A foto de hoje mostra o
colégio Liceu Franco Brasileiro nos anos 60. Parte deste portão sobrevive até
hoje.
A história deste colégio começa em 1915 com a construção do Lycée Français na Rua do Catete, num esforço conjugado de franceses e brasileiros, com a finalidade de instituir um estabelecimento escolar que cultivasse a aproximação entre os dois países, França e Brasil.
Em 1918, constituiu-se como Sociedade Anônima Lycée Français.
Em 1922, estabeleceu-se em prédio próprio, construído para esse fim, na Rua das Laranjeiras 13-15, num projeto do arquiteto francês Gabriel Marmorat. Até 1925, foi praticamente a única escola francesa laica no país.
Em 1943, transformou-se
em Liceu Franco-Brasileiro Sociedade Anônima. Havia uma total separação entre
os brasileiros e os franceses, sendo que os últimos ficavam restritos a uma ala
de um dos prédios. Brasileiros eram a imensa maioria.
Era um bom colégio, com
alguns comentaristas do “Saudades do Rio” tendo estudado nele. Era um colégio
tradicional, onde todas as sextas-feiras se cantava a Marseillaise e o Hino
Nacional Brasileiro.
Em 1984 a turma de francês foi para o Lycée Molière, na Rua Pereira da Silva.
Em 1997 o Franco-Brasileirio foi vendido para
o Centro Educacional da Lagoa (CEL), que pertence à família do deputado Júlio
Lopes. Os novos donos decidiram manter a identidade do tradicional colégio.