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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

OBRAS EM COPACABANA (III)





 
Completando a série sobre o alargamento da Praia de Copacabana temos fotos dos trabalhos. Para o aterro foi usado um sistema misto, sucção e recalque, para o lançamento de areia na praia. As obras começaram pelo Leme e foram feitas por trechos.
Depois do alargamento de um trecho da praia começou a construção de um muro de cais assentado sobre enrocamento, por etapas: escavação de vala com 12 metros de largura média, execução do núcleo de enrocamento em duas camadas de meio metro de espessura – a primeira de pedras de 1 a 10 quilos e a segunda de pedras de até 100 quilos. A seguir construção de uma muralha em concreto com 2,80m de altura e 3,2m cúbicos de concreto por metro linear a 50 metros do cais existente. Camada de reforço do enrocamento de 1,30m de espessura, aterro da vala, cobrindo as camadas de enrocamento e parte do muro do cais.
Na faixa entre o cais e a muralha projetada, duas pistas de tráfego de 10,50 metros, separadas por um canteiro central de 14 metros, estacionamento e passeio. Nas calçadas junto aos prédios e junto à praia pavimentação em pedra portuguesa, com desenho de ondas em preto e branco. No canteiro central, pedra portuguesa branca. Nas áreas de estacionamento pavimentação de concreto de 0,10m de espessura, sobre base de asfalto com 0,10 de espessura.
O custo do alargamento da Praia de Copacabana estava previsto em NCr$ 20.000.000,00, ou seja, 5% do orçamento do Estado, mas no final o custo foi maior. A largura média da areia seria de 90 metros e as calçadas de 41 metros de largura, no total.
Após o aterro foi a vez de Burle Marx fazer o acabamento das calçadas e o ajardinamento. A iluminação implantada foi com lâmpadas de mercúrio.
 

24 comentários:

  1. Não sou engenheiro civil , mas acho que essa obra foi muito boa e bem feita, sendo que os acabamentos com postos de gasolina e sem as passarelas, assim como a implantação de quiosques na beira da areia
    é que esculhambaram o projeto.

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  2. Se vivêssemos numa cidade civilizada poderíamos ter bares com ombrelones no canteiro central. Imaginem que delicia tomar um chope num final de tarde ou após a praia com o visual de Copacabana, sem pivetes, pedintes, músicos ambulantes tocando pagode, feirinhas, de artesanato mambembes, etc.

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    1. O que mais espanta é a banalização e a aceitação como natural dos maiores absurdos, que se praticados em países minimamente sérios, teriam consequências gravíssimas para seus autores. A maioria dessa gigantesca choldra que se espalha nas calçadas, nas favelas, crackolândias, e abrange grande parte das pessoas "alfabetizadas", não possui um requisito moral que só é adquirido através da educação formal: A "consciência abstrata", que é a capacidade de se colocar no lugar do outro antes de tomar qualquer atitude. Chama-se vulgarmente "falta de noção". Isso está destruindo a sociedade brasileira e é incentivado pelo poder público e pela mídia em níveis alarmantes, tem por objetivo minar a sociedade estabelecida. Na outra ponta da sociedade, essa falta de noção acontece deliberadamente por parte de integrantes dos poderes legislativo e do judiciário, ainda que ao arrepio da Lei, por se imaginarem acima de qualquer diploma legal. É o caso de desembargador do Rio Grande do Norte que "determinou" que os policiais de lá retornem ao trabalho "ainda que sem viaturas, fardamento, e principalmente sem salário, apesar de "Vossa Excelência" receber vantagens mensais que ultrapassam os Duzentos Mil Reais. A inversão de valores morais objetiva a desconstrução da sociedade formal e atinge em cheio a grande maioria dos brasileiros.

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  3. Eu fui testemunha "in loco" dessa transformação e vi a rotina da região se transformar. Já no primeiro semestre de 1971, as peladas aconteciam no que seria a nova pista de rolamento sentido Posto Seis, ainda de terra. A praia "ficou mais longe" e já não era mais possível para minha mãe me chamar da janela de casa. A excelência da obra dispensa comentários e já se vão quase cinquenta anos. A "Cidade Estado" da Guanabara possuía um orçamento bem menor do que o da atual Prefeitura, mas 5% do orçamento foram suficientes para a execução da obra e de muitas outras de grande porte. O que prova que naquele tempo as instituições eram sérias e eficientes e a corrupção, se havia, era em índices mínimos. Não havia "déficit" da previdência, os salários do serviço público eram regularmente pagos, e a vida corrias tranquilamente e sem sobressaltos {para pessoas honestas}. Era corrente o emprego da expressão "índices africanos" quando alguém queria se referir a péssimos indicadores sociais e morais. Hoje em dia a expressão usada quando alguém se referir aos piores índices sociais é a de "índices brasileiros". A diferença é que naquele tempo "a resposta era pronta" e as consequências para quem transgredia as leis podiam ser fatais. Mas "a ficha ainda não caiu" para a maioria e daqui a um mês teremos carnaval, muito sol para "assar couros" nas lajes das favelas, muito show de "Anitta", e "vai ter Copa do Mundo". Pode ter futuro "mais promissor?"

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  4. Pão e circo , nada melhor. Os romanos já faziam isso muito bem.

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  5. Essa obra teve muitos "fiscais" assistindo o seu andamento. Mas nesse item povo "fiscalizando", não superou as obras do Metrô da década de 70.
    Dizem que o Comandante JBandeira contou que o Conde chegou a tentar alugar camelos para a travessia da nova faixa de areia, porém sofreu pronta interferência do rapa do governo.
    Sobre a violência no Rio: o site G1 fez uma boa reportagem sobre a entrada de armas AR-15 e AK-47 e munições, inclusive pela Baía de Guanabara. Com a palavra os ministros da Defesa e da Justiça, que só sabem por a culpa nos outros. Mesmo com razão em parte eles também têm que tomar algumas providências, pois tudo vem do exterior.

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  6. Boa noite a todos.

    A série está muito boa. Acompanho mesmo não comentando usualmente. Quem diria que mesmo naqueles dias o custo da obra tenha sido maior que o previsto...

    FF: O conde deu de novo o ar da graça na página de leitores do Globo criticando a prefeitura. Publicação garantida..

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  7. Boa tarde. Cadê o fundo do baú dos sábados?

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  8. Qual é a data da obra? Eu estive lá em 1967 e depois em 1971 tomei o maior susto.

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  9. Bom dia. Com certeza a maioria das pessoas que frequentam o local nem desconfia da infraestrutura de onde pisam.

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  10. Mas para efeito da cobrança do Foro para terrenos der marinha não houve efeitos do Aterro. Continua a medida clássica: " A medida de um terreno de marinha é uma faixa de 33 metros de profundidade, contados horizontalmente para o interior do continente a partir da linha do preamar-médio de 1831 (a média das maiores marés daquele ano), abrangendo costas marítimas, margens de rios e lagoas que sofrem influência das marés. Essa medição determina os bens da União, gerando regimes de ocupação (aforamento ou foro) para particulares, e não o domínio pleno. "
    No mais, o ano começou quente no mundo. Aqui no Rio um clima ameno depois do forno do Natal e Reveillon. Bom dia!

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  11. DECRETO-LEI No 3.438, DE 17 DE JULHO DE 1941.

    Esclarece e amplia o decreto-lei nº 2.490, de 16 de agosto de 1940

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere e o artigo 180 da Constituição,

    DECRETA:

    Art. 1º São terrenos de marinha, em uma profundidade de 33 metros, medidos para a parte de terra, do ponto em que se passava a linha do preamar médio de 1831:

    a) os situados no continente, na costa marítima e nas margens dos rios e lagoas, até onde se faça sentir a influência das marés;

    b) os que contornam as ilhas situadas em zona onde se faça sentir a influência das marés.

    Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, a influência das, marés é caracterizada pela oscilação de cinco centímetros, pelo menos, do nivel das águas (atração luni- solar) que ocorra em qualquer época do ano.

    Art. 2º São terrenos acrescidos de marinha os que se tiverem formado, natural ou artificialmente, para o lado do mar ou dos rios e lagoas, em seguimento nos terrenos de marinha.

    Art. 3º A União não reconhece e tem por insubsistentes e nulas quaisquer pretensões sobre o domínio pleno de terrenos de marinha e seus acrescidos.

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    1. Bons detalhes das coisas que a gente só conhece de ouvi falar.

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  12. O que o Augusto comentou hoje às 06:53h serve para mim, não tinha ideia do tamanho do que está por baixo de calçadas e pistas da nova orla, até ver essa postagem há 8 anos.

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  13. Um Feliz ano Novo para você também, querida musa de Dante.

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  14. Boa tarde a todos!

    Ótima postagem sobre essas obras de Copacabana, que se encerra hoje. Fotos interessantes e textos edificantes, sempre se aprende novidades de tempos antigos.

    Amanhã, "Dia de Reis", não haverá post novo, então teremos uma folga forçada. A menos que apareça alguma notícia impactante que nos faça "bater o ponto" ou fazer "hora extra" na Redação do SDR.

    Abraços!

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  15. Tenho um apartamentozinho de quarto e sala na Glória, distante do mar, na praia do Flamengo, mas que tenho que pagar anualmente um imposto ao Serviço de Patrimônio da União. Um absurdo que persiste.

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  16. Estou de volta de um "tour" cultural pelo centro, na BN e no CCBB. Na BN comprei dois livros interessantes e ganhei um na entrada. Fui em uma exposição no anexo da rua México. Depois fui ao CCBB na exposição do Maurício de Sousa. Estava com minha irmã e uma amiga dela. Exposição superlotada, especialmente de crianças de todos os tamanhos e idades... fomos em outra exposição bem mais vazia e voltamos para casa. Cheguei agora há pouco.

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  17. Ainda há espaço para a Cultura neste Rio tão abandonado. Parabéns, Augusto.

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  18. Ouvi de manhã na rádio que hoje não seria o dia para desmontar a decoração de Natal. Segundo a pessoa, o Vaticano só vai desmontar o presépio de lá na próxima segunda-feira, um dia após o batismo do "menino" Jesus. Acho que faria mais sentido dizer circuncisão. Os especialistas podem esclarecer melhor.

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