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quarta-feira, 2 de junho de 2021

AV. PORTUGAL / AV. PASTEUR

Tia Milu, embaixadora plenipotenciária do “Saudades do Rio” na Urca, a propósito do recente “Onde é”?, manda esta série de fotos da esquina da Av. Portugal com Av. Pasteur. Esta primeira foto é de antes de 1908.

O portão principal da Exposição Nacional de 1908.

 Já vemos o posto de gasolina na esquina, à direita, com o muro do Iate Clube à esquerda.

A esquina da Av. Portugal com Av. Pasteur, dando acesso ao “quadrado da Urca”. À direita a Faculdade Nacional de Medicina. 

O Posto Shell antigo, que foi reconstruído em 1969.

Anterior ao Posto Shell havia este posto da Anglo-Mexicana, mencionado no “Onde é?”. Vemos também um avião no aeródromo que existia na Praia da Saudade.

A batalha de 1935 em frente ao Posto da Anglo-Mexicana.


 O Posto Shell remodelado em 1969. Hoje funciona sob a bandeira BR.

terça-feira, 1 de junho de 2021

ESCOLA VISCONDE DE CAYRU


Foto de Malta, 1923. 

A Escola Profissional Visconde de Cayru foi criada em 12 de setembro de 1918 pelo Conselho Municipal do antigo Distrito Federal, a partir da transformação de uma Escola Primária que funcionava na Rua Dias da Cruz. 

Posteriormente, a escola mudou-se para o outro lado do bairro do Méier, instalando-se na Rua Soares nº 95. Nessa época a escola era exclusivamente masculina. Os cursos profissionalizantes permaneceram até 1954, mantendo-se depois apenas o curso ginasial. 

Em 1958 foi construído o conjunto de prédios que, atualmente, abriga a unidade de ensino. Em 1958, o Ginásio Municipal Visconde de Cairu foi transformado em Colégio Municipal Visconde de Cairu e, após a criação do Estado da Guanabara, recebeu a denominação de Colégio Estadual Visconde de Cairu.

O prédio da foto pertence atualmente ao colégio Benevenuta Ribeiro.

O prédio segue a arquitetura básica dos colégios do período Passos, mas com soluções mais modernas, como um maior número de janelas. Só no período Prado Júnior as escolas saíram desse padrão, indo para estilos diversos, como Normando, Neo-Colonial e até mesmo Déco.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

NAS MARGENS DA LAGOA



Antigamente, antes da conclusão da “Belém-Brasília” que foi o trecho que concluiu as pistas no entorno da Lagoa (entre o Flamengo e o Piraquê não havia a avenida), este trecho da Borges de Medeiros era quase sem trânsito. Nas fotos de hoje vemos o areal que existia perto do Piraquê e que tinha alguns brinquedos comuns das praças cariocas.

As três primeiras fotos mostram alunas da ENIAA - Escola Normal Inacio Azevedo Amaral num momento de folga, onde hoje é o estacionamento do Clube Piraquê. Esta Escola Normal ficava na Lagoa, junto da Rua J.J. Seabra. Há muito tempo a ENIAA mudou de local e funciona em seu lugar o CAP – Colégio de Aplicação da UFRJ.

Até o final da década de 60, acho eu, era um sonho das meninas fazer a Escola Normal para serem professoras primárias. Era uma das carreiras mais escolhidas pelas moças de classe média. Muitas começavam a lecionar nos subúrbios, sendo famoso o “trem das normalistas” que saía da Central do Brasil. Como era frequentado também por muitos militares que serviam na Zona Norte, eram muito comuns os namoros e casamentos.



Esta última foto, no mesmo trecho, mostra a pose dos quatro irmãos, moradores da Lineu de Paula Machado, que viviam no Piraquê, que aparece ao fundo. A qualidade da foto, dos anos 50, deve-se à revelação do filme nos Estados Unidos, para onde viajava o pai deles, piloto da Varig.

Ainda no final dos anos 60 toda a área entre o Piraquê e a Hípica tinha “corrida de submarinos” todos os dias da semana. Definitivamente outros tempos.

domingo, 30 de maio de 2021

sábado, 29 de maio de 2021

INSTITUTO OSWALDO CRUZ

A história da Fundação Oswaldo Cruz começou em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, na então bucólica Fazenda de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurada originalmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica, após mais de 100 anos de grandes serviços prestados à Ciência, a Fundação Oswaldo Cruz muito vem contribuindo no combate à pandemia do Covid. 


O prédio em construção.  

Escadaria, jardim e a Baía de Guanabara, vistos do Castelo da Fiocruz Ao fundo, vê-se o cais por onde chegavam materiais para a construção e os funcionários.


Uma vista aérea do Instituto Oswaldo Cruz, em 1920. Podemos ver o núcleo arquitetônico da Fundação Oswaldo Cruz formado pelo Pavilhão Mourisco, o Quinino, a Cavalariça, o Pavilhão do Relógio (ou Pavilhão da Peste) e o Aquário (este já destruído). Segundo G. Sanglard, a arquitetura neomourisca singulariza o castelo não apenas em relação às demais construções do conjunto, mas como um dos mais destacados edifícios civis construídos para a Saúde no início do século XX no Rio de Janeiro.

O Pavilhão Mourisco, como é mais conhecido o prédio central da Fiocruz, começou a ser construído em 1905, pelo arquiteto português Luiz Moraes Júnior, com base em desenhos do próprio Oswaldo Cruz. O elevador do prédio central da Fundação Oswaldo Cruz é o mais antigo ainda em funcionamento no Rio de Janeiro. Foi instalado em 1909 pela Companhia Brasileira de Eletricidade Siemens-Schuckert Werke, a um custo total de 63.544 marcos. Com estrutura em ferro fabricada pela metalúrgica alemã Krupp, com cerca de 28,4m de altura de elevação, foi projetado para fazer quatro paradas.

Próximos ao Pavilhão Mourisco, erguem-se dois outros prédios em puro e sóbrio estilo inglês: o Pavilhão do Relógio, de 1904, e o da Cavalariça para Animais Inoculados, de 1904. O primeiro destaca-se pelo relógio de quatro faces, que ainda funciona. O segundo, pela beleza das janelas com sacadas e gradeamento art-nouveau.







 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

PRAIA DA SAUDADE

A Praia da Saudade, antigo Porto de Martim Afonso de Souza, ficava onde hoje é o Iate Clube do Rio de Janeiro. Anteriormente já tinha sido chamada de Praia do Suzano e Praia de Santa Cecília. Em 1868 foi rebatizada como Praia da Saudade. A rua em frente, que se chamava Rua da Praia da Saudade, em 1922 recebeu o nome de Avenida Pasteur.

Na foto de Juan Gutierrez, de 1892, com vista para a Baía da Guanabara, é mostrada a Praia da Saudade e Praia Vermelha. Esta simpática Praia da Saudade veio a desaparecer alguns anos depois quando o Fluminense Yatching Club, que funcionava nas instalações do Fluminense, em Laranjeiras, foi transferido para a Praia da Saudade. Nesta nova sede, frequentemente ampliada, havia cabines de banhos de mar, antes do acesso a Copacabana ter sido facilitado. Funcionou também, durante muito tempo, um estande de tiros, neste espaço do clube. A Praia da Saudade foi definitivamente aterrada em 1934/1935, quando ali foi construída uma pista de pouso de aviões, que durou até o início da 2ª Guerra Mundial (face a acidentes, foi descontinuada). Um projeto de ampliação para o Fluminense Yatching Club foi feito por Niemeyer, mas o projeto não foi seguido à risca, sendo as ampliações feitas sem um plano específico. O clube passou a se chamar Iate Clube do Brasil e, por volta da década de 1960, Iate Clube do Rio de Janeiro, denominação que tem até hoje.


Esta foto de Malta mostrando a Praia da Saudade, tem como data o ano de 1908. Nesta época a Praia da Saudade ganhou um cais, as ruas foram pavimentadas e as obras da Escola de Guerra foram concluídas. O que pode causar uma certa estranheza quanto à data é que neste ano de 1908 aconteceu a Exposição do Centenário da Abertura dos Portos, cuja inauguração deu-se em 11 de agosto. Mas consta que, como sempre acontece por aqui, os pavilhões foram construídos às pressas. E assim como foram construídos, desapareceram logo. 



Esta foto da Praia da Saudade mostra o Instituto Nacional dos Cegos e Hospital dos Alienados.



Postal de A. Ribeiro. Coleção Klerman Wanderley Lopes. Praia da Saudade. Imagem do começo do século XX mostrando a Praia da Saudade, na Avenida Pasteur, que foi totalmente aterrada numa área de mais de 80 mil metros quadrados, para a construção do atual Iate Clube do Rio de Janeiro. Sucessivas "doações" de diversos Governos permitiram que esta área fosse privatizada. Nesta foto aparece a antiga mureta que existia mureta neste pedaço. 




Quem concedeu o terreno da Praia da Saudade para a construção do Iate Clube foi o Prefeito Alaor Prata. Da esquerda para a direita vemos três grandes prédios: o primeiro é o do CPRM, que seria inicialmente destinado à Faculdade de Medicina e que, depois de servir como um dos pavilhões da Expo de 1908, foi utilizado pelo Ministério da Agricultura. O segundo é o do Instituto dos Cegos, atual Instituto Benjamin Constant, construído em terreno doado por D. Pedro II. O terceiro é o do Hospício, que funcionou neste prédio até 1944, quando foi transferido para o Engenho de Dentro. O término das obras para transformação do Hospício na Reitoria da Universidade do Brasil deu-se em 1952. Conta o Professor Leme Lopes, ilustre psiquiatra, que em 1944 as condições do prédio eram péssimas e se não fosse Pedro Calmon, que defendia o valor histórico e artístico do prédio, os inimigos do hospício demoliriam o prédio. A fotografia mostra ainda toda a área do Morro do Pasmado, sem os arranha-céus que hoje quase o escondem.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

AV. ATLÂNTICA COM RUA REPÚBLICA DO PERU

Nesta foto de Malta, de 1928, enviada pelo prezado JRO, vemos a Rua Nove de Fevereiro, aberta em 1917 em terrenos da Empresa de Construções Civis, pelo seu Diretor-Presidente, o Dr. Antônio de Paula Freitas. Recebeu este nome por conta da data do combate da Armação, em Niterói (09/02/1894)), na Revolta da Armada, contra o Governo de Floriano Peixoto.


Em 1938 a rua teve seu nome alterado para República do Peru, homenageando o país vizinho, que proclamou sua independência em 28/07/1821. Na foto podemos ver a quadra perto da Avenida Atlântica, com a Pedra do Inhangá até junto ao meio-fio, à direita. Ao fundo, a "Agulhinha de Copacabana", também conhecida como "Pedra do Cão", “Leão de Copacabana” ou "Pico do Inhangá
”.

Este é o palacete do Dr. Cícero Pena, construído em 1912, na esquina da então Rua 9 de Fevereiro (hoje Rua República do Peru) com a Av. Atlântica, que foi doado à Prefeitura para funcionar como escola pública. Em 1912 Copacabana já contava até com distrito de esgotos e elevatórias, além da rede que era construída quando as ruas eram abertas. Copacabana já tinha água encanada desde a virada do séc. XX. A água vinha do sistema de reservatórios de Botafogo e Flamengo e na época já se reclamava que com o crescimento do bairro que o fornecimento ficava irregular nos dias mais quentes da "estação calmosa".  

 

Posteriormente o prédio original foi reformado e permanece assim até hoje, tendo sido a atual construção tombada, pois o Prefeito queria vender o terreno, em recente polêmica. A questão da falta d´água se agravou muito no período do "boom" imobiliário de Copacabana nos anos 50 e 60, o que levou os moradores a terem caixas d´água dentro de casa, além de instalarem bombas para sucção da pouca água disponível. Alguns chegavam a coletar a água da chuva para diminuir a escassez.

Esta foto, do acervo do prezado Jason, mostra a esquina da República do Peru com Av. Atlântica provavelmente nos anos 70. A Escola Cícero Pena está na esquina onde está o fotógrafo. Na esquina onde há o anúncio da Alitalia funciona um “Manoel&Joaquim”.