seu diretor, doutor Oscar de Almeida Gama, foi doado um terreno localizado na Av. Portugal para a construção de uma capela dedicada a Santa Teresinha do Menino Jesus, porque, segundo consta, havia dela conseguido um milagre.
Coincidentemente, nessa
época, o Cardeal Dom Joaquim Arcoverde, também desejava construir pelos lados
de Botafogo, uma igreja Matriz em honra de Santa Teresinha do Menino Jesus.
Como o terreno da Urca era pequeno, determinou, então, o Cardeal que nele se construísse
um templo dedicado a Nossa Senhora do Brasil, piedosa invocação da Santíssima
Virgem, originada na cidade de Nápoles, e, em terreno comprado ao Asilo Santa
Maria, na entrada do Túnel Novo, a Matriz de Santa Teresinha.
Assim, a igreja de Nossa
Senhora do Brasil passaria a ser a Matriz da nova paróquia, incluindo os
bairros da Urca e da Praia Vermelha. Diante dos fatos apresentados, o doutor
Oscar de Almeida Gama aceitou a decisão das autoridades eclesiásticas.
No intuito de satisfazer
às determinações da Igreja e ao mesmo tempo contentar o doador, Padre Solano
Dantas de Menezes, responsável pelo desenvolvimento do projeto, teve a idéia de
mandar construir, no andar inferior ao da nave principal, uma capela, espécie
de cripta, dedicada a Santa Teresinha, idéia essa amplamente aceita por todos.
O projeto arquitetônico
da igreja é de autoria do arquiteto Frederico Darrigue de Faro Filho. A
construção, em estilo neocolonial hispânico, foi planejada em três pavimentos.
No andar térreo, conforme previsto, foi projetada uma cripta dedicada a Santa
Teresinha e, no segundo pavimento, visível apenas na elevação sobre a Rua
Marechal Cantuária, foi construída a residência paroquial.
Em primeiro de janeiro de
1930, foi lançada a pedra fundamental da futura igreja paroquial, sendo, em
seguida, celebrada uma missa campal. A primeira missa no interior da igreja foi
celebrada às 9 horas do dia de Natal de 1931, na cripta, que, naquela ocasião,
já apresentava os requisitos mínimos para a celebração. Em primeiro de dezembro
de 1933, inaugurou-se solenemente o altar de Santa Teresinha do Menino Jesus.
A inauguração da igreja
ocorreu duas semanas depois, no dia 17 de dezembro de 1933. Finalmente, por
decreto do senhor Cardeal Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra foi criada, a 8
de setembro de 1934, a paróquia de Nossa Senhora do Brasil.
NOTAS:
Fonte Paróquia N. S. do Brasil
Aquarela de Felisberto Ranzini
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
CLÁSSICAS
O antigo Cinema Central
(1919) virou Cine Eldorado e funcionou de 1929 a 1951 na Av. Rio Branco nº
166/168.
Esta sede do Clube Naval
foi inaugurada em 1910 permanece, modificada, até hoje.
O Hotel Glória foi construído para a Exposição Internacional de 1922, comemorativa do Centenário da Independência, pelo empresário Rocha Miranda. No local do Hotel Glória existia o palacete de John Russel, o pioneiro dos esgotos no Rio de Janeiro.Em estilo neo-Luiz XV o Hotel Glória era dotado de teatro, cassino, salões de festas e de jogos, áreas de lazer e 150 quartos. Ampliado em época posterior, ganhou mais dois andares e, pela incorporação de terrenos adjacentes, passou a ter 500 quartos.
Inaugurada em 1858, a linha Estrada de Ferro Central do Brasil tinha como estação final a “Estação do Campo”. Teve seu nome alterado para Estação da Corte e após Estação Dom Pedro II. A antiga construção foi reformada no início do século XX e todos achavam que pararia por ali, nada seria mudado. Entretanto para haver a expansão do sistema ferroviário, bem como a passagem da Avenida Presidente Vargas, foi substituída pela atual estação nos anos 40. A antiga estação ficou de pé até o término da construção do novo prédio.
Escola Rodrigues Alves,
esquina da Rua do Catete com a Rua Silveira Martins. O imóvel foi demolido
durante as obras do metrô na década de 1970.
















