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As
fotos mostram a Rua Raul Pompeia, em Copacabana. A primeira foto, perto da Rua
Júlio de Castilhos, é do acervo do amigo Fernando Leite e o ano é 1958. Podemos
observar o movimento mínimo de carros, pois nesta época ainda não havia sido
aberto o túnel que ligaria a Rua Barata Ribeiro à Rua Raul Pompéia. A mão de
direção tinha sentido inverso ao que tem atualmente.
A
segunda foto, do acervo do Correio da Manhã, é de 1959 e mostra a obra de
realinhamento da Raul Pompéia, provavelmente entre as ruas Souza Lima e
Francisco Sá, para a abertura do túnel Sá Freire Alvim, que seria inaugurado no
ano seguinte, 1960. Após a abertura do túnel perderam-se as largas calçadas e o
tipo de arborização da primeira foto, além de todo o trânsito de Copacabana
para Ipanema passar pela Rua Raul Pompéia.
Notar
os elegantes e comportadíssimos uniformes escolares (tão diferentes do modo de
vestir atual dos alunos) e os diversos tipos de carrinhos de bebê. Quem saberia
identificar os uniformes? Do Colégio São Paulo, do Sion, do Externato
Atlântico, do Teresiano?
A
terceira foto, do acervo do Correio da Manhã, é de 1960, já após a abertura do
túnel. Vemos a esquina da Raul Pompéia com Souza Lima. As calçadas já estão bem
estreitas.
Para
os que só conhecem o trânsito de Copacabana de tempos mais modernos, fica
difícil imaginar que todo o tráfego da Rua Barata Ribeiro, em direção ao final
do bairro, Ipanema e Leblon era desviado pela Rua Djalma Urich ou Rua Miguel
Lemos, seguia na contramão pela Av. N. S. de Copacabana, acessando Ipanema
pelas ruas Sá Ferreira, Francisco Sá, Rainha Elizabeth e Joaquim Nabuco. Isto
sem contar que a Av. N. S. de Copacabana, em toda a sua extensão, já tinha os
bondes em mão e contramão.
A
abertura do túnel acabou com a sensacional "pelada" disputada
diariamente na Raul Pompéia, que era uma rua sem saída junto ao morro.
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A foto dos uniformes acho que já apareceu no SDR. É ótima e marca uma época. Eu chutaria os seguintes colégios: São Fernando, Sion, Sion e São Paulo.
ResponderExcluirEra um caos o trânsito do final da Barata Ribeiro ser desviado para a N.S. Copacabana.
Bom dia.
ResponderExcluirComo diria o sumido JBAN, que agora plana por outras paragens, "fofuxos"...
A devastação das árvores na segunda foto certamente teria repercussão nos dias atuais.
PS: o biscoito aparecerá para identificar os carros da primeira foto? Os em primeiro plano, principalmente...
ResponderExcluirHoje deveria me concentrar nos carrinhos de bebês. O da direita, com quatro molas helicoidais na suspensão é de um luxo monárquico. Laterais aerodinâmicas com corrimãos, um revestimento cósmico, acho que nunca vi igual. O do meio também tinha seu charme, assinatura sólida da marca, pintura atraente, cromados elegantes e uma suspensão embutida entre o eixo e a carroceria lembrando um produto amortecedor de choques. O da esquerda era o que eu usava...
ResponderExcluirNessa foto, um Ford Prefect e um Ford americano 1951. O carro encoberto é um desafio, mas não vou atrasar o comentário.
Na terceira foto, já 1960, um Dauphine dos primeiros, com o pisca-pisca na coluna traseira. Como não é escuro e nem branco, arrisco dizer que é cor de telha, como era o do tio do Jason Vogel. O DKW estacionado mostra os cromados aplicados no porta-malas - uma característica dos carros alemães - e as portas traseiras pequenas. Ambos desapareceriam no decorrer de 1961. O lotação é um Chevrolet 54.
Você comentou quando meu comentário ainda não estava visível...
ExcluirFaltou o caminhão da segunda foto. Os carros da terceira fotos eu nem citei porque estavam fácil de identificar.
Outros tempos...O Gordini vai de banda branca e o Belcar tá pipocando na espera de alguém. Vou ao Maraca ver o Flamengo contra o América que está na liderança.
ResponderExcluirGordini só em 62 e Belcar só em 61, mas pipocar é o termo mais adequado a um DKW. Entre 58 e 61, a camionete (a futura Vemaguet) se chamava Grande Universal e o sedan era carro de passageiros. As suas marcas, Vemaguet e Belcar foram tão acertadas que pegaram até nos carros mais antigos.
ExcluirEra uma outra realidade. O carro em primeiro plano na última foto é um Dauphine. O prédio à direita na segunda foto é pródigo em apartamentos "conjugados", uma característica da região, o prédio de pedra ao lado já foi demolido, e a seguir havia uma espécie da parque na esquina da rua Francisco Sá. Na esquina de Júlio de Castilhos à esquerda e no atual sentido, existe um prédio de características "suspeitas" e que desde o tempo em que eu andava a pé por ali diariamente já possuía essa fama. Foi nesse prédio que em 1960 aconteceram alguns incidentes devido a uma operação policial gigantesca e que tinha por objetivo prender os bandidos que haviam assaltado o "trem pagador" da Central do Brasil um pouco adiante de Japeri. Sem MBA, Copacabana foi "cercada" nesse dia por policiais civis da Guanabara e do Estado do Rio com a ajuda de policiais militares da Guanabara, mas nem sinal do "caucasiano Tião Medonho", seus irmãos, nem do restante da quadrilha. Em 70 e 71 eu costumava passar diariamente pela Bulhões de Carvalho e alternadamente pela Julio de Castilhos, Souza Lima, Francisco Sá, e Rainha Elizabeth, e pouca coisa mudou. Se retirarmos os carros de circulação ficará difícil definir em que ano estamos. A diferença vai por conta das pessoas, em quantidade muito maior, menos educadas, e bem mais "morenas", grande parte em razão da favela do Pavão-Pavãozinho.
ResponderExcluirHá um detalhe na primeira foto que passou despercebido ao olhar minucioso do obiscoito: pela posição da haste do modelo monarquico o mesmo possuia tração dianteira. Seria o mesmo puxado ou o ilustre passageiro viajava de costas ?
ResponderExcluirDauphine e Belcar DKW duas bombas produzidas "naquele tempo "que só deixaram saudades nas viúvas deste sítio.Mecanica primitiva,péssimo acabamento e nenhuma segurança .Nem perto das carrocinhas "mil " que hoje circulam por aí chegam perto.A indústria automotiva hoje é diferenciada e por isso sou a favor dela e Do Contra na rubrica.
ResponderExcluirMas continuamos defasados em modelos de automóveis do resto do mundo.
ExcluirE como eram bonitos os uniformes das escolas de antigamente. Acho que a grade diferença se faz, pois naquela época não tinha as camisas de malha tipo Hering que hoje é o comum de todos os uniformes escolares.
ExcluirNa foto 2 a construção mais antiga, que tinha o estilo dos prédios do serviço de água e esgoto de antanho, tem atualmente somente o seu velho muro cercando a escola municipal existente ali. Ao lado tem o Parque Peter Pan, já na esquina da Francisco Sá.
ResponderExcluirO carrinho de bebê do meio tem linhas baseadas nas espaçonaves dos filmes de ficção da época da foto.
Hoje temos o Biscoito inspirado. Daqui uns tempos ele vai incluir até bicicletas em suas listas de identificação.
A banca de jornal na foto 3 é de primeira geração, quando no auge dos jornais impressos o jornaleiro tinha que arranjar uns caixotes para fazer "puxadinhos" no seu humilde local de trabalho.
Realmente, hoje os carros são outros; carrinhos mil com mais de 80 cv. A VW já anunciou até opção de câmbio automático para o Gol 19.
ResponderExcluirA despeito do assalto ao trem pagador o "caucasiano" Tião Medonho meteu uma bala na barriga de seu comparsa (no filme era o ator Reginaldo Faria) depois de o mesmo ter feito muitas m* com parte do dinheiro do assalto e ainda ter tentado humilhar o negão, gabando-se de ser branco e ter olhos claros. Depois do tiro, disse Tião: "os peixes agora vão poder comer esses lindos olhos azuis"...
Lino Coelho, as coisas não foram como aparecem no filme. O "grilo", interpretado por Reginaldo Farias, era o bandido "Nilo Peru", cujo paradeiro até hoje é incerto, já que nunca foi encontrado. O "Cachaça" de Grande Otelo é fictício, e as investigações demoraram mais de um ano até que o caso fosse resolvido. A elucidação desse crime se deu graças à atuação colaborativa do detetive da Guanabara "Perpétuo de Freitas, que morreu em circunstâncias confusas em 1964 na favela do Esqueleto. Cabe esclarecer para os mais leigos que as investigações sobre o assalto ocorrido próximo à Japeri, eram de competência da Delegacia de Caxias, na época pertencente ao antigo Estado do Rio. O delegado Amil Ney Richard e o comissário Messias precisaram da colaboração de Perpétuo, que iniciou as investigações a partir de um assalto ocorrido em 1956 em Itaboraí. Daí foi descoberta uma conexão no Morro da Mangueira e o resto todos conhecem. Mais uma coisa que foi fictícia no filme: A confissão da mulher de Tião! Não foi tão simples a descoberta do dinheiro no forro do armário, já que os métodos para a extração da confissão foram bárbaros, cuja mecânica vou me abster de comentar.
ResponderExcluirEm oito anos os carros mudaram mais um pouco. Temos carros elétricos, híbridos e os beberrões de combustível, mas com a tendência de em algum momento serem a grande maioria Flex. Existem opções mais ecológicas mas ainda são poucas.
ResponderExcluirPS: histórias do morro de Santo Antônio.
Excluirhttps://diariodorio.com/de-quem-era-o-morro-de-santo-antonio-a-guerra-imobiliaria-pelo-morro-que-o-rio-apagou-do-mapa/#google_vignette
Acho que já comentei em outras postagens que já tive vizinho especializado em conserto de DKW e o barulho nos momentos de testar o motor era uma chatice.
ResponderExcluirSem falar na terrível fumaça, se chegasse mais perto.
Eu tinha uns 11 anos de idade e diria que era traumatizante o alto "pipocar", como diria o saudoso Pastor Belletti.
O trio dos carrinhos está chegando aos 69 anos.
ResponderExcluirNão é por nada não, mas o Ford Prefect era um dos mais feios modelos de automóvel jamais criados.
ResponderExcluirHavia alguém à direita do fotógrafo atraindo a atenção dos pequerruchos. Só quem quis olhar o passarinho do fotógrafo foi a estudante da direita.
ResponderExcluirNa foto do desastre ecológico vemos vários tubos, talvez de águas pluviais, diâmetro 400 ou 500 mm. Quando trabalhei na CINCO, a fabricante mais conhecida era a Tuvibra e nós usamos muito os tubos dela, que serviam tanto para esgoto sanitário quanto para águas pluviais, mas sempre de diâmetros relativamente grandes. Os de diâmetro de 100 a 250 mm normalmente eram manilhas de barro, usadas nos ramais domiciliares e nas redes que corriam nas calçadas e alimentavam o ramal principal de trechos a trechos.
ResponderExcluirDe distância em distância havia os poços de visita ou PV's, fechados por tampões de ferro pesados e que dava acesso à rede subterrânea principal. Para águas pluviais, o correspondente eram as caixas de areia (CA's), que tinham um rebaixo na linha d'água justamente para que material sólido vindo arrastado pelas águas cais na CA e possa ser retirado periodicamente (o que nunca acontece)
Na canalização do Rio Berquó usamos vários diâmetros de tubo, o maior deles sendo 1200mm. Já em Belém o diâmetro era 1600mm, com declividade de 0,6 mm/m. E o extravasor, que jogava o esgoto in natura dentro da Baía de Guajará, era constituído por tubos de diâmetro 750 mm e comprimento de 4,75m, unidos por anéis roliços de borracha existentes na ponta, à qual se conectava a bolsa do tubo seguinte. Havia dois rebaixos na ponta, de forma que o anel roliço de borracha ficava no rebaixo mais externo. Quando a bolsa do outro tubo era forçada a encaixar no anterior, o anel rolava até cair no rebaixo mais interno, garantindo a vedação da conexão. Mas era necessária muita força para esse encaixe, exigindo para isso o uso de um tirfor, um equipamento muito usado, por exemplo, pela Light para esticar linhas de fiação. O tirfor (que alguns erroneamente chamavam de trifor) puxava um tubo contra o outro.
ResponderExcluirNessas obras de canalização, em virtude da necessidade de escavar valas, não é incomum haver acidentes, alguns até fatais. No meu caso conheci alguns, porém nenhum fatal.
ResponderExcluirUm dos mais sérios e que por sorte não resultou em morte aconteceu em Belém, durante as escavações na região do igarapé das Armas. O terreno tinha muita água subterrânea, do lençol freático, exigindo bombas o dia todo para retirar a água. Um dia, logo após o almoço, dois operadores de uma bomba precisavam passá-la de um lado para o outro da vala e para isso pediram que uma escavadeira levantasse a bomba e a atravessasse. Prenderam a bomba ao braço da escavadeira, com cabos de aço, e foram segurando-a para equilibrá-la, enquanto atravessavam a vala por cima das estroncas do escoramento. Acontece que havia uma rede de alta tensão próxima à vala, e quando o braço da escavadeira aproximou-se da rede, saltou uma faísca e a corrente elétrica transmitiu-se pelo cabo de aço até a bomba, atingindo os dois operadores. Um deles foi jogado dentro da vala e o outro foi atirado ao chão, junto ao poste. Ambos desmaiados.
Eu estava no barracão, tendo acabado de almoçar, e escutei o estrondo. Um dos apontadores, de nome Adilson, que tinha curso de enfermagem e havia trabalhado na ICOMI, na Serra do Navio, no Amapá, saiu correndo para ver o que havia acontecido e prestar assistência. Mas foi só o susto. Os operadores depois voltaram a si e não houve sequelas.