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terça-feira, 20 de abril de 2021

FRESCOBOL

Flagrante da apreensão pela PM de raquetes de frescobol na praia, em 1969. Foi uma época em que o jogo acabava de ser banido do país. O frescobol teria aparecido por volta de 1948, em frente ao Copacabana Palace, derivado da peteca, então um esporte muito popular nas areias cariocas.  E a PM era muito rígida em aplicar esta lei. Tínhamos que manter um olho na bola e outro na eventual presença da PM. Ao se ver um policial todos corriam para o mar ou tentavam esconder as raquetes sob a areia ou sob toalhas. Houve muita confusão por conta disto, durante algum tempo. 

Estes esportes na praia são bastante polêmicos. É impossível caminhar pela beira do mar nas praias. Ali ficam muitos jogando frescobol e “altinho” (a antiga “linha de passe”) com as consequentes boladas nos que se arriscam a caminhar ou cruzar da areia para o mar. São boladas a toda hora e o mais que se escuta é um "foi mal" como desculpa. Pior é para as crianças. Deviam proibir estes jogos perto do mar. Que joguem lá na areia fofa e quente.

Nesta foto de Indalecio Wanderlei, publicada n´O Cruzeiro, enviada por Cristina Pedroso, vemos sua mãe Gilda preparando-se para jogar frescobol na Praia de Copacabana, na década de 50. Minha turma começou a jogá-lo no início dos anos 60, em Ipanema. Pegávamos bolinhas de tênis, que eram cuidadosamente descascadas, pois as bolas à venda para frescobol não eram boas como as de hoje.  Não tínhamos noção do desconforto que causávamos aos banhistas.


D. Pupy, amiga do Candeias, em foto de 1953. Por décadas jogou seu frescobol em Copacabana. Tinha 26 anos nesta foto, que foi enviada quando ela já tinha 90 anos. 

 

Esta tropa da PM, por conta de seus uniformes, era conhecida como “azulões”.

Segundo reportagens do início dos anos 60 o frescobol só poderia ser praticado depois da 14h e os que descumprissem esta ordem seriam “autuados por desrespeito à Lei e levados à Justiça”. Depois de algum tempo a proibição foi aumentada, proibindo o jogo durante todo o fim de semana. Os membros da PM que apreendessem mais raquetes receberiam um prêmio. A maior queixa dos PMs era com relação ao “sabe com quem está falando?”, chave de galão que levavam dos praticantes.

O “Correio da Manhã” de 16/01/1968 noticiou que a Secretaria de Segurança expediu duas notas enquadrando as punições para aqueles que não cumprirem a determinação. A primeira alerta do perigo que o esporte representa à integridade física dos banhistas, principalmente das crianças. A segunda dizia respeito ao tipo de infração em que incorriam e as consequências da desobediência.”

Naquela época a PM era muito rígida em aplicar esta lei e todos que jogávamos frescobol tínhamos que manter um olho na bola e outro na eventual presença dos policiais militares. Ao vê-los todos corriam para o mar ou tentavam esconder as raquetes sob a areia ou sob toalhas. Houve muita confusão por conta disto, durante algum tempo. E chegou a ser criada a profissão de “olheiro do frescobol” – por alguns trocados tinha gente que ficava vigiando a chegada dos PMs.

Ainda o “Correio da Manhã” de janeiro de 1968 noticiou que o coronel Elias de Morais, comandante do 2º Batalhão da PMEG, afirma ter “um plano secreto para combater o frescobol nas praias”. Também o tenente Romulo Rodrigues treinou a equipe de “azulões” em judô, para enfrentar a turma “barra pesada” que afrontava a polícia.

O pior veio em 1969, conforme conta o “Correio da Manhã” de 18/01/69: todos os presos por jogar frescobol irão para a Ilha Grande, enquadrados no AI-5.

Foi uma “guerra” que durou anos e ocupou páginas e páginas dos jornais.

Com o passar do tempo a fiscalização foi afrouxando e, atualmente há algumas regras, limitando o horário e local para esta prática, embora as transgressões ainda sejam frequentes.


segunda-feira, 19 de abril de 2021

ESCOLA DE CHAUFFEURS INTERNACIONAL

As fotos de hoje mostram a "Escola de Chauffeurs Internacional", de Urvalina Oliveira da Fonseca, ua Rua Evaristo da Veiga nº 147, telefone 42-2513. Foi neste local que o avô e o pai do JBAN aprenderam a dirigir e conseguiram as respectivas "cartas de condução". O luminoso sobre a porta da escola se destacava.

 

Nesta foto, colorizada pelo Nickolas, já publicada no "Saudades do Rio", vemos o jipe de aprendizagem em frente à escola. Obiscoitomolhado já identificou os automóveis como, além do jipe, um Chevrolet 51 Fleetline, de praça, um Chevrolet 1956 (não é Bel-Air, mas é um 210 com motor V-8, como demonstra o V no capô) e outro Chevrolet 1951, sedã De Luxe, o mais comum.

Logo ali ao fundo, subindo a Ladeira de Santa Teresa, se chega à "Portinha", que era o primeiro ponto dos bondes, de Santa Teresa, depois dos Arcos da Lapa, para quem vinha do centro da cidade. Ao fundo da Evaristo da Veiga temos o começo da Rua Joaquim Silva e a Ladeira de Santa Teresa. No alto o Convento de Santa Teresa.


Vendo a escola pelo ângulo oposto temos uma visão da Rua Evaristo da Veiga com inúmeros automóveis interessantes, para serem identificados.

A Rua Evaristo da Veiga já teve os nomes de Rua dos Barbonos, Caminho dos Arcos Velhos da Carioca e Caminho do Desterro. Foi aberta em fins do século XVII, uma estreita vereda em terrenos da chácara de N.S. da Ajuda para o Morro do Desterro.

Com a construção do primitivo aqueduto da Carioca passou a ser conhecida como Caminho ou Rua dos Arcos Velhos da Carioca. Em 1735, os padres da Terra Santa, esmoleres dos Santos Lugares, ou do Santo Sepulcro, ergueram um pequeno eremitério em terrenos próprios de uma chácara no Caminho da Ajuda, que veio a ser conhecido como o Hospício de Jerusalém de N.S. de Oliveira.

Desde que, em 1742, ali se instalaram os missionários barbadinhos italianos ou barbônios, a rua começou a ser denominada Rua dos Barbonos, nome que conservou até 1870, quando foi alterada para Rua Evaristo da Veiga.

Eis a foto anterior um pouco mais ampliada.

domingo, 18 de abril de 2021

IGREJA DE SANTA MÔNICA - LEBLON



Estas fotografias mostram a antiga igreja de Santa Mônica, no Leblon, na Rua José Linhares, hoje substituída por uma mais modernosa. A rua em primeiro plano, com os trilhos dos bondes, é a Ataulfo de Paiva. A primeira igreja a ser construída ficava na esquina da Ataulfo de Paiva com José Linhares (localização da foto de hoje). Posteriormente, reconstruída, a sua entrada frontal passou a ser pela José Linhares (o endereço atual é José Linhares nº 96). Na Ataulfo de Paiva há o prédio da Paróquia, usado para assuntos paroquiais e para fins comerciais. Esse prédio tem como endereço Ataulfo de Paiva nº 527.

Conta o Frei Enrique González O.A.R. que na década de 1930 os Agostinianos Recoletos adquiriram uma casa localizada na Rua Acaraí (atual Rua José Linhares), no Leblon, para ali construírem sua capela. No dia 20 de junho de 1931 deu-se a inauguração solene, com a celebração da primeira missa. Em 1942, face à necessidade de mais espaço para as atividades que ali seriam desenvolvidas, se começa a construir uma nova residência. Entretanto, mesmo com esta ampliação, a capela era pequena para um Leblon que crescia cada vez mais. Assim, em 1º de abril de 1962 é colocada a primeira pedra da nova igreja, numa cerimônia presidida pelo Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara. 

A igreja foi construída em duas etapas para que não fosse interrompido o funcionamento do culto. Em meados de 1967 já se usava o presbitério e uma pequena parte do corpo da igreja. Em 1969 era aberta a segunda parte: a igreja estava completa nas suas dimensões planejadas, 46 metros de comprimento e 24 de largura.

sábado, 17 de abril de 2021

POSTAIS COLORIZADOS

Postal de Marc Ferrez, da Coleção de Klerman W. Lopes. 

Prédio da Prefeitura do Rio de Janeiro, demolido para a abertura da Av. Presidente Vargas. Vista da fachada principal do edifício, situado na rua Larga de São Joaquim esquina com rua de São Pedro. Tanto o prédio quanto esta última rua desapareceram com a abertura da avenida Presidente Vargas, em 1942. Teve sua construção concluída alguns anos após a Independência e sofreu, posteriormente, diversas reformas que lhe modificaram o tamanho e a aparência. Deste local, o Prefeito Pereira Passos administrou a modernização da cidade e foi daí, também, que o Prefeito Carlos Sampaio comandou o arrasamento do Morro do Castelo. Na fachada lateral vê-se o brasão municipal, modificado em 1896, na administração do Prefeito Furquim Werneck. (P.K.Vasquez).

Postal da Coleção de Klerman W. Lopes. 

A Praça Cabral, na Glória, com a estátua de Pedro Álvares Cabral, obra de Rodolfo Bernardelli, no seu primitivo local. Ao fundo, contra o maciço vegetal, o Hotel Suíço, originariamente residência familiar, na esquina da Rua Cândido Mendes, ex-Dona Luísa. Na casa anexa funcionou, no final do século XIX, o Clube Beethoven, do qual fez parte Machado de Assis, em que tinham lugar concertos de música erudita e também reuniões sociais, casa essa transformada em pensão antes de ser incorporada pelo Hotel Suíço, como anexo. Não há mais vestígio de nada disso, inclusive do prédio que, um pouco à esquerda, era o externato Sacré-Coeur. Os tílburis conviviam com bondes a tração elétrica. Os jardins denotavam a marca do estilo Grandjean de Montigny. À direita o antigo cais da Lapa e obras do aterro para a Avenida Beira-Mar.(M.Rebelo e A.Bulhões).

Postal da coleção de Klerman W. Lopes. Palácio Monroe.

O nome do palácio foi dado em honra ao presidente americano James Monroe, formulador da famosa doutrina Monroe, de 1823, que apoiava a autodeterminação dos países latino-americanos: a América para os americanos. O Governo do Brasil, atendendo ao convite do Governo dos EUA para participar, em 1904, da Exposição Internacional de Saint Louis, incumbiu o engenheiro Souza Aguiar de conceber o pavilhão que representaria nosso país. A idéia do ministro Lauro Muller era, após a exposição, remontá-lo na Avenida Central, razão pela qual foi projetado em estrutura metálica. Terminada a exposição nos Estados Unidos, o Palácio Monroe foi reerguido e inaugurado em 23 de julho de 1906, para a realização da III Conferência Pan-Americana no Rio. 

A sentença de morte do Palácio Monroe veio com o aviso nº 964, de 09/10/1975, onde o General Golbery despachou: "Presentes as alternativas de utilização de que dá notícia o processo, cumpre-me transmitir a V.Exa. recomendações do Excmo. Senhor Presidente da República no sentido de demolição do prédio e consequente transformação da área em logradouro público".


Postal da Coleção de Klerman W. Lopes. 

Rua Uruguaiana. Vê-se o prédio da Casa Raunier onde Rui Barbosa era freguês e o famoso cantor Orlando Silva era entregador. Orlando Silva, inclusive, sofreu nesta época um grave acidente ao tentar subir num bonde, ficando com uma sequela no pé esquerdo que fazia com que mancasse. Na Rua Uruguaiana, alargada pelo Plano Pereira Passos, edifícios espaçosos de quatro ou cinco andares surgiram na lateral ímpar demolida para o alargamento. Entre eles foi construído o "magazin" Raunier, alfaiataria e casa de modas. Em 1907, a Casa Raunier, primitivamente localizada na Rua do Ouvidor inaugurou seu novo, elegante e luxuoso "magazin" na esquina das ruas Uruguaiana e Ouvidor, com três elevadores para servir os três andares da loja. A Casa Raunier foi substituída pela Casa Sloper que, na década de 1950, construiu um novo edifício no mesmo local. Em 1998, a Casa Sloper fechou suas portas, terminando com a tradição daquele endereço que atravessou o século XX vendendo mercadorias de qualidade a uma clientela de alto nível. (P. Vasconcellos).

 

sexta-feira, 16 de abril de 2021

O RIO VISTO DO ALTO (2)

Postal editado pela Casa J.F.N. por volta de 1930. Situado na Av. Atlântica, à beira-mar, destaca-se, ao centro, o suntuoso edifício do Copacabana Palace Hotel. Uma Copacabana ainda não tomada pela selva de pedra, com muitas casas.

Vê-se, ainda, na foto, a Pedra do Inhangá, logo após o Copacabana Palace, dividindo a praia: para a esquerda, Praia do Leme; para a direita, Praia de Copacabana. Engraçado é que se o Copacabana Palace fica antes da Pedra da Inhangá, quando foi construído ele ficava no Leme!

Eram três morretes do Inhangá, o que ficava ao lado do hotel foi 90% destruído. Atualmente no seu lugar tem a piscina do hotel e o Edifico Chopin. Uma pequena parte da pedra está a escondida no terreno da Escola Estadual Pedro Alvares Cabral, na Rua República do Peru. Restos também podem ser vistos na altura da N.S. de Copacaban, junto ao antigo cinema Ricamar, hoje sala Baden Powell. 



Nesta foto vemos que o Copacabana Palace ainda não tinha sua piscina, que somente seria inaugurada em 1939, bem como no lugar do anexo estavam as quadras de tênis. Podemos reparar como esse pedaço da Pedra do Inhangá junto ao mar se projetava rumo ao hotel e para a construção da piscina sofreu mais um corte, sumindo de vez da orla quando da construção do Edifício Chopin, embora partes ainda existam dentro do quarteirão, sendo que os maiores restos estão emparedados nos quarteirões que envolveram os outros dois penedos mais internos. Também dentro da escola estadual da Rua República do Peru há pedaços no pátio. Podemos ver também na parte de cima da foto a Praça Cardeal Arcoverde, uma das primeiras a ser ajardinada em Copacabana. 

Com acesso pela Barata Ribeiro existe uma rua em caracol que sobe o morro, a General Barbosa Lima. A Praça do Lido está à direita e no alto, na direção do Copacabana Palace, está a Praça Cardeal Arcoverde, junto à Ladeira do Leme.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

O RIO VISTO DO ALTO (1)

Aspecto original da Praça Serzedelo Correa, em torno de 1920, em foto do Serviço de Documentação da Marinha. A larga avenida com postes no meio é a Av. N. S. de Copacabana. A igreja de Copacabana, em frente à Praça, na esquina da Av. N. S. de Copacabana com a Rua Hilário de Gouveia. Do outro lado da Praça a Rua Siqueira Campos. 

Nesta época os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon, em pleno desenvolvimento, eram conhecidos pelos jornais desta região ( "O Copacabana" e "Beira-Mar") como CIL (Copacabana, Ipanema e Leblon) e seus habitantes eram chamados de "Cilenses". 


A foto mostra um panorama da Ponta do Galeão, praticamente virgem de construções (nesta área foi construído o aeroporto). Em frente ao pier está a capela de Nossa Senhora dos Navegantes. A partir de 1924 a região ganharia hangares, campos de pouso e rampas para os hidroaviões, reunindo a infra-estrutura necessária para a instalação do Centro de Aviação Naval e da Escola de Aviação Naval do Rio de Janeiro. 

Em 1941 surgiria a Base Aérea do Galeão, usada a partir de 1946, também como aeroporto, recebendo vôos nacionais e internacionais até 1977. Neste ano foi inaugurado o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, hoje chamado Antonio Carlos Jobim. O nome Galeão vem do século XVII, quando na ponta da ilha, num primitivo estaleiro, foi construído o enorme navio Padre Eterno, lançado ao mar no Natal de 1663. A ilha, que já fora do Gato e dos Sete Engenhos, se tornou do Governador em 1573, quando passou a ter como morador o governador Salvador Correia de Sá, dono do primeiro engenho de cana da região (como conta L.F. Vianna).

Em foto do acervo do Museu Aeroespacial vemos a Lagoa e o Jardim Botânico em 1945. Destaque para a sede esportiva do Clube Naval (Piraquê), ainda com dimensões bem menores que a atual (sucessivos aterros aconteceram nas décadas seguintes). Bem no meio da foto, lá no fundo, há o mastro da bandeira na borda da Lagoa. Este mastro  existe até hoje e fica antes da piscina semiolímpica e quem conhece o clube sabe quanto mais ainda há hoje em dia por trás dele, tais como instalações da outra piscina e um campo oficial de futebol, fora os outros aterros laterais, que comportam instalações como um ginásio poliesportivo. O "logo" na asa esquerda do avião indica que ele pertenceria ao grupo de aviação do Exército, da antiga Base dos Afonsos e não da Aviação Naval, com base no Galeão, unificadas em 1941 com a criação do Ministério da Aeronáutica.

Os aterros foram mais radicais da década de 60, com aproveitamento de material retirado para a abertura do Túnel Rebouças e facilitados pelo regime da época.

A quadra em frente ao Piraquê, delimitada pelas ruas General Garzon e Saturnino de Brito, bem como as avenidas Lineu de Paula Machado e Borges de Medeiros, quase não tinha prédios altos.

Quanto ao Piraquê, em outubro de 1936, uma Assembléia Geral Extraordinária aprovou a criação da Seção Esportiva do Clube Naval, estabelecendo-se os entendimentos necessários à concretização do empreendimento. Em 08/07/37, a Sede Esportiva é considerada como criada e em 24/08/37, o presidente do Clube Naval encaminha um requerimento ao Interventor do Distrito Federal, solicitando o aforamento da Ilha do Piraquê, na Lagoa Rodrigo de Freitas, para a construção da Sede Esportiva do Clube. Pelo Decreto No. 6.152 de 4 de março de 1938 o Prefeito do Distrito Federal, Dr. Henrique Dodsworth, concedeu ao Clube Naval o aforamento da Ilha do Piraquê. Em 20 de julho de 1940 foi, por fim, inaugurada a Sede Esportiva do Clube Naval na Ilha do Piraquê. 

O terreno vazio bem em frente à entrada do Piraquê foi ocupado pelo hotel de trânsito da Marinha. 

Em espaço cedido pelo Patronato Operário da Gávea foi fundado em 1951 ali à esquerda, seis anos após a foto, o Teatro Tablado por  Aníbal e Maria Clara Machado, Antonio Gomes Filho, Carmem Sylvia Murgel, Carlos Augusto Alves dos Santos, Eddy Rezende, Edelvira e Déa Fernandes, Isabel Bicalho, João Sérgio Marinho Nunes, João Augusto de Azevedo Filho, Jorge Leão Teixeira, Martim Gonçalves, Marília Macedo, Oswaldo Neiva e Stélio Emanuel de Alencar Roxo.

O Patronato Operário da Gávea foi fundado em 1929, com o objetivo de prestar assistência social às comunidades carentes. Aos poucos, o novo prédio foi erguido e construídas a Escola, o Centro de Recreação Operária, o Ambulatório, a Capela, o Teatro Tablado e, finalmente, os dois andares superiores. Nestes muitos anos de funcionamento, várias mudanças foram feitas nesta obra de caridade para adaptar-se às necessidades da comunidade. 

A construção semicircular embaixo é a antiga cocheira do Haras São José e Expedictus, da família Paula Machado. Foi demolido no início dos anos 60. No galpão próximo do meio, funcionou durante trinta anos a concessionária VW e Puma Lemos & Brentar. Tem outra cocheira que pode ser vista na foto: a do Haras Mondesir, da família Peixoto de Castro. Ela está na esquina da General Garzon com a Lineu de Paula Machado, na quadra da Lagoa. Esta resistiu até os anos 70.


quarta-feira, 14 de abril de 2021

FOTOS AÉREAS - J. KFURI

O prezado Carlos Paiva chamou a atenção para as fotos aéreas do Jorge Kfuri, que estão fazendo 100 anos de vida e enviou algumas. Nascido na Síria em 1893, veio para Brasil jovem e começou a trabalhar como fotógrafo do jornal A Noite. Descobriu a foto aérea e daí não parou mais. Em 1921 foi contratado pela Marinha para explorar a foto aérea como atividade militar.  Serviu como 2° Tenente, sofreu diversos acidentes, alguns com certa gravidade, fez dezenas de viagens pelo Brasil e, em 1941, passou para a Aeronáutica servindo no Gabinete do Ministro. Em 1957 foi condecorado pelo JK e em 1959 aposentou-se vindo a falecer em 1965.

Acervo do Serviço de Documentação da Marinha. Vista geral do atual bairro do Santo Cristo, região conhecida anteriormente como Saco do Alferes. Toda a área na metade inferior da foto foi criada graças aos aterros realizados para as obras do porto do Rio, no início do século XX. Ao centro, a Igreja de Santo Cristo dos Milagres, que deu nome ao bairro.


Área da Glória/Catete com a igreja do Outeiro da Glória e parte do que me parece primeiro campo do Flamengo, à esquerda, no alto.

Laranjeiras, com destaque para o campo do Fluminense no centro da foto. 

A Praça Mauá.


Nesta foto aérea da Aviação Naval temos a antiga paisagem do Posto 4, na Avenida Atlântica. O elegante Hotel Londres, à direita, de frente para a praia, foi demolido por volta de 1940. Próximo a ele, o castelinho em que morava o médico e Barão Jaime Luiz Smith de Vasconcelos, construído em 1915 a partir do projeto do arquiteto Virzi, demolido em 1964. A Av. Atlântica já aparece pavimentada e duplicada, obra do Prefeito Paulo de Frontin em 1919. E aparece em reformas já que a grande ressaca de 1920 a destruiu em parte, levando o Prefeito Carlos Sampaio a refazer muitos trechos. A largura que a avenida tinha nesse período se manteve a mesma até 1968, quanto foi ampliada. Note-se as casas baixas e inúmeros terrenos ainda vazios em Copacabana.