Ontem perguntei aos amigos do FB onde era esta rua, pois não tinha ideia e a foto não tinha legenda.
Foram aventadas as hipóteses de ser na Conde de Bonfim, Bambina, Marquês de São Vicente, Desembargador Isidro, Jardim Botânico. Mas o Raul sugeriu que fosse a Rua Barão de Petrópolis.
Até o momento esta última é a que parece ser a correta. Vamos ver se alguém aqui tem outra ideia.
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Com aquela subida à esquerda e trilhos pode bem ser a Barão de Petrópolis. Um Fiat 1100, ou Simca 8, puxa a fila, com um "ovo-de-Páscoa" Austin A-70 Hereford 1952 (feio pra chuchu e identificável do A-40 pela grade e pelo buraco ovóide-pascóide na frente da porta), um Chevrolet 1950 e um 51 fechando a fila que vem. Um Ford escuro 1949 e os taxis Ford 39 e Chevrolet 40 seguem um longínquo Chrysler dos anos 50 em direção a Santa Teresa.
ResponderExcluirNa verdade não é nenhuma das ruas citadas. A "escolhida" Barão de Petrópolis não tem ou teve esse tipo de construções, não tem a construção que aparece em seu início, que faz com que a via tenha uma espécie de "rodo", e o mais importante: Os trilhos do bonde iam em linha dupla até 400 metros, quando seguiam mais alguns metros a paravam, já que a linha "Estrela" era uma das poucas em que rodavam bondes "bidirecionais". Das outras ruas comento mais tarde.
ResponderExcluirBom dia.
ResponderExcluirAquela arcada tripla não me é estranha, mas não me atrevo a tentar identificar o local. Mas, se for mesmo a Barão de Petrópolis, explicaria a minha desconfiança.
A Desembargador Isidro é muito mais estreita e não tem a configuração mostrada; a Conde de Bonfim, a Bambina, a Jardim Botânico, e a Marques de São Vicente, possuíam trilhos em linha dupla. Uma rua cuja configuração bem como a inclinação se encaixam é a rua do Bispo, mas as linhas de bonde eram duplas e não singelas...
ResponderExcluirHoje o Biscoito achou o "ovo de Pascoa"mostrando que a grade faz a diferença...Interessante.A rua lembra a ZN e vamos ver os especialistas mandando as dicas.FF: O Flamengo deu adeus a Libertadores e apenas configurou o vexame do Maraca.Deixa 40 milhões desolados e outros tantos eufóricos...
ResponderExcluirBelleti, por uma coincidência, o SDRL mostra Austin A-70 em dois dias quase seguidos. O de anteontem é o Hampshire e o de hoje é o ovo-de-Páscoa Hereford. Os modelos A-40 tinham estilos bem semelhantes aos A-70, sendo o contemporâneo do ovo-de-páscoa terrivelmente feio, Vale a pena dar uma clicada no Google em Austin Somerset. E depois vá no Austin Devon. Você vai perceber a semelhança dos estilos.
ExcluirQuanto à grade mencionada, é o que permite diferenciar o A-40 menor do irmão maior A-70, nos modelos ovo-de-páscoa. Nos modelos anteriores basta olhar e ver a diferença na carroceria.
Agradeço ao Biscoito a deferência.Quando se trata de Austin fico mais interessado em função do exposto no meu comentário de hoje cedo.Vou conferir no Dr. Gugu....
ExcluirE olhando de todos os ângulos, cheguei à conclusão que é a.....Barão de Petrópolis! A foto dá a impressão que é em declive mas na verdade é em aclive e o fotógrafo está voltado para o estreitamento da subida, onde o casarão ainda existe. Os trilhos de bonde eram em linha dupla até 400 metros vindos da Rua da Estrela, quando passavam a ser em linha singela até um ponto próximo ao casarão que aparece lá no fim da foto. A linha 46 Estrela era uma das poucas que utilizavam bondes bidirecionais. Outras eram o 70 Andaraí-Leopoldo e o 67 Alto da Boa Vista. Os carros estão descendo do túnel da Rua Alice e se dirigindo à rua da Estrela. "Martelo batido". Podem confirmar essas informações com o Hélio Ribeiro.
ResponderExcluirEu acho que havia mais linhas "bidirecionais" mas não consigo lembrar. Em 1964 houve uma "reorganização das linhas de bonde da CTC e algumas mudanças ocorreram, e a linha 70 Andaraí Leopoldo foi uma delas. Como grande parte do itinerário do 68 Uruguai-Engenho coincidia com o do 70 Andaraí-Leopoldo, este passou a ter seu ponto final na esquina da rua Leopoldo com Barão de Mesquita. Assim quem viesse do Centro da Cidade tomava o 68 e descia na Barão de Mesquita com Rua Leopoldo. Daí o 70 só fazia o trajeto de subida e descida da Rua Leopoldo. Daí na linha terem sido utilizados bondes bidirecionais...
ResponderExcluirBoa tarde ! tudo indica que seja a Rua Barão de Petrópolis sim. O que mais a identifica (para mim ao menos) é a subida, em curva para a esquerda, citada pelo Biscoito. Não fôsse essa dica dele, eu não saberia de que lugar se trata. Não sou ligado em linhas de bonde, mas sei que o bonde ia até o fim da reta, antes da subida. Quase no final da rua, à esquerda, há (havia ?) uma fábrica de eletrodomésticos, muito conhecida no passado, cuja marca me escapa no momento (afastem a figura do dr. Alois de perto de mim, por favor!). Era uma fábrica pequena, porém seus produtos tinham boa aceitação no mercado. Quem se lembra do nome dela ?
ResponderExcluirFAET.
ExcluirMestre WHM a fábrica que se refere é a FAET, pertencia ao pai do piloto Nelson Piquet, ainda sobrevive no mesmo local.
ExcluirNa mosca ! É isso mesmo, Biscoito e Lino ! FAET.
ExcluirJá disse e vou repetir que vai ficar babando nas três coroas sendo que a primeira já foi para o beleléu.Mais uma decepção e o time não tem nada para chegar junto aos demais e vai caminhando para mais um ano de sofrimento.Ontem mais um jogo sem nenhuma coordenação sem nenhum planejamento e sem nenhuma inspiração técnica.Vai na base do que pode acontecer e acha um gol que não representou o jogo pois o Cruzeiro tinha o domínio e controle e só não venceu por incompetência de seus jogadores.A diretoria não vê que o Mosquito sem pilha não consegue organizar nada e a cada dia inventa uma conversa mole diante de um elenco milionário.Assim estão Fluminense,Vasco e Botafogo mas com jogadores de pouco investimento e está evidente que vamos patinar ainda mais.Não sei onde esta diretoria anda que não vê os acontecimentos ali na beiradinha do campo e eu já não aguento mais ficar cornetando.
ResponderExcluirOs laterais são muito fracos e nada criam,o ataque inexiste em termos de objetividade e o meio de campo mostra grandes espaços em vários momentos.Não tem jogadas ensaiadas e de nada adianta ter a bola.Aliás,os adversários já perceberam que é um bom negócio dar a bola ao Flamengo e ficar na encolha.Saindo bem.. é tiro e queda! Um espanto!!!!!
ResponderExcluirBoa tarde a todos. Confirmo é a Rua Barão de Petrópolis, das construções vistas na foto, somente a da esquina com a R. Gumercindo Bessa ainda resiste, todas as demais já foram para o choommm. A foto foi tirada após a rua Guaicurus após o terreno onde as torres de alta tensão da Light passam.
ResponderExcluirTambém acho que é a Barão mas não me lembro do trajeto do estrela quando saía da rua era um bonde de 4 eixos.No momento não posso acessar o Bondes do Rio do Helio.
ResponderExcluirEm 1971 partindo do Largo da Segunda-feira, fui à Santa Teresa a pé e subi pela Barão de Petrópolis, cujo aspecto já era um pouco degradado. Cheguei à Almirante Alexandrino, desci pelo Padre Miguelinho, Catumbi, Frei Caneca, etc. Tempo sem Sambódromo, favelas, ou violência. A Barão de Petrópolis, outrora uma rua aprazível e residencial, virou um antro de vagabundos e traficantes devido às horrendas favelas que assolam a região. Imóveis depredados, esgoto correndo a céu aberto, e uma via alternativa que servia de acesso à Laranjeiras está inviabilizada. No final dessa rua ao virar à esquerda, existia uma luxuosa casa de festas chamada "Quinta do Bosque", onde aconteciam grandes bailes de dança de salão, como o que eu fui em 1996. Um luxo! O espaço era requintado dava gosto estar ali. Agora é apenas um matagal abandonado. Quem conheceu certos locais em "outros tempos" sabe como a sensação é ruim.
ResponderExcluirAcredito que é a Barão de Petrópolis por conta das testemunhas oculares da história do tempo da foto, pois nada do que tem nas fotos atuais comprova de que se trata dessa rua.
ResponderExcluirInclusive lá no fundo da imagem acima, o que vejo é uma casa bem mais humilde do que o agora decadente casarão que sobrevive quase na esquina da Rua Gumercindo Bessa.
A "Quinta do Bosque" ocupava, conforme o seu próprio material promocional , a sede e entorno de uma antiga fazenda datada dos princípios do século XIX. Não a visitei em seu período de auge, quando tornou-se um dos mais badalados locais de festas da cidade, sediando casamentos e formaturas. Esta época dourada foi abruptamente interrompida por um cinematográfico assalto em que um grande grupo de bandidos manteve por horas sob mira d'armas os convidados da cerimônia .
ResponderExcluirNão poderia ser algum ponto da rua das Latangeiras? A arborização, o estilo dos imóveis e a curva a esquerda no final da foto possibilitam essa escolha.
ResponderExcluirPelo Google Maps, de 2017, a construção com as 3 arcadas continuava lá, mas não encontrei uma mais recente. A aparência anterior a 2014 era bem ruinzinha, quase uma ruína.
ResponderExcluirRua Barão de Petrópolis, 174
https://maps.app.goo.gl/UUCmM2ERNYHExoBw9
A construção da postagem não é a mesma do link. A da postagem mostra uma rua em aclive e a do link, um declive. Além disso, o link mostra ao longe um cruzamento com sinal de trânsito, o que não existe na postagem.
ExcluirO Hélio tem razão. A casa da foto estaria no lado ímpar da rua, enquanto a do link está no lado par. O palpite de que essa seja a Barão de Petrópolis baseia-se no casarão ao fundo, no lado superior direito da foto, que, presumivelmente, seria o que ainda se encontra lá, no número 520. Também não tenho certeza de que seja a mesma edificação. O casarão da foto parece mais alto, com janelas de formato retangular, enquanto o casarão da Barão de Patrópolis tem janelas quadradas. Pela distância, é plausível que seja uma distorção ótica causada pela lente ou pelo aquecimento do ar, mas o carro em frente não parece apresentar a mesma distorção vertical. É possível que seja a Barão de Petrópolis, mas não dá para ter certeza se levarmos em conta apenas as construções que ainda existem na rua.
ExcluirParece haver uma boa probabilidade de ser mesmo a Barão de Petrópolis, pelo aclive e pela curva à esquerda lá ao longe. Quando eu trabalhei na Paulo de Frontin às vezes eu ia até a Barão de Petrópolis comprar pão numa fábrica de pães integrais, no lado direito da rua, a uns 100 metros da rua da Estrela. O chato é que ao lado da fábrica havia um vazamento de esgoto a céu aberto, indo desaguar no meio-fio.
ExcluirPosteriormente a fábrica mudou-se para a esquina da Haddock Lobo com Machado Coelho, num casarão bem antigo. Todo aquele trecho foi posteriormente demolido.
A famosa empadeira da Galeria Cruzeiro na foto da reportagem.
ResponderExcluirhttps://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2026/08/29/o-rio-de-fernando-sabino-mostra-como-o-escritor-fez-da-cidade-um-trajeto-de-encontros-e-afetos.ghtml
Contestando o escrito das 08:42h da data original, do nosso saudoso Joel Almeida, a linha 70 - Andaraí x Leopoldo nunca foi bidirecional. Provavelmente ele deduziu isso porque um longo trecho da linha na rua Leopoldo era de trilho único. Porém lá no fim havia um rodo, junto a uma sub-estação da Light. Tenho certeza disso porque minha tia morou na rua Andaraí e muitas vezes ela levava meu irmão e eu até o apartamento dela. Para isso, ou andávamos a pé até a Barão de Mesquita esquina com Uruguai e pegávamos o 70, ou se estivéssemos com preguiça pegávamos o 68 Uruguai x Engenho Novo ou o 72 - Meyer x Saens Peña até aquela esquina, onde havia um ponto dos 100 réis, desembarcávamos e esperávamos o 70. no qual íamos até o fim da linha, na rua Leopoldo, onde ele entrava no rodo e parava.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQuanto ao comentário do Joel das 11:33h, no início dos bondes elétricos todos eram bidirecionais: os muito pequenos, dos albores da JB, entrados em circulação em 1892, os médios da JB e Light, entrados em 1912 (o primeiro foi o de número de ordem 172), e os bataclãs, entrados no dia 06/03/1924 (o primeiro foi o 607). Só os sossega-leão, entrados em 24/12/1936, já foram fabricados unidirecionais.
ResponderExcluirAos poucos todos foram passando para unidirecionais, porém até o fim restou uma certa quantidade de bidirecionais (ou de duas frentes, como eram chamados). Todas as seções da JB e da Light tinham esses bidirecionais, exceto a da Penha. Alguns permaneceram assim porque havia linhas sem rodo, como a 25 - André Cavalcanti e a 46 - Estrella. A 67 - Alto da Boa Vista tinha rodo, porém usava bidirecionais porque eles eram de quatro motores, necessários para a longa subida da avenida Edson Passos.
Outra linha que obrigatoriamente usava bidirecionais era a sem número, que circulava da estação ferroviária de Pilares até a Praça 24 de Outubro, em Inhaúma. Era o famoso bonde prisioneiro ou cativo, como era chamado. No meu site há uma extensa explicação do motivo disso, inclusive com fotos de dois deles, o 1747 e o 1768.
Ainda quanto ao comentário do Joel das 11:33h, devo discordar quando ele diz que o itinerário das linhas 68 - Uruguai x Engenho Novo e 70 - Andaraí x Leopoldo eram em grande parte o mesmo. O 68 saía do Largo de São Francisco e o 70 da Praça Tiradentes. O itinerário deles era o mesmo apenas em dois trechos: na avenida Presidente Vargas, entre a Praça da República e a rua Machado Coelho, e na rua Barão de Mesquita, entre as esquinas das ruas Uruguai e Leopoldo, um trecho de aproximadamente 540 metros. No restante, eram bem diferentes, indo o 68 via Machado Coelho, Haddock Lobo e Conde de Bonfim, entrando na rua Uruguai, e o 70 via Boulevard São Cristóvão, Praça da Bandeira, ruas Pará, Senador Furtado, Amapá, General Canabarro, São Francisco Xavier, Barão de Mesquita, até encontrar o 68 na esquina da rua Uruguai.
ResponderExcluirQuanto à Barão de Petrópolis, a última vez que passei nela foi no dia das eleições de 1998, quando fiz um belo passeio pela estrada que passa na Casa do Bispo e descendo nem lembro onde. Hoje em dia não teria coragem de fazer esse percurso.
ResponderExcluirPassava só na esquina mas via o movimento dos carros e dos ônibus. Recentemente houve o caso do estouro de uma adutora afetando a rua.
ResponderExcluirBom dia a todos!
ResponderExcluirPelos relatos dos comentários em ser a Rua Barão de Petrópolis, ainda mais pela dica do Lino, ser nas proximidades da Rua Guaicurus, a única construção muito parecida com a da postagem seria nesse endereço localizado. Talvez seja o "efeito Denorex", "parece, mas não é". Como a data original da foto tenha aproximadamente 60 anos atrás, a construção pode ter sido alterada através dos anos.
Continuo achando difícil comprovar a localização e confiando apenas nas testemunhas da época.
ResponderExcluirA FAET pode ser um caminho para cravar o local.