Hoje vamos ver como era a
Av. Francisco Bhering há alguns anos. Originalmente teve o nome de Av. Arpoador.
Começa na confluência da Av. Vieira Souto com Rua Francisco Otaviano e termina
no próprio Arpoador (originalmente em frente à Estação Radiotelegráfica).
Nesta foto colorizada
pelo Nickolas vemos o início da Av. Francisco Bhering. Em destaque
o Edifício Marambaia, de 1936, cujo endereço é Avenida Francisco Bhering,
nº 33. Com dez andares e dois apartamentos de cerca de 200 m2 por pavimento, o
Marambaia é o edifício alto mais antigo do bairro. Foi construído pelo
engenheiro João Carlos Vital, que foi presidente do IRB (Instituto de
Resseguros do Brasil) quando de sua fundação e, anos depois, foi Prefeito do
Rio nos anos 50. Vital morou em uma das unidades por alguns anos. Em outra,
moraram meus amigos e colegas de colégio João e José Tebyriçá.
Uma foto do paradisíaco
Arpoador, no início do século XX.
Raras casas, seus terrenos terminando na areia. À esquerda, o famoso
"Castelinho" de Ipanema.
Segundo Claudia Gaspar, em 1751, o Plan de la
Baye et du Port de Rio de Janeiro já registrava a "Ponta do
Arpoador". A Praia do Arpoador, com 800 metros de extensão, fica em
Ipanema, entre a Ponta do Arpoador e o encontro da Rua Francisco Otaviano com a
Rua Francisco Bhering, no início da Avenida Vieira Souto.
Deve o nome aos rochedos
debruçados sobre o mar, que serviam para arpoar baleias quando elas se
aproximavam da costa para procriar.
A caça à baleia foi atividade importante no Rio de Janeiro colonial, compondo
com a produção de açúcar e o comércio de madeira nativa a base da economia
(esta pesca parece ter começado em 1644).
Na Pedra do Arpoador funcionou a Estação Rádio-Telegráfica de Copacabana,
demolida há poucos anos. Até a década de 1940 o local continuava a ser um areal
meio vazio. As casas davam frente para a Rua Francisco Otaviano e fundos para a
praia.
Este é o aspecto da Av. Francisco Bhering pouco antes dos anos 80. Era possível ir de carro até junto à Pedra do Arpoador. A foto tirada em direção a Av. Vieira Souto e mostra os sinais de trânsito que disciplinavam o trânsito, fazendo os carros irem em direção ao Leblon com segurança. Tudo foi modificado em 1984/1985 com obras que tornaram a Av. Francisco Bhering um calçadão, com uma pista exclusiva para os veículos dos moradores.
Nesta foto, do acervo do Tumminelli, vemos um Arpoador sem prédios luxuosos e com carros estacionados ao longo da Av. Francisco Bhering. Só havia construções baixas e a mata, onde hoje se encontra o Parque Garota de Ipanema.
As construções eram de instalações do Exército, havendo inclusive uma espécie de garagem. Era frequentada pelo saudoso Richard, que acompanhava o pai militar para reparos no carro da família. Conta ele que o pai parava o carro em cima do "buraco", ambos desciam para ficar sob o carro e o pai trabalhava enquanto ele ia passando o óleo, o almotolia, etc.






















