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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

RUA SIQUEIRA CAMPOS

 
A foto, do acervo do Correio da Manhã, é de 1960 e mostra a Rua Siqueira Campos, em Copacabana, entre a Rua Barata Ribeiro e a Av. N.S. de Copacabana. Era até 1931 chamada de Rua Barroso.
Ainda era toda de paralelepípedos e por ela, nesta época, eu passava diariamente a bordo do bonde 14-General Osório, na ida para o colégio em Botafogo.
Ao fundo, à direita, na esquina com a Praça Serzedelo Correia temos o Centro Comercial de Copacabana, construído onde existia o "Ponto de 100 réis", local da ramificação dos bondes que vinham pelo Túnel Velho e se dirigiam para o Leme ou para a "igrejinha" do Posto 6.
Esta denominação de "Ponto dos 100 réis" existia em vários locais da cidade. Sua origem está ligada às linhas de bonde e ao preço da passagem. As linhas muito extensas costumavam ter um ponto a partir do qual era necessário pagar outra passagem, ou seja, mais 100 réis. Mesmo quando o preço deixou de ser esse, a denominação permaneceu. Lá chegando, o condutor zerava o relógio-marcador e começava a cobrar nova passagem de todo mundo. (100 Réis = 1 Tostão = 10 centavos).
Na esquina à direita, nesta quadra da foto, em frente ao Centro Comercial ficava o Café Pernambuco, durante anos o ponto mais movimentado do bairro.
Podemos ver no letreiro do vidro do lotação Castelo-Ipanema o nome da Rua Xavier da Silveira. Isto se dava porque ainda não fora inaugurado o túnel Sá Freire Alvim, ao final da Barata Ribeiro (todo o tráfego ao chegar na Barata Ribeiro, sem saída, se dirigia para a Av. N.S. de Copacabana, onde alcançava a Rua Francisco Sá em Ipanema trafegando em mão-dupla (bondes, automóveis, lotações e ônibus).
O imponente Oldsmobile esta parado no meio do quarteirão. À direita, nesta época, já existia o cinema Flórida (inaugurado em 1959), que ocupou o prédio do antigo Mercadinho Mundial, inaugurado em 1948 (no mesmo prédio funcionava no 2º andar o Bilhar Balalaika). Quando o cinema Flórida foi fechado (1970) o prédio abrigou uma filial das Casas da Banha e atualmente é ocupado pelo Supermercado Mundial.
Neste trecho da Siqueira Campos, à esquerda, funcionou durante muito tempo um aviário, o que gerava um cheiro incomodativo para quem passava. E, também, salvo engano, por alguns anos, uma loja de uma antiga Loteria Esportiva, cuja instalação gerou muita discussão na Câmara dos Vereadores e mesmo no Distrito Federal, por incentivar a jogatina. Não me lembro do nome. Lembro que era destinada a levantar recursos para os esportes amadores, através do CND (Conselho Nacional de Desportos).

30 comentários:

  1. Se fosse pegadinha não apostaria Copacabana.Como destaque o lotação com cara de besouro sem asa mais feio que cólica renal,mas a memóriado gerente é um espanto.

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  2. Esse Centro Comercial de Copacabana nunca "emplacou" como um comércio de excelência. Esse trecho da Siqueira Campos até hoje é "depauperado", com muitos camelos e um comércio um tanto decadente. Certamente é a proximidade da Ladeira dos Tabajaras, não só devido às quadrilhas de traficantes que existem ali, mas também pelos inconvenientes inerentes a esses locais. Sujeira, falta de educação, de princípios básicos de civilidade, de ilícitos, e de mil outras coisas que fazem a alegria de políticos, socialistas, comunistas, etc...

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    1. Acho que a Siqueira Campos ficou como uma rua de passagem. É a primeira entrada oficial de Copacabana - pela passagem que a liga a Botafogo -, além de ser uma rua que está, basicamente, no centro do bairro.
      O primeiro meio de transporte coletivo é o bonde, evidentemente, o mais econômico.
      As construções eram antigas, decadentes, havia muita sublocação que abrigava pessoas mais humildes que necessitavam trabalhar, Copacabana crescia carente de material humano, aí se estabeleceram.
      O aspecto inicial da Ladeira era de favela e assim permanece na parte mais elevada.
      Sempre foi considerada perigosa e muitos temiam transitar por aí.

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  3. Por falar em memória este trecho me fez quebrar a cara duas vezes, uma seguida à outra. Passava com meu avô por aí e o filme em cartaz no Flórida era "Duelo de titãs", com Kirk Douglas e Anthony Quinn (um filmaço, diga-se). Pois bem, li em voz alta: "Duêlo de títãs", no que fui corrigido. Logo depois, na esquina da Barata Ribeiro havia uma loja com duas frentes, uma para a Siqueira e outra para a Barata. Vendia remédios. Li no cartaz "drogÁria" e fui corrigido para drogaria. Virei a esquina e li "farmacía" e era farmácia. Desisti.

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  4. Realmente decadente esse trecho ,destaco o lotação com motorização Magirus que abriu uma fábrica na Bahia mas não foi adiante.
    Mais uma rua do Rio que não deveria ter sido asfaltada.

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  5. Eu lembro desse café Pernambuco pois o bonde que vinha pela Copacabana e entrava na Siqueira demorava um pouco no cruzamento pois o motorneiro descia com aquela alavanca que ficava pendurada na frente do bonde para mudar a posição dos trilhos. O café estava sempre cheio e havia um balcão enorme para tomar café em pé.

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    1. Além do café Pernambuco tinha um restaurante giratório

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  6. A rua era de mão e contramão. Com bondes e tudo o tráfego devia ser um horror.

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    1. Era um horror! O ponto final e o local onde os bondes eram guardados era logo abaixo de onde construíram aquele Shopping da esquina.
      A Siqueira Campos tem dois Shoppings e ambos são completas espeluncas.

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  7. Bom dia, Dr. D'.

    Um dos tais pontos dos 100 réis ficava em Vila Isabel, 28 de Setembro. Só não lembro a esquina exata.

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  8. Bom Dia! Nesta ocasião o piso das ruas ainda obedecia as normas técnicas, (acho que ABNT). As calçadas tem que estar a 30 cm mais altas que o leito da rua. Essa era a altura exata para que ao parar em um ponto,um coletivo ficasse com o seu primeiro degrau em altura que permitisse o embarque/desembarque sem dificuldades ao usuário. Isso foi pro espaço quando a Prefeitura resolveu encapar as ruas com essa massa de sei lá o que, misturada com também não sei o que é, e que foi "apelidada" de asfalto. Resultado: A altura das ruas subiu,as calçadas desceram(em muitos lugares estão até mais baixas que a pista), Os degraus dos ônibus ficaram mais altos,( a culpa é do fabricante que usa chassis de caminhão, dizem alguns "entendidos"), a fiação que também obedece a uma altura determinada para "amarração" nos postes,quando o piso da rua é levantado sai do padrão, e é comum um caminhão baú arrebentar a fiação que atravessa as ruas. ( a culpa é do fabricante da carroceria,que fê-la muito alta,(dizem os mesmos "entendidos")Ainda faltou dizer que na maioria das vezes o asfalto fica reto igual a um tobogã. O habito de colocar duas rodas na calçada talvez seja porque parando com as 4 na rua, ao abrir a porta, a mesma arrastava na calçada.

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  9. Está esse ponto referente à uma Loteria Esportiva, já que a mesma foi criada em 1970 pelo governo Médici, e portanto em uma época em que estávamos no Estado da Guanabara, não havendo portanto "Prefeitura". Em 21 de Abril de 1960 foi extinta a Prefeitura do D.Federal. Em 15 de Março de 1975 foi criada a Prefeitura da Cidade de Rio de Janeiro. Portanto a Prefeitura não poderia fazer campanha contra a loteria esportiva porque simplesmente entre 1960 e 1975 uma delas não existia. ### Uma região "pródiga em jogatina", possui pelo vários bingos clandestinos em ruas que desembocam na Siqueira Campos como a Edmundo Lins e a Ministro Alfredo Valadão, além de estabelecimentos semelhantes na rua Inhangá, à menos de trezentos metros dali. Pelo que se vê, a fama vem de longe...

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    1. Joel, vá na Hemeroteca Digital, acesse o Correio da Manhã, nas décadas de 50 e 60, ponha na busca “loteria esportiva” e vc encontrará muita coisa nas colunas da Câmara de Vereadores além de outras notícias ( são mais de cem citações em cada uma das décadas). O vereador Gama Filho era muito a favor. Havia oposição da CBD e da Federação Carioca.E da Igreja e de outros políticos. Até um “bilhete” do Jânio aparece. Houve uma série de idas e vindas. Começou então uma loteria experimental.
      A Loteria Esportiva atual começou em 1970.

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    2. Então essa era uma "outra loteria esportiva"? Dessa eu não tinha conhecimento. E quem efetivamente a controlava? Gama Filho era a favor? Não admira que ele tenha pro$perado em $ua vida pública. Até uma univer$idade leva o $eu nome. Realmente o Brasil é o país das "oportunidades". E já que estamos na Siqueira Campos, ainda não obtive nada de significativo sobre o período de Setembro de 62 a Maio de 63, onde os Trolley-bus e os bondes da zona sul conviveram e a divisão entre os dois sistemas era a Siqueira Campos. Entre Março e Maio de 63 o Bonde Avenida continuou a fazer o trajeto circular vindo do Leblon apesar da circulação dos Trolley-bus pelo mesmo trajeto e aparentemente pelas mesmas ruas. Esse é o "mistério"...

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    3. Morava em frente do sobradinho da Prefeitura, na rua Siqueira Campos. Sou da época em que o Rio, Capital do País, virou Estado da Guanabara e, posteriormente, unido ao Estado do Rio de Janeiro, cuja capital era Niterói, virou Rio de Janeiro Capital do Estado do Rio de Janeiro.

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    4. Houve dois tipos diferentes de sorteios de prêmios como "loteria": Obrigações da Cidade e Seus Talões Valem Milhões. Deve haver algo na Internet sobre eles - Década de 60, creio.

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  10. Morei muitos anos nessa rua. No ginásio, estudando no Pedro Alvares Cabral nos anos 60, tínhamos um professor que dava aulas sobre a geografia e história da cidade. Ao dar exemplos de "zonas de degradação urbana", de Copacabana só citou essa rua. Esse problema é antigo e a turma sabia que eu morava lá....

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  11. Do lado direito mas fora da foto, anos depois abriu um restaurante com balcão giratório. Nunca entrei, mas olhando de fora parecia um trenzinho de pratos circulando. Acho que hoje ainda tem um japonês assim no subsolo do prédio onde era a Casa Mattos no centro.

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  12. As viúvas de antanho deveriam aproveitar e dar uma subidinha naquele prédio a esquerda e encarar o motorzinho daquele dentista ali estabelecido.Uma graça sem tamanho para aqueles que detestam a modernidade e vivem na idade da pedra.Como Do Contra eu prefiro o de grande rotação.

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  13. Bom dia a todos. Vem de longe a péssima pavimentação das ruas e calçadas da cidade, sendo que hoje em dia piorou, pois as mesmas mesmo no dia da sua inauguração já estão com graves defeitos, principalmente os rebaixamentos para acessibilidade de cadeirantes. Quanto a este trecho da R. Siqueira Campos também, se era ruim naquela época, hoje em dia é muito pior ainda, os motivos são os citados pelo Joel. É como sempre digo, onde existe favela e favelados cresce igualmente ao rabo de cavalo, em tamanho e para baixo.

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  14. Sobre a degradação urbana de Copacabana eu sempre digo que a Princesinha do Mar foi usada, abusada e praticamente largada pelos cantos.
    Loteria Esportiva eu também só conheci a da Caixa, iniciada em 1970. Vai ver antes disso devem ter feito várias tentativas de aproveitar os pontos de venda de bilhetes da Federal e outras coisas mais, para empurrar jogos municipais ou estaduais nos tempos da Guanabara. Depois da fusão surgiu a Loterj.

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  15. Lino, não sou contra a pobreza, não sou elitista, racista, ou homofóbico, como insinuado por "alguns", mas não há como dissociar essas questões às ações e condutas criminosas. Se as favelas são redutos de criminosos é pela simples questão de ser "do interesse do poder público". Se a maior parte dos criminosos é de origem negra ou parda e isso é um fato comprovado, tal realidade ocorre por razões bem conhecidas de todos e que não cabem aqui. Mas para que esses problemas não mais aconteçam é preciso encarar o problema de frente com investimentos em educação e principalmente abolir da vida cotidiana a hipocrisia e o "vitimismo". Em um fórum que participei, um delegado de polícia ligado à partidos de esquerda afirmou que "é preciso que a polícia pare com o genocídio de jovens negros nas favelas". À essa afirmação capciosa e tendenciosa, eu respondi que a polícia combate criminosos sem olhar o "tipo étnico", e para que essas mortes diminuam ou não ocorram, é necessário que os "jovens negros e pardos parem de roubar, estuprar, traficar, etc". Uma resposta direta e objetiva mas sem qualquer conotação racista ou homofóbica e despida de hipocrisia, retratando uma realidade dura mas conhecida por todos. É só olhar os arrastões nas praias e nas ruas e tirar suas conclusões. Sugiro que algum comentarista vista sua melhor roupa, porte seu celular, e fique despreocupado na entrada do "chapéu Mangueira", na Tabajaras, ou no Morro dos Cabritos, e veja o que acontece. Todos aqui sabem que há quarenta ou cinquenta anos essa realidade existia mas não era "apregoada". Vide o filme Assalto ao trem pagador ou Rio 40 graus. Se infelizmente a realidade não mudou, é porque "não interessa ao poder público". Mas culpar a sociedade por essa situação por ele provocada é o pior dos crimes.

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  16. O lotação é um Magirus-Deutz 3500 Mercur. Motor a óleo diesel, mas com uma particularidade - é refrigerado a ar.
    O Oldsmobile é 1956 e parece ser 88. Ainda tinha limpadores de parabrisa a vácuo, um sistema já anacrônico nos anos 50.
    Do outro lado da rua, um furgão Ford F-1 e um Fusca. Por trás do lotação aparece o focinho de um Mopar dos anos 40.

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  17. Joel. Queira me desculpar, mas dizer que a sociedade não tem culpa, eu realmente não vejo dessa forma.
    A sociedade é culpada sim como todos os outros citados por você.
    A sociedade, a classe política, a classe econômica, o povo, os veículos de comunicação, as autoridades, os artistas, os intelectuais, a Esquerda, a Direita, os organismos internacionais e até nacionais, Governos estrangeiros, e até questões históricas, todos, sem exceção, tem de sua parcela de culpa sim.
    Não precisa ir longe para ver o que está acontecendo agora no tempo presente.
    Mas é aquilo que você disse: "Enquanto vivermos em sociedade de coitadismo, vitimismo, e outros do gênero, sempre será assim".
    Não se esqueça também de que esse vitimismo todo e esse coitadismo, muita coisa foi importado da "terra do Tio Sam". Aliás, eu que admiro muito da cultura norte americana, mas reconheço que, por outro lado, há muita coisa nefasta ali.
    Quem criou do "politicamente correto" foram os yankees.
    Quem criou e espalhou esse monte de ONGS pelo planeta foram os yankees.
    É por isso que pouco acredito nas coisas, nos dias de hoje. Vide o anunciar ontem dos vencedores do OSCAR.
    Será que aquilo ali não foi manipulado para ficar bem na finta?
    Espécie humana é complicada demais! Sempre há interesses escusos de todas as direções.
    Vide agora com a questão da Venezuela e que eu não vejo pulha da Imprensa ou da Mídia falar da verdade.
    Será que a preocupação é somente com o bom povo da Venezuela em se retirar o ditador, ou há fortes interesses econômicos e escusos por trás disso aí, como a questão do petróleo?
    Todos sim somos culpados.

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    1. Claro que o povo sempre foi usado para servir de pretexto para muita coisa. Mas eu, você, e alguns outros, possuímos uma visão da vida bem apurada e esse conflito de idéias só interessa aos formadores de opinião, aos políticos, aos doutrinados comunistas, às igrejas, e aos manipuladores de idéias. Os Norte Americanos possuem uma vantagem sobre nós que jamais igualemos: O ufanismo e o amor pela pátria. E sabe o por que? Porque o Brasil além de não cuidar de seu povo, ainda o explora, o espolia, e trata-o não como um filho, mas uma "fonte de renda". Wilson e mais tarde Roosevelt e no período de guerra diziam: "O que você pode fazer pelo seu país?" Sabiam muito bem que esse amor mútuo era incondicional. E o que o povo brasileiro pode esperar de seu país além de decepção e exploração? Um governo que é composto de quadrilhas de saqueadores, traficantes, anormais, e contrabandistas, o que oferecer ao seu povo a não ser ilusão, falta de instrução, e miséria?

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  18. Eu e minha família morávamos no sobrado de número 65B, sobre a Panificação Império. Do lado A, Seu Juca, onde havia de tudo: oficina, sublocação para mulheres em camas beliches... Essa casa fedia. Um verdadeiro pardieiro.
    Nos mudamos, em 1964, para a Rua Bolívar, também em Copacabana.
    Em frente, um sobrado de três andares onde, no térreo, estava a Prefeitura.
    Me lembro de Seus Talões Valem Milhões - cuja intenção era juntar notas fiscais por um número que corria mensalmente, pela loteria federal.
    Corrijam os dados, pois são lembranças muito antigas.
    O Mercadinho era imenso, profundo, escuro e neste, logo à porta, uma “moenda” de delicioso e geladinho caldo de cana.
    À direita, a entrada para o Balalaika, uma casa de "espetáculos" onde grandes nomes da época de ouro do rádio se apresentaram. Inclusive Maysa que é posterior. De minha casa cansei de ouvir Nelson Gonçalves, Emilinha Borba, Orlando Silva, logo não devia ser algo tão chinfrim, apesar do aspecto decadente que toda essa rua mantém.
    Muita briga e tiroteio na madrugada: ciúme, bebedeira, mulheres.
    O Cinema Flórida foi inaugurado com Guerra e Paz, com a presença dos atores principais.
    Quem se apresentou aí, com lotação esgotada, foi Brenda Lee, cantora americana que gravara Jambalaya.
    O bilhar ficava à esquerda e acho que era um andar intermediário.
    À frente, a banca do jornaleiro que era namorado da Francisca, nossa empregada.
    Entre nós, havia uma vila e, na época da eleição do Jânio, uma das casas virou comitê eleitoral da UDN. Alguns comícios tornaram o local estreito intransitável.
    Do lado ímpar, a Casa Frota vendia tecidos, havia uma relojoaria, havia também uma barbearia, o consultório dentário do Dr. Fenelon, o Restaurante Giratório, uma lojinha de brinquedos, uma loja de calçados, o Café Pernambuco, as cerzideiras do Seu Jair e, no outro extremo, a Peixaria – não sei se era açougue também.
    Que essa citação sirva para que alguém de boa memória nomeie os negócios, incluindo o muito que falta.
    Do lado par, na esquina com a Barata Ribeiro, havia uma padaria chamada A Trigo de Ouro, me recordo de uma papelaria que até pouco tempo ainda existia, casa de ferragem para cozinha e banheiro, um mercadinho que pegou fogo, um depósito de madeiras, aí havia costureiras, me lembro de Helena, Dona Maria e Jairzinho – elas eram amigas da família – acho que, ao lado, imprimiam tecido e, mais próximo da esquina com a Copacabana, uma série de pequenas lojinhas, porém a entrada era ao lado do Bon Marche, entre estes, nosso fotógrafo oficial.

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