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terça-feira, 21 de setembro de 2021

CENTRO - RUA DA ASSEMBLEIA


Foto feita pelo JBAN em 1979. Vemos o Centro Candido Mendes ao fundo e ainda em construção. À esquerda, o Paço Imperial.

O Centro Candido Mendes é o enorme edifício da Rua da Assembleia nº 10. De uso comercial e educacional, possui 49 pavimentos, com área total de 94.000m² e 140m de altura. Foi projetado pelo renomado escritório de arquitetura Harry James Cole. Foi construído pela empresa Cetenco Engenharia e inaugurado em 1982, sendo na época o mais alto da cidade.

A Rua da Assembleia já teve inúmeros nomes, tais como: Rua Direita que vai para Santo Antonio, Caminho de São Francisco, Travessa de Manuel Ribeiro, Rua do Padre Vicente de Leão, Rua do Licenciado Rui Vaz, Rua Pedro Luís Ferreira, Rua do Padre Bento Cardoso, Rua da Cadeia e Rua República do Peru.

Cordeada na metade do século XVI, atingia em fins desse século o Convento de Santo Antonio.

A partir de 1711 com a construção da cadeia na várzea da cidade, começou a se chamar Rua da Cadeia. Conta Paulo Berger que o prédio da Cadeia Velha serviu de abrigo a várias instituições como o Senado da Câmara, a Relação, a criadagem do Paço após a chegada de D. João VI, no 1º Império à Assembleia Constituinte, e depois à Câmara dos Deputados, em épocas mais recentes hospedou o Correio, a Tipografia Nacional, a Caixa Econômica e a Inspetoria de Higiene. 

Desde 1926 o local está ocupado pelo Palácio Tiradentes.

Pela Rua da Assembleia caminhou Tiradentes, que estava preso na Cadeia Velha, em direção à forca instalada no Largo da Lampadosa, situado próximo à Praça Tiradentes.

Um amigo advogado tem escritório neste edifício, num andar alto. A vista é deslumbrante, mas acho perigosíssimo ficar em lugares altos assim, pois em caso de incêndio não há como escapar.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

BURACOS

Praça Gabriel Soares na Tijuca.


Avenida Maracanã.


 Rua Paulino Fernandes em Botafogo.

Em meados dos anos 60 a situação do asfalto na cidade era muito parecida com a atual. Milhares de buracos por todas as partes. Há anos que não acontece um bom recapeamento das ruas do Rio. Parece que trafegamos por ruas de terra.

domingo, 19 de setembro de 2021

BARCA DE AUTOMÓVEIS

Esta foto, um “slide” digitalizado, publicado originalmente em 2007 aqui no “Saudades do Rio”, foi tirada nos anos 70 por meu amigo Manolo, um espanhol recém-chegado ao Rio. É, talvez, a que mais circulou por “sites” do Rio antigo, a maioria das vezes sem citar a fonte, mostrando uma barca de automóveis no trajeto Rio-Niterói. O “slide” foi digitalizado numa loja que fica numa pequena galeria da Rua Tonelero, quase esquina de Siqueira Campos, lado ímpar.


Foto do acervo do “Correio da Manhã”.  


 Foto do acervo do “Correio da Manhã”.  

sábado, 18 de setembro de 2021

MOURISCO

Fotografia, aproximadamente de 1940, enviada por Richard Hochleitner. À direita, entre as árvores, vemos as cúpulas do Pavilhão Mourisco, que foi construído durante o período de Pereira Passos, em 1906, para servir de café-concerto. Ficava iluminado todas as noites, tendo, nos fundos, o Teatrinho de Marionetes, um carrossel e um ringue de patinação (este, por muitos anos, foi a sensação da cidade). O prédio com as torres é a sede do Botafogo Mais para à esquerda o Clube Guanabara com sua piscina de água do mar. O Pavilhão Mourisco foi demolido quando da construção do Túnel do Pasmado. No morro podemos observar os anúncios dos "Chapeos Cury", da "Agfa" e parte do anúncio da "Firestone". A Av. Beira-Mar terminava exatamente em um largo (cul-de-sac) formado pela Sede do Botafogo e o Pavilhão Mourisco. Já o Guanabara tinha entrada pelo seu prédio antigo, na Av. Pasteur.

Aquela mansão do Morro do Pasmado foi construída em 1913 pelo empresário Caetano Pinto da Fonseca Costa,filho do Marechal João da Fonseca Costa, Visconde da Penha, e neto de Manoel Antonio da Fonseca Costa, Marquês da Gávea. Após a morte de Caetano, a casa foi habitada por seu filho, Almirante Ayres da Fonseca Costa. Atualmente a casa pertence aos herdeiros deste, entre eles o médico Ayres da Fonseca Costa Filho.


Esta região se transformaria por volta da década de 50 com as obras para a construção do Túnel do Pasmado que foi inaugurado em 1952 e que serviu para desafogar o trânsito entre Botafogo e Copacabana. Esta foto é de meados dos anos 50, depois da abertura do túnel.  A sede do Botafogo vivia seus últimos dias. Seria reconstruída, de forma diferente, com uma piscina e um ginásio, poucos anos depois.

Vemos a bela região do Mourisco na década de 70. O Clube Guanabara com sua piscina em destaque e, ao fundo, o prédio da Policlínica de Botafogo. No morro temos os anúncios do Crush, do Cinzano e da Coca-Cola. A sede do Botafogo no Mourisco, onde hoje está aquele prédio horrível apelidado de "Ferrero Rocher", teve uma época de ouro quando ali eram disputados os jogos de vôlei e basquete dos campeonatos cariocas. Na piscina semi-coberta foram também disputadas competições de natação com grandes nadadores, bem como ali se exibia uma famosa geração de jogadores de water-polo capitaneadas pelo húngaro Szabo. Além do Morro do Pasmado vemos a torre da Igreja de Santa Terezinha. E vemos, também, os belos jardins de Burle Marx. À direita, vemos a saída das ruas Voluntários da Pátria e São Clemente, com o prédio do Cinema Guanabara e o Viaduto Pedro Alvares Cabral. Gostaria de chamar a atenção para o prédio do Instituto de Nutrição da UFRJ, que fica bem embaixo do anúncio da Coca Cola. A Policlínica de Botafogo está embaixo do anúncio de Cinzano. 

 

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

AVENIDA MARACANÃ


Não conheço bem esta região e fiz uma bela confusão com as legendas das fotos. Espero que agora esteja certo, mas ainda estou em dúvida. Peço ao Joel para verificar e, se não estiver correto, faremos novo ajuste.

Foto  e texto enviados pelo Joel Almeida em 13/09 e que não foi publicada por erro do estagiário (já foi demitido).

“A Avenida Maracanã em 1957. A rua em frente e à esquerda é a Pinto de Figueiredo e a pista que aparece da Avenida Maracanã em direção à Usina era em mão-dupla. O valão que aparece à esquerda da foto é o Rio Maracanã. Fora da foto à direita está o quartel da P.E, na esquina da Pinto de Figueiredo. Atualmente do lado esquerdo existe a Clínica Pro Echo e um prédio de apartamentos e, à direita, o prédio que aparece na foto antiga continua no mesmo lugar.”


Foto e texto enviados pelo Joel Almeida em 14/09: “A pista onde aparecem os carros, faz uma curva para a esquerda e em seguida vira para a direita é a pista única da Avenida Maracanã. Fora da foto havia uma pista do lado direito e ficava junto ao muro da P.E, mas essa pista era de terra e não tinha saída. Vou mandar uma foto de 1959 onde aparece a referida pista e que não aparece na foto que mandei ontem.”


Enviada pelo Joel: “Esta é a foto da inauguração da Praça Lamartine Babo em 05.12.1963.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

ONDE É?

                       Foto 1 enviada pelo Joel Almeida.


Foto 2

                                                   Foto 3


Foto 4


                                                   Foto 5

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

RIO-SUL


Foto enviada por meu amigo Odone, talvez da revista Manchete. Foi tirada do conjunto de prédios da Morada do Sol. Embora haja controvérsias, alguns consideram o Rio-Sul como o primeiro grande "shopping" construído no Rio de Janeiro, pois os anteriores seriam “centros comerciais”. Entretanto certamente o Shopping da Gávea é mais antigo. Alguns citam o “shopping” aberto no Méier no final dos anos 50 e o Centro Comercial de Copacabana como mais antigos. O Rio-Sul abriu suas portas no dia 28 de abril de 1980.

Foto do JBAN (slide digitalizado). Vemos à esquerda o Rio-Sul e à direita os prédios da Morada do Sol. Há uma história nebulosa que conta que o Rio-Sul foi construído com financiamento da Caixa num negócio tipo pai para filho com o empreendedor, mas não tenho certeza.

Também consta que até os anos 90 a torre do Rio-Sul era a maior do mundo, em altura, num prédio de concreto armado. Hoje certamente já não é. A torre de escritórios, de 44 andares foi inaugurada em 1982, após o shopping já em funcionamento.


Esta foto, do acervo do Rafael Netto, é de 1980 e nela aparecem o Rafito com seu pai e o irmão. Interessante a construção desse prédio, vê-se que ele foi feito com um corpo central que depois foi "cercado", técnica normalmente usada em edifícios circulares como o Athaydeville e o Hotel Nacional. Rafito anda desaparecido dos blogs, mas é um grande conhecedor do Rio. Eventualmente comenta nos grupos do Rio Antigo no Facebook. Antigos comentaristas, maldosos, dizem que ele já estava de peruca nesta época...

terça-feira, 14 de setembro de 2021

A VISITA DE DE GAULLE EM 1964

Outro que veio visitar o Brasil foi o General De Gaulle, em outubro de 1964. O desfile pela Av. Rio Branco foi apoteótico. Ele chegou a bordo do cruzador “Colbert” e foi recebido pelo Marechal Castelo Branco e pelo vice-presidente José Maria Alkmin. O cruzador “Barroso” e os contratorpedeiros “Pará” e “Paraná” escoltaram o navio francês desde a entrada da baía.


De Gaulle de pé e Castelo Branco, a quem tive o prazer de conhecer no Palácio do Alvorada, quase sumido no banco traseiro do Rolls Royce. De modelo Silver Wraith, o Rolls-Royce foi fabricado em 1952, na Inglaterra, e transportado por navio de Londres para o Rio de Janeiro em 1953. Desde então, pertence à Presidência da República e já conduziu todos os presidentes do Brasil, em diferentes ocasiões. Foi usado pela primeira vez durante o segundo governo de Getúlio Vargas, em 1953, durante as comemorações do Dia do Trabalho, em 1º de maio, em Volta Redonda (RJ). Foto Manchete.

Segundo o Jason contou há uns 15 anos, além do Rolls Royce conversível da presidência, visto na foto, vieram mais três fechados. Todos esses Silver Wraith ainda existiam, funcionavam e estavam muito bem conservados. Um estava com os Peixoto de Castro, na Gávea (é usado apenas em ocasiões festivas), outro era do casal de colecionadores paulistas Nilson e Edenise Carratú. O último ele não sabe o nome do proprietário. Foto Manchete.

No cortejo o Rolls Royce estava rodeado pelos carros oferecidos à delegação francesa pela Simca do Brasil. Foto Manchete.


 O carro com os dois presidentes em frente ao Outeiro da Glória e ainda o General Geisel. Foto FGV/CPDOC.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A VISITA DE IKE EM 1960

Vemos na foto a Av. Rio Branco, em frente à loja “A Exposição”, a do “Artigo do Dia”, devidamente ornamentada quando da visita do presidente Dwight Eisenhower, em fevereiro de 1960, com um cartaz “We like Ike”.

Saudação do Presidente Juscelino, quando da chegada de Ike ao Rio, em fevereiro de 1960: “Esta Cidade, Senhor Presidente Eisenhower, acolhe Vossa Excelência com júbilo excepcional. Os aplausos que lhe são tributados aqui provêm de homens livres e conscientes, que nenhum interesse ou conveniência subalterna lograria congregar. Ao nosso povo, só a estima e a admiração reúnem e só o sincero entusiasmo aquece. Esta cidade que o aclama, Senhor Presidente, sempre se distinguiu pela fidelidade à causa democrática, sempre se orgulhou de lutar pelas liberdades e pela autonomia. Vossa Excelência acaba de deixar Brasília, a cidade nova que construímos com a nossa deliberada resolução de grandeza — e em que tudo nasceu de um plano traçado e executado — e chega a esta heroica São Sebastião do Rio de Janeiro, que, durante mais de século e meio, tem sido o centro em que se elaboram as decisões do Brasil”.


A visita presidencial ao Brasil e a outros países do Cone Sul revestiu-se de um caráter que ultrapassava a “missão de boa vontade”, na expressão utilizada pelo Departamento de Estado norte-americano: era um indicador de mudanças na política dos Estados Unidos para a região, face à aproximação de Cuba com a URSS.

Nesta foto vemos a comitiva passando pela pracinha em frente à Favela de Santa Marta, na Rua São Clemente, em Botafogo. A comitiva de Ike se dirigia à casa do Embaixador americano, que era onde atualmente funciona a Escola Alemã Corcovado.



O cortejo de motocicletas acompanhando o Presidente Dwight D. Eisenhower (Foto de Harvey Meston/Archive Photos/Getty Images). 

A visita de Ike ao Brasil foi negociada. Até o presidente da UME (União Metropolitana de Estudantes), Alpheu Ribeiro Meireles, garantiu ao embaixador Cabott que não haveria reação dos visitantes à visita. Entretanto na fachada do prédio da UNE (União Nacional de Estudantes), na Praia do Flamengo, foi colocada uma enorme faixa: “Yankees, go home!”. A chefia do Serviço de Segurança da Casa Branca foi do agente James Howley. A alimentação de Ike no Rio ficou a cargo do “Au Bon Gourmet”, famoso restaurante que ficava na Av. N.S. de Copacabana nº 202.

A comitiva provavelmente cruzando a Av. Presidente Vargas. obiscoitomolhado poderá opinar sobre os automóveis da comitiva.



 Uma recepção calorosa aconteceu quando a comitiva cruzou a Av. Rio Branco. Pouco depois, além da faixa de “Yankees, go gome!” citada acima, Ike também veria um imenso cartaz com a efígie de Fidel Castro hasteado em frente à UNE. Os dizeres, em contraposição àqueles da Av. Rio Branco, eram “We like Fidel Castro”. Faixas estendidas também assinalavam “Entendimento, sim, submissão nunca”.

domingo, 12 de setembro de 2021

EXPO DE 1922 - PAVILHÃO DE ESTATÍSTICA

Hoje vemos o autochrome colorido de Marc Ferrez, do acervo do IMS, garimpado pelo Henrique Hübner, mostrando o Pavilhão da Estatística, que mostrava a riqueza do Brasil a partir dos números. Projetado por Gastão da Cunha Bahiana, professor da antiga Escola Nacional de Belas Artes, o prédio tinha um estilo sóbrio, avesso ao neocolonialismo e modernismos que estavam se popularizando naquele período.

Após a Expo de 1922 o prédio se tornou repartição pública: foi sede da Vigilância Sanitária Portuária e, por muitos anos, posto de vacinação. Lembro que foi lá que tomei a vacina da Febre Amarela, exigência para viajar ao exterior nos anos 70. O prédio perdeu sua cúpula, mas sobrevive na Praça XV bastante modificado. No fim dos anos 1990 uma parte foi ocupada pela Polícia Federal e outra com o serviço de Vigilância Marítima. Atualmente ali funciona o CCMS (Centro Cultural do Ministério da Saúde). 

Nesta foto enviada pelo Carlos Paiva vemos um trecho da Praça XV e parte do Aeroporto Santos Dumont, em 1951. Podemos observar, na parte de baixo, a barca de veículos. De cima pra baixo vemos o terminal da PAA/Panam/Panair, hoje III Comar, terminal de hidroaviões do Santos-Dumont, hoje Instituto Cultural da Aeronáutica, pavilhão de Caça e Pesca da Expo 22, já muito modificado. Demolido, no lugar existe o salão do Clube da Aeronáutica. O Pavilhão da Estatística da Expo 22, hoje Centro Cultural do Ministério da Saúde. O torreão sobrevivente do Mercado onde era o Restaurante Albamar. À direita o Museu Histórico Nacional, na época provavelmente ainda com as cicatrizes da demolição dos acréscimos da Expo 22. E esta região foi desfigurada pela construção da Perimetral, que viria abaixo após alguns anos de vida. Aquele flutuante quadrado sobrevive e hoje em dia é o Argonauta, localizado a algumas dezenas de metros da Mureta da Urca, em frente ao Bar Urca.

Vemos o Pavilhão de Estatística ainda em fase de construção. No Pavilhão de Estatística estavam os trabalhos da Diretoria Geral de Estatística e a Estatística Comercial. Foi inaugurado em outubro de 1922 com a presença do Presidente da República. A cerimônia foi conduzida pelo Diretor Geral de Estatística, o Dr. Bulhões Carvalho. 


O Pavilhão de Estatística em funcionamento. Ali se mostrava o que representou a obra do Recenseamento Geral da República, levada a efeito em 1920. Cartogramas, quadros, pinturas, desenhos, diagramas, cartas, etc, mostravam como era o país.

sábado, 11 de setembro de 2021

EXPO DE 1922 - PAVILHÃO DOS ESTADOS

Mais uma estupenda garimpagem do Henrique Hübner, um estudioso do Rio Antigo. Vemos um autochrome de Marc Ferrez mostrando o Palácio dos Estados na Expo de 1922, ladeado pelos pavilhões da Administração e Distrito Federal (lado direito) e das Grandes Indústrias (lado esquerdo).

Era o prédio mais alto da Expo, projeto do engenheiro Hippolito Pujol, abrigou por muitos anos a sede do Ministério da Agricultura, tendo sido demolido por insistência de arquitetos modernistas. Era conhecido pelo apelido de “Bolo de Noiva”.

Recomendo um álbum do prezado FlavioM, comentarista desaparecido do “Saudades do Rio”, mas sempre presente no grupo do FRA-Fotologs do Rio Antigo, no link https://www.flickr.com/.../flavi.../albums/72057594110117239

Conta o Flavio que Marc Ferrez fez os primeiros "autochromes" do Brasil pouco antes da morte de sua mulher, em 1914. Em 1915 foi morar na França, só voltando em 1920, já adoentado. Morreu em janeiro de 1923.

Um postal da coleção do Klerman W. Lopes, mostrando o Pavilhão dos Estados.

O objetivo da Expo de 1922 era comemorar o centenário da nação brasileira, mediante a exibição de todos os avanços que o país conhecera nos mais variados campos, definindo-se, contudo, como principais os do trabalho, da educação, saúde e higiene. Durante os seus preparativos, a ideia de expor ao mundo um Brasil moderno e equiparável aos países mais desenvolvidos foi tema de grandes debates na imprensa, em virtude dos altos custos que isso implicava.


Outra imagem do Malta mostrando o do Pavilhão dos Estados. Este local serviu ao Presidente Geisel no período imediatamente antes de assumir a Presidência da República. 

O prédio foi demolido ainda na época da Ditadura, no final dos anos 70. Na época arquitetos modernistas como Lucio Costa fizeram uma grande campanha para demolir muitos prédios do Rio Antigo.  Em parecer de 1972, sobre o prédio do Ministério da Agricultura, ele afirmava que a demolição daquela “almanjarra de concreto” lhe “seria do maior agrado”. Em outro parecer, de 1978, que sacramentou sua derrubada, dizia: “Por sua falta de estilo, por sua desproporção, por sua feiura congênita, já nasceu bastardo”. O edifício foi demolido no final dos anos 1970. Ainda bem que o Municipal, a Biblioteca Nacional, o MNBA e uns poucos outros escaparam.


 O prédio do Ministério da Cultura em 1978, pouco antes da demolição.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

EXPO DE 1922 - ATERRO DE SANTA LUZIA


Há um ano já abordamos o tema da EXPO de 1922 em https://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com/2020/08/expo-1922.html , bebendo na fonte do prezado Henrique Hübner que descobre coisas interessantíssimas. Recentemente ele fez novas publicações com autochromes do Marc Ferrez, que veremos por aqui também.

De posse deste convite para a Exposição de 1922, começamos um passeio por seus pavilhões. O presidente Epitácio Pessoa atribuiu ao prefeito do Distrito Federal, Carlos Sampaio, a organização de uma exposição, inicialmente nacional e posteriormente internacional, comemorativa do centenário da Independência do Brasil, a ser realizada em frente ao antigo bairro da Misericórdia, embora os pavilhões das grandes indústrias estrangeiras, à exceção das de Portugal, se instalassem perto da Praça Mauá.

A comissão de engenheiros e arquitetos incumbida de projetar e coordenar a construção da exposição foi composta por Nestor de Figueiredo, Adolfo Morales de Los Rios, Francisco Cuchet, Arquimedes Memória, Celestino Severo de San Juan e Edgard Viana. 

Vemos o cartaz produzido para a Expo de 1922. Oficialmente a Exposição foi encerrada em 07/09/1923.

                                          

Autochrome colorido de Marc Ferrez do acervo do IMS, garimpado pelo Henrique Hübner, mostrando o aterro da Praia de Santa Luzia.

 

Foto de Malta, de 1922, mostrando a igreja de Santa Luzia junto da praia. No século XVI foi construída uma capelinha neste local, sendo que no século XIX foram feitas a fachada e colocadas as duas torres da igreja.


 

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

FORA DO AR

Por problemas técnicos com o computador estaremos temporariamente fora do ar.
 

PRAÇA SÃO SALVADOR

Vemos um aspecto da Praça São Salvador, em Laranjeiras, nos anos 70. Estamos olhando para a Rua Esteves Junior. A primeira transversal à direita é a Rua Senador Correia. Na esquina funciona o Supermercado Zona Sul.  Na esquina oposta fica a Escola Municipal Senador Correia, que esteve ameaçada de acabar há alguns anos, mas sobreviveu. Atrás do fotógrafo fica o Corpo de Bombeiros.

É famoso o chorinho que acontece aos domingos na praça, bem como o tradicional Bar Brasil. Consta que o belo chafariz não verte tanta água atualmente como na época da foto. Um famoso especialista informa que o chafariz é um híbrido muito interessante da fundição Val D'Osne. Se a ninfa que verte água no seu topo é uma escultura de Louis Sauvageau, bem rara, o resto do chafariz é feito com peças do catálogo normal da fundição. Possivelmente este era o chafariz que ficava originalmente no Largo de São Domingos antes das reformas de Passos, embora a escultura no topo fosse outra.

Os abrigos não existem mais. Nas noites de sexta e sábado, não sei se agora com a pandemia, há muita gente por lá causando desconforto aos moradores pelo barulho e pela bagunça generalizada. Música alta, discussões e brigas são um problema.

Segundo o Decourt, os abrigos de ônibus são típicos dos da CTC logo após a fusão, pois abandonam as luminárias embutidas da GE, como temos em alguns túneis até hoje, e usam nichos para luminárias fluorescentes. A arborização pública está toda desfalcada na frente dos abrigos, vemos as golas vazias, possivelmente as velhas árvores não resistiram a combinação mijo/diesel e a calçada já tem o padrão de pedras portuguesas premiado nos anos 60, quando foi instalado na Praça Nicaragua e depois na reforma da Av. Chile pelo governo Negrão de Lima.


Vemos a feira da Praça São Salvador, tendo ao fundo a escola Senador Correia. A feira, como toda feira do Rio, tem adeptos e detratores. Ocupa o espaço desde a madrugada, faz barulho, interdita o tráfego, deixa mau cheiro, peca na higiene. Por outro lado, tem produtos frescos e mantém uma tradição da cidade. 


 Nesta foto vemos ao volante o simpaticíssimo Sr. Alfredo Siqueira, dirigindo seu automóvel na Praça São Salvador há quase 100 anos. Ele morava numa casa na Rua Esteves Junior nº 30 e era pai da melhor amiga de minha mãe.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

CRAVEIRO LOPES





 Hoje, tradicionalmente dias de desfiles militares pelo 7 de Setembro, já que este ano foram suspensos, relembro o histórico desfile de Craveiro Lopes, em 1957, na Av. Atlântica. 

Assisti o mesmo do 5º andar do Ed. Vesper, casa de uma tia-avó. 

Eram outros tempos.