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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

COMERCIAIS ANTIGOS DE CARROS (1)

 

 COMERCIAIS ANTIGOS DE CARROS (1), por Helio Ribeiro

Até algumas décadas atrás era comum serem veiculados comerciais de carros na TV. Mas há tempos não se vê isso com tanta assiduidade. A Internet tem uma imensa variedade daqueles anúncios antigos e ficou difícil escolher quais postar aqui e quais não. Optei por duas postagens separadas: uma só com comerciais da Volkswagen, onde o fusca é maioria, e outra com comerciais das outras montadoras. A de hoje é sobre a Volkswagen.

Sem mais delongas, vamos aos comerciais dos bólidos da época.

 

FUSCA


O anúncio abaixo foi bastante veiculado na TV.


Esse é bastante criativo, mas não lembro de tê-lo visto.


Também nunca vi o abaixo.


Provavelmente este só foi veiculado em São Paulo.


Um comercial norte-americano.


E um alemão. O título significa "Histórias do Volkswagen".


TODA A LINHA VW

Muito bem bolado o abaixo, porém nunca o vi. Baseado no filme “Sete Homens e um Destino” ou em inglês, que tem mais a ver com o comercial, “The Magnificent Seven”.


PASSAT 1974

Lançamento do Passat. Nunca achei bonito esse carro, mas dirigi um modelo 1975 de um amigo, quando fomos a Santa Catarina. Peguei o volante um pouco à frente de São Paulo e fui até a divisa com Santa Catarina. Ele era paraplégico e o carro era adaptado. Um pouco complicado para dirigir: tinha um conjunto de barras articuladas de metal que fazia as vezes de acelerador, pedal de câmbio e freio. Só a alavanca de mudança de marcha era a mesma. Para acelerar você torcia uma bola na extremidade de uma das barras metálicas; para frear, empurrava todo o conjunto para a frente, pois ele estava acoplado ao pedal de freio; para fazer a mudança era mais complicado, pois precisava empurrar para cima um pedaço da barra articulada (isso empurrava o pedal de câmbio), fazer a mudança normalmente na alavanca para isso, depois baixar novamente o pedaço da barra.

Quando entrei num consórcio para pegar meu Voyage 1986, a Auto Modelo me ofereceu um Passat Village em substituição, pois não havia Voyage em estoque. Não aceitei porque tinha ouvido falar que o Passat iria sair de linha. E o Village, se não me engano, era mais voltado para táxis.


VARIANT_1969

Em 1974, quando discutíamos aqui em família que carro comprar, já que éramos em número de dez, avaliamos Kombi (mas era muito perigosa) e Veraneio (muito cara). Optamos por uma Variant. Vimos o anúncio de uma, acho que ano 1971. Eu e meu tio fomos vê-la. O anúncio dizia que ela havia rodado 21 mil quilômetros. Chegando no local, em São Cristóvão, ela não estava lá e sim na Tijuca. A pessoa que nos atendeu estranhou aquela quilometragem e disse que era mais do que isso, talvez uns 65 mil quilômetros.

Fomos até a Tijuca. Era uma Variant azul. Meu tio pediu para dirigi-la. Macaco velho, ele notou folga no volante, pedais gastos, e outros sinais de uso intenso. Desistimos da compra. Acabamos por escolher um Chevette 1974 zero km. Não dava para todos nós e por isso minha tia comprou um fuscão. Lembro das placas: o Chevette era LB-7713 e o fuscão ED-6254. Com a fusão GB-RJ, mudaram para ZN-7713 e QP-6254.


 ZÉ-DO-CAIXÃO 1969

Fracasso como carro de família, sucesso como táxi. Quem não se lembra deles?



------  FIM  DA  POSTAGEM  -------

O "Saudades do Rio" agradece a colaboração do Helio Ribeiro

 

BECO DA MÚSICA

 

O tema da postagem de hoje veio a partir do envio desta foto acima pelo GMA, com a sugestão de incluí-la em um "Onde é?"

Como eu pouco sabia sobre o "Beco da Música", que aparece na foto, resolvi dar uma pesquisada. 

Agradeço ao GMA a oportunidade.

Segundo Paulo Berger, fonte maior desta pesquisa, o “Beco da Música” começava no Largo de Moura e terminava na Rua da Misericórdia. É dado como desaparecido com a urbanização da Esplanada do Castelo, absorvido pelas instalações do Tribunal de Justiça. Em imagem abaixo publicada, do Google, temos ideia de sua localização.

Anteriormente este beco era conhecido como “Travessa do Administrador”. O nome “Travessa do Administrador” se deve a ali ter residido o prelado eclesiástico ou administrador Mateus da Costa Alboim, que também foi provedor da Misericórdia.

Na casa situada na esquina do Largo de Moura eram realizados, em princípios do século XIX, os ensaios das bandas de música dos regimentos portugueses do Quartel de Moura, daí o nome de “Beco da Música”.

Na altura do "Beco da Música" ficava situada a "Porta da Cidade", a qual comunicava o Morro do Castelo com a várzea, que era então a Praia da Piassava ou de Pina Sapé.

Alguns o chamavam até de "Beco da Porta da Cidade", pois o traçado dele ia dar numa pequena posição fortificada, onde havia  uma trincheira e um pesado arco de cantaria com portão que dava acesso à subida do Castelo e ao guindaste dos jesuítas. 


Nesta imagem do Google temos uma boa ideia da localização do "Beco da Música".


Esta foto de Malta, dos anos 40, do AGCRJ, tem o título "Beco da Música".

O Largo de Moura ficava situado entre o antigo Mercado Municipal, Praça Marechal Âncora e as ruas Dom Manuel e Clapp. O Largo desapareceu com a urbanização do Castelo.  

A Rua da Misericórdia, também desaparecida com a urbanização do Castelo, já teve os nomes de Rua Direita para a Misericórdia, Rua Direita da Praia, Rua para a Igreja de Bonsucesso, Rua que vai de São José para a Misericórida. A origem do nome prende-se à instituição da Santa Casa de Misericórdia, fundada por José de Anchieta, antes de 1582.

Conta Brasil Gerson, a partir de Felisbelo Freire, que, aquartelados nas vizinhanças, os músicos do Regimento de Moura ensaiavam no local que fora sede da administração do monopólio do sal.

Estas duas últimas imagens garimpadas pelo Decourt mostram a localização do Beco da Música.


Havia muitos becos nesta região da cidade, a maioria desaparecida com a construção da Avenida Perimetral e, depois, pelas instalações do Tribunal de Justiça.

Entre eles o "Beco do Guindaste", alusão a um misto de plano inclinado e guindaste para o transporte entre a praia e o convento dos jesuítas no Morro do Castelo. Começava na Travessa Costa Velho e não tinha saída. A seu lado ficava o "Beco Pequeno".

O "Beco dos Ferreiros", onde trabalhavam os ferreiros da cidade e  moravam chineses e havia casas para se fumar ópio. Começava na Rua D. Manuel e terminava na Rua Vieira Fazenda.

O "Beco dos Madeireiros", depois "Travessa do Paço", foi aberto nos terrenos resultantes do recuo do mar. Foi obra dos jesuítas no século XVIII. Ali se instalaram os madeireiros e seus armazéns. A madeira era desembarcada na antiga Praia de D. Manuel. 

O "Beco da Fidalga", cuja denominação origina-se de um grande casarão de dois andares conhecido como "Casa da Fidalga". Especula-se ser D. Maria Antonia de Alencar ou D. Ana Isabel de Mascarenhas.

O "Beco do Cotovelo", que começava na Rua Clapp e se prolongava até a esquina da Rua do Carmo com São José. Foi aberto antes de 1690 e era tortuosa, fazendo um cotovelo em seu trajeto. Teve vários nomes como "Beco do Açougue Grande", "Beco do Padre Vicente", "Rua do Cotovelo", "Rua Bispo D. Vital", até se denominar Rua Vieira Fazenda.

O "Beco da Boa Morte", assim chamado pela proximidade da Forca, depois chamado de "Beco D. Manuel". Ali existiu um oratório dedicado à N.S. da Boa Morte.

O "Beco do Teatro", que começava na Rua Clapp e terminava na Rua D. Manuel. Foi aberto nos fundos do velho Teatro de São Januário, em honra da irmã de D. Pedro II. Deu lugar ao antigo edifício do Ministério da Viação e Obras Públicas inaugurado em 1874.

O "Beco da Natividade", que foi conhecido como da Igreja ou da Torre por achar-se ao lado da torre da Igreja de São José. Não foi possível descobrir quando e porque passou a se chamar "Beco da Natividade".

  

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

HOTEL LISBOA / HOTEL BELLEVUE / HOTEL BELO HORISONTE

 

Esta bela fotografia da Brasiliana Fotográfica mostra o Hotel Lisboa final do século XIX. Ficava na Rua Marinho nº 1, em Santa Teresa. Esta rua é a atual Murtinho Nobre, que começa na Rua Dias de Barros.

Este hotel, tempos depois, recebeu os nomes de Hotel Bellevue e  Hotel Belo Horisonte (respeitada a grafia da época).

Os hotéis em bairros considerados mais afastados como o Internacional, Santa Teresa, Vista Alegre, Lisboa (depois Bellevue), Estrangeiros, Metrópole, Jourdain, Vila Moreau, formavam a aristocracia da hotelaria da cidade, como contam Elysio Belchior e Ramon Poyares.

Quando foram lançados talvez não pudessem ser comparados com hotéis europeus de primeira linha, mas não recebiam as críticas que se faziam à maioria dos hotéis do centro da cidade.


Apesar do estilo do prédio resvalar no eclético, a varanda fechada é um típico muxarabi árabe, que chegou a estas terras via nossos colonizadores portugueses. 

Muxarabi é um balcão suspenso e vazado colocado adiante de portas ou janelas. É um elemento arquitetônico característico da arquitetura tradicional do mundo islâmico. É uma espécie de “janela oriel” (janela de sacada envidraçada com uma forma de janela saliente que se localiza na fachada do prédio, mas não chega ao solo). 


Vemos aqui o anúncio do então Hotel Bello Horisonte, propriedade de J. B. Nogueira, na Rua Marinho nº 1.

"Tendo passado por numerosas reformas este estabelecimento acha-se à disposição das famílias e cavalheiros da boa sociedade, proporcionando aos seus hóspedes, salas e quartos, ricamente mobiliados. Restaurant de primeira ordem, gêneros de superior qualidade, magnífico jardim, parques e caramanchões, podendo dar refeições ao ar livre, para o que dispõe de bom pessoal.

Banhos frios e quentes, viagens rápidas para qualquer ponto da cidade, por bonds electricos de 15 em 15 minutos. Esplendido panorama se divisa por ambos os lados do Hotel, tendo à sua frente a deslumbrante Baía da Guanabara, podendo apreciar-se as entradas e saídas de vapores. Lugar muito saudável, recomendado pelos Srs. médicos desta capital.

Os bonds electricos, que partem do Largo da Carioca, chegam à plataforma do Curvello de 15 em 15 minutos. Em frente acha-se uma tabuleta que indica a posição do Hotel, que é a alguns passos e a pequena distância."

Esta rua foi aberta por Antonio Ribeiro Marinho que, após a morte do Barão do Curvello em 1877, iniciou o loteamento da chácara do Barão.

Ao lotear a chácara, Marinho assim a vendia: "a localidade tem facilidade de condução, recursos de vida à mão, vizinhança decente e sociedade escolhida".

Em outro lote ficava a casa que pertenceu ao Barão de Mauá, cujo edital de leilão dizia: "...situado num local salubre e de magnífica posição, possui um excelente banheiro com latrina inglesa, pomar, estrada até o alto da elevação da qual se deslumbra a vista panorâmica do movimento do porto até as ilhas fora da barra da Baía da Guanabara".

Segundo Gastão Cruls, Santa Teresa foi um dos morros que mais cedo tiveram as preferências da população como zona residencial e, desde que se abriu a velha Estrada do Aqueduto, suas margens se viram bordadas de casas. Aliás, por muitos motivos, era justo que os cariocas voltassem os olhos para o antigo Morro do Desterro. 

Bem exposto aos ventos da barra e à sombra de boa vegetação, nele se desfrutavam um ar mais fino e temperaturas mais suaves. No verão, entre gentes de mais recursos, quem não podia ir para Petrópolis, aí procurava uma casinha ou hospedava-se num de seus hotéis. 

NOTA: a postagem contou com a ajuda dos amigos do Facebook Rio Antigo, além da pesquisa no livro de Belchior & Poyares.




segunda-feira, 5 de agosto de 2024

HOTEL WILSON


Vemos o Hotel Wilson, que ocupava os números 2, 4 e 6 da Praia do Flamengo, precisamente na esquina que é também o começo da Ladeira do Russel. O telefone era Beira Mar 919.

Segundo Brasil Gerson, "era um hotel pequeno, mas elegante, próprio para famílias de bom-tom".

Ali se hospedou durante um tempo a família do Andre Decourt, que sobre este hotel escreveu o seguinte:

“O Hotel Wilson foi o embrião de um tipo de estabelecimento de hospedagem muito comum hoje, o apart-hotel. Pois ao contrário das pensões da época alguns quartos ou conjuntos de quartos do Hotel Wilson possuíam pequenas cozinhas, o que dava alguma liberdade para famílias que nele se instalavam. Como era o caso da minha, que durante a segunda metade dos anos 20, voltando da fazenda de café, passou uma considerável temporada hospedada no Hotel Wilson, antes de ir para uma residência, e como de costume era uma família numerosa. Meus bisavós, 4 tias-avós, 2 tios-avôs e a caçula que era minha avó,  alugavam um pequeno conjunto de quartos com cozinha, saleta e banheiro.

O prédio era bem grande, pois se aproveitava do profundo lote na confluência da Praia do Flamengo, Rua do Russel e da escadaria da Ladeira do Russel.

O prédio do hotel foi demolido em 1938, quando ali foi construído o Edifício Columbia até hoje no local.”

Já o amigo Marcio Bouhih informou que “no projeto de construção deste prédio (Arquivo da Cidade) consta como sendo o "Palacete da Família Chermont de Brito". Construído no início do século XX, se bem me recordo em 1912. O hotel acredito que fosse o prédio ao lado, onde hoje existe o hotel Flamengo. Esta construção, apesar de parecer enorme, tinha um interior um pouco acanhado. Pela planta original vê-se que só havia um banheiro no pavimento superior. Por isso, acho que pode não ter funcionado como hotel. A demolição desta casa foi anterior a 1940, data da construção do atual edifício.”

No que o Andre Decourt respondeu: “Ele poderia até ter tido um banheiro, mas deve ter sido redividido por dentro quando virou hotel e a família Chermont de Brito foi para Copacabana. Na Rua Santa Clara, pouco depois da esquina da Rua Lacerda Coutinho, ainda há uma das casas da família, que foi habitada por um de seus membros até pouco anos atrás. Eles também tinham outra grande casa na altura do 375/377 da Rua Santa Clara, demolida nos anos 70 e também um pequeno prédio na Rua Maestro Francisco Braga, hoje com as unidades vendidas para terceiros e tombando na APA do Bairro Peixoto em muito bom estado.”

O prezado Cau Barata, grande historiador do Rio Antigo e que acompanhava o “Saudades do Rio” escreveu: "os números 2, 4 e 6, da Praia do Flamengo, que fazem parte desta sua maravilhosa postagem, como endereço do Hotel Wilson, junto com os números 8, 10, 12, 14, 16, 18 e 20 (este último na esquina com a Rua Silveira Martins) - ou seja, o quarteirão inteiro, fez parte da grande chácara do Dr. Domingos de Oliveira Maia, entre os anos de 1820 e 1846. Bacharel em Direito, Domingos foi Juiz Municipal e dos Órfãos do termo de Cabo Frio. Era casado com uma filha do dono da Fazenda São Jacinto, em Cabo Frio.

A partir de 1848, começou a lotear este terreno, ficando, porém, três propriedades em mãos da família, que assim avançaram até o ano de 1900. Os números referentes ao seu estudo - Hotel Wilson - foram vendidos em 1848 para Luiz Antonio Alves de Carvalho, cujos descendentes reservaram para eles, os números 2 e 4, até 1900, enquanto o número 6, foi vendido para a família Muller.

Os herdeiros de Luiz Antonio - Carolina Teresa e Antonia Rosa, venderam, no início do século, os números 2 e 4, para o Deputado Federal Teotônio Raimundo de Brito Junior, chefe da família Chermont de Brito, por você citada, pelo seu casamento, em 1876, em Belém do Pará, com Inez Amélia de Chermont. Ele morreu a 28.06.1923 e fim dos números 2 e 4. O 6 estava com Maria da Glória Pontes Muller. Daí em diante, me delicio com as suas memórias.”

Ao pensar na demolição desses palacetes, temos sempre que ter em mente a mentalidade da época. Em 1960 não havia preocupação em preservar construções do início do século, pelo contrário, a História e a Natureza tinham que abrir caminho para a Modernidade.


Neste postal vemos o Hotel Wilson descrito como Pensão Wilson.


Alguém interessado em alugar um apartamento de três peças?

sábado, 3 de agosto de 2024

LOCUTORES E APRESENTADORES

 

 LOCUTORES E APRESENTADORES, por Helio Ribeiro

Atendendo a insistentes pedidos, aqui vai mais uma postagem sobre locutores e apresentadores de rádio e TV. Desta feita são muitos, por isso o texto sobre cada um será bastante resumido. É deveras frustrante ter de descartar tantos fatos da vida dessas pessoas. Todas foram importantes para a história do rádio e da TV no país. Mas não daria para listar suas biografias aqui nesse espaço. .

 

BLOTA JR (03/03/1920 – 22/12/1999)


José Blota Jr era extremamente eclético. Foi advogado, empresário, político, apresentador, jornalista, locutor, roteirista e produtor de rádio e TV.

Iniciou a carreira aos 12 anos de idade, escrevendo para o jornal “Correio d’Oeste”, da sua cidade natal de Ribeirão Bonito. Em 1943 foi contratado pela Rádio Record, onde exerceu praticamente todas as funções, inclusive diretor de esportes e diretor artístico.

Foi locutor da CBS e da NBC de Nova Iorque. Dirigiu a Rádio Pan-Americana (atual Jovem Pan) e foi vice-presidente da fábrica de bicicletas Calói.

Ao longo de seis décadas de atuação apresentou quase duzentos programas de rádio e TV diferentes. Foi o criador e mestre de cerimônias da entrega do Troféu Roquette Pinto.

Além da TV Record, trabalhou nas TV’s Gaúcha, Rio, Bandeirantes, Tupi e SBT.

Na vida política, foi deputado estadual durante três mandatos e deputado federal (1975-1979), sendo líder do governo na Câmara.

Morreu de insuficiência respiratória provocada por uma pneumonia.

 

CÉLIA BIAR (10/03/1918 – 06/11/1999)


Célia Rafaela Martins Biar foi atriz e apresentadora de TV.

Iniciou como atriz em várias peças amadoras, tendo se profissionalizado em 1949 após curso no Teatro Brasileiro de Comédia, onde atuou em diversas comédias sofisticadas. Fez rápidas apresentações na Companhia Brasileira de Comédia, Pequeno Teatro de Comédia e na Companhia Nydia Lícia, tendo se especializado no gênero de comédia. Fez também alguns filmes na década de 1950.

Sua carreira na TV começou na década de 1960, sendo apresentadora de vários programas, como Sempre Mulher, Oh! Que Delícia de Show, Quem é Quem e Sessão das Dez, este último produzido por Walter Clark e levado ao ar pela recém-inaugurada TV Globo, e no qual se apresentava fumando uma piteira e tendo ao colo um gato angorá, de nome Zé Roberto.

Em 1970 estreou como atriz na TV Globo, única emissora em que trabalhou, interpretando personagens chiques e sofisticados que caíram no gosto do público.

Morreu de câncer de pulmão.

 

MURILO NÉRI (12/09/1923 – 26/05/2001)


Murilo Néri foi ator, apresentador, locutor e dublador da TV brasileira. Sua carreira como ator começou com o filme Com o Diabo no Corpo, seguindo-se É a Maior.

Trabalhou em várias novelas, como Sinal de Alerta, Dancin’ Days, A Dama das Camélias. Foi apresentador do programa O Rio é Nosso, na então TV Corcovado, canal 9 do Rio de Janeiro. Entrevistou personagens importantes, como Fernando Collor de Mello, Luís Eduardo Magalhães (filho do Antônio Carlos Magalhães) e Allyson Paulinelli.

Também apresentava o concurso Miss Brasil, ocasião em que conheceu sua esposa Letícia Néri, que havia ganho o concurso de Miss Rio de Janeiro e que virou dançarina nos seus programas.

Morreu de insuficiência respiratória em virtude de um enfisema pulmonar.

 

J. SILVESTRE (14/12/1922 – 07/01/2000)


João Silvestre foi ator, escritor e apresentador de TV. Começou a carreira em 1941 na Rádio Bandeirantes de São Paulo, onde desempenhou as funções de ator, sonoplasta, contra-regra, ensaiador e autor.

Em 1945 foi para a Rádio Tupi do Rio de Janeiro e no ano seguinte voltou para São Paulo, na Rádio Cultura, onde se tornou apresentador de programa de calouros.

Retornou em 1950 para a Rádio Tupi e participou no ano seguinte da inauguração da TV Tupi, num programa estrelado pelo padre e cantor mexicano Frei José Mojica.

Em 1952 apresentou o programa Essa é a Sua Vida, fonte de muita choradeira das pessoas entrevistadas e de seus parentes e amigos e que até hoje tem sucedâneos.

Em 1955 estreou na Tupi a versão carioca do programa O Céu é o Limite, que tinha uma versão homônima na Tupi de São Paulo, apresentada por Aurélio Campos. Foi o precursor dos programas de perguntas e respostas na TV brasileira, fazendo enorme sucesso na época e batendo todos os recordes de audiência. Ficou famoso seu bordão “Absolutamente certo!”.

Com a inauguração da Embratel, lançou o primeiro programa em rede nacional, o Domingo Alegre da Bondade, pela TV Tupi do Rio de Janeiro.

Entre 1972 e 1976 ausentou-se da TV, escrevendo o livro Como Vencer na Televisão, e foi diretor da Radiobrás, nomeado pelo presidente João Figueiredo.

No SBT apresentou os programas Show sem Limite, A Mulher é um Show e Carnê da Girafa. Em 1983 passou para a TV Bandeirantes, onde apresentou o Programa J. Silvestre, o primeiro no estilo talk show da TV brasileira.

Após dez anos afastado, voltou em 1997 à TV Manchete, com o programa Domingo Milionário, que ficou pouco tempo no ar.

Morreu em consequência de uma doença degenerativa dos pulmões, após internamento de três meses, sendo que nos últimos dias já não se movimentava e respirava com auxílio de aparelhos.

 

HERON DOMINGUES (04/06/1924 – 09/08/1974)


Heron de Lima Domingues foi um jornalista e radialista.

Fato curiosíssimo: no dia 7 de dezembro de 1941 Heron se dirigiu à Rádio Gaúcha para participar de um programa de calouros. Foi quando chegou a notícia do ataque japonês a Pearl Harbour. Na ausência do locutor da rádio, Heron foi convocado a dar no ar a notícia bombástica (literalmente) em primeira mão. Não participou do programa de calouros mas saiu da rádio já contratado.

Em 1944 transferiu-se para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, transmitindo o Repórter Esso “como se estivesse numa trincheira”, como costumava dizer.

Relato comovente: "Trabalhei no Repórter Esso de 1944 a 1962, sem um dia de folga. Levantava-me às 6h45min e voltava para casa à 1h30min da madrugada. Nos períodos críticos dormia na rádio, que tinha uma cama na redação. Para se ter uma ideia da época conturbada em que vivíamos, no período em que fui locutor do Esso houve no Brasil dez presidentes da república. Durante a guerra dormia na Rádio Nacional com um fone no ouvido, diretamente ligado à UPI. Sempre que havia uma notícia importante eles me despertavam, eu mesmo colocava a emissora no ar e transmitia a notícia. Para o fim da guerra preparamos uma audição especial do Repórter Esso, em que a notícia seria dada fundida com o repicar de sinos. Com medo de me emocionar muito diante do microfone, gravei o início da transmissão: "Atenção! Atenção! Acabou a guerra".

Profunda decepção: Aguardando a cada momento o fim do conflito, Heron passou acampado na rádio as datas de Natal de 1944, Ano Novo de 1945 e Páscoa. Queria fazer jus ao apelido a ele atribuído, de “o primeiro a dar as últimas”. Os colegas insistiam em que ele fosse para casa, descansar. Após muita insistência, resolveu atendê-los. E em casa ouviu a notícia do fim do conflito, anunciada pela emissora rival. Mas era voz corrente que “se o Repórter Esso não deu, não aconteceu”. Correu para a rádio, empostou a voz e deu a retumbante notícia. Só aí ela criou credibilidade e se espalhou pelo país.  

Na TV Rio apresentou o Telejornal Pirelli, junto com Léo Batista. De 1971 a 1974 trabalhou na TV Globo, apresentando o Jornal da Noite e o Jornal Internacional.

Em 9 de agosto de 1974, após anunciar o impeachment de Richard Nixon, foi jantar com amigos. Durante a madrugada faleceu de infarto fulminante.

 

PAULO MONTE (27/02/1921 – 13/02/2014)


Paulo Monte foi cantor, produtor, apresentador, dublador e ator. Apesar de todas essas atividades, sua vocação e à qual se dedicou mais foi a de cantor.

Iniciou a carreira de cantor interpretando músicas norte-americanas nas rádios Mayrink Veiga, Cruzeiro do Sul e Educativa. No começo dos anos 1940 ingressou na Orquestra de Carlos Machado, apresentando-se em vários cassinos. Em 1945 foi para os EUA, contratado pelo Copacabana Night Club de Nova Iorque, e depois entrou para o Lecuona Cuban Boys. Em 1946 foi para o México, onde permaneceu por oito meses, retornando em 1947 para Los Angeles. Ali ingressou na universidade e fez o curso de fonética da língua inglesa. Estudou arte dramática com a atriz russa Maria Ouspenkaya, muito em evidência na época. Participou de alguns filmes da Paramount, da Columbia e da MGM.

Sua participação na TV começou em 1956, ao ingressar no elenco do Teatro Moinho de Ouro, da TV Rio. Em 1959 inaugurou a TV Continental, onde atuou como ator, produtor, apresentador e escritor. Em 1960 foi para a TV Tupi, apresentando vários artistas internacionais famosos na época, como Les Paul, Mary Ford, Dorothy Dandridge, Julie London e Sammy Davis Jr.

Trabalhou em várias TV’s: Tupi, Rio, Excelsior (de SP e do RJ) e Bandeirantes.

Em 1965 inaugurou a TV Globo, sendo contratado como apresentador, ator e produtor.

Em 1971 passou a apresentar pela TV Rio seu programa mais famoso, Show de Turismo, também levado ao ar pela TV Bandeirantes em 1978.

Foram incontáveis os programas nas quais ele teve algum tipo de participação, como produtor ou apresentador. Seria muito extenso listá-los aqui.

Entre 1983 e 1990 foi relações públicas da empresa aérea Swissair, tendo em 1987 recebido dela o título de melhor relações públicas do mundo.

Morreu de parada cardíaca aos 92 anos de idade, no Rio de Janeiro.  

 

HILTON GOMES (23/05/1924 – 17/10/1999)


Hilton Gomes de Sousa gostava de acompanhar o pai quando ele ia trabalhar no jornal A Noite e foi lá que um dia conversou com Roberto Marinho, que também trabalhava ali.

Seu primeiro trabalho foi como office boy na Companhia Telefônica Brasileira, mas logo passou para uma agência de propaganda. Também escrevia textos para rádio e televisão. Foi contratado pela Rádio Tupi e logo depois pela TV de mesmo nome.

Em 1951 começou a apresentar o Telejornal Brahma. Migrou para a TV Rio, anunciando com sucesso o Telejornal Bendix.

Quando da morte do presidente Kennedy foi ao funeral representando o telejornalismo brasileiro e narrando a cerimônia pelo programa de rádio Voz da América. Voltou consagrado e depois ingressou na TV Globo, cujo diretor de jornalismo na época era Mauro Salles. Hilton entrou para a primeira fase do Jornal da Globo, ao lado de Luiz Jatobá e Nathalia Timberg. Uma de suas narrações famosas foi a do primeiro pouso do homem na Lua, em 1969.

Fato curioso: no dia seguinte àquela narração, Hilton foi tomar café no bar onde costumeiramente o fazia. Os funcionários que o atendiam o chamaram de mentiroso, pois não criam que o homem havia realmente descido na Lua. Mais fregueses se juntaram ao coro de descrentes e Hilton acabou desistindo de tomar o café e saiu do bar.

Em 1º de setembro de 1969 foi escalado para o Jornal Nacional, ao lado de Cid Moreira.

Entrevistou o Papa Paulo VI, de quem recebeu um bracelete, durante a primeira entrevista via satélite do Brasil.

Foi narrador de futebol e do desfile de escolas de samba do Rio de Janeiro. Era o apresentador oficial do FIC – Festival Internacional da Canção.

Esteve no Japão e trabalhou na TV Bandeirantes nos anos 1980.

Morreu de parada cardiorrespiratória no Rio de Janeiro.

 

HAROLDO DE ANDRADE (01/05/1934 – 01/03/2008)


Haroldo Andrade Silva foi locutor, radialista, empresário, apresentador e publicitário. Nascido em Curitiba, sempre que possível ia até a Praça Tiradentes, onde no Serviço de Alto-Falantes Iguaçu fazia anúncio dos produtos dos comerciantes da área. Sua dicção e voz muito clara chamaram a atenção e ele ingressou na Rádio Clube Paranaense, como locutor do Grande Programa RCA Victor, de músicas clássicas e eruditas.

Aos 20 anos veio para a então Capital Federal e ingressou na Rádio Mauá, onde sua voz logo chamou a atenção. Na época estavam em voga os programas de auditório, com grandes plateias, porém a rádio não dispunha de espaço para isso. Haroldo resolveu inovar criando o programa Musifone, no qual os ouvintes podiam solicitar músicas, além de participarem de pequenos jogos e concorrer a prêmios. Esse programa inaugurou a interatividade no rádio brasileiro e logo atingiu o primeiro lugar na audiência.

O sucesso do programa chamou a atenção de outras emissoras, e em 1961 Haroldo passou para a Rádio Globo, comandando o programa Alvorada Carioca das seis às oito horas da manhã e o Musifone na parte da tarde.

Em 1962 recebeu seu primeiro prêmio no Rio, o Microfone de Ouro na categoria Melhor Locutor.

Nos anos seguintes trabalhou na Rádio Eldorado, na TV Globo e em 1968 foi para a TV Excelsior comandando o programa Haroldo de Andrade Show no qual estreou um dos quadros que mais o celebrizaram, o Bom Dia.

No rádio o grande destaque do Programa Haroldo de Andrade passou a ser a mesa de debates, onde convidados de vários campos discutiam fatos do noticiário. Foi líder de audiência durante 30 anos, fazendo com que em 1977 o programa recebesse o título de Melhor Programa Radiofônico da América Latina. No mesmo ano a revista americana Billboard considerou Haroldo como Maior Personalidade no Ar.

Seu público era composto principalmente por donas de casa, taxistas, estudantes e aposentados.

No final de 1990 a Rádio Globo resolveu nacionalizar a programação. Embora tivesse ouvintes em outros Estados, Haroldo tinha um público majoritariamente fluminense e resistiu a transmitir seu programa para outras localidades. Em julho de 2002 a Globo o demitiu, num episódio doloroso para o apresentador, pois ele só ficou sabendo disso quando indagou a um funcionário de RH o motivo de a emissora não ter renovado seu contrato. No mesmo dia o programa saiu do ar, sem que Haroldo pudesse se despedir de seus ouvintes.

Inconformado, ele fundou em 2005 a Rádio Haroldo de Andrade na mesma frequência AM da antiga Rádio Mauá, que ele adquiriu. Logo ela atingiu a terceira colocação em audiência entre as emissoras AM. Porém a falta de recursos de propaganda e dificuldades técnicas derrubaram a rádio.

Haroldo sofria há anos de diabetes, de problemas cardíacos e renais, tendo colocado marcapasso e sido submetido a hemodiálise. Em janeiro de 2008 levou um tombo em casa e teve de amputar uma perna por motivo de gangrena, sendo colocado em coma induzido, do qual não retornou.

Morreu em 1º de março de 2008.

O prefeito César Maia prometeu inaugurar uma rua com seu nome, promessa cumprida pelo Decreto 29.061, que batizou de Largo Haroldo de Andrade o logradouro na rua do Russel, perto da ladeira do outeiro da Glória.

Em 5 de maio de 2008 a Rádio Haroldo de Andrade foi extinta, sendo vendida para o grupo de emissoras religiosas Canção Nova.

Em 12 de setembro de 2011 foi inaugurado um busto dele na estação Glória do metrô. Em 5 de fevereiro de 2015 uma rua na Cidade Nova foi batizada com seu nome.


JACINTO JUNIOR (04/12/1927 – 27/12/2005)



Jacinto Figueira Junior, mais conhecido como O Homem do Sapato Branco, foi um apresentador de TV.

Nos anos 1950 fez sucesso no meio musical com sua banda country de nome Junior e seus Cowboys, chegando a se apresentar no Copacabana Palace.

Em 1963 ingressou na TV Cultura, com seu programa Fato em Foco, e depois com Câmera Indiscreta, na mesma emissora.

Nos anos 1960 e 1970 ingressou na Rádio Nacional de São Paulo (futura Rádio Globo de São Paulo). Na época gravou a música Charreteiro, que se tornou sucesso por ser tocada diariamente no programa de rádio do Sílvio Santos. Graças a esse sucesso, participou de uma fotonovela e de uma telenovela. No seu próprio programa havia dramatizações radiofônicas.

Mas sua fama nacional surgiu quando em 1966 estreou na TV Globo o programa O Homem do Sapato Branco, no qual só era visível a parte de baixo de suas pernas, ostentando sapatos brancos. A ideia desses sapatos brancos surgiu por ser a cor usada pelos médicos e psiquiatras, e Jacinto dizia que no seu programa ele era um “médico” para os problemas do povo.

O programa era uma espécie de mundo cão, ao trazer casais em conflito que às vezes brigavam diante das câmeras.

Logo a censura proibiu o programa, que voltou ao ar novamente na década de 1980, passando pelas TV’s Record, SBT e Bandeirantes.

Em 1966 elegeu-se deputado estadual paulista pelo MDB, sendo cassado em 13 de março de 1969 pelo regime militar e acusando perseguição por parte do Ministro da Justiça Gama e Silva.  

Jacinto alegava que os programas de apelo popular atuais, de Ratinho, João Kleber e Márcia Goldschmidt eram cópias do seu.

Nos anos 1990 fez parte do telejornal Aqui e Agora, do SBT. Sua última aparição em TV foi no programa TV Fama, da Rede TV.

Após um derrame em 2001 ficou com sequelas na audição e locomoção, vindo a falecer em 2005 após mais de um mês internado por problemas pulmonares.

 

---------  FIM  DA  POSTAGEM  -----------

O "Saudades do Rio" agradece mais uma colaboração do Helio.

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

OS ESTAGIÁRIOS DO RIO ANTIGO

Os "estagiários" levam a culpa de tudo que dá errado. Hoje temos alguns exemplos com fotografias do Rio Antigo. Se houver algum erro na postagem a culpa é do "estagiário".


FOTO 1: Este quebra-cabeça garimpado pelo Rouen deve ser difícil mesmo de montar, pois a foto está espelhada. E o título ainda parece ser "Butafoga Bay Rio de Janeiro Brazil".


FOTO 2: Outra espelhada. Garimpada pelo Nickolas Nogueira vemos a Rua Hermenegildo de Barros em Santa Teresa.


FOTO 3: Esta foto encontrada num "site" de Leilão tem a descrição de ser um "registro incomum". Fotografia da Lagoa Rodrigues (?) de Freitas. Não é Rodrigues, nem é a Lagoa.


FOTO 4: O anúncio da Exposição "Lente Pioneira", de Judith Munk no "MAR - Museu de Arte do Rio", está claramente "espelhada".


FOTO 5: Do excepcional acervo do Sergio Coimbra, através da tia Lu, recebi esta foto da Praia de Copacabana em 1928. A rua ao fundo é a Bolivar. Mas a foto também está "espelhada".


FOTO 6: A capa do LP do  disco "Dois americanos no Rio", de Alan Gordon e Hugo Lander, lançado em 1958 mostra a Lagoa Rodrigo de Freitas em foto "espelhada". 

Pesquisando na Internet, no "site" Loronix, há a seguinte informação: "This is Alan Gordon & Hugo Lander - Dois Americanos no Rio (1958), for Radio, featuring Alan Gordon (piano) and Hugo Lander (voice, drums), performing a repertoire of American standards and a single Brazilian song, Foi a Noite (Antonio Carlos Jobim / Newton Mendonca).

 However, they were not born in the US, Alan Gordon was born in China and Hugo Lander in Romania. I got all this information from Alan Gordon's son, which is the legendary Brazilian guitarist Lanny Gordin, available at Jornaleco. It is not everyday we gather such info and I invite you all to read Lanny Gordin interview at Jornaleco, where he speak about his father (Alan Gordon) and also about this album".


FOTO 7: A foto 6 na posição correta.


FOTO 8: Até no acervo do IMS encontramos fotos "espelhadas".

FOTO 9: Nesta foto garimpada pelo Augusto no Arquivo Nacional vemos a igreja de N.S. do Carmo da Lapa do Desterro também "espelhada".

FOTO 10: Esta foto foi uma das várias que motivaram demissões de estagiários do "Saudades do Rio". Foi publicada em um dia de "Onde é?". Nosso prezado e atento Colaborador Anônimo rapidamente a identificou como sendo em São Paulo, aparecendo a Av. Franklin Roosevelt e a Igreja da Consolação.

FOTO 11: Esta foto do Arquivo Geral do Rio de Janeiro, garimpada pelo Augusto, mudou meu prédio de lado. Parece que ficou depois do Corte do Cantagalo. À esquerda, lá no alto, o Panorama Palace Hotel parece que está perto do Humaitá...