Já falamos várias vezes sobre a igreja da Penha, mas apareceram novas fotos interessantes. E são chocantes se compararmos como era o local antigamente e como está atualmente.
Será que este Cruzeiro ainda existe? Será que foi ele que deu origem ao nome da favela Vila Cruzeiro?
A foto nos mostra um
batizado na Igreja da Penha nos anos 50. Hoje em dia as formalidades foram
abandonadas e não mais se veem crianças com camisolões ou pais de terno e
gravata. E a degradação da região no
entorno da igreja, com inúmeras favelas, torna um risco ir nesta igreja.
Bela imagem da Igreja da
Penha, valorizada pelo Buick 1948. Esta escadaria esculpida na pedra é uma obra
extraordinária. Antigamente eram comuns pessoas subindo de joelhos a escadaria. Seria o Buick do Monsenhor que aparece na foto?
A primeira ermida foi levantada neste local em
1635. Passou por diversas remodelações, entre as quais a de 1728, com a
construção da escadaria de acesso, que foi duplicada em sua largura em 1913. A
capela foi demolida em 1871 para a construção de uma igreja maior. A festa da
N.S. da Penha se realiza todo mês de outubro. Segundo o Joel,
Outros tempos: Até um mata-mosquito em ação.
Como conta o Irajá,
atualmente não é difícil ir à Igreja da Penha, pois para subida do penhasco
estão disponíveis três lances de plano inclinado. Mas subir pelas escadas é
sempre muito agradável em gradativamente se ir tomando a visão da baía de
Guanabara e a quase totalidade da Baixada de Irajá. Não sei se ainda ocorre o
principal festejo religioso da Festa da Penha, que é a grande procissão pelas
ruas do bairro, a qual, segundo os organizadores, contava com a presença de
cerca de inúmeras congregações das igrejas e paróquias vizinhas. Para os não
católicos o evento era uma apreciação das grandes tradições existentes há mais século.
Apenas por orientação,
geograficamente a Penha, como os vizinhos Olaria e Ramos, pertence a Baixada de
Irajá, a qual corresponde ao território ocupado por 38 bairros. Em se falando
em igreja da Penha, ela pertenceu, até o início do século XX, à Freguesia de
Nossa Senhora da Apresentação de Irajá. A Matriz de Irajá, igreja
barroco-jesuítica do início do Século XVII (1613), é a mais antiga Matriz em
sua volumetria original da Cidade do Rio de Janeiro e segunda no Estado. Em
2013 comemorou o seu quarto centenário.
Esta igreja era um símbolo de uma zona suburbana que não existe mais,
encravado na realidade de decadência, populismo habitacional e violência.
Segundo o Wagner, os fiéis católicos da região hoje se deslocam em maior volume para a Paróquia do Bom Jesus, na verdade uma grande igreja na Av Brás de Pina. As missas da Penha ocorrem em maior frequência na igreja "de baixo", que fica no sopé antes da escadaria. O percurso até este local, que também já é entrada da comunidade da Merindiba, inicia no portal de entrada e segue pela elevação do morro.
A Igreja da Penha nos remete às famosas festas da padroeira no mês de outubro. Era uma das festas religiosas católicas mais aguardada e celebrada no Rio até final dos anos 60. A festa fazia com que pessoas de todos os pontos da cidade se deslocassem para lá. Era uma semana de festejos, missas e procissões. Sempre impressionava as pessoas que pagavam promessas subindo de joelhos os 365 (um para cada dia do ano) degraus. Era o dia de ganhar cata-vento colorido, cavalinho de madeira e comer jujuba, picolé de coco, algodão doce (criança nem pisca os olhos vendo o algodão "surgir do nada"), do refresco no copinho em cone de papel na base de metal, da maçã-do-amor, da pipoca. As barraquinhas de prendas e os cordões de lâmpadas, os leilões (se leiloava inclusive um leitão vivo na promessa de garantir a ceia de Natal). Os namorados trocavam juras de amor e pediam músicas pelo alto-falante do arraial.
Tudo acabou. Infelizmente.










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