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sexta-feira, 19 de agosto de 2022
BAR SAUDADES DO RIO
segunda-feira, 15 de agosto de 2022
EDIFÍCIOS DA PRAIA DE BOTAFOGO
Hoje temos como convidado nosso amigo Rouen, do "Arqueologia do
Rio", que assim comenta esta fotografia da Praia de Botafogo:
"Estamos na transição das décadas de 40 para 50 ou talvez no início
desta segunda. Os edifícios começam a surgir cada vez mais rapidamente.
Em primeiro plano o Edifício Corcovado, na Praia de Botafogo nº 198, com
sua imponente portaria de dois andares. Logo a seguir, na Rua Farani, esquina
com a Praia de Botafogo, o Edifício Farani, no nº 3 e o Ed. Vistamar no nº 23,
ainda na fase de construção. Estes dois prédios geminados possuem uma
arquitetura tipicamente de época, igual aos que encontramos na Avenida
Presidente Vargas, ou seja, os dois ou três primeiros andares recuados e no
espaço vago uns pilotis aparentes de forma cilíndrica. Nesta área vamos
encontrar, atualmente, algumas choperias que constituem o chamado “Baixo
Farani”.
No meio da foto, na direita, parcialmente cortado, o Edifício Julio
Barros Barreto, projeto de autoria de MMM Roberto em 1947, um dos ícones da
arquitetura moderna no Rio de Janeiro. Entre estes dois prédios avistamos as
palmeiras pertencentes ao terreno da residência da família Guinle, mais tarde
Embaixada da Argentina.
Seguimos pela esquerda da foto, encontrando a Paróquia Imaculada
Conceição de Botafogo e também cortado na foto o Edifício Victoria, na Praia de
Botafogo nº 280, terreno que anteriormente era ocupado pela residência do Dr.
Miguel Couto".
O "Saudades do Rio" agradece a gentileza do Rouen e informa
que esta fotografia foi contracapa da revista "Brasil Moderno",
volume VIII, dezembro de 1954.
AVISO AOS NAVEGANTES:
A partir de amanhã o "Saudades do Rio" entrará em recesso por alguns dias, devendo retornar às atividades habituais na próxima semana.
domingo, 14 de agosto de 2022
DIA DOS PAIS
Hoje é dia de saudades!
A foto é na Rua Barata Ribeiro e a esquina lá no fundo é a da Dias da Rocha.
Me levou no colo para o Flamengo e para a Medicina.
Não podia pedir mais.
sábado, 13 de agosto de 2022
DO FUNDO DO BAÚ: MANCHETE ESPORTIVA
A “Manchete Esportiva” foi uma revista de grande sucesso nas décadas de 50 e 60, precursora da “Revista do Esporte” e companheira de outras como “Esporte Ilustrado”. Os leitores do "Jornal dos Sports" não deixavam de comprar.
Em meados dos anos 50 apresentou caricaturas dos grandes times cariocas, feitas pelo cartunista LAN. Como não havia legendas na revista o desafio é identificar todos os jogadores.
Os do Flamengo não tive dificuldade. Dos outros times consegui identificar
alguns e tive auxílio de outros torcedores de antigamente. Mas ficaram faltando
alguns. Talvez alguém aqui possa ajudar.
FLAMENGO: identifiquei o Pavão, Servílio, Garcia, Jordan, técnico Fleitas Solich. Na intermediária o Dequinha. Agachados: Joel, Rubens, Indio, Evaristo e Zagalo.
VASCO DA GAMA: consegui identificar o ataque, mas o Henrique Hübner me passou o time inteiro: Haroldo, Orlando, Paulinho, Laerte e Flávio Costa. Válter, Beto, Hélio. Sabará, Vavá, Pinga e Parodi.
FLUMINENSE: técnico Gradim. Identificados de pé: ???, Clóvis, Pinheiro, Veludo e Castilho. Abaixados ???, Escurinho, Valdo, Didi, ???, Telê. Foram citados como possíveis integrantes o Ambrois, Leo, Benê e Quincas.
AMÉRICA: esta é mais difícil, mas os torcedores do América são fiéis e talvez algum apareça por aqui. Identifico o Canário agachado à esquerda, parece o Alarcon (o penúltimo à direita) e o o "Constellation" - o goleiro Pompeia. O bigodudo e cabeludo de pé com a bola é o Ivan.O centro-avante é o Leônidas "da selva" e o ponta-esquerda, último à direita, é o Ferreira.
sexta-feira, 12 de agosto de 2022
ONDE É?
FOTO 1 - do acervo de O Globo, de 1957, publicada pelo prezado Antolog.
FOTO 2 - do acervo do prezado Tumminelli, comprada na Praça XV.
FOTO 3 - do acervo do amigo Candeias (o galã do time do Banco Nacional). O craque deste time era o Oadyr, que brilhou no futebol profissional jogando pelo Uberaba.
FOTO 4 - do acervo do Correio da Manhã.
quinta-feira, 11 de agosto de 2022
GARAGEM DE BONDES DO HUMAITÁ
Essa garagem junto com a do Largo do Machado eram na região sul da cidade os
maiores espaços ocupados pela Light para guarda de veículos, pois embora muito
indentificadas com os bondes, essas garagens muitas vezes guardavam ônibus.
Havia inúmeras outras de médio ou pequeno porte espalhadas pelos bairros da
cidade, algumas ainda ficaram praticamente intactas até os anos 90 como a do
Leblon, e outras perfeitamente preservadas como a de Botafogo, hoje Arquivo
Público do Estado.
A Viação Excelsior, uma das maiores da cidade nos anos 20 e 30 era de
propriedade do "Polvo Canadense", como assim era chamada a companhia
canadense, que dominava vários serviços da cidade, do Gás à Luz passando pelos
transportes.
Com o fim do serviço de bondes grande parte das garagens passou ao poder
público, por desapropriação, ou por terem sido os terrenos anteriormentes
doados pela municipalidade para o fim de garagens, retornando ao patrimônio
público com o fim dos serviços.
O grande espaço da Garagem do Largo dos Leões ou do Humaitá como era também
chamada foi dividida, entre a CEDAE, a COBAL, e a Secretaria Estadual de
Educação.
A foto é curiosa pois mostra dentro da imensa garagem alguns ônibus da Viação Excelcior, também de propriedade da Light, algo que não era difícil de ocorrer nas grandes garagens da cidade.
Vemos a fachada
principal da garagem, localizada na Rua Voluntários da Pátria na frente da
esquina da Rua Capitão Salomão, segundo o Decourt. Eu não me lembro deste lado da garagem, mas lembro bem do lado que dava frente para a Rua São Clemente.
A imagem, aparentemente dos anos 10, mostra um bonde da Light com reboque
passando defronte à garagem. No chão vemos os trilhos que se dirigiam à
entrada principal para os carris, embora a fachada indique claramente que o
arco principal da estação é o localizado mais à esquerda, onde não há trilhos e
o meio-fio é elevado.
Certamente tal entrada deveria ser a sala para os passageiros, onde também
havia bancas de revistas e vendas de jornais, num esquema muito parecido com a
garagem do Largo do Machado, Botafogo e Copacabana. A de Copacabana possuia
inclusive um hotel em seus andares superiores.
Junto ao meio fio vemos um poste de iluminação, que tinha uma base usada em bem
poucas ruas, sendo que a base é muito parecida com os postes da Expo de 1908 na Praia
Vermelha. Não descartando que, após desmonte da Expo, os postes foram adaptados
para a altura das ruas e instalados em vias públicas dos bairros de Botafogo e
Flamengo, onde eles são vistos em fotos antigas.
Com a demolição da garagem a geografia do local mudou bastante, a rua é muito mais larga, com recuos não só no local da antiga garagem, mas também junto à calçada oposta, onde prédios construídos nos anos 70 obedeceram o PA novo da Voluntários da Pátria, dos anos 50, permitindo nesse trecho o alargamento da via para a instalação de baias de ônibus e táxis.
Foto da estação do Largo dos Leões já no século XX. Anteriormente, em 1871, a Companhia "Botanical Gardens" solicitou à Câmara Municipal licença para construir a estação do Largo dos Leões.
Enquanto não ficava pronta, foi construído um telheiro provisório, a fim de se
guardar os carros e os animais que, por falta de lugar próprio, ficavam
expostos ao tempo.
A linha de carris entre a Praia de Botafogo e o portão do Jardim Botânico foi inaugurada em janeiro de 1871. Pouco depois a linha foi estendida até o local conhecido como "Três Vendas", que ficava no começo da Rua Marquês de São Vicente, próximo da Praça Santos Dumont.
Dunlop conta uma curiosidade: é que no ano de 1871, o Chefe de Polícia da
Corte, oficiou à "Botanical Garden" que era proibido que as pessoas
viajassem nos estribos, exceção feita aos empregados encarregados da direção
dos bondes, "visto ser aquela prática vexatória às pessoas que entram e
saem, além de poder ocasionar acidentes e aglomeração de passageiros nos ditos
estribos".
Foi uma grita geral, inclusive com a participação dos jornais. Tal foi o clamor
que o presidente da "Botanical Garden" oficiou ao Ministro da
Agricultura pedindo a revogação da ordem. Os incidentes entre condutores,
policiais e os que desejavam viajar nos estribos aumentavam, fazendo com que um bonde ficasse retido, assim como os outros que vinham atrás.
Nem mesmo a polícia conseguia resolver a questão e, pouco a pouco, foi
afrouxando sua atitude contra os renitentes passageiros dos estribos. Abaixo-assinados foram organizados para pedir a revogação da medida, o que
acabou acontecendo.
A fotografia, do Arquivo
Nacional, mostra a área onde existia a garagem de bondes e que, nos dias de
hoje, abriga a COBAL. Devemos estar nos últimos anos da década de 60. Ainda não
existiam os grandes prédios comerciais da esquina da Rua Voluntários da Pátria
com Rua Capitão Salomão. Um deles, o "Guilherme Romano", abriga além
de lojas nos pavimentos inferiores, um grande número de consultórios médicos.
Quase mais nada restava da estrutura da garagem de bondes (trilhos, rodos, praticamente tudo foi retirado), exceto um pedaço de pavimento, junto das Rurais ( que são sucatas, como as Kombis), que aparentemente são sobras de fossos ou plataformas de manutenção dos bondes (há trechos de trilhos ainda ali).
Neste espaço funcionou também, depois dos bondes, uma garagem de ônibus elétricos. Das casas antigas ao fundo, as duas da extrema direita ainda sobreviviam até há pouco tempo (não sei se agora ainda estão lá). Na época esse terreno pertencia a Botafogo. Hoje é Humaitá. A rua que divide os bairros é a Conde de Irajá. Entre o desmanche da garagem e a construção da Cobal, o terreno chegou a ser utilizado para a instalação de um circo.











