Hoje é dia de saudades!
A foto é na Rua Barata Ribeiro e a esquina lá no fundo é a da Dias da Rocha.
Me levou no colo para o Flamengo e para a Medicina.
Não podia pedir mais.
A foto é na Rua Barata Ribeiro e a esquina lá no fundo é a da Dias da Rocha.
Me levou no colo para o Flamengo e para a Medicina.
Não podia pedir mais.
A “Manchete Esportiva” foi uma revista de grande sucesso nas décadas de 50 e 60, precursora da “Revista do Esporte” e companheira de outras como “Esporte Ilustrado”. Os leitores do "Jornal dos Sports" não deixavam de comprar.
Em meados dos anos 50 apresentou caricaturas dos grandes times cariocas, feitas pelo cartunista LAN. Como não havia legendas na revista o desafio é identificar todos os jogadores.
Os do Flamengo não tive dificuldade. Dos outros times consegui identificar
alguns e tive auxílio de outros torcedores de antigamente. Mas ficaram faltando
alguns. Talvez alguém aqui possa ajudar.
FOTO 2 - do acervo do prezado Tumminelli, comprada na Praça XV.
Essa garagem junto com a do Largo do Machado eram na região sul da cidade os
maiores espaços ocupados pela Light para guarda de veículos, pois embora muito
indentificadas com os bondes, essas garagens muitas vezes guardavam ônibus.
Havia inúmeras outras de médio ou pequeno porte espalhadas pelos bairros da
cidade, algumas ainda ficaram praticamente intactas até os anos 90 como a do
Leblon, e outras perfeitamente preservadas como a de Botafogo, hoje Arquivo
Público do Estado.
A Viação Excelsior, uma das maiores da cidade nos anos 20 e 30 era de
propriedade do "Polvo Canadense", como assim era chamada a companhia
canadense, que dominava vários serviços da cidade, do Gás à Luz passando pelos
transportes.
Com o fim do serviço de bondes grande parte das garagens passou ao poder
público, por desapropriação, ou por terem sido os terrenos anteriormentes
doados pela municipalidade para o fim de garagens, retornando ao patrimônio
público com o fim dos serviços.
O grande espaço da Garagem do Largo dos Leões ou do Humaitá como era também
chamada foi dividida, entre a CEDAE, a COBAL, e a Secretaria Estadual de
Educação.
A foto é curiosa pois mostra dentro da imensa garagem alguns ônibus da Viação Excelcior, também de propriedade da Light, algo que não era difícil de ocorrer nas grandes garagens da cidade.
Vemos a fachada
principal da garagem, localizada na Rua Voluntários da Pátria na frente da
esquina da Rua Capitão Salomão, segundo o Decourt. Eu não me lembro deste lado da garagem, mas lembro bem do lado que dava frente para a Rua São Clemente.
A imagem, aparentemente dos anos 10, mostra um bonde da Light com reboque
passando defronte à garagem. No chão vemos os trilhos que se dirigiam à
entrada principal para os carris, embora a fachada indique claramente que o
arco principal da estação é o localizado mais à esquerda, onde não há trilhos e
o meio-fio é elevado.
Certamente tal entrada deveria ser a sala para os passageiros, onde também
havia bancas de revistas e vendas de jornais, num esquema muito parecido com a
garagem do Largo do Machado, Botafogo e Copacabana. A de Copacabana possuia
inclusive um hotel em seus andares superiores.
Junto ao meio fio vemos um poste de iluminação, que tinha uma base usada em bem
poucas ruas, sendo que a base é muito parecida com os postes da Expo de 1908 na Praia
Vermelha. Não descartando que, após desmonte da Expo, os postes foram adaptados
para a altura das ruas e instalados em vias públicas dos bairros de Botafogo e
Flamengo, onde eles são vistos em fotos antigas.
Com a demolição da garagem a geografia do local mudou bastante, a rua é muito mais larga, com recuos não só no local da antiga garagem, mas também junto à calçada oposta, onde prédios construídos nos anos 70 obedeceram o PA novo da Voluntários da Pátria, dos anos 50, permitindo nesse trecho o alargamento da via para a instalação de baias de ônibus e táxis.
Foto da estação do Largo dos Leões já no século XX. Anteriormente, em 1871, a Companhia "Botanical Gardens" solicitou à Câmara Municipal licença para construir a estação do Largo dos Leões.
Enquanto não ficava pronta, foi construído um telheiro provisório, a fim de se
guardar os carros e os animais que, por falta de lugar próprio, ficavam
expostos ao tempo.
A linha de carris entre a Praia de Botafogo e o portão do Jardim Botânico foi inaugurada em janeiro de 1871. Pouco depois a linha foi estendida até o local conhecido como "Três Vendas", que ficava no começo da Rua Marquês de São Vicente, próximo da Praça Santos Dumont.
Dunlop conta uma curiosidade: é que no ano de 1871, o Chefe de Polícia da
Corte, oficiou à "Botanical Garden" que era proibido que as pessoas
viajassem nos estribos, exceção feita aos empregados encarregados da direção
dos bondes, "visto ser aquela prática vexatória às pessoas que entram e
saem, além de poder ocasionar acidentes e aglomeração de passageiros nos ditos
estribos".
Foi uma grita geral, inclusive com a participação dos jornais. Tal foi o clamor
que o presidente da "Botanical Garden" oficiou ao Ministro da
Agricultura pedindo a revogação da ordem. Os incidentes entre condutores,
policiais e os que desejavam viajar nos estribos aumentavam, fazendo com que um bonde ficasse retido, assim como os outros que vinham atrás.
Nem mesmo a polícia conseguia resolver a questão e, pouco a pouco, foi
afrouxando sua atitude contra os renitentes passageiros dos estribos. Abaixo-assinados foram organizados para pedir a revogação da medida, o que
acabou acontecendo.
A fotografia, do Arquivo
Nacional, mostra a área onde existia a garagem de bondes e que, nos dias de
hoje, abriga a COBAL. Devemos estar nos últimos anos da década de 60. Ainda não
existiam os grandes prédios comerciais da esquina da Rua Voluntários da Pátria
com Rua Capitão Salomão. Um deles, o "Guilherme Romano", abriga além
de lojas nos pavimentos inferiores, um grande número de consultórios médicos.
Quase mais nada restava da estrutura da garagem de bondes (trilhos, rodos, praticamente tudo foi retirado), exceto um pedaço de pavimento, junto das Rurais ( que são sucatas, como as Kombis), que aparentemente são sobras de fossos ou plataformas de manutenção dos bondes (há trechos de trilhos ainda ali).
Neste espaço funcionou também, depois dos bondes, uma garagem de ônibus elétricos. Das casas antigas ao fundo, as duas da extrema direita ainda sobreviviam até há pouco tempo (não sei se agora ainda estão lá). Na época esse terreno pertencia a Botafogo. Hoje é Humaitá. A rua que divide os bairros é a Conde de Irajá. Entre o desmanche da garagem e a construção da Cobal, o terreno chegou a ser utilizado para a instalação de um circo.
O “Saudades do Rio”, hoje, gostaria de homenagear o A.J. Caldas e a Christiane Wittel.
As primeiras colorizações
de fotos do Rio Antigo, pelo que sei, foram feitas pelo prezado Conde di Lido,
na época dos fotologs do Terra. Depois apareceram grandes mestres nesta arte
como o Nickolas Nogueira, cuja primeira foto colorizada foi publicada no “Saudades
do Rio”.
A seguir, Reinaldo Elias,
Marcelo Fradim e outros, se dedicaram a isto.
As fotos de hoje foram
publicadas originalmente pelo Caldas e colorizadas pela Christiane. Vamos apreciá-las e aplaudí-las.
Os Arcos da Carioca,
assim chamados por conduzirem as águas do Rio Carioca do Morro de Santa Teresa
até o de Santo Antônio, de onde chegavam ao Chafariz da Carioca. Os Arcos da
Carioca foram a maior obra da engenharia colonial do Rio de Janeiro, inaugurada
em 1750, durante a administração de Gomes Freire de Andrada, o Conde de
Bobadella, que governou a cidade de 1733 a 1762. A obra ligou o antigo Morro do
Desterro, depois de Santa Teresa, ao de Santo Antônio, arrasado em 1954. A
partir de 1896, os Arcos foram utilizados para o tráfego de bondes elétricos da
Companhia Ferro-Carril Carioca, que levavam os passageiros a Santa Teresa,
partindo da estação inicial, no Largo da Carioca.
O “Quadrado da Urca” foi
criado junto com os primeiros aterros da Urca, na época da Expo de 1908, mas em
1922 foi assinado um contrato da Empresa Urca com a PDF que previa, entre
outras cláusulas, a construção de uma piscina de competições, com
arquibancadas, escadas de acesso e um pavilhão com toda a infraestrutura,
devendo ficar pronta antes das comemorações do Centenário da Independência.
Sediou um Campeonato Sul-Americano de Natação.
Corrijo, a partir do comentário de obiscoitomolhado: trata-se já do Iate Clube, Fiquei em dúvida se era um pedaço do Quadrado da Urca. Não é.
A primeira ermida foi
levantada neste local em 1635. Passou por diversas remodelações, entre as quais
a de 1728, com a construção da escadaria de acesso, que foi duplicada em sua
largura em 1913. A capela foi demolida em 1871 para a construção de uma igreja
maior.
Projetado por Bertha
Leitchic, da equipe de Pena Chaves, da Secretaria de Viação e Obras do Distrito
Federal, o Viaduto da Canoa, na Estrada da Canoa (que liga a orla de São
Conrado ao Alto da Boavista, através da Gávea Pequena), dispunha de um mirante,
com vista belíssima, ao lado do falido projeto do Gavea Tourist Hotel.
Inaugurada em 1858, a
linha Estrada de Ferro Central do Brasil tinha estação final a “Estação do
Campo”. Teve seu nome alterado para Estação da Corte e após Estação Dom Pedro
II. A antiga construção foi reformada no início do século XX e todos achavam
que pararia por ali, nada seria mudado. Entretanto para haver a expansão do
sistema ferroviário, bem como a passagem da Avenida Presidente Vargas. A antiga
estação ficou de pé até o término da construção do novo prédio. Ela já não
conseguia atender as exigências do desenvolvimento da cidade, ainda mais quando
o transporte ferroviário estava no auge. Quando foi inaugurado no governo de
Getúlio Vargas, o novo prédio em estilo art-déco era o mais alto da América do
Sul, com 135 metros de altura e a maior construção de concreto armado do mundo
e passou a abrigar um relógio maior que o famoso Big Bem, da Elizabeth Tower,
em Londres.
A garagem está indicada pela seta vermelha. Ficava entre as ruas Machado de Assis e Dois
de Dezembro, com entradas pelo Largo do Machado e também pela Machado de Assis.
A área foi bastante ampliada em relação a esse mapa, ia de uma rua à outra. Na
Machado de Assis ainda pode ser visto o muro original e um portão por onde
saíam os bondes.
A garagem com parte de sua estrutura original é hoje o Instituto dos
Arquitetos do Brasil - IAB, ao lado do Centro Cultural Oi Futuro. Há uma
portão na Machado de Assis, assim como um muro, bem em frente ao Hortifruti. Há
diversos veículos no interior da área, de aparência oficial, do Estado ou da Prefeitura. O IAB ocupa sómente uma parte do terreno das
instalações da CCFJB, assim como o prédio da Oi, que era a usina de força
movida a vapor. A garagem chegou a ocupar praticamente todo quarteirão entre as
duas ruas.
Nunca é demais lembrar que é nessa região que mora o Prof. Pintáfona.
Vemos a estação de bondes do Largo do Machado depois de reconstruída em 1891 (a inicial é da década de 1860). Em 1877 a "Botanical Garden" fora autorizada a desapropriar os prédios de nº 223, 225 e 227 da Rua do Catete, em frente ao Largo do Machado, para ampliar sua estação de bondes. Por esta época as reclamações eram muitas contra a cocheira ali existente, com centenas de animais. Com a nova estação ficaram prontos o grande compartimento destinado à armazenagem da forragem, as cocheiras e as oficinas de conserto do material rodante, de pintura e de correieiro.
Esta fotografia é do início do século XX, por volta de 1910, e mostra a região do Largo do Machado. À direita, olhando a foto em alta resolução, vemos detalhes do prédio da Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico, com seu relógio marcando 10h35min. Junto ao prédio da Ferro Carril vemos um enorme "out-door": "A belleza depende da saúde. Viñol dá saúde".
Ao fundo, no alto do sobrado, na direção do
grupo de palmeiras, o anúncio "Usem só calçado Rocha". Nesta calçada,
em frente dos "Calçados Atlas", na porta da sapataria um grupo de
alunas de colégio em seu uniforme branco, com chapéu e barras escuras ao nível
da cintura. Atravessando a rua, à esquerda, duas lavadeiras com suas trouxas na
cabeça. Uma carroça puxada por cavalos segue um "moderno" automóvel
de placa 528.
Os anúncios nas grades que protegem as árvores da ilha são da loja "Parc Royal". A ilha é a famosa "Ilha dos Prontos", tão falada por Luiz Edmundo, que surpreendentemente sobreviveu no meio dos automóveis até os anos 50, talvez por ficar desalinhada com a Rua do Catete. Um belo poste de iluminação está semi-escondido pelas árvores, sendo que, encostado na primeira delas, um provável funcionário do Lamas, com avental, descansa na sombra. Vários funcionários da companhia de bondes podem ser vistos pela rua. Sob o anúncio de "Vinol" há um anúncio de água mineral e, pregados no tapume, cartazes de cinema onde se pode ler: "King of entertainers and entertainer of kings".
O interessante é perceber que os trilhos
ficavam todos concentrados de um dos lados da "ilha" sendo o outro
lado da Rua do Catete completamente livre deles.
Outra"ilha" dessas existia também em frente ao Palácio do Catete, aí
perto (há uma foto famosa do bonde Águas Férreas no local).
Para encerrar reapresentamos uma das aulas do Helio Ribeiro:
"Seguem algumas características dos bondes da Jardim Botânico, que era uma empresa à parte porém controlada pela Light:
a) TODOS os carros motores médios, como os da
foto, tinham um letreiro de grandes dimensões e um pouco recuado, em cima da
capota, e isso desde o início de circulação deles, por volta de 1906/1907.
Havia muitos carros motores com essa característica na Light propriamente dita,
porém nesta também havia dois outros tipos de letreiro. Ou seja: na Jardim
Botânico havia uniformidade de letreiro; na Light, diversidade.
b) alguns carros motores médios da Jardim
Botânico tinham em seus truques duas rodas de menor diâmetro que as outras duas
componentes do truque. Esses bondes eram chamados de "pé-de-anjo"
porque diziam que seu rodar era mais macio que o daqueles com 4 rodas de mesmo
diâmetro nos truques.
c) exceto em seus primórdios, a Jardim
Botânico nunca teve carros motores pequenos. Somente os bondes muito antigos
eram de pequeno porte, porém deixaram de circular no início da década de 1920.
d) os carros motores médios da Jardim Botânico
SEMPRE tiveram para-brisa como proteção ao motorneiro. Já os da Light somente
adotaram isso por volta de 1940/1941, sendo que até então o motorneiro e os
passageiros sentados no primeiro banco ficavam expostos às intempéries,
principalmente a chuvas. Tanto é que os motorneiros da Light são vistos, em
algumas fotos, trajando uma capa impermeável preta".
Hoje temos cinco fotografias enviadas pelo Professor Luiz Cesar Saraiva Feijó. Vemos a casa do avô materno dele, Alvaro Antonio Saraiva, em Jacarepaguá. Ficava na Avenida Geremário Dantas nº 580.
Vemos, na porta da casa,
o "tio Alvinho" (Álvaro Dias Saraiva ), já falecido. Era um dos oito filhos de
Alvaro Antonio Saraiva, sendo Neide, a mãe do Professor Feijó, em 2009 tinha 98 anos, estando na ocasião com boa saúde e lúcida.
Nesta foto aparecem as primeiras obras de alargamento da Avenida Geremário Dantas, na década de 40, e a frente da casa. A arquitetura da casa é típica do interior da França, também o jardim seguindo o padrão.
Já contou o Candeias que nos anos 50 passava em um sítio em Jacarepaguá. Era uma odisséia para se chegar lá. Ônibus até a Central, trem até Madureira e ônibus para Jacarepaguá. O lugar era lindo. Terreno grande na frente da casa, quadra de basquete, jardim e, nos fundos, um baita quintal com árvores frutíferas. De quebra, um riacho de águas límpidas passando no fundo. Nos anos 80, a região toda virou um enorme condomínio.
Mais um aspecto da residência. As grandes propriedades da Geremário Dantas começaram a ser demolidas nos anos 80, mas nos anos 90, com o aumento da movimentação na via e a insistência das construtoras, quase todas foram ao chão.