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terça-feira, 15 de junho de 2021

HOTEL CENTRAL (2)

Tropecei ontem com uma pesquisa sobre o Hotel Central feita pelo José Roitberg, do blog “Fotos Antigas do Rio”, que tomei a liberdade de publicar aqui por esclarecer algumas informações amplamente divulgadas na Internet e, também, no livro do Brasil Gerson. Trata-se da localização do Hotel Central e da confusão havida sobre a construção do prédio novo no lugar do antigo prédio.

Nesta primeira foto vemos o Hotel Splendid, um hotel inaugurado no mesmo dia do suntuoso Hotel Central, em novembro de 1916. Dos melhores pelo luxo, pela ornamentação, pela excelência da cozinha e, muito principalmente, pela inteligente direção do Sr. Bento Porto e Exma. Sra. O Splendid Hotel é de propriedade do Sr. Frederico Bokel que, aos seus amigos, para comemorar a inauguração de mais um brilhante atestado de sua atividade sem par, ofereceu lauto almoço nos salões de honra de seu estabelecimento. Roitberg confirma que o Splendid foi construído no lugar do antigo Central e que o novo Central foi construído em outro endereço.

O prédio do Splendid foi o prédio do Hotel Central antigo. Ao abrir o Central novo abriu-se também, no mesmo dia, o Splendid, que ficava na Praia do Flamengo 202/208. Seu anúncio dizia que o acesso é fácil pelos bonds da linha Praia Vermelha e Humaitá, via Flamengo. Ficaria na altura da esquina da Rua Almirante Tamandaré.


 Na mesma edição da revista “Careta” em que se anunciava a inauguração do novo Hotel Central  na esquina com a Rua Barão do Flamengo, vemos, ao fundo, à direita, os quatro telhados em ponta do Hotel Splendid, na esquina da Rua Almirante Tamandaré.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

HOTEL CENTRAL

As quatro primeiras fotos são do AGCRJ e mostram o projeto para um GRANDE HOTEL COM ESTABELECIMENTO BALNEÁRIO. Terá sido o projeto para o Hotel Central, depois realizado com alterações? 

Vemos o aspecto da fachada principal sobre a Avenida Beira-Mar.

A fachada lateral.

“Secção” do projeto.

Planta dos diversos pavimentos.

Foto de Preising mostrando o Hotel Central na Praia do Flamengo. Ficava localizado na Av. Beira-Mar entre as ruas Machado de Assis e Paissandu, na esquina da Rua Barão do Flamengo. Foi construído em 1915 (no lugar do balneário High-Life) e demolido em 1951, sendo erguido em seu lugar o Edifício Conde de Nassau.

O Hotel Central, em fotografia de Malta, tinha 124 quartos e funcionava como estabelecimento balneário, tendo alguns quartos para dormir, trapézios para exercícios e terraço aprazível. Este hotel foi um aprimoramento das "casas de banho", que se resumiam ao serviço básico - pequenos quartos, geralmente de madeira, onde o banhista trocava de roupa.

O Hotel Central à noite.


No início dos anos 50 vemos o Hotel Central sendo demolido. Reparem o mobiliário urbano da época, incluindo o abrigo para o guarda de trânsito. Um dos nossos especialistas (o Gustavo Lemos, o Rouen ou obiscoitomolhado, já não lembro) identificou os automóveis: o Buick é um modelo Super Sedanet 56S 1948. O veículo do meio é um Dodge Coronet A3 1950. Parecidíssimo com os seus primos, o DE SOTO 1950 e o PLYMOUTH 1950. O veículo da esquerda é um Chevrolet  Sedan 4 portas, fabricado de 1949 ou 1950.


sábado, 12 de junho de 2021

DO FUNDO DO BAÚ - BOATES


Deve ter sido muito boa esta época de boates dos anos 50. A maioria lugares pequenos, com pocket-shows, para drinques ou jantar, grandes artistas, ouvir ou dançar sambas-canção de rosto colado, bebericar um uísque. 

Pelos cartazes acima havia muitas opções. De Yves Montand no Copa a Dick Farney no Hotel Vogue. Silvio Caldas, Dalva de Oliveira, Caymmi, Orfeu da Conceição. 

E gostaria de ter conhecido a Montecarlo, que funcionou na Marquês de São Vicente, no alto da Gávea. Era uma grande casa de um banqueiro que convidou o Carlos Machado para adaptá-la para se transformar numa grande casa de espetáculos com vários ambientes luxuosos. Restaurante, bar, boate, um pequeno cassino clandestino e, contam, alguns poucos quartos para “descanso”.

Machado contratava moças belíssimas para animar o local. Entretanto não era para prostituição. Muitas se transformaram em atrizes de sucesso. 

O estacionamento era na área vizinha ao Jóquei e um convênio com os taxistas da praça levava os clientes ate a Montecarlo. Os que iam com os próprios carros e se excediam na bebida eram levados de táxi para casa e seus automóveis eram entregues na casa dos clientes no dia seguinte por funcionários da Montecarlo.  

A noite do Rio de então era fervilhante e elegante. 

sexta-feira, 11 de junho de 2021

OUTEIRO E IGREJA DA GLÓRIA

As duas primeiras fotos, ambas do AGCRJ, mostram o Outeiro da Glória e Igreja de Nossa Senhora da Glória. É curioso observar o Outeiro liso na pedra.

Este prédio eu acho que já não existe. Deve ter sido demolido quando da construção do novo acesso à igreja. 

Nesta colorização do Nickolas vemos o coreto e a igreja da Glória. Segundo M. Teixeira, a igreja é em estilo barroco borromínico, calcada na Igreja de São Pedro dos Clérigos, do Porto, em Portugal. O início das obras deu-se em 1714 e o término em 1738. A igreja foi descaracterizada no século XIX e restaurada em 1938, tendo os arquitetos Lucio Costa e José da Souza Reis desenhado a atual rampa de acesso em pedra. O ascensor elétrico e o museu da irmandade são obras de 1939.

Antonio Caminha esculpiu em madeira uma impressionante imagem de N.S. da Glória, quase em tamanho natural, e, para abrigá-la, ergueu uma ermida no alto do morro. A tradicional igreja de N.S. da Glória do Outeiro, além da devoção popular dos cariocas, teve a assídua frequência da família imperial desde os tempos de D. Pedro I. Ali o futuro Dom Pedro II recebeu o batismo, com todas as devidas honras. Mais tarde, ele mesmo conferiu à igreja o título de Imperial.

O Outeiro da Glória foi propriedade de Julião Rangel de Macedo, que recebeu as terras em virtude de sesmaria. Com o seu falecimento as terras f oram adquiridas pela família Rocha Freire que posteriormente as vendeu ao Dr. Cláudio Gurgel do Amaral, este por escritura datada de 20 de janeiro de 1699 fez doação à Irmandade de Nossa Senhora da Glória, constando a seguinte condição : “Para nele edificar-se uma ermida que fosse permanente e não sendo assim ficaria revogada a doação e c om a condição de que na referida ermida lhe daria sepultura a ele doador e a todos os seus descendentes e a quem lhes parecesse".

No dia 5 de agosto realiza-se a mudança das vestes de Nossa Senhora da Glória. A imagem é retirada do trono e do altar-mór por irmãos graduados e numa sala contígua às tribunas, a porta fechada, é feita a troca das vestes num silêncio respeitoso. Nessa ocasião, troca-se a roupa da Santa. O templo foi tombado pelo SPHAN em 1938 e cuidadosamente restaurado, removendo-se as pinturas modernas dos altares e sendo construído atrás o Museu da Imperial Irmandade, em prédio estilo neocolonial adaptado. É o museu muito rico e possui joias, imagens, móveis e pinturas de grande valor. Quando da festa da padroeira, a 15 de agosto, ganha iluminação especial. 

 

quinta-feira, 10 de junho de 2021

MERCADO DAS FLORES - BOTAFOGO

Esta fotografia mostra o Mercado das Flores na Rua General Polidoro, na esquina da Rua Sorocaba, em Botafogo. Sempre me impressionaram aquelas coroas de flores, caríssimas, feitas para os enterros. Não resta dúvida que homenageiam os mortos, mas, na minha opinião, são um grande desperdício de dinheiro. Servem mais à ostentação de quem as envia do que para homenagear o falecido. 

Este mercado era um belo exemplar de construção em estrutura metálica do final do século 19 ou início do 20. Ú uma pena todas essas construções pré-moldadas de “fer-forgé” terem sido derretidas, imaginem o charmoso conjunto de bares e restaurantes que ela poderia abrigar hoje. Este mercado foi demolido, se não me falha a memória, na década de 60.

Para quem se interessar por este tipo de construção há o livro “Arquitetura do Ferro no Brasil”, de Geraldo Gomes da Silva – Editora Nobel. Curiosamente na esquina da General Polidoro com Sorocaba existe atualmente uma floricultura.

Esta foto, onde aparece uma coroa de flores sendo transportada na bicicleta mostra o encontro das ruas General Polidoro e Real Grandeza. As construções ao fundo foram demolidas e em seu lugar existe um posto de gasolina, na esquina com a Rua Pinheiro Guimarães. Mas nas vizinhanças resisstem ainda algumas construções semelhantes.

 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

SAUDADES DO RIO

O “Saudades do Rio” completa hoje 16 anos da primeira publicação no provedor Terra e as fotos lembram aquela primeira publicação. Anteriormente o “Saudades do Rio” já havia passado pelo “Multiply” e pelo “Fotolog.Net”. Após o Terra, que encerrou as atividades em 2013 (com perda do conteúdo de dezenas de “fotologs” do Rio Antigo), o SDR esteve no provedor UOL, que terminou em 2016, quando começou no endereço atual.

Somando todo este tempo, com as três de hoje, chegamos a 8227 fotos publicadas.

Não é fácil manter um “fotolog” diário, seja pela busca de fotos interessantes e pesquisa dos textos, seja pelo controle que ele exige. Mas o saldo, considero, é altamente positivo. Fiz muito bons amigos por aqui, alguns apenas virtuais. Os “não virtuais”, já nos encontramos, no Belmonte, no Alcazar, no Lagoa, no antigo Barril, no Garota da Urca, no Amarelinho, no Clipper, etc. E muitos comentaristas apareceram nestes chopes, sem conhecer ninguém, e se integraram ao grupo.

Um encontro memorável, aberto a todos os que quiseram participar e que reuniu umas 30 pessoas, foi no encerramento do 1º Concurso Sherlock Holmes, com uma noite de chope no Degrau, onde se deu a premiação. Embora vários nunca tivessem se visto, por conta da participação diária nos comentários foi como se fossem velhos amigos – inesquecível. Agradecimento especial ao Helio Ribeiro que foi o grande responsável pelo concurso, que em tempos anteriores ao Google Maps, fez um grande sucesso.

Quantos encontros surpreendentes se deram neste espaço. O mundo é pequeno. Quantos pedidos de ajuda para teses, quantas coincidências aconteceram.

A se destacar, também, os estupendos almoços periódicos do grupo do S.E.M.P.R.E. na sede do Alto da Boa Vista, que somente foram interrompidos pela pandemia.

E quanta coisa aprendi nestes anos todos!  Vi que, do Rio, pouco sabia. E como me diverti com alguns comentaristas que aqui são sempre citados, como o Professor Pintáfona, o General Miranda e seu irmão Eleutério (Teco), Eusebius Sophronius, Finólia Piaberelina, Frei Henrique Boaventura, o Anão Duarte, o Comandante JBandeiradeMello, Josafá Pederneiras, Giseli Loira e tantos outros.

A lamentar a perda de grandes colaboradores como o Richard, o Etiel, o AG, o Belletti.

Seria impossível citar todos os que colaboraram com o “Saudades do Rio”, mas aqui fica meu agradecimento a cada um de vocês. 

A primeira foto do "Saudades do Rio" no provedor Terra em 09/06/2005.

O primeiro texto.

Os primeiros comentários: do prezado Conde di Lido e do Roberto. 

O Conde e o Dr. Celsão foram os grandes incentivadores para migrar o "Saudades do Rio" para o Terra. Eles tinham razão, pois de 2005 a 2013 neste provedor foram 9.798.127 acessos, 129.626 comentários e 3528 postagens.