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sábado, 19 de abril de 2025

DO FUNDO DO BAÚ MUSICAL


FOTO 1: Trata-se de um "limpa-disco", saído do baú da tia Milu. A poeira estragava a agulha do toca-disco. 


FOTO 2: Para os maníacos por som e endinheirados havia aparelhos fantásticos, mas este aí da foto, lançado pela Philips em 1969, "a mais recente conquista da eletrônica espacial agora aplicada à reprodução do som", fez muito sucesso nas festinhas de finais de semana. 


FOTO 3: Quem poderia imaginar, na época, que as fitas K-7 cuidadosamente gravadas com nossas "playlists" seriam substituídas, com muito mais qualidade pelos CDs e agora pelo Spotify?


FOTO 4: Os compactos de 33 1/3 rpm podiam ser simples (com duas músicas) ou duplos (com quatro músicas). Alguns compactos trazidos do exterior tinham uma abertura maior no centro, necessitando de um adaptador.


FOTO 5: Geralmente eram lançados para trabalhar as músicas-chave dos LPs (com 12 músicas, usualmente). Havia, mais raramente, compactos em 45 rpm.


FOTO 6: Assim eram os discos de 78 rpm do meu "velho". Pesadões, grossos, tinham pouco tempo de duração. Uns cinco minutos de cada lado.


FOTO 7: 
Os LPs (estes acima são de minha coleção) duravam em média 30 minutos (15 de cada lado) e continham 12 músicas (6 de cada lado).

sexta-feira, 18 de abril de 2025

ONDE É?

FOTO 1


FOTO 2


                                                    FOTO 3


FOTO 4


                                                           FOTO 5
 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

ESTAÇÃO DE BONDES DE IPANEMA

A antiga estação da Vila Ipanema ficava na esquina da atual Praça General Osório com a Rua Visconde de Pirajá. O prolongamento da linha desde o ponto terminal da Igrejinha, em Copacabana, até a estação da Vila Ipanema, ficou concluído em 21 de junho de 1902, sendo inaugurado o tráfego por tração animao no dia 24 (C.J.Dunlop).


A estação de Ipanema tinha uma magnífica sala de espera e restaurante. Neste local, quando da inauguração, foi servido um opíparo banquete em homenagem ao Prefeiro Pereira Passos.

O cardápio, preparado pela Confeitaria Colombo, foi o seguinte: 
- Crème de volaille aux ponts d´asperges
- Petit patés à l´espagnole
- Filets de merlan, sauce tartare
- Noix de veau au Madère
- Salade de crevettes à la russe
- Dinde à brèsilienne
- Jambon d´York
- Plum pudding au Rhum
- Glaces moulées assorties
- Dessert varié
- Vins: Madère, Bucellas, Saint Julien, Médoc, COllares.
- Champagne
- Porto
- Café
- Liqueur
- Cognac

Na expansão de alegria pela inauguração da eletrificação da linha, os moradores fizeram queimar, à chegada dos bondes especiais, foguetes e bombas de dinamite, transgredindo o decreto municipal que proibia o uso desses fogos. À vista disso, o Prefeito deu ordem para que os transgressores fossem multado em 50$000.


Os bondes que se dirigiam a Ipanema passavam pela praia, vindos da Rua da Igrejinha (atual Francisco Otaviano) e que chegava até a Praça Marechal Floriano (atual General Osório). Na foto o bonde estava em plena Avenida Vieira Souto, com um passageiro desembarcando defronte às simpáticas primeiras casas de Ipanema. 

Aparentemente ainda não havia ali um ponto de parada, tal como os que a Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico instituiu a partir de 1907, a partir do seguinte aviso: "Os pontos de parada dos bondes são assinalados nos postes com uma faixa branca. Para tomar o bonde o passageiro deve achar-se no ponto de parada respectivo e fazer sinal a distância razoável. Para sair, o passageiro deve fazer o sinal ao condutor logo depois de passar o poste de parada anterior àquele em que quizer descer. O bonde não pára a fim de receber ou deixar passageiros entre os pontos de parada. De ordem da Prefeitura é proibido fumar nos três primeiros bancos da frente dos carros de 1ª classe".

Tempos depois passou também a haver uma pequena placa de "PARADA" com letras pretas em fundo branco, pendurada em fios entre os postes. Esta simples medida possibilitou o aumento da velocidade média dos bondes de 139 metros para 193 metros por minuto.

Contam os livros que, apesar da aparente tranquilidade do bairro, à noite Ipanema era o paraíso dos ladrões. A população que ali morava sofria com os roubos e furtos e apelava para que as autoridades tomassem providências. O "Correio da Manhã" registrava que "é de toda justiça, além do dever que imbue a polícia a dar às famílias de Ipanema as garantias que elas têm direito. Durante as madrugadas, sem guardas, nem soldados municipais, as praias e as ruas transversais ou centrais dão a aparência de desertos. Em nenhuma delas pelo que se supõe, para servir de paraíso à gatunagem."

Comenta o Decourt que "esta foto é bem clara na constituição do primeiro urbanismo da praia, abandonando a avenida traçada no loteamento original, que certamente deveria ser tão estreita quanto a Av. Atlântica. Como podemos observar pelos postes da rede elétrica colocados junto as casas, temos vários elementos que indicam o abandono do urbanismo antigo, acho que não implementado até o final. O mais claro é a elevação da rua, como podemos perceber pela área a ser ocupada pelas calçadas junto as cnstruções e a linha de bonde e novo canteiro central bem mais altos que a faixa de asfalto que vemos em primeiro plano."

É impressionante ver que em 1908 já havia pioneiros em Ipanema, nos trechos mais perto de Copacabana e acompanhando a linha do bonde. Em 1911 a iluminação elétrica foi implantada nas vias principais, a praça Ferreira Vianna( antes Floriano e hoje General Osório) ajardinada dando mais um impulso para a ocupação do bairro. Mas os trechos perto da Lagoa ainda eram vastos areais, inurbanizados, e só o seriam nos anos 20, quando foram ocupados por casas e pequenos prédios rapidamente durante as décadas de 30 e 40.

 

terça-feira, 15 de abril de 2025

DUPLA COSME E DAMIÃO

 

FOTO 1: Em meados do século passado a dupla de soldados da PM fazia muito sucesso. Foram apelidados de "Cosme e Damião". Na foto os vemos patrulhando no bairro do Flamengo.


FOTO 2: Esta dupla que está nas imediações do aeroporto Santos Dumont seria da PM, da Polícia da Aeronáutica ou de outra corporação?


FOTO 3: Esta foto é dos anos 40, da Genevieve Naylor. De qual corporação sseriam esses dois militares?


FOTO 4: A dupla "Cosme e Damião" patrulhando a Praça Paris.


FOTO 5: Sempre que havia greve nos transportes era preciso que uma dupla "Cosme e Damião" desse garantias para os bondes trafegarem.

FOTO 6: Desfile no dia de "São Cosme e São Damião", dia comemorado pela PM. Há dúvida se o dia exato é 26 ou 27 de setembro.

FOTO 7: Foi a população que apelidou a dupla de PMs com o nome dos santos gêmeos, que simbolizam união e proteção.

FOTO 8: A PM do Rio de Janeiro sempre comemora o dia dos dois santos.


FOTO 9: Início do desfile de "Cosme e Damião". Mas o patrono da PM do Rio de Janeiro é "Tiradentes".


sábado, 12 de abril de 2025

DO FUNDO DO BAÚ - FÓSFOROS


FOTO 1: Embora fosse no meu tempo totalmente proibido fumar no Colégio Santo Inácio até o final do Ginásio, era possível comprar esta caixinha de fósforos como "souvenir".


FOTO 2: Varig e Cruzeiro, quem voou, voou, quem não voou, não voa mais. É incrível pensar que fumar a bordo era permitido. No fundo do avião, então, era uma fumaceira só.


FOTO 3: Esta é inesquecível para quem morava na Zona Sul e viveu os anos 70. Rodízio de maminha de alcatra e espeto misto eram duas maravilhas.


FOTO 4: Do acervo da tia Milu vemos este grupo de caixas de fósforos. Curioso observar que eventos como as visitas do Craveiro Lopes e do General De Gaulle geraram este tipo de publicidade. A do "vote em Lacerda" e a propaganda da FAB fazem parte, mas lembrança daquela estranha cidade do Sudeste...



FOTO 5
: Os mais variados produtos davam caixinhas de fósforo como brinde. Era uma época em que fumar era o habitual. A maioria dos fumantes pagou um preço alto em relação à própria saúde.


FOTO 6: Um dos maiores eventos do Rio de Janeiro em meados do século XX foi o Congresso Eucarístico Internacional.



FOTO 7: O Sacha´s,  no Leme, era um ícone do Leme. Com Sacha Rubin ao piano, era um local onde se podia dançar, comer e beber bem.


FOTO 8: Conseguir levar a moça para a Boate Flamingo, nos anos 60, era certeza que a noite terminaria na "Rua dos Motéis".

sexta-feira, 11 de abril de 2025

AUTOMÓVEIS (3)

 

 

PRIMOS RICO, REMEDIADO E POBRE, por Helio Ribeiro

Esta é a última postagem de uma série de três, exibidas em dias sucessivos. Refira-se à primeira para entender o objetivo da série.

A postagem de hoje mostra os modelos de carros destinados aos primos pobres. O então presidente Juscelino Kubitscheck e seu governo determinaram que cada fabricante de automóveis do país deveria oferecer uma versão básica de baixo custo de sua respectiva série de modelos, a fim de dar ao maior número possível de brasileiros a oportunidade de ter seu próprio carro. O resultado foi o surgimento de modelos aos quais faltava uma enorme série de itens, além de terem acabamento muito simplificado. A Caixa Econômica Federal financiava a compra desses veículos a 1% de juros mensais, em quatro anos.

Nesta postagem vamos nos dedicar a alguns deles.

 

1)      VW PÉ DE BOI

Lançamento: 1965 

Uma boa forma de descrever o Fusca Pé de Boi 1965/1966 é listando tudo o que lhe faltava. O fusca dispensava tudo o que não era essencial para um carro pela lei de trânsito da época. Na parte externa, nada de retrovisores, frisos ou piscas nos para-lamas dianteiros. O carro não contava nem com o emblema VW no capô. Não existiam muitas opções de cores, só cinza claro e azul pastel. Nada de cromados: aros dos faróis, calotas e para-choques eram pintados de branco. Os tubos superiores e as garras dos para-choques também foram deixados de lado. O encosto não tinha regulagem e a forração dos bancos era mais simples.

 

 

2)      RENAULT TEIMOSO

 

 

Lançamento: 1964

 

O Renault Teimoso era mesmo um assombro de simplicidade, algo jamais aceitável nos dias de hoje. O carro vinha sem revestimentos internos, tampa do porta-luvas, marcador de nível de combustível, calotas e reforços dos para-choques, que não eram cromados, nem pintados, assim como as molduras dos faróis. Não havia o limpador de para-brisa do lado direito, nem setas e nem lanternas traseiras, apenas uma luz vermelha no centro, que fazia as vezes de lanterna, luz de freio e luz de placa. Os bancos eram simplesmente uma armação de ferro com um tecido amarrado, como em uma cadeira de praia. Dessa forma o Renault Teimoso custava cerca da metade do valor de um Renault Gordini.

 

 

3)      DKW CAIÇARA

 

 

Lançamento: 1962

 

Custando cerca de 40% menos que a Vemaguet, a Caiçara havia sido apresentada em 1962, eliminando tudo o que fosse considerado supérfluo: a carroceria não ostentava frisos e os cromados se limitavam a espelho retrovisor, maçanetas e aros dos faróis. Contorno da grade, para-choques e rodas eram da cor do carro, ou seja, bege ou azul-claro. As calotas pretas pareciam sobras de estoque: eram as mesmas que equiparam os DKW até 1960. A tampa do porta-malas ainda tinha as saliências dos frisos, que já tinham sido eliminados da Vemaguet naquele ano.

 

O interior tinha uma simplicidade própria: o estofamento vermelho contrastava com o volante preto, o quebra-sol era só para o motorista, o porta-luvas perdia a fechadura com chave e não havia sinal do rádio.

 

Só as portas recebiam forração: as laterais dos passageiros de trás e o porta-malas permaneciam expostos. Mas, enquanto a Vemaguet trazia uma luxuosa porta traseira bipartida, a da Caiçara era inteiriça, com sistema lateral de abertura.

 

Apesar do aspecto franciscano, ela mantinha as virtudes da Vemaguet: o motor de dois tempos e três cilindros tinha apenas oito peças móveis (virabrequim, eixo da hélice do radiador, três pistões e três bielas), o suficiente para levar seis adultos e sua bagagem.

 

O câmbio manual de quatro marchas era sincronizado e seu comportamento dinâmico, notável, graças à tração dianteira e à suspensão independente nas quatro rodas.

 

Os acessórios acabavam sendo adquiridos nas concessionárias: tapetes (de borracha ou juta) para o interior e porta-malas, luz de cortesia, vidros traseiros corrediços, porta-luvas e bocal de combustível com chave e, para finalizar, uma boa dose de cromados em frisos, calotas e para-choques.

 

 

 

4)      SIMCA PROFISSIONAL

 

 

Lançamento: 1965

 

Em 1962 a Simca já havia lançado um modelo mais simples do Chambord, ao qual batizou de Alvorada. Aproveitando o incentivo do governo citado no início desta postagem, a Simca resolveu lançar um modelo ainda mais simples que o Alvorada, voltado para táxis, ao qual deu o nome de Simca Profissional. Este surgiu em 1965 em três variações de cores (amarelo, verde e branco creme) e sem peças cromadas (os para-choques também eram cinza escuro). O equipamento já simples do Alvorada foi rebaixado com capas de plástico em vez de bancos de couro e painéis de porta de papelão escuro que eram simplesmente parafusados no metal. Isso tornou o Profissional 30% mais barato que o modelo original do Alvorada, o Simca Chambord. Os números de produção desta versão aparentemente nunca foram documentados e, diferentemente do Alvorada, o Simca Profissional não tinha números de chassi exclusivos, usando a numeração dos Chambord.

 

 

---  ACABOU A PRIMALHADA --