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domingo, 20 de agosto de 2017

PIPAS

 
Domingo em Copacabana na década de 60 era assim.
Pipas, típicas do Rio, expostas pela areia, um marinheiro americano comprando um exemplar, a moça passeando tranquilamente chupando um Chica-Bon, as pessoas calmamente sentadas na areia em suas toalhas ou esteiras, nenhum sinal da ocupação da areia por barracas e barracas de vendedores de bebida.
A Avenida Atlântica ainda com mão-dupla, calçada da praia estreita, talvez na esquina da Rua Figueiredo Magalhães na foto do americano.

24 comentários:

  1. Boas fotos.A primeira tem um angulo excelente e ainda nos mostra alguns autos como o karmam guia e parece um fusca de 4 portas,Ze do Caixão. A segunda com a bela moça...Ainda existem estas pipas?Não deixavam de ser uma "marca" de Copa.

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  2. O Dodge Dart denuncia que a foto é no mínimo segundo semestre de 1969. Foi mais ou menos nessa época que começou o alargamento.

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  3. Sempre tive curiosidade mas nunca tentei apurar sobre quem fabricava essas icônicas pipas, verdadeiros símbolos da orla da zona sul do Rio. Alguém saberia dizer?

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  4. Finalmente vi alguém comprando uma dessas pipas. E o americano mais parece um marujo lusitano.

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  5. Bom dia a todos. Estas pipas tipo raia não permitiam fazer grandes acrobacias e eram muito lentas e pesadas, no máximo arrastar de um lado para o outro.
    As pipas tipo pião, eram as que a garotada mais gostavam para soltar e cruzar. Feitas com varetas de bambu, linha e papel fino para encapar. Se usava linha 10 que era transferida do carretel para uma lata vazia (normalmente de óleo), também tinha gente que usava linha rococo ou cordonê 00, bem mais grossas e dificultava na hora de cruzar. O cerol feito de vidro moído na linha do bonde e depois peneirado em uma meia velha de mulher, depois misturado a cola de madeira derretida com água, normalmente em uma fogueira, pois se fizesse dentro de casa, o mal cheiro que deixava, era uma surra na certa quando a mãe chegasse.

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  6. Belletti, a bela moça na verdade é uma bela mocinha saboreando um Já-Já de Coco.

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    1. Gustavo,na verdade a minha tela não mostra bem os detalhes da garota e pode ser de fato mais jovem.E quanto aos carros,temos um 4 portas?

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  7. Observador de arraias20 de agosto de 2017 11:07

    Bom dia!

    Pipa de águia só na zona sul mesmo. Se moleque fosse soltar uma dessas na zona norte levava cascudo.Na baixada acordava na vala.

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  8. Colaborador anônimo20 de agosto de 2017 11:49

    Essas pipas eram feitas de um material conhecido como "flecha", diferente do bambu comum e que possui uma espécie de miolo. Eram fabricados nos subúrbios e expostos nas areias.

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  9. Ia agora fazer um comentário parecido com o Observador de arraias: se o moleque chegasse com uma pipa de águia na zona norte ou baixada seria chamado com todas aqueles adjetivos de ontem que foram dados para os praticantes de peteca...

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    1. Observador de arraias20 de agosto de 2017 13:45

      Isto mesmo, Wagner. A rapaziada alegre e colorida de Ipanema-posto 9 além de jogarem frescobol e peteca soltam pipa de águia.

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  10. Boa Tarde! Essas pipas vieram sei lá de onde,trazidas sei lá por quem. Também não sei para que serve. só decola em área com muito vento,não dá para debicar,não dá para cruzar,não dá para aparar nenhuma outra pipa voada,não dá para soltar com linha 10 nem cordonê. No Cachambi,Engenho Novo,Del Castilho,Maria da Graça, tem campeonatos onde vários grupos de soltadores de pipa com idade que vai dos 10 aos 80 anos participam.Se alguém chegar lá com um " Morcegão" desses,Vai ser carinhosamente chamado de Zé- Mané.

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  11. Boa tarde a todos.

    Agora mais cedo, ao voltar de comprar os jornais, vi alguns marmanjos na rua com aquelas linhas perigosas empinando pipas, antes de a chuva começar a cair.

    Nunca fui atraído pela "atividade", talvez por ter crescido em um ambiente sem espaço para tal prática.

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  12. Observador do Saudades20 de agosto de 2017 13:25

    A turma do Saudades do Rio ou está muito rígida com os costumes ou mesmo preconceituosa.Ontem implicou com os jogadores de peteca e hoje detona aqueles que por acaso soltavam as pipas em referencia.Não vejo nenhuma relação de frescura com o apresentado.Tá parecendo mordida de cobra.

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  13. Fui dar uma volta pela orla e só agora li os comentários. Na condição de ter sido garoto de subúrbio (E. Novo, Méier) concordo com os comentaristas precedentes sobre a impossibilidade de usar esse tipo de pipa, pandorga ou papagaio no ambiente "profissional". Afinal não era a proposta desses artefatos. Mas ficaram como uma espécie de símbolo de uma época da zona sul, em especial de Copacabana. E essa imagem rodou o mundo. Quanto aos detalhes das pipas dos verdadeiros praticantes só faltou mencionar que as linhas estavam nos carretéis "dez dos pequenos" e "dez dos grandes", estes para os que tinham mais recursos, e que as linhas eram normalmente enroladas nos próprios carreteis, como carretilhas, com cerol incluso. E o grito de guerra nas "cruzas" era: "'Tá com medo, tabaréu?".

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  14. Aos cinéfilos um registro. Faleceu aos 91 anos um dos maiores comediantes do cinema, para alguns um verdadeiro gênio, Jerry Lewis.

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    1. Um gênio.
      Só a cena em que apareceu em "Mad, mad, mad world", de menos de 30 segundos, mostra seu talento.

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    2. Já estava pensando que era imortal. Agora, ficou...

      Recentemente vi alguns filmes no Telecine Cult. São atemporais.

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  15. Fiz careta para a professora,soltei pipa,rodei pião,joguei bola de gude,brinquei de bandeira,soltei balão,andei em bicicleta sem freio,cassei passarinho,peguei rã no brejo,tive um sapo de estimação,andei a cavalo,tomei banho de chuva na calha da casa,peguei carona de bonde,pesquei em rio,participei de guerra de mamona(uma rua contra a outra),colecionei figurinhas da bala Ruth, Que pena,cresci e este mundo encantado acabou!

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    1. Mauro, fora ter sapo como bichinho de estimação fiz tudo o que você descreveu. Mas isso tudo ficou no passado e valem como gratas lembranças. Adultos também têm seus momentos memoráveis. A diferença está na vida de cada um.

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  16. Sobre o Jerry Lewis vale um registro. Em certo momento de sua carreira Jerry foi questionado se sua interpretação calcada em movimentos aparentemente desordenados não poderia parecer um deboche com as pessoas que sofriam de patologias que afetavam as posturas e movimentos. Surpreso o comediante negou veementemente tal intenção mas declarou que iria se interessar pelo assunto. A partir daí passou a ser um dos maiores colaboradores dos movimentos de ajuda a essas pessoas e eventos de benemerência até o final da vida. De fato um exemplo de caráter a ser seguido. Outra característica era sua simplicidade em aceitar pequenas participações em produções mais modestas, inclusive em recente filme nacional.

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  17. F.F. Louve-se a postura do comentarista Wagner Bahia! É o único que mostra a verdadeira face neste blog, inclusive com foto, ao contrário da maioria que não divulga a imagem e até daqueles que são conhecidos apenas por alcunha, já que ato o nome declinam...

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    1. Comece você dando o exemplo. Ou tem medo de mostrar sua imagem? Afinal ela já está no facebook.

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    2. Hahahaha. O exemplo está dado, tanto é que pode ser vista no Facebook, mas e você, vai continuar na "moita"?

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