Colorizada em 2026 (com certas liberdades da IA).
As fotos, do início dos anos 60, mostram o transtorno que os bondes causavam ao trafegar na contramão.
Fosse na Francisco Bicalho ou na Av. N.S. de Copacabana o risco de acidente e a barafunda no tráfego era imensa.
Na Zona Sul os bondes trafegavam na contramão em muitas ruas, tais como a Visconde de Pirajá e Ataulfo de Paiva, além de outras como a São Clemente, Voluntários da Pátria, General Polidoro, Humaitá, Jardim Botânico. Algumas destas vias ainda por cima eram em mão dupla.
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A culpa não era do bonde e sim dos administradores municipais que quiseram sempre destruir esse meio de transporte em favor dos onibus e lotações, e hoje pagamos um preço muito alto por esse erro no passado.
ResponderExcluirPelo.menos em um reclame já consegui identificar o grande mata rato chamado Saratoga.Estou na cola dos outros mas a tela não está ajudando.Aguardando o Biscoito.
ResponderExcluirBom Dia! Se não me falha a memória Saratoga era o nome de um cavalo azarão que conseguiu ganhar um grande premio. Talvez algum entendido do assunto possa falar mais alguma coisa.
ExcluirSaratoga é o nome do principal e mais antigo hipódromo dos USA, onde é disputada a tríplice coroa.
ExcluirNa Francisco Bicalho isso ocorria dos dois lados. O mais incrível é que as linhas do Caju atravessavam a Avenida Brasil sem maiores problemas. Mais adiante, na altura de Manguinhos, os trens de carga do ramal do Arará cruzavam a mesma avenida um pouco além do atual Viaduto Ataulfo Alves. Muitas vezes eram mais de cem vagões, cuja passagem demorava às vezes mais de meia hora, sem assaltos ou arrastões. Isso perdurou até 1974 quando foi inaugurado o viaduto ali, acabando com esse transtorno.
ResponderExcluirO seu O BISCOITO MOLHADO está presente, mas não identificou as propagandas além do mata rato. E pondera que, se a via era de mão dupla, tecnicamente, o bonde não estaria na contramão.
ResponderExcluirFoto 1: O Mercury 1951 segue pela esquerda, atrás de um Standard Vanguard e de um taxi Chevrolet 40. No outro lado, um ônibus da Prefeitura e um caminhão seguem um espremido táxi Ford 39-40 e, entre ele, outro provável táxi Chevrolet 39. Esta foto não seria na Primeiro de Março, n Praça XV?
Foto 2: Ao lado do bonde, um fabuloso Packard Clipper 1951. O caminhão é um Ford F-600. Duas Rural-Willys 1960 aparecem e lá no meio, parece ser um Mercury 49-50.
Foto 3: Acho as criações do estilista Virgil Exner um marco no design norte-americano. Este belo carro preto é um Chrysler Windsor 1955 e atrás vem o bico de um Chevrolet 47-48.
Que fotos!
Bom dia.
ResponderExcluirPelo conhecimento adquirido neste espaço, sei que as fotos são no máximo de 1962, quando acabou a transição das placas do antigo DF para GB.
Bom dia a todos. O problema não eram os bondes, o problema foi causado por quem inverteu a mão de direção das ruas. Na Europa os bondes andam a mais de 100 anos nas mesmas ruas e avenidas e nunca ocorreu de eles andarem na contra mão. Vem de longe a bagunça no trânsito em nossas cidades, tanto por culpa da administração pública, quanto pelos próprios motoristas. Na foto podemos ver um carro de socorro, ou talvez pedindo socorro.
ResponderExcluirNos Visconde de Pirajá os ônibus elétricos também andavam na contramão.
ResponderExcluirInimaginável algo assim nos dias de hoje. Mas.... sobrevivemos a isso !
ResponderExcluirQue zona! Mas eram outros tempos, de menos tráfegos e menos veiculos...
ResponderExcluirA terceira deve ser na Av. Copacabana. Em qual local? Me lembro do meu pai na mesma situação do motorista do Chrysler, muita emoção...
ResponderExcluirFoto 1: acho que é na Av. N.S. de Copacabana, perto da Figueiredo Magalhães. O anúncio tem a figura de um cavalo, mas não consigo ler o que diz.
ResponderExcluirFoto 2: Francisco Bicalho em frente à Leopoldina. No anúncio é possível ler "REI".
Foto 3: também me parece ser a Av. N.S. de Copacabana, na altura da Travessa Angrense, entre Santa Clara e Raimundo Correa. Anúncio do Saratoga.
Boa tarde ! Está aí uma prova da importancia de vias dedicadas para bondes e VLTs. Concordo inteiramente com o Lino, quando diz que a grande responsável pelo caos, no trânsito de então, é a administração da cidade.
ResponderExcluirEsses são os famosos bondes do contra e esse da Francisco Bicalho não lembro de ter ouvido falar que era assim.
ResponderExcluirTambém não lembro dos produtos anunciados, sendo o "Rei" um enlatado.
O bonde chamado VLT é a esperança para o futuro, mesmo que precisando de algumas modificações.
Desculpe minha ignorância, mas nessa época não havia motos?
ResponderExcluirAtualmente deve existir mais motocicletas do que automóveis, principalmente em algumas localidades da cidade do Rio de Janeiro.
Até onde eu lembro eram poucas até o início da década de 70. Antes disso cheguei a ver até "side-car" com motos Harley Davidson ou similar, não sei dizer.
ExcluirAcho que devido ao preço, só quando chegaram a Honda, a Yamaha e a Suzuki a moto ficou mais comum.
Guilherme, naquele tempo havia mostos sim, mas o número era irrisório.
ExcluirREI era na ocasião uma marca famosa de chuveiros elétricos, cujo representante ficava na Rua das marrecas.
ResponderExcluirQUEM NÃO TEM PASSADO...pobres moços...lá lá lá...
ResponderExcluirA foto 2 mostra um bataclãzinho da linha 57. Esta linha tinha dois nomes diferentes, talvez dependendo do horário: um era Caju Retiro e o outro era Ponta do Caju. O destino da linha variava conforme seu nome: se Caju Retiro, o ponto final ficava na rua Carlos Seidl; se Ponta do Caju, terminava onde seu próprio nome indica.
ResponderExcluirO número de ordem 52 dele é totalmente fora do normal. Esses números baixos só se aplicavam a taiobas ou aos primeiros bondes da JB, que saíram de circulação em meados da década de 1920, substituídos por novos modelos.
Ainda relativo à foto 2, aqui perto de onde resido há uma vila onde minha prima tem uma casa alugada. Em frente a ela mora um senhor já bem velhinho, de andar curvado e trôpego, que por acaso é meu xará. Há muito tempo fiquei sabendo pelo meu barbeiro (que é também o dele) que tal senhor tinha sido motorneiro de bonde. Porém o barbeiro ignorava se era bonde da Light ou de Santa Teresa. Desde então eu tinha vontade de conversar com ele, porém não surgia oportunidade.
ResponderExcluirHá alguns dias eu saía do supermercado quando ele entrou. Aproveitei a ocasião e fui conversar com ele. Fiquei sabendo que ele era motorneiro da Light, lotado na Seção Joaquim Palhares, e que costumava conduzir os bondes das linhas 56 – Alegria e 57 – Caju Retiro ou Ponta do Caju, como citei em comentário anterior. Ao que me lembro, ele disse ter trabalhado durante 15 anos na Light. Como os bondes acabaram há 60 anos, somando mais os 15 anos dele na profissão e mais pelo menos 18 anos de idade quando ingressou na Light, resulta que ele deve ter pelo menos 93 anos de idade.
Em 2017 conheci um senhor tão amante de bondes como eu e com o qual tenho frequentes contatos, inclusive pessoalmente na residência dele. Hoje em dia ele tem por volta de 95 anos, mas possui uma memória prodigiosa para fatos antigos ligados a bondes. Lembra nomes de motorneiros, descreve-os, relata fatos referentes a bondes quando ele era estudante ou jovem adulto , cita detalhes mínimos de certos bondes específicos, inclusive indicando o número de ordem deles. Detalhes como a disposição das lâmpadas internas do bonde, o formato do madeirame do teto, a cor de verniz diferente aplicada internamente a determinado bonde, o tipo estranho de letreiro que havia no 449, no 1739 e no 1878, fala sobre o taioba de número 5 da linha Águas Férreas, cita as artimanhas de certos motorneiros quanto aos banquinhos em que eles podiam se sentar durante a condução do bonde, etc e tal.
ResponderExcluirInclusive, com relação ao uso do banquinho, ele sabia exatamente quais eram as regras estabelecidas pela Light quanto a poder ou não poder se sentar nele.
ResponderExcluirO banquinho do motorneiro. Me trouxe lembrança antiga. Ficava preso por uma haste diagonal. Era puxado e o motorneiro sentava. Qual era a regra, Helio? Eu achava que era opção do motorneiro usar ou não usar.
ResponderExcluirSempre me espantou o caos anterior à inauguração do túnel no final da Barata Ribeiro. Todo o tráfego era desviado para a N. S. de Copacabana até a Francisco Sá.
E quem iria imaginar o inferno das motos atual?
Uma foto mais recente mostraria uma frota de motos, a maioria na contramão.
ResponderExcluirBom dia a todos!
ResponderExcluirQuando comentei na época, sabia da existência, foi apenas uma provocação com a realidade de 2018.
A tecnologia evolui, mas o ser humano regride cada vez mais.
Além das motocicletas, temos inúmeras variações de bicicletas, triciclos e scooters elétricas, muitas trafegando pelas calçadas. São muito silenciosas e rápidas e estão em toda parte. Um perigo para quem é pedestre, cadeirante, idoso, ou guiando carrinho de bebê.
Luiz D', 06:31h ==> as regras do banquinho eram as seguintes:
ResponderExcluir1) Linhas do centro da cidade ==> nunca era permitido o uso.
2) Linhas que passavam pela Leopoldina ==> permitido da estação ferroviária em diante, até o bairro de destino
3) Linhas que passavam pela Praça da Bandeira ==> permitido da praça até o destino.
4) Linhas que passavam pelo Largo do Estácio ==> permitido dali em diante até o destino
5) Linha Alto da Boa Vista ==> permitido da Praça da Bandeira até a Usina e proibido dali em diante.
6) Linhas Laranjeiras e Águas Férreas ==> permitido a partir da entrada na rua das Laranjeiras.
7) Linhas via Praia de Botafogo ==> permitido a partir do momento em que saíssem da praia em direção ao bairro.
8) Demais linhas da Zona Sul ==> sempre permitido.
9) Linha 33 - Lapa x Praça da Bandeira ==> permitido apenas na rua Joaquim Palhares.
O objetivo dessas regras era manter o motorneiro de pé em áreas de trânsito denso, além de evitar cochilos durante o trajeto nessas áreas.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirLuiz D', 06:31h ==> sim, o banquinho tinha formato semelhante ao do selim de uma bicicleta daquelas antigas, só que era forrado com um material macio. Ficava no topo de uma haste metálica, presa e articulada no piso do bonde, de modo a se poder puxá-la para sentar ou recolhê-la e prendê-la junto à parte interna do bonde. Quando em posição de sentar, a haste era mantida firme por uma corrente presa na parte interna do compartimento do motorneiro. Caso essa corrente partisse, o motorneiro cairia de costas no chão, ou melhor, no banco de passageiros que havia logo atrás dele.
ResponderExcluirApesar das regras de uso do banquinho, era muito comum ver os motorneiros de pé, mesmo em trechos onde poderiam ficar sentados.
ResponderExcluirValeu, Helio.
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