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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

AVENIDA ATLÂNTICA


 
Hoje temos duas fotografias garimpadas pelo Nickolas Nogueira, ambas da Praia de Copacabana.
A primeira, colorida, mostra a região vizinha à Rua Princesa Isabel (que foi tema aqui no “Saudades do Rio” recentemente:
Esta foto é dos anos 50, confirmada pela presença de um Chevrolet 1951, identificado pelo Biscoito Molhado.
A segunda, em preto & branco, é dos anos 30 (vejam que os postos de luz no centro da Avenida Atlântica, retirados em 1938, ainda estão lá). Vemos um agradável passeio numa manhã de domingo.

21 comentários:

  1. Joel (Der Beobatcher)3 de novembro de 2017 07:49

    Fotos que produzem invariavelmente um "aperto no coração" por reviver um tempo que não volta. Eu posso dizer com segurança que acompanhei diariamente o "afastamento" da praia. Pedi que minha mãe me entregue as fotos tiradas de minha janela quando morava na Avenida Atlântica, fotos essas que mostram as obras de alargamento desde o início, com a draga ao longe trazendo areia em viagens diárias, até o início da urbanização da "Nova Copacabana". Assim receber as fotos vou digitaliza-las e enviar para o "Gerente" para que caso se interesse, publique no SDR.

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  2. Boa garimpagem com excelente fotos.Naturalmente comparações com a Copa de hoje são naturais e deverão pipocar.Tempos diferentes,costumes diferentes e aumento acentuado da população. Vamos aguardar.
    Na segunda foto o Juquinha está esperando hora de aprontar.

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    1. O Juquinha estava acabando de devorar um picolé e podia estar esperando a hora certa para pedir outro para as "tias"...

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  3. Mesmo com todas as carências de infraestrutura e sem as maravilhas da tecnologia eu acho que o período entre 1930 e 1960 deve ter sido uma maravilha para se viver no Rio.
    Pouca gente, tudo mais devagar, mais tranquilo, mais respeito, boa música, menos poluição.

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  4. Tem dois Chevrolet 51 na foto: carro e pedaço de um furgão Boca de Sapo da Polar calçados. Estacionado, um Studebaker Champion do ano anterior.

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  5. Bom dia a todos.

    Fiquei com uma dúvida olhando as fotos. A segunda, mais antiga, mostra a calçada no padrão conhecido. A primeira, mais "recente", mostra a calçada com as ondas transversais.

    Alguém pode me explicar essa aparente inconsistência? Ou o tipo da calçada dependia do local?

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    1. Não dependia do local segundo me lembro de ter lido. Houve uma época em que o sentido das ondas mudou.

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    2. Discordo de mim mesmo: havia alternância nos sentidos dos desenhos das pedras portuguesas. Às vezes, após uma ressaca, era mudado o sentido de certo trecho. Em certa época chegou-se até a experimentar pastilhas hidráulicas no lugar das pedras portuguesas, como aconteceu após a ressaca de 1925.

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  6. À direita, em cima, será um zepelin?

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  7. Joel {Der Beobatcher}3 de novembro de 2017 10:45

    A imagem de banhistas sentados de costas para a rua na segunda foto mostra a despreocupação que havia no passado e que não existe mais. Hoje em dia é comum bandos de "caucasianos" depenarem os incautos sentados nos bancos ou usando pulseiras ou relógios como as moças da foto. Nem a estátua de Carlos Drummond de Andrade escapou. A maioria dos banhistas que aparecem na foto certamente eram da região ou das proximidades. Não existiam os túneis nem o Aterro do Flamengo, muito menos o Metrô, e isso de certa forma distanciava Copacabana. Para moradores antigos como Luiz D´, essa "contradição urbana", esse "choque de tudo" que ocorre nos dias atuais , certamente causa um certo desconforto e faz com que deixem de frequentar a praia em certas ocasiões. Até mesmo as classe de "nouveau riches" e de moradores oriundos da zona norte e do subúrbio bem sucedidos, que na velhice vem buscar sossego em Copacabana, acabam tendo suas expectativas frustradas. Copacabana passou a ser um bairro de idosos servido por uma excelente rede de comércio, de farmácias, acessível à praticamente tudo, inclusive "brilhos e saliências", mas que fugiu de forma irreversível de sua finalidade e da imagem que possuiu no passado.

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    1. Não conheço ninguém frustrado, idoso ou não, por morar em Copacabana. Quem veio morar está satisfeito. Nunca ninguém da minha família, locais ou visitantes, teve qualquer problema ao ir à praia, inclusive nos finais de semana. A decepção não é específica em razão do bairro e sim pelas mazelas da cidade, ou pelas perspectivas das futuras despesas dos condomínios e do anunciado aumento do IPTU. Cabe a suspeita de que frustrado parece ser quem morou em Copa e diz que não tem vontade de voltar a morar. Deve ser porque mora em imóvel próprio. E ainda quer contribuir com fotos de outra época? Isso é nostalgia pura. Até a violência propalada em prosa e verso diminuiu nas ruas em razão do atual sistema de policiamento, com viaturas estacionadas em locais críticos e motos da GM circulando. O problema são os trechos favelizados. Ora, se alguém mora em local bem servido de serviços e comércio, sem contar a abundância de transporte público, vai reclamar de quê? Da população de rua? E onde esse problema não existe no Rio? Isso é a simples necessidade de fazer algum comentário, de preferência maledicente.

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    2. Joel (Litigante de boa fé)3 de novembro de 2017 18:07

      Este é um blog de nostalgia e nada melhor do que fotos antigas. Quanto a morar em Copacabana, não o faria ainda que tivesse condições de comprar um imóvel lá, ao contrário de outros que lá residem e "sonham em morar na Urca". Realmente moro em imóvel próprio, embora não seja na zona sul, o que me dá tranquilidade. Cada um com seu gosto. Mas confesso que tenho que achar graça quando sou acusado de proferir "comentário maledicente", como se a "caneta do acusador" não não tivesse seu usual "combustível ofídico" sempre pronto a eliminar através de palavras imaginários "desafetos virtuais". Em minha vida profissional tive oportunidade de conviver com desafetos que a natureza da atividade me obrigou, não tão ilustres, é verdade. Mas confesso que essa "lide" me dá um certo prazer...

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    3. Um comentário dirigido a Luiz D', na qualidade de "testemunha ocular" das transformações vividas por Copacabana, já que é nascido e criado na região. Existe um bem imaterial que o dinheiro não compra e é inacessível a que não tenha nascido com ele. Copacabana chegou a onde chegou justamente por crescer e se povoar com pessoa detentoras desse bem precioso que citei. Esse encanto se quebrou pelos diversos motivos alegados. Copacabana morreu junto com Jorginho Guinle, pois pessoas de jaez é que são o espírito da "Princesinha do Mar".

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  8. Boa tarde a todos.
    Bem, o mundo mudou.
    Muitas coisas boas surgiram mas também muitas coisas ruins.
    Há que ser entendido de que além de hoje em dia possuirmos mais de 200 milhões de habitantes em terra "Brasilis" e 8 Bilhões no mundo, a cultura do Brasil após a Constituição de 1988 foi toda nivelada por baixo, em todos os Estados da Federação e especialmente no RJ.
    O que vemos hoje em dia é reflexo de uma total falta de comprometimento da sociedade brasileira como um todo em levar as coisas mais a sério.
    Vivemos no tempo do chinelinho de dedo, das camisetas sem manga, do Politicamente Correto e outras coisas a mais.
    Ainda hoje fui testemunho de como o mundo mudou.
    De manhã cedo no supermercado vi uma senhora comentar com a funcionária do setor de padaria de que os pães estavam vindo branquelos.
    Se fosse usado da mesma lógica para se referir aos pães que supostamente vem queimados, o Politicamente Correto entraria em ação, mas o que ele falou, simplesmente PODE.
    As fotografias como sempre são um espetáculo só.
    Os tais postes comentado são muito bacanas.
    É interessante de que houve uma época e provavelmente teve o seu fim nos anos 50 de se colocarem postes no meio das avenidas. E o RJ não era da única cidade a fazer isso.
    Na segunda foto, o que seria aquilo a direita? Um OVNI baixando na praia?

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    1. Percebo que o discurso do comentarista Wolfgang parece estar influenciado por uma visão reacionária. Não é o objetivo deste blog promover qualquer palanque político e mais uma vez o foco está sendo desviado.

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    2. Isso quem decide é o gerente e não um puxa-saco como você.

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  9. Nem Zepelin nem OVNI. É a bola de voley da rapaziada.

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  10. O OVNI é a bola do jogo de futebol da rapaziada.

    A praia era só dos brancos. Os "pardos", ou "caucasianos", como diz o Joel, limitavam-se aos pescadores, vendedores de sorvetes e as empregadas.

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  11. Calções com cintos eram moda? acho que sim."Pé" do banco trabakhado em X, curioso! Gel no cabelo dos homens na praia. Cação "santropeito" ao fundo. Mulheres de sapatos fechados. Não era de bom tom mostrar os pés todos? Observações ao léu.

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  12. Para Joel: Beobachter (observador em alemão, pronuncia-se beo-barter)

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