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sábado, 3 de março de 2018

DO FUNDO DO BAÚ: PATRULHEIROS


 
Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. E de lá saem estas fotos dos anos 60, com o tema “Patrulha Escolar de Segurança”.
Os patrulheiros-mirins eram treinados para controlar o trânsito diante das escolas públicas. Geralmente havia uma solenidade quando se instalavam estas patrulhas, com banda de música e tudo. A programação da “Festa do Patrulheiro” incluía ainda discurso de um pai, de um aluno, do diretor da escola, entrega dos talabartes (correia de couro usada em diagonal no tórax), demonstrações de trânsito e a execução dos hinos Nacional, da Guanabara e o do Patrulheiro.
Os serviços de Patrulha Escolar de Segurança, criados em 1959, ficavam sob a supervisão do Setor de Incentivo e Amparo ao Escolar (SIAE), da Secretaria de Educação. Os patrulheiros usavam um quepe azul, tendo inscrito as iniciais PES (Patrulha Escolar de segurança) e uniforme da escola. Faziam uso de apitos e bandeiras para orientar o trânsito. Também tinham o direito de multar, segundo os jornais da época.
Para o controle do tráfego à porta das escolas, por ocasião da entrada e saída dos alunos, havia patrulheiros de cada lado da rua (para orientar as pessoas que atravessavam), além de dois sinalizadores. Afastados 50 metros do ponto de travessia ficavam de cada lado da rua mais dois sinalizadores, portando bandeiras amarelas.

36 comentários:

  1. Essas fotos antigas de alunos das escolas públicas me passam a impressão de organização e interesse. Algo diferente do que vejo hoje em dia.
    Será que os motoristas respeitavam mesmo essa sinalização feita pelos alunos?

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    1. Eu tive a honra de fazer parte da Patrulha Escolar de Segurança (PES) em 1976, pois só os que fossem considerados bons alunos podiam participar. Recebíamos treinamento com um Policial Militar, destacado para isso. Nunca tive notícias de que algum motorista houvesse desrespeitado as ordens de um patrulheiro. A PES na época era ppatrocinada pela gasolina ATLANTIC. Usávamos um boné azul marinho com pala quadrada, braçal, cinto largo azul marinho por cima da camisa do niforme escolar, luvas brancas e apito de trânsito com um cordão azul marinho.

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  2. Eram "outros tempos". Quem estudou em escola primária pública sente a diferença até hoje. A qualidade do ensino e a disciplina eram de ótima qualidade, bem como a remuneração das professoras, que era bastante atrativa. Nunca fiz parte dessas patrulhas nem tive interesse em participar. Essa foto é do início dos anos 60 e parece ser no Andaraí. FF. Vou encaminhar para a gerência uma foto colorida da fachada do antigo campo do América na Rua Teodoro da Silva onde atualmente existe o Boulevard Rio Shopping para que se houver interesse, publica-la.

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  3. Acredito que respeitavam sim. Os dois com bandeira amarela, na distância de 50 metros é que deviam ser os mais importantes, para avisar os "pés de chumbo", que já existiam naquela época.
    Lembro só das reportagens sobre esse esquema da Patrulha Escolar, pois as escolas públicas próximas aos locais que morei na época eram em ruas tranquilas e se tinham patrulhas não atuavam tanto.
    Será que naquele tempo alguns patrulheiros praticavam as "carteiradas" nos colegas de escola e motoristas e se achavam mais poderosos do que a lei permite, como acontece com um ou outro guarda municipal, não só no Rio como em outras cidades .

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    1. Respeitavam sim. Fui integrante da patrulha. Era o que movimentava a bandeira para parar o trânsito! Bons tempos@

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  4. Bom dia a todos.

    A foto é anterior a 1963.

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  5. Acho que a foto é no Engenho de Dentro. O muro e as árvores atrás seriam do Centro Psiquiátrico Nacional, hoje Instituto Nise da Silveira.

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  6. Um vizinho, nessa época, ao passar defronte a uma escola das proximidades desobedeceu ao sinal do Patrulheiro. O seguinte anotou a placa do carro e algum tempo depois, recebeu a multa da "Inspetoria de Trânsito" ...
    Quanto as Escolas Públicas, falta uma política Educacional, com mais exigência e menos demagogia.

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  7. Bom dia ! Como disse o Joel, eram outros tempos. Atualmente seria impossível, uma patrulha escolar dessas, atuar. Apesar da foto e da descrição a respeito, eu nunca havia ouvido falar delas.

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  8. Observador de capelinhas3 de março de 2018 às 14:13

    O comentário das 10:02 está incorreto. Apesar de exímio conhecedor da história das plagas suburbanas, o comentarista esqueceu que as "capelinhas" com a numeração dos ônibus foi instituída em 1964, tornando-se então equipamento obrigatório. Sendo assim a foto não pode ser anterior a 1963 de acordo o afirmado.

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    1. Essa numeração de linhas de ônibus foi alterada em 1963, sendo adotada a numeração por centenas (1xx a 9xx). Não havia centena 0xx até 2010. Linhas com numeração inferior a 100 eram poucas, restritas ao centro da cidade e usavam o C antes do número (C3, C6 e C10). Informe-se melhor.

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    2. As Capelinhas desde o meado dos anos 50 em algumas fabricas de carrocerias já fazia parte da montagem,quando tornou-se obrigatório o seu uso,foi mas para enquadrar os lotações no processo de "empresas sintéticas" que estava se iniciando. A nova numeração das linhas teve no começo uma regra de proximidade da garagem que logo foi substituída pela que vigorou até o desgoverno Paes.

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  9. Boa Tarde! fiquei com duas duvidas. 1) O muro é do Hospital da Eng de Dentro ou da Escola 15, em Quintino. 2) A pintura do ônibus parece da Vila Isabel ,mas a linha era da Irmãos Almeida.

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  10. Esta foto gerou uma pesquisa do grupo de busólogos que faço parte e em menos de duas horas conseguimos descobrir pela placa que pertence a Viação Irmãos Almeida e tem o numero de ordem 28015, está nesta linha para suprir uma falta,a linha efetiva dele é a 67 Piedade-Praça 15, esta passando na Rua Adolfo Bergamine, e o motorista que o está dirigindo chama-se Valdovino. Descobrimos também que este mesmo carro 28015 aparece no minuto 22 do filme VAI QUE É MOLE

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  11. FF. Mais uma vez vemos a razão de o Flamengo ter tantos títulos e campeonatos. O Botafogo foi garfado e isso é uma triste rotina. Não é sem razão que o campeonato carioca esteja no fundo do poço.

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    1. Comentarista Esportivo3 de março de 2018 às 20:09

      E a Libertadores deve ter outros que mandam, já que na quarta-feira o juiz não deu um penalty a favor do Flamengo e o bandeirinha não marcou impedimento no primeiro gol do River. Ou seja, vento que venta lá, venta cá.

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    2. São campeonatos e contextos diferentes. Comparação de banana com laranja.

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    3. EU fui o capitao dessa corporação na rua adolfo bergamine

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  12. Eu fui PATRULHEIRO ESCOLAR DE SEGURANÇA EM 1970 E 1971 NA ESCOLA LONDRES, NO ENGENHO DE DENTRO. TÍNHAMOS O QUEPE QUE FAZIA PARTE DO UNIFORME. ÉRAMOS RESPEITADOS POIS A EDUCAÇÃO DO POVO ERA OUTRA DOS TEMPOS ATUAIS.

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  13. Eu fui patrulheiro não escola Alagoas em Pilares, bons tempos, me sentia importante

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  14. Saudades Fui capitão dessa corporação na Escola Clodilde Guimarães, foi uma honra.

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  15. Fui Capitão na Escola Professor Visitação no Cachambi nos anos de 1965 e 66...Todos nos respeitavam...e apresentei na extinta TV Continental, canal 9, a nossa patrulha. Tempo bom esse.

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  16. Fui controlador na Escola Pace em Maria da Graça...saudades dos amigos Marcos, Ricardo , Jose Genivaldo , Alexandre , Arthur, Camilo(filho da professora Olga)e tantos outros que moravam como eu no Jacarezinho ( sou Gilberto quem quiser me contatar 21 96430.0254)

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  17. O comentário do Mauro Xará, às 18:09h da data original da postagem, é realmente um espanto: como o grupo de busólogos descobriu tudo a respeito do ônibus através da sua placa? Isso me lembra o conhecimento fantástico que algumas pessoas possuem de assuntos específicos. Cito alguns, perdoem-me os que esqueci ou aqueles que possuem mais conhecimentos do que os citados abaixo:
    1) Joel Almeida – incrível capacidade de reconhecer locais através de fotos. Se o SDR ainda estivesse ativo, o Joel faria muita falta.
    2) André Decourt – mestre em identificação de postes e mobiliário urbano.
    3) Jason Vogel – consegue o nome do proprietário de um carro através da placa (aquelas antigas, totalmente numéricas).
    4) Mauro Xará – conhecimento incrível sobre lotações, ônibus, companhias, donos, etc.
    5) Dieckman – uma enciclopédia com relação a carros fabricados após a década de 1930.
    6) Erick—rivaliza com Dieckman.
    7) Docastelo – grande vivência com a vida noturna carioca e seus personagens, e conhecimento sobre imóveis tombados.
    8) Candeias – consta ser grande conhecedor de músicas, mas não pude confirmar isso em virtude de o SDR não dar destaque a tal assunto. Também é mestre na identificação de filmes, pelo menos dos antigos.
    9) Innominato -- esse é um caso à parte.

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  18. Ainda quanto à foto 2, eu morei a um quarteirão da rua Uruguai, trajeto indicado no para-brisa do ônibus, mas não me lembro dessa linha, e sim da 67 – Encantado x Praça XV, também da Irmãos Almeida. O levantamento do Marcelo Almirante acusa a linha 67 já citada e a 68 – Praça XV x Piedade, mas não a 69 da foto. Todas dos Irmãos Almeida. Interessante é que Encantado, Piedade e Quintino são bairros sequenciais ao longo da linha ferroviária, bem como os números das linhas citadas.

    Das linhas de ônibus provenientes de outros bairros e que passavam na esquina da minha rua, as mais notórias eram a 67 – Encantado x Praça XV, a 74 – Cascadura x Lapa e a 109 – Malvino Reis x Ipanema.

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  19. Tenho saudades das capelinhas. Acho-as mais interessantes do que os imensos letreiros atuais, embora provocassem mais arrasto aerodinâmico e exigissem creio que dois tipos de acionamento interno, um para o número e outro para o nome da linha. Em compensação, o letreiro com o nome da linha era bem menor em altura e largura do que os atuais.

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  20. Quanto às patrulhas escolares, hoje seriam temerárias: muitas crianças serviriam de boliche para motoristas alcoolizados ou drogados. Ou para aqueles que não se conformariam em parar apenas com vista a permitir a travessia da rua por crianças.

    Patrulha escolar, como diria o Do Contra, é coisa ultrapassada, admirada apenas pelas viúvas do antanho.

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  21. Bom dia. Talvez por ferir alguns interesses não é ensinado nas escolas, especialmente do ensino médio, noções de trânsito. Nos EUA, talvez por ser possível tirar carteira aos 16 anos, isso acontece.

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  22. Mais uma remessa interessante de comentários posteriores à postagem.
    Quando os letreiros dos itinerários dos ônibus ficavam difícil de ler por luz deficiente (à noite) ou defeito do material onde estavam escritos, eu fazia sinal de qualquer jeito até entender qual era a linha quando o coletivo chegava mais próximo. Se não era o que eu queria e se mais ninguém no ponto se manifestava, eu fazia um sinal para ele passar direto.

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  23. Bom dia a todos!

    Foram 15 comentários na data (ou quae) da postagem e 08 comentários após, sendo que todos os 08 foram relacionados ao tema e até com apelo sentimental.

    Ainda estou sem saber se a rua é a Adolfo Bergamini ou a rua do Instituto Nise da Silveira, ou do Colégio 15. No Maps esse muro do Instituto Nise é bem parecido.

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  24. Helio, pior que motoristas alcoolizados ou drogados, são as motoqueiros loucos que avançam sinais, fazem bandalhas, aparecem do nada te cortando, sobem pelas calçadas e passarelas... esses sim, são os piores do trânsito.

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  25. Eu incluiria na lista do Hélio o Sr. Jaime Moraes, morador da Ilha do Governador, pela grande experiência, e claro, o próprio Helio, por N motivos.

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  26. "Os americanos têm muita sorte, pois aonde quer que vão levar a liberdade... encontram petróleo." Michelle Serra, jornalista italiano.

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  27. Hoje depois do meu comentário fui à Taquara e esperei o ônibus perto de casa. Aconteceu comigo algo que vem se tornando "comum". O motorista chega perto do ponto, desliga a vista principal e passa direto, deixando as pessoas (no caso, eu) com o braço estendido como um idiota.

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  28. Boa noite Saudosistas. Lembro da minha época de primário que foi implantado na minha escola esta patrulha de trânsito, mas eu não participei, acho que a seleção dos alunos era por indicação da professora.
    Eu também não tive o menor interesse, se ainda ganhasse uma bola de presente, com certeza eu ficaria interessado. rs,rs,rs.
    FF. E quando é preciso matar aquela bola 7, escondida lá no canto junto da tabela, o Serviço fica por conta de Israel, eles não erram uma, é sempre bola no saco.

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