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sexta-feira, 27 de abril de 2018

FÉRIAS


152 comentários:

  1. Bom dia e boas férias, Dr. D'.

    Enquanto isso, diferente de outros anos, ficaremos com a página do André.

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  2. Menos de 20 dias? Divirta-se umas 20 horas por dia para compensar esse pouco tempo de férias.
    E ainda pode escolher entre Roma ou Madrid para assistir "in loco" uma semifinal do europeu de clubes.
    Bom descanso.

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  3. A famosa foto da Lagoa sempre indicativa de férias. Aproveite e recarregue as baterias.

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  4. Boas Férias, Dr. Luiz !!!

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  5. Bom dia ! Bom proveito, Dr. D. !!!

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  6. Boa viagem e bom proveito.No retorno já deveremos ter novidades na Gavea.

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  7. Boa Noite! Boas férias,aproveite bastante.

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  8. Boas férias. Aproveite e traga novidades

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  9. Luiz, boas férias.

    Traga da Espanha um treinador para a Gávea... rs rs rs

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    1. Segundo a flaprensa raiz (Meia Hora) ele vai buscar o Iniesta...

      PS: um FF - morreu agora de manhã, em casa, o comediante Agildo Ribeiro.

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  10. Como não há foto a comentar hoje, vou sair completamente do tema e do objetivo do SDR e não ficarei zangado com quem criticar tal atitude. O motivo é o seguinte: na nossa vida às vezes nos deparamos com fatos tão fora do normal que não conseguimos explicação para eles. Isso já ocorreu diversas vezes comigo e gostaria hoje de relatar um deles. O personagem em questão foi meu tio materno. Para vocês entenderem melhor o caso, farei uma breve descrição desse tio, que por sinal já citei aqui no SDR várias vezes ao longo do tempo.

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  11. Meu tio nasceu a 24 de dezembro de 1915 em Nova Lima, onde meu avô materno trabalhava na mina de ouro de Morro Velho. Por volta de 1917 a família se mudou para o lugarejo de Passagem de Mariana, que fica entre Ouro Preto e Mariana, eis que meu avô foi trabalhar na mina de ouro ali existente e que hoje é atração turística. Meu tio passou a infância naquele lugarejo. Sua instrução foi apenas o curso primário, e mesmo assim não sei se completo.

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    1. Seria a Mina da Passagem? Pensei em visitar quando estive em Ouro Preto, mas o ingresso é proibitivo: R$ 280,00. A cobrança pelo ingresso virou "uma mina de ouro".

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    2. Sim, essa mesmo. Visitei-a em 2005. Não lembro quanto era o ingresso na época. Mas não vale 280 reais o passeio.

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  12. Uma doença típica de mineiros matou meu avô por volta de 1928, deixando minha avó viúva aos 29 anos de idade e com três crianças para cuidar. Cerca de 1930 a família decidiu vir para o Rio de Janeiro, residindo em sucessivas casas de cômodo até 1950, quando todos se mudaram para a Tijuca. Meu tio só havia trabalhado em ocupações simples. E aí começo a narrar o fato estranho.

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  13. Ao longo dos anos ele foi comprando discos. Na época eram de 78 rpm, feitos de goma laca e de dois tamanhos: um pequeno, de 25 cm de diâmetro, e um grande, de 30 cm. A duração das músicas nele gravadas ditava o tamanho do disco: músicas normais, disco pequeno; músicas mais longas, como clássicas ou trechos de ópera, disco grande. Meu tio os tinha de ambos os tamanhos.

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  15. Tendo instrução bem precária, como citei acima, seria de se esperar que a discoteca dele fosse composta apenas por músicas brasileiras. Ledo engano. Havia poucos discos de cantores nacionais: Nelson Gonçalves (“Esta noite me embriago” e “Lençol de linha”), Carlos Galhardo, a dupla Cascatinha e Inhana (“Meu primeiro amor” e “Índia”), Jamelão (“Timbó” e “O ererê de Iansã”), Altamiro Carrilho (“Saudades de Pádua” e “Rio Antigo”). Esses os de que me lembro.

    Na verdade, sua discoteca era composta principalmente por músicas estrangeiras, que tento citar doravante.

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  16. A imensa maioria era da Itália, e num levantamento de memória posso citar 24 músicas, sendo metade delas em dialeto napolitano, cantadas por Gino Bechi, Beniamino Gigli, Tito Schipa, Mario Lanza e várias por Carlo Buti, aparentemente o preferido do meu tio.

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  17. Em segundo lugar vinham as valsas de Strauss e trechos de obras clássicas, todas em discos grandes. Como valsas cito “Danúbio Azul”, “Vinho, Mulher e Canção” (para mim a mais bela de todas), “Vozes da Primavera” (ocupava os dois lados do disco), “Valsa das Flores” (também ocupava os dois lados) e “Contos dos Bosques de Viena”. Havia um disco de rótulo preto denominado “Clássicos em Desfile”, do qual constavam trechos de “Valsa do Imperador”, “Valsa do Morcego” e “Rosas do Sul”, de Strauss; abertura de “Tannhäuser”, de Wagner; “Dança das Horas”, de Tchaikovsky; “Rapsódia Húngara número 2”, de Franz Liszt, essas as que recordo. Tinha também um disco pequeno com “Noturno em mi bemol”, de Chopin.

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  18. Havia um disco com “Dança Ritual do Fogo”, de Manuel de Falla, do balé “El amor brujo”, e um com “Naïla”, de Lèo Delibes, do balé “La Source”. Aliás, Naïla foi um dos nomes que sugeri para minha filha, entusiasticamente rejeitado por minha ex. Creio que pouca gente conhece o trecho a que me refiro, e quem for curioso pode ouvi-lo em https://www.youtube.com/watch?v=6DESz-gs6MU&list=RD6DESz-gs6MU&start_radio=1

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  19. O terceiro lugar na discoteca era ocupado por músicas em espanhol, principalmente tangos, mas também outros ritmos: “Siboney”, “Cubanacán”, “Maria Bonita”, “Maria Laô”, “Señorita” (desta até hoje sei cantar a melodia porém nunca consegui localizá-la na internet).

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  20. Havia alguns temas de filmes, como “Shane” (“Os Brutos Também Amam”), “High Noon” (“Matar ou Morrer”), “Hi-Lili, Hi-Lo” (tema de “Lili”, num disco pequeno de rótulo branco) e “Blowing Wild” (“Sangue da Terra”), com Frankie Laine.

    Poucas em inglês, como “I’m Looking Over a Four Leaf Clover” e “Answer Me”, de Frankie Laine, o outro lado de “Blowing Wild”.

    Em francês só me lembro de “Marie, Marie” e “La Mer”, ambas de Charles Trenet.

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  21. Finalmente, eis a questão que me assombra e que deu origem a esses meus comentários acima: como explicar que uma pessoa apenas com primário, talvez incompleto, tivesse esse gosto musical totalmente estranho? Ele nunca frequentou apresentações de balé ou de orquestras, raramente ia a cinemas. Como tomou conhecimento de todas essas músicas?

    Infelizmente, quando nos estávamos preparando para a mudança aqui para o Engenho Novo pegamos todos aqueles discos antigos e jogamos numa caçamba da COMLURB. Hoje fariam a alegria de colecionadores.

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  22. Algum de vocês também se deparou ao longo da vida com algo de difícil explicação?

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  23. Bom dia Hélio e demais leitores e comentaristas.

    Desde de tenra idade somos influenciados para ver os antigos como ignorantes, até apatetados, principalmente através da indústria "hollywoodiana". (O exemplo que me vem à mente é da ilustração sobre a descoberta da roda, colocando nossos antepassados em carroças com quadrados no lugar de aros).

    Ocorre que não é bem assim. A humanidade desenvolveu o conhecimento, paulatinamente, com base nas práticas, como citado em um trecho inicial do prof. Claudio Possani do IME da USP com o título no YT --- Aula Magna - Porque estudar Matemática no Sec. XXI --. A partir do momento 08:31cita os estiradores de corda do Egito antigo que com sua habilidade utilizavam o triângulo retângulo para construções, topografia, etc..., séculos antes de Pitágoras desenvolver seus estudos.

    No presente, nos rincões de nosso País, de sul a norte, leste a oeste, você se depara com pessoas que nunca frequentaram os bancos escolares, realizando tarefas complexas como construir casas, fabricar esquadros, nivelar terrenos utilizando mangueiras com água e também pensando e sentindo. Batizando filhos com nomes clássicos da antigüidade. Saberes que se transmitem de geração a geração, desde priscas eras.

    Seu tio pode não ter tido acesso a uma educação formal, mas certamente era uma pessoa de elevada sensibilidade, assim como você que mesmo ter colado grau na Universidade, demonstra grande curiosidade e vai muito além desvendando as coisas do mundo. Não foi nos bancos escolares que você aprendeu isto tudo.

    Escrevi de sopetão esta observação e peço desculpas por eventuais falhas ou falta de clareza. CAso seja do interesse de alguém, segue o link direto para o vídeo citado e aproveito para desejar uma excelente semana!

    https://www.youtube.com/watch?v=HFultMtwdS8

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  24. Eu.

    No penúltimo parágrafo, terceira linha, leia-se: -que mesmo tendo colado grau.

    Perdoem a ausência de identificação.

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  25. A diferença de oito anos para cá é que também ficamos sem a página do Decourt.

    Oito anos sem o Agildo Ribeiro. Lembro do programa dele na finada Manchete quando contracenava com vários bonecos de marionetes representando os políticos da época (alguns sobrevivem até hoje). Os mais antigos também vão lembrar do Topo Giggio. Outro personagem histórico foi o professor que contracenava com a "múmia paralítica" e sempre falava da Bruna Lombardi...

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    2. Ontem comentei sobre o tapume no Buraco do Lume. Esta reportagem dá mais detalhes.

      https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/04/apos-cercar-terreno-ao-lado-do-buraco-do-lumeconstrutora-deve-iniciar-vendas-de-residencial-em-junho-em-projeto-reduzido.ghtml

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    3. Hoje é dia do código Morse, por causa do aniversário de nascimento de Samuel Morse, em 1791.

      É dia do engraxate, da empregada doméstica e da anta (o animal quadrúpede).

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    4. Ah! A Bruna, diria o professor de mitologia, personagem do Agildo.
      A Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli devem ter o casamento entre atores mais duradouro da atualidade. Até algum tempo atrás perdia para Tarcísio Meira e Glória Menezes, que durou até que a morte os separou.
      O do Toni Ramos tem mais tempo mas a esposa não é do meio artístico.

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    5. Se o Buraco do Lume era do Banerj e não passou para o Itaú, então a área era pública, no caso do Governo Estadual, que por intere$$e$ escusos foi vendido. O terreno está bem degradado. Ano passado, passei por lá e tinha até umas malocas de lona, além do fedor de mijo, mas nada disso justifica privatizar uma área pública. A notícia do Extra informa que vão construir 624 apartamentos em 20 andares, ou seja, 31 “apertamentos” por andar.

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    6. Em que pese os esforços da prefeitura para revitalizar o Centro, toda a região da Central do Brasil até a Glória está dominada por “caucasianos”, como diria o finado. Cracudos, pivetes, ladrões, assaltantes, traficantes, marginais de todos os tipos e gostos. Eu jamais moraria ali. Além do que os preços devem ser bem altos. Além de não dispor de garagem, mas a construtora vai alegar que tem um edifício garagem ao lado.

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    7. Agora eu reparei que me adiantei em relação ao Agildo Ribeiro. O aniversário de morte é somente amanhã. Postagem de férias do gerente dá nisso.

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  26. Concordo com o Silvio. A área de cultura principalmente, caso do tio do Hélio.
    Até hoje podemos encontrar exemplos parecidos.
    A parte da coleção de discos jogados na caçamba da Comlurb é de deixar apreciadores sentados no meio-fio e lágrimas rolando.
    Fiquei com a coleção de discos de música clássica da Abril Cultural dos anos 60 e que era do meu pai. São de 25 cm, mas 33 RPM.
    O toca discos ainda funciona, meio no tranco.
    Em LP, clássico só um Franz Liszt e em CD trechos de Carmen de Bizet.

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  27. Há 8 anos citei Madrid como opção para assistir semifinal do campeonato europeu, no caso o Real como o time da casa. E seria o campeão.
    Esse ano é outro o representante da capital espanhola na mesma fase do torneio. Vamos ver se no final vai ter festa de novo na mesma cidade, embora com outro grupo de torcedores.

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    1. Se o gerente viajar no mesmo período as opções para as semifinais desse ano são Paris, Munique e Londres, além de Madrid.

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  28. Boa tarde a todos!

    Boas férias ao gerente, "promovido" a comentarista ilustre, mas que merece "descansar" dos afazeres de vigia do Blog.

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  29. Vou tentar providenciar algumas histórias familiares neste período, seguindo a ideia do Hélio, para não paralisar o Blog. Meu avô materno esteve no Brasil, no Rio de Janeiro, no início do século passado. Vou refrescar minha memória com as lembranças da minha mãe.

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    1. Prezado, ele "esteve" ou "veio" para o Brasil?

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    2. Esteve por aqui, talvez por 1 ano e retornou para Portugal.

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  30. Paulo, a Bruna Lombardi (uma das minhas "paqueras" imaginárias da minha adolescência/juventude) e o CA Ricceli é um casal de artistas longevo, mas perde fácil para Rosa Maria Murtinho e Mauro Mendonça, nem sei se alguém supera esses dois ícones da classe artística nacional de todos os tempos.

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  31. Por volta de 2022/2023, já sem o perigo maior da pandemia, todos nós aqui em casa, vacinados, comecei a voltar à casa de minha mãe e juntando fotos antigas e informações puxadas pela (ótima) memória dela, comecei a elaborar um "Livro de Lembranças e Memórias Familiares". Fotografei várias fotos, desde fotos bem antigas do meu avô e familiares dele, por volta de 1915/1920. Meu avô nasceu em Portugal em 1898.

    De tempos em tempos vou acrescentando fotos e informações, mas por enquanto só da época anterior ao meu nascimento (1967). Digito no Word e converto para PDF, guardando no computador e no meu email.

    Alguém aqui também já elaborou algo semelhante a um Livro de Memórias Familiares?? Fica a ideia!!

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    1. Guilherme, pensei em fazer isso, porém daria um almanaque. Hoje em dia minha memória está falhando, mas para fatos antigos ela ainda funciona. Você já pesquisou seus familiares no site familysearch.org, da Igreja Mórmon? Às vezes dá para encontrar certidões lá, com citações de outros parentes. É gratuito. Estou começando a pesquisar lá. Não sei quem alimenta o banco de dados deles, mas já vi que no meu caso há pouca coisa da minha família. Ontem localizei a certidão de casamento da minha mãe, a de óbito de minha avó e do meu pai. Hoje vou continuar pesquisando.

      Além disso, no site My Heritage, também dos Mórmons, confeccionei a árvore genealógica da minha família, até onde pude lembrar ou obter dados. Também é grátis.

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    2. O filho do meu primo direto fez essas pesquisas e criou a página familiar no My Heritage. Como a família dele por parte de mãe é maior, a quantidade de informações é mais voltada para essa parte da família.

      Helio, sua vida, suas lembranças e memórias devem ser preservadas, por escrito, mesmo incompletas ou até mesmo que você ache irrelevante, mas são muitas informações. Você é incrivelmente detalhista e lembra de muitas datas, enfim, ainda dá tempo de começar.

      Eu separei centenas de fotos (meu pai adorava tirar fotos, em Portugal e no Brasil). Algumas fotos não estão muito boas, outras com qualidade espetacular. Semanas atrás peguei uma foto do meu avô comigo, de 1972, quando fui lá a 1ª vez. Usei um programa de restaurar fotos, ficou muito boa mesmo, já estou querendo fazer o mesmo com outras fotos. Nessa foto em especial, estávamos indo à Fátima, várias pessoas da família.

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    3. Infelizmente na minha família são raras as fotos antigas. Só quem tinha máquina era esse meu tio, uma do tipo caixote que eu tratei de desmontar para tirar as lentes e usá-las como microscópio, na primeira metade dos anos 1960. Nunca as coloquei de volta no lugar.

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    4. Quando eu ainda estava de teretetê com minha atual esposa, resolvi escrever uma autobiografia. Foram páginas e páginas, e não cheguei ao fim. Ela guarda tudo até hoje.

      Minha mãe se separou do meu pai quando eu tinha uns sete ou oito anos e dali em diante perdemos totalmente contato com a família dele. Por isso não tenho praticamente nada a escrever sobre o meu ramo paterno.

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  32. Sílvio, 03:31h ==> realmente meu tio era muito curioso, mas desconheço onde ele adquiriu o gosto e o conhecimento daqueles tipos de música. Em empregos não foi, porque trabalhou numa fábrica de arames, depois como estafeta da Western, ajudante de um consertador de rádios e quando nasci ele era cobrador de títulos de sócios do Fluminense. Depois dirigiu caminhão em estradas e por último ingressou em empresas de construção civil. E ainda passou por aquele período de loucura total, na segunda metade dos anos 1940, quando inclusive tomou choques na cabeça no hospital Pedro II, do Engenho de Dentro. Foi quando, como já narrei aqui, tentou me matar sufocado com travesseiro, tendo minha mãe chegado na hora e impedido a finalização do ato. Eu era bebê ou pouco mais do que isso, na época. O motivo era, segundo ele, que eu tinha cara de médico e queria curá-lo. Também cismou com um grande quadro de Sagrado Coração de Jesus que havia na casa, alegando que o olho de Jesus vivia seguindo-o. Minha avó teve de tirar a figura da moldura para ele não queimá-la também. Acreditem ou não, como também já narrei aqui, a loucura foi resultado de um trabalho de macumba feito por uma ex-namorada. Desmanchado o trabalho, ele voltou a ser uma pessoa normal.

    Dizia minha avó e mãe que ele tinha muitos livros, inclusive ligados a misticismo e esoterismo, os quais queimou quando enlouqueceu.

    Quando nos mudamos para a Tijuca, em 1950, ele já estava curado. Inclusive tomou a si a extenuante tarefa de calafetar as fendas no assoalho de madeira da casa e depois pintou sozinho a casa toda, com cal, fazendo inclusive uma linha de cintura com barbante e pó xadrez: acima da linha, cor creme; abaixo, cor cinza; a linha era marrom escuro. E o teto, também de madeira, tinta a óleo cinza claro. As portas, marrom pelo lado de dentro e verde pelo lado de fora. Fez isso tudo sozinho.

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  33. Ao longo de minha infância e adolescência, foi ouvindo aquelas músicas citadas por mim em comentários anteriores que adquiri o gosto por certos ritmos, notadamente tango e valsas, não só as de Strauss como outras bem mais recentes. Foi também ouvindo aquele repertório que ganhei admiração por músicas italianas/napolitanas e por muitas cantadas em espanhol. Várias delas classifico entre as mais belas canções que conheço, como as napolitanas “Il Marenariello” e “Core ‘ngrato”, o tango “Jalousie”, “Siboney”, a valsa “Vinho, Mulher e Canção”. Sem menosprezar, por exemplo, “La Strada del Bosco” e os tangos “No Mar Negro” e “Violino Tzigano”. Por sinal, “Jalousie” e estes dois últimos são todos eles tangos ciganos.

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  34. Meu pai nasceu em 1929, chegou no Brasil em 1951, se casou em 1961 (não sei se já morava em Madureira) e tinha uma vasta coleção de discos, como já comentei algumas vezes. Ele tinha muito pouca instrução, estudando o suficiente para se virar. Acho que seria o equivalente ao primeiro grau daqui (hoje ensino básico). Parte do acervo de discos foi dada por fregueses e alguns discos de 78Rpm ele disse que achou jogados em um terreno. Praticamente tudo ainda está aqui em casa. Alguma coisa minha irmã levou.

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    1. Você tem toca-discos que aceite essa rotação?

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    2. Antigamente havia os discos de 16 rpm, de 33 1/3, de 45 e de 78 rpm. Os de 16 rpm eu nunca vi. Dos demais já tive.

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    3. O 4 em 1 da CCE que está no quarto só aceita 33rpm. Mas outros modelos mais antigos que estão encostados tinham essas velocidades, incluindo a de 16rpm.

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    4. Fui conferir no meu aparelho e não tem 16 rpm, mas descobri duas opções de 33, uma tem 12 escrito ao lado e deve ser referência às polegadas de LP e outro é 7, disco compacto.
      Será que tem a ver com o sistema de discos empilhados que descem para o prato automaticamente?

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    5. Pode ser, mas o aparelho tem essa opção de empilhar discos? Isso deixou de ser comum há bastante tempo.

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  35. No fim da tarde de hoje, fui na casa de minha mãe. Ela operou na semana passada uma hérnia umbilical, provavelmente surgida após ter retirado a vesícula em abril de 2024. Está bem, com seus 87 anos de vida. Puxei papo com ela, que fez algumas correções ao que postei hoje.

    Minha 1ª ida a Portugal foi em 1973, para meus avós me conhecerem, e em 1975 porque meu avô estava muito adoentado e pedia para nos rever antes de morrer. Nas duas vezes fomos no final do ano e ficamos 2 meses, inverno bem rigoroso. Tenho lembranças dessas duas idas.

    Meu avô paterno não conheci, mas meu outro avô sim, e minha mãe disse hoje que ele esteve no Brasil em 1915/1916, fugido da Grande Guerra, na Europa. Tinha por volta dos 17/18 anos e ficou aqui por 6 ou 7 anos, segundo minha mãe. Trabalhou de carpinteiro na cidade e ela acha que também por Niterói, mas isso ela não tem muita certeza. Até hoje temos um dicionário que ele comprou aqui no Rio. Uma das lembranças que trouxemos da 2ª ida, em 1975.

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    1. Em 1975 a situação política em Portugal estava em "ebulição". Se bem me lembro veio gente de lá para o Brasil, até no ano seguinte, por preocupação com as mudanças.

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    2. Não sei muito desse momento conturbado de Portugal, mais pelos livros. Meu pai tinha livros sobre Marcelo Caetano, Revolução dos Cravos, e alguns sobre as guerras, em especial a 2ª, com histórias de Hitler, mas dizia que na época do Salazar havia segurança interna. Na verdade, era medo do ditador. Havia muita pobreza, mas pelo que meu pai dizia, não havia medo de serem enviados portugueses à Guerra. Na dúvida, meu veio para o Brasil em 1954, dois ou três anos após seu outro irmão.

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  36. Este avô, chamado Adelino das Neves, era uma pessoa de posses e tinha muitas terras de plantação na aldeia de Abrunhosa-do-Mato, localizado no distrito de Viseu. Uma das lembranças que tenho era da casa dele, havia uma casa de pedra colada à casa principal. Inverno rigoroso, ficávamos à beira da lareira para nos aquecer. Num dos cômodos da casa de pedra, havia muitas linguiças, morcelas e derivados de porco, penduradas em madeiras que ficavam abaixo do telhado. Ele era comerciante desse tipo de "enchidos suínos". Minha avó, esposa dele, Maria dos Prazeres, fazia pães e broas e colocava linguiça e outras carnes de porco como recheio. Eram muitos procurados pelo povo da aldeia, segundo conta minha mãe.

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    1. Tem muitos Adelino das Neves no familysearch.org.

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    2. Um deles deve ser meu avô. Não sei procurar isso. Caso consiga, Hélio, veja se aparece algum Adelino das Neves, da aldeia Abrunhosa-do-Mato. Não confundir com outra aldeia chamada Abrunhosa-à-Velha.

      Antes de mais nada, Abrunhosa vem de abrunhos, fruto muito comum nessa localidade, parecido como uma ameixa, muito doce. Em 1987, minha 3ª e última vez em Portugal, comi muito dessa fruta.

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    3. Guilherme, vou tentar. A pesquisa no familysearch.org não é tão boa como poderia ser, porque você digita um nome e a consulta retorna centenas deles, às vezes parcamente parecidos com o que você deseja. Amanhã estarei ocupado até meados ou fim da tarde, mas aí tentarei achar seu avô lá.

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  37. Na minha 2ª ida a Portugal, viajamos por várias regiões, indo até Fátima, uns 250km da aldeia. Meu avô estava muito doente, como disse antes, mas assim que chegamos, ele criou uma energia incrível e nos acompanhou a todo lugar. Temos muitas fotos desse ano. Ele tinha uma carroça e uma burrinha branca e andava pra lá e pra cá comigo, íamos as terras fazer a "arranca das batatas" e colher o milho abundante nas terras. Minha mãe me contou e me conta muitas histórias do "vô Neves", como era mais conhecido. Retornamos em fevereiro ao Brasil e meu avô veio a falecer no dia 3 de abril, menos de dois meses depois. O homem sabia que estava no final da sua vida e deu tudo o que podia para passar seus últimos momentos conosco, com grande alegria.

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    1. Comigo aconteceu o inverso: levei minha avó materna para rever o lugar onde passou a juventude, o tal lugarejo de Passagem de Mariana. Lá ainda viviam conhecidos dela da década de 1920. Quando ela os encontrava, eram só recordações e lágrimas. Minha tia havia me avisado que a emoção seria muito forte para minha avó. Eu resolvi correr o risco porque ela sempre falava que queria nos levar lá em Passagem, como ela chamava o lugarejo. Assim, fomos em caravana de dois carros, no feriado de São Sebastião do ano de 1977. Retornando ao Rio, ela faleceu duas semanas depois.

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  38. Passei a tarde toda no familysearch.org. Achei várias informações e documentos interessantes sobre minha família, porém muitos erros provocados por programas de IA ou de leitura de textos de certidões, confundindo nomes que não conseguiu ler direito. Fiz muitas correções.

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  39. Em 1975 as colônias africanas se tornaram independentes de Portugal, provavelmente fruto da Revolução dos Cravos, no ano anterior. Uma prima da minha mãe morava, acho, em Moçambique e teve que sair corrida de lá, com o marido e a filha. Não sei se antes passaram em Portugal mas terminaram seus dias aqui no Rio. Fui várias vezes na casa deles, primeiro em Madureira, perto do Carmela Dutra, e, depois, na Vila da Penha. Todos já morreram.

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    1. Meus 2 tios por parte da minha mãe estiverem em Angola e Moçambique a trabalho. O mais velho, Norberto, preferido da minha mãe, foi viver depois na França, casou-se, teve uma filha francesa. Sua esposa acabou morrendo numa queda de elevador. Pouco depois, ele retornou a Portugal. Ele puxou ao meu avô no quesito elétrico/eletrônica. Era o cara que consertava aparelhagens eletrônicas na aldeia. Herdei um pouco disso ao fazer um Curso de Rádio e TV, na Penha, o Curso Electra (ou Eletra). Cheguei a consertar alguns rádios e vitrolas, mas logo aposentei o ferro de soldar e fui para a Administração de Empresas.

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    2. Uma ex-colega de trabalho na VARIG era angolana descendente de portugueses, portanto branca. Ela e o marido eram donos de um restaurante em Loanda. Com a libertação do país do jugo português, teve lugar uma guerra civil, como aconteceu muito na África após a descolonização geral. O casal deixou o restaurante a cargo do gerente angolano e veio para o Brasil.

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  40. FF: eu percebi em uma fase de casa.

    https://diariodorio.com/pico-de-luz-atinge-bairros-de-todas-as-regioes-do-rio-apos-falha-no-sistema-eletrico/

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  41. Este comentário foi removido pelo autor.

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  42. Guilherme, por favor dê uma olhada na minha resposta ao seu comentário de ontem às 21:50h. O nome do seu avô é só Adelino das Neves? Não tem outro sobrenome? Que outras informações você sabe sobre ele? Tipo: ano de nascimento, nome dos pais, ou outro dado qualquer de biografia.

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  43. Passou batido desde domingo o marco alcançado na maratona de Londres, com os dois primeiros colocados completando a prova em menos de duas horas. Ontem parte da façanha foi explicada.

    Ambos usaram um tipo de calçado que otimizava as passadas, permitindo uma velocidade média maior. Houve também uma reeducação alimentar de absorção de carboidratos. Na prova feminina o "recorde" também foi quebrado, com a marca de 2 horas e 15 minutos.

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    1. Daqui a pouco vão colocar molas nos sapatos.

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    2. Não chega a tanto mas o sistema de amortecimento de alguns modelos transfere a energia da pisada para o próximo movimento.

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  44. O irônico é que o etíope Abebe Bíblia, considerado o maior maratonista de todos os tempos, corria descalço.

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  45. O registro de número de visitas continua um enigma.
    Num balanço após 6 meses sem post novo:
    Média em torno de 1.740 por dia.

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  46. Bom dia/tarde a todos!

    Ao Hélio, para tentar facilitar:

    Dados retirados do Livro de Memórias, relatos de minha mãe.

    Adelino Pais das Neves casado com Maria dos Prazeres Mendes da Trindade

    Pais do Adelino
    Maria Emília ou Maria Ribeiro (?)

    Adelino nasceu em outubro de 1898 (?)

    Adelino faleceu em 03 de abril de 1975 e Maria dos Prazeres faleceu aos 82 anos, em 06 de junho de ?.

    Os pais da Maria dos Prazeres eram Manoel Cabral da Trindade e Maria Ribeiro, também nascidos na Abrunhosa.

    Adelino teve 5 irmãos, o mais velho era Manoel, depois José, ambos faleceram novos, Antônio, David e Joaquim.

    Fugindo da 1ª guerra Mundial, veio para o Brasil, no estado do Rio de Janeiro, ficando por aqui aproximadamente 6 ou 7 anos.

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  47. Uma das lembranças que tenho, podendo ser de 1973 ou 1975, pois são viagens semelhantes, feitas de dezembro a fevereiro, no inverno português.

    Meu pai, tios e um amigo deles tinham o costume de caçar pássaros e aves maiores com objetivo de alimentação, nada de esporte ou lazer. Todos munidos com armas (espingardas) de 2 canos. Mesmo eu com 7/8 anos de idade, lembro perfeitamente dessas caças. Havia tantos pássaros em árvores que nem era necessário mirar, bastava apontar para a árvore e atirar. Os chumbinhos derrubavam alguns pássaros e eu era encarregado de recolhê-los.

    O curioso é que meu avô não permitia que determinado pássaro fosse morto, não sei porquê. A estratégia era depená-los e cortar o bico dos pássaros para que meu avô não reconhecesse o tal pássaro preferido.

    Lembro que havia "tralhoēs" (parecidos com pardais, mas um pouco mais gordos), "tordos" (os preferidos para caça, pois eram tipo bem-te-vi mais nutridos) e "melros", ainda maiores que os 2 anteriores, e que era o pássaro "protegido" do meu avô.

    Saíamos de manhã cedo, com a região ainda com neve ou gelo e retornávamos na hora do almoço, carregados com dezenas de pássaros.

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    1. Nunca comi pássaros. Também nunca participei de caçadas. Sou citadino. Mas adoro ver uma cassação. Porém são raríssimas. Alvos não faltam. O que falta é interesse em atingi-los. E quando o fazem é com balas de espuma, de modo que o alvo se recupera rapidamente e volta a voar.

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  48. Localização da aldeia de Abrunhosa, ficava perto da cidade de Mangualde, Distrito de Viseu, Província da Beira Alta. O local fica próximo da Serra da Estrela, uma das regiões mais frias de Portugal.

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  49. Ok. Guilherme. Boas informações. Como citei, só estarei livre para entrar no computador no meio para o final da tarde. Aí darei notícias, mas a pesquisa pode demorar um pouco.

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  50. Ok, Hélio, daqui a pouco tenho consulta no Hospital Sarah, na Av. Abelardo Bueno, e só devo estar de volta após as 18h.

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  51. Guilherme, encontrei seu avô no familysearch.org. Como citei em comentário anterior, há informações incorretas ou conflitantes nos bancos de dados do site. De qualquer forma, dê uma olhada nos dois primeiros registros no endereço https://tinyurl.com/3hdufm9w e com certeza se referem ao seu avô. Infelizmente não dá para ver os documentos anexados porque só indo a um centro do Family Search ou a um dos sites parceiros ou guardião de registros autorizados, mediante pagamento.

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    1. Aguardando ser chamado na consulta, agradeço sua colaboração Hélio. Sim, com certeza você o encontrou. A maior parte das informações batem com as que tenho. Inclusive o nome do meu bisavô é esse mesmo do cadastro. O ano de nascimento (1895) tem mais a ver até pelo fato de ele ter vindo para o Brasil na época da Grande Guerra. Além de ele ter falecido em 1975, com 80 anos de idade. Vou repassar essas informações para minha mãe e corrigir o Livro de Memórias.

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  52. FF: se o gerente fosse passar as férias hoje em Paris, estaria vendo um jogo surreal entre PSG e o Bayern. 3X2 só no primeiro tempo. Bayern saiu na frente de pênalti, o PSG virou com dois lances após jogadas de ataque do Bayern desperdiçadas o Bayern empatou em lance individual e, no último lance do primeiro tempo, a primeira falta do Bayern virou um pênalti revisado no VAR gerando o terceiro gol do PSG. Ainda tem o segundo tempo, mas o jogo está entregando o prometido.

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    1. Posso dizer sem sombra de dúvidas que até agora foi o melhor jogo que eu vi este ano.

      O PSG abre 5X2 em dez minutos e o Bayern responde com dois gols, o último um golaço. Final, 5X4 PSG, resultado reversível em Munique.

      Detalhe, dez (ou onze) chutes no gol para nove gols. Isso porque teve uma defesa de handebol do goleiro do PSG no primeiro tempo. O Bayern no final do jogo quase empatou mas a defesa do PSG tirou quase em cima da linha. Esse estou em dúvida se contou como chute no gol... por isso os parênteses.

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    2. Com certeza este foi o jogo mais eletrizante que assisti desde a famosa remontada do Barcelona sobre o PSG. Mas acho que o castigo vem agora a noite assistir os jogos da América do Sul, jogador erra passe de 3M de distância, fura no chute a gol, cai e faz encenação de gravidade do lance ou cera para passar tempo, incomodam o árbitro por qq falta, o VAR demora para decidir o lance e muitas vezes em vez de corrigir ainda erra mais. Tudo isso sem contar a baixa qualidade técnica da maioria dos jogadores em campo.

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    3. O mesmo canal que passou esse jogo à tarde acabou de exibir uma "pelada" pela Sulamericana. Um 0X0 que poderia ser a nota. Time brasileiro fazendo cera desde o início e a transmissão ainda defendia. Claro, os outros são catimbentos e os brasileiros, malandros...

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    4. O Botafogo fez o dever de casa com um 3X0. O Santos empatou fora em 1X1, com Caio Rolando em campo.

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  53. Vi agora os melhores momentos desse jogão. Fica até difícil assistir outra partida de futebol depois de hoje. Qualquer coisa vai parecer outro esporte.

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  54. Eu sou o cara das coincidências incríveis. Hoje vou contar mais uma, ocorrida com uma conhecida minha, que chamarei de N.

    O pai de N se separou de sua mãe e se casou de novo, e a nova consorte possuía um casal de sobrinhos, que doravante considerarei como primos de N, para facilitar a narrativa. O casal de primos e N se tornaram grandes amigos, saindo juntos muitas vezes para noitadas em bares e shows.

    Uma determinada madrugada os primos e mais alguns colegas saíram de um bar e vinham caminhando pela rua Aristides Caire, no Méier, quando surgiu um carro dirigido por um drogado e atropelou o grupo. O primo foi o caso mais grave, tendo falecido após alguns dias internado em hospital. Por acaso N não estava junto naquela madrugada fatídica da primeira metade dos anos 2000.

    N ficou abaladíssima e nunca esqueceu o caso. O atropelador foi condenado a uma pena leve, como sempre acontece aqui no Brasil.

    Os anos se passaram, o pai de N se separou da tal consorte e por sua vez N se casou em 2014 e se separou dois anos depois, ao sofrer agressões do marido.

    N então veio a conhecer B e ambas se tornaram amigas, frequentando a casa uma da outra e saindo juntas para noitadas. Um belo dia um parente de B fez aniversário e ela convidou N para a festa. Ao lado da mesa delas estava sentado um primo de B, que tratarei como LF. Este e N se sentiram atraídos um pelo outro, estabeleceram contato e logo começaram a namorar.

    Ainda na fase de se conhecerem, LF contou a N que um irmão dele havia morrido alguns anos antes e que havia estado preso por haver atropelado e morto um garoto no Méier. Aquilo acendeu uma luz vermelha em N e ela procurou saber mais detalhes do caso. Pois bem: o atropelador era irmão de LF. N ficou tão abalada ao saber disso que queria romper o namoro com LF e só com muito custo concordou em continuar.

    Hoje estão casados.

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  55. Boa tarde a todos!

    História incrível, Helio!
    Coincidências (ou outro nome mais elaborado) existem!

    Vou contar uma que me aconteceu no início deste ano. Usarei os próprios nomes das pessoas.

    Eu emitia notas para uma cliente minha chamada Vanessa, mas o sistema de notas mudou e eu não poderia fazer esse serviço. Fiquei de procurar uma outra cliente, Sandra, para me indicar uma pessoa que pudesse atender a Vanessa. Sandra tinha um conhecido que ia lhe dar o contato. No mesmo dia, outro cliente chamado Alex, me pediu um serviço que eu teria dificuldades em atendê-lo.

    Vanessa e Alex estavam desesperados para resolverem o problema o mais rápido possível, pois dependiam dessa situação para continuarem seus trabalhos.

    Nessa mesma noite, Sandra me passa o contato de um escritório de contabilidade localizado em Foz do Iguaçu, longe pacas!!!

    No dia seguinte, entrei em contato com o escritório de Foz do Iguaçu. Me apresentei e expus o problema de meus dois clientes. A mulher que me atendeu se chamava Vanessa, logo pensei, "nossa, que coincidência", mas continuamos a conversar.

    A seguir, expus o outro problema, do Alex.

    Ela disse que poderia resolver as duas situações, mas caso ela não estivesse disponível no momento, que eu poderia falar com o marido dela, chamado Alex.

    Aí, depois dessa surpresa, lhe falei que meus dois clientes se chamavam Vanessa e Alex.

    Ela ficou calada por uns segundos e perguntou se era brincadeira isso. Obviamente entendi a sua surpresa e passei a ela os dois contatos dos meus clientes, para ela se certificar que não era uma brincadeira.

    Coincidências incríveis de nomes, num curto espaço de tempo e em locais bem distantes.

    Resumindo, tudo foi resolvido. Estão todos satisfeitos.

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    1. Coincidência a longa distância. Os chineses dizem que coincidências não existem. Será? Eu experimentei também duas coincidências incríveis com a garota/mulher de quem mais gostei na vida. Acho que já narrei isso aqui.

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    2. Um adágio chinês diz o seguinte:
      Cavalo ganha 1 vez -> sorte
      Cavalo ganha 2 vezes -> coincidência
      Cavalo ganha 3 vezes -> apostem no cavalo

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  56. Também é muito interessante o site da Biblioteca Nacional.

    Existem fichas com fotos de vários estrangeiros que chegaram ao Brasil de navio nas décadas de 1910 a 1940.

    Outro dia fiz uma pesquisa para um vizinho aqui do prédio e ele ficou muito emocionado ao ver a foto do pai dele com 19 anos.

    Encontrei a ficha de entrada, a relação dos passageiros e ainda encontrei a foto do navio que o pai desse vizinho veio..

    Ele disse que iria até fazer um quadro com todas essas informações.

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  57. Ontem (29/04) Dedé Santana fez 90 anos.

    Depois do jogaço de terça em Paris o de ontem em Madrid foi um choque de realidade com um empate com dois gols de pênalti. À noite, mais um jogador correndo risco de ficar fora da Copa. Desta vez o uruguaio De Arrascaeta, com fratura na clavícula direita. Um pouco menos pior do que o meu caso há cinco anos. Mas eu não sou nem nunca fui atleta.

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    1. Um fato curioso lembrado ontem. Uma gandula, em 2012, repôs rapidamente uma bola em lateral no ataque do Botafogo no Nilton Santos e na sequência saiu um gol contra o Vasco. Após esse lance, o protocolo de reposição de bolas foi alterado. Hoje a gandula virou a voz oficial do estádio e apresentadora de programa de TV, a Fernanda Maia (também a "cara" de uma rede de supermercados).

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  58. Vamos à minha: Nasci na Maternidade Clara Basbaum (por acaso) num dia 02/07, dia comemorativo de uma consagrada corporação. Anos depois, já na faculdade vi um anúncio de concurso para estágio na mesma maternidade, fui aprovado e me tornei estagiário na mesma. Na época do nascimento de meu primeiro filho, minha esposa entrou em trabalho de parto antes da data prevista e como era um sábado, não havia vaga na casa de saúde marcada (Santa Lucia), acabou indo parar por acaso ma mesma maternidade. Como se não bastasse, ainda fiz toda minha carreira na mesma corporação comemorada no dia do meu mascimento citada acima. Importante ressaltar que nada disso foi planejado.

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    1. Será o maktub? Minha mãe fez algum tipo de cirurgia na Clara Basbaum, mas não sei qual.

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  59. Boa tarde a todos!

    Contei sobre meu avô, agora contarei um pouco sobre meu pai.

    Aurélio, português de 1936, veio para o Brasil em 1954, no mesmo navio que outro amigo da aldeia, o Fernando.

    Meu pai veio para trabalhar nas Mercearias Nacionais (Merci), pois seu irmão, Antônio, já estava por aqui há uns 3 anos (irei confirmar essa data com meu primo). Assim que chegou, meu pai, com 18 anos, veio para trabalhar na construção. Estudou até a 4ª série primária. Morou, no início, na Rua da Proclamação, em Bonsucesso.

    Passaram-se anos e meu pai tornou-se "Mestre de Obras", dos bons. Muitas obras de Supermercados Merci teve meu pai à frente. O pessoal da Engenharia tirava ideias e opiniões com ele. Depois o Merci foi comprado pelas Casas da Banha e ele continuou à frente das obras.

    Meu pai construiu sua própria casa e mais algumas no mesmo quarteirão onde moraram ele e minha mãe, esta até hoje.

    Quando criança, ele me ensinava matemática, principalmente problemas de raciocínio lógico, perímetros, áreas, assuntos que ele dominava sem ter tido estudos técnicos, aprendeu com seu irmão e na prática do dia a dia.

    Voltando ao Fernando, este casou-se e veio morar no bairro vizinho de Vista Alegre. Aos domingos, se reuniam em nossa casa para lembrar da "terrinha", jogar baralho e continuar a amizade.

    Ambos faleceram numa mesma semana de janeiro de 2013. Os 2 internados sem saberem o que acontecia com o amigo.

    Vieram juntos e foram-se juntos!

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    1. Por falar em Vista Alegre, no período em que trabalhei no IBGE de Parada de Lucas, todo dia na ida e na volta o ônibus passava por aquele bairro, que eu só conhecia de nome. Eu via algumas ruas muito simpáticas, transversais à Estrada da Água Grande. Um fim de semana cheguei a ir com minha atual esposa andar por algumas daquelas ruas, apreciando as moradias bonitas e charmosas, mas não me lembro o nome das ruas.

      Uma ex-colega da VARIG morava mais adiante, na rua Cordovil, num conjunto residencial no número 1142. Tinha olhos muito bonitos. Uma vez eu lhe disse que se ela fosse índia seu nome seria Olhos Lindos, naturalmente no idioma do seu povo.

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    2. A esposa do Fernando se chamava Lucília, também portuguesa, faleceu ano passado acho que aos 95 anos. Meu pai teve um único carro, um Fusca vermelho tirado 0km, em 1975, na Real Veículos, em Vicente de Carvalho. Tinha uma flâmula do Benfica no retrovisor. O Fernando também teve um único carro na vida, um Fusca prata, 1978, também comprado 0km. Tinha uma flâmula do Sporting. Não sei se foi comprado na mesma Concessionária. Não duvido que tenha sido lá também.

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    3. Helio, joguei bola algumas vezes no campo do IBGE, entre 1987 a 1990.

      Em 1982, mais ou menos, meu pai entrou de sociedade numa transportadora de material de construção (areia, pedra, terra de emboço e saibro) com o filho do meu padrinho. Em 1984 se aposentou e passou a ficar integralmente na empresa. Era um terreno bem grande, em Parada de Lucas, na esquina das Ruas Balduíno de Aguiar com
      Joaquim Rodrigues, próximo do IBGE. Eu passei a trabalhar lá em 1985 e lembro de comprar pães quase que diariamente no Mercado Rio, na Rua Cordovil. Talvez esses locais sejam familiares a você, Helio.

      Em outra oportunidade lembrarei de mais fatos dessa época.

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    4. Guilherme, não reconheço esse Mercado Rio pelo nome. Eu raramente andava a pé pela rua Cordovil, só desembarcava e pegava o ônibus ali, na porta traseira do IBGE.

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    5. O Mercado Rio era pequeno/médio porte. Ficava do lado direito, logo depois da fábrica da Eno, quem vai da Praça do Cimento Branco para o IBGE.

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  60. Meus pais morreram no mesmo dia, com intervalo de 19 anos. O irmão mais novo da minha mãe morreu no mesmo dia do meu pai. 31 de maio é um dia complicado na família.

    O irmão do meu pai morreu no dia da formatura da minha irmã, um dia após o aniversário da minha mãe e na véspera do meu, dia do enterro dele.

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  61. Acho que o recorde de coincidências são entre entre Abraham Lincoln e John Kennedy. Sugiro que pesquisem pq a lista é enorme mas vou citar algumas:
    Ambos morreram numa sexta feira
    Ambos morreram com 1 tiro na cabeça na presença da esposa
    O sucessor de ambos se chamava Johnson
    Lincoln foi baleado no teatro Ford, Kennedy foi baleado num carro Ford modelo Lincoln
    E por aí vai

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    1. Alguns falam no "fator 0". Presidentes americanos eleitos em anos terminados em zero geralmente tiveram percalços durante o mandato ou nem o terminaram.

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    2. Lincoln foi eleito em 1860 e JFK em 1960.

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  62. Já que estamos sem foto do dia, sugiro que conversemos com tema livre. Procurarei a cada dia narrar algo que julgo interessante. Hoje relatarei uma quase tragédia ocorrida na obra em que trabalhei em Belém, no ano de 1967.

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  63. A obra na época foi considerada a maior de saneamento na Amazônia. O Pará era governado pelo coronel Alacid Nunes, indicado pelo governo militar. A obra era uma linha de esgoto que iniciava no entroncamento tríplice das avenidas Presidente Vargas, Marechal Hermes e boulevard Castilhos França. Era uma tubulação de 1,60m de diâmetro, com declividade de 0,6 mm/m. Ela percorria aproximadamente 3,5km mais ou menos paralelamente à margem da Baía de Guajará, até a localidade conhecida como Perpétuo Socorro, no bairro do Telégrafo sem Fio. Lá havia o esqueleto de uma elevatória, de onde as bombas jogariam o esgoto in natura dentro da Baía de Guajará, em tubos de 5,00 x 0,75m de diâmetro, entrando 400 metros dentro da baía.

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  64. Um belo dia resolveram mostrar a obra a um grupo de políticos, se não me engano deputados estaduais do Pará. A companhia organizou uma recepção com comes e bebes. A comitiva chegou ao local por volta das 10 horas da manhã, num belo ônibus amarelo e vermelho, e os engenheiros apresentaram a obra para os políticos. O local mostrado era a chegada da tubulação na elevatória, e naquele local a profundidade da vala era de aproximadamente 11 metros. O escoramento era de madeira, com duas linhas paralelas de estroncas, em virtude da profundidade. O entorno era um lamaçal só, complicando o escoramento.

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  65. Feita a apresentação e refestelados todos com os comes e bebes, a comitiva partiu, seguida por uma Kombi branca da empresa, com o encarregado-geral Manoel Quinino e engenheiros dentro. Por sinal pouco antes do encerramento do SDR foi postada uma foto em que o Quinino aparecia.

    Cerca de meia hora depois a Kombi retornou, só com o Quinino. Aí um feitor veio lá da vala e avisou que o escoramento estava estalando. Imediatamente o Quinino ordenou que todos saíssem de dentro da vala. Foi um pânico só, com os peões escalando as estroncas para chegar ao nível do solo. Os estalos aumentavam. De repente o escoramento cedeu e a vala fechou.

    Imaginem se isso tivesse ocorrido na frente dos políticos! Que fiasco seria, que desmoralização para a empresa!

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  66. Para os mais curiosos, e com certeza os há aqui no SDR, o link a seguir mostra a placa indicando a elevatória. https://tinyurl.com/5tt92pb4

    Se forem um pouco para trás na foto, verão uma caixa d'água. A da época era em cima de estrutura de madeira. Um dia um peão, apaixonado por uma garota das imediações e sem ser correspondido, subiu pela estrutura e ameaçou se jogar lá de cima. Foi um auê só, com o pessoal tentando convencê-lo a não se suicidar. No fim deu tudo certo e ele desceu de lá.

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  67. A entrada desse local até 2020 estava bem ruim, devassada e mal tratada. Após 2020 mudou completamente para melhor. Havia até uma construção ao lado da caixa d'água em 2012, mas que não aparece mais nos anos seguintes. A caixa d'água merece um banho de cal.

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    2. Na época da obra essa região era mato puro, sem nenhuma construção por perto. Do outro lado da rodovia, cujo nome oficial é Arthur Bernardes mas era conhecida como rodovia do SNAAPP (Serviço de Navegação da Amazônia e Administração do Porto do Pará), havia uma olaria muitíssimo artesanal, com os operários fazendo tijolos com as mãos nuas. Mais para o centro da cidade havia casas em palafita, numa das quais nós costumávamos almoçar, pois tinha virado pensão.

      Entre a elevatória e a Baía de Guajará só havia mato e uma planta chamada tajá. Quando a maré subia tudo ficava embaixo d'água. Uma vez eu estava com o teodolito armado nessa parte e a maré virou. A água subia estonteantes 1cm por minuto. A diferença entre maré alta e baixa era de 3,75 metros. Para eu sair dali foi uma áfrica, porque o subsolo era uma tabatinga branquíssima que prendia a bota como cola. A gente puxava o pé e a perna saía da bota e esta ficava presa na tabatinga. Tínhamos de puxá-la à força para soltá-la. Eu estava nervoso porque a água já estava atingindo a boca da bota e eu sem conseguir soltá-la.

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    3. Aí, também nessa parte, um ajudante meu estava segurando a mira, vestido apenas com calça e sem camisa, e começou a gritar. Valentemente, não soltou a mira. Quando acabei de fazer a medição fui olhar o motivo do grito. Um inseto havia dado uma mordida nas costas dele. Um filete de sangue estava escorrendo.

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    4. No tal trecho da vala que fechou, quando os trabalhos nela havia terminado, um trator Caterpillar D4 atolou até o topo das lagartas. Não conseguia sair. Aí chamaram uma pá carregadeira, não me lembro se a Michigan 75 ou a Caterpillar 966, amarraram um cabo de aço no D4 e tentaram desatolá-lo. O resultado foi a pá carregadeira também ficar atolada. Aí chamaram a motoniveladora Huber Warco e a amarraram na pá carregadeira. Só assim o trator conseguiu sair do atoleiro.

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  68. Hoje é aniversário de nascimento de Haroldo de Andrade, que faria 92 anos, falecido em 2008. Era programa obrigatório nas manhãs em Madureira ouví-lo na Rádio Globo.

    Há 32 anos morria Ayrton Senna, um dos últimos grandes ídolos esportivos do Brasil.

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  69. A justiça suspendeu a licença de construção do prédio no Buraco do Lume.

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  70. Há alguns dias foi citado o hospital Nossa Senhora das Dores, em Cascadura. A prefeitura acabou de tombar o complexo de prédios históricos do local.

    https://diariodorio.com/prefeitura-do-rio-tomba-hospital-nossa-senhora-das-dores-e-protege-patrimonio-historico-de-cascadura/

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    1. Lembro que eram construções antigas, quando minha avó materna esteve internada lá por algumas semanas.

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  72. Esse hospital Nossa Senhora das Dores é cenário de alguns filmes e séries, principalmente na série Sob Pressão, muito boa por sinal. Acho que usavam uma ala desativada para gravar as cenas.

    Ontem, por acaso, comecei a assistir a série do Senna (Netflix) e quando apareceu a data do fatídico acidente é que me dei conta que já se passaram 33 anos. Não vi nenhuma notícia ou lembrança dessa data.

    Minha mãe também sintonizada na Rádio Globo todas as manhãs e eu ouvia o Haroldo de Andrade, por tabela. Depois de anos ela migrou para a Rádio Tupi para o programa do Antônio Carlos e do Clóvis Monteiro.

    Na minha infância e juventude escutava muito a Mundial e a Eldorado, principalmente programas musicais, depois Rádio Cidade, Transamérica, RPC, Fluminense FM e JB. Atualmente, Paradiso e Positividade.

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    1. Que eu me lembre estive uma vez no hospital, acompanhando minha mãe, mas não lembro o motivo. Acho que ainda morava em Madureira.

      Sobre rádios, praticamente as mesmas com a inclusão da Antena 1. Muito esporadicamente ouvia a 98. A Fluminense FM era difícil de sintonizar. Atualmente só escuto de manhã e praticamente a Tupi.

      Minha mãe escutava muito a Catedral, além da Tupi, claro.

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    3. Antena 1, bem lembrado, também estava na memória do meu rádio do carro junto das que citei. 98 FM, ouvia apenas o Good Times, se não estou enganado, de 22h a meia-noite, quando não tinha jogo de futebol para ouvir o pós-jogo. E mais anteriormente o Alberto Brizola, não lembro em qual emissora, mas acho que era na AM.

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    4. Boa tarde!

      Devo ter passado batido pela história de seu tio, contada anteriormente, pelo que peço-lhe desculpas Hélio.

      No final dos anos 60, além da Mundial AM tinha também a Tamoio AM, se minha memória está correta.

      Ótima semana a todos!

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  73. Todos esses programas e rádios são relativamente novos. Quando eu era criança havia nas manhãs de sábado (ou domingo?) o "Programa Januário Ferrari", que meus tios escutavam. Não sei qual era a rádio.

    Também no fim da década de 1950 e início dos anos 1960 havia os programas musicais "Peça bis pelo telefone" e um de parada de sucessos. Um deles era da Rádio Mayrink Veiga. O outro, não lembro.

    E minha mãe escutava as radionovelas. Uma delas tinha na introdução um trecho de um balé, acho que "A Bela Adormecida". Sei cantar, mas não tenho certeza da fonte.

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  74. Eu também escutava "Good Times". Quem não? Depois passei a ouvir a Antena 1, e antes a Tamoio.

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  75. Hoje relatarei um aperto que passei na volta de uma viagem a Campos do Jordão. O fato ocorreu por volta do ano de 1977.

    Minha então noiva e eu resolvemos ir a Campos do Jordão, embora já conhecêssemos a cidade. Como os hotéis de lá eram muito caros, optamos por ficar em Pindamonhangaba e pegar o trem que fazia diariamente o trajeto até Campos do Jordão. A composição tinha vagões de passageiros e vagões-gôndola, para transporte de carro. A intenção era colocarmos o carro (um Chevette) nesses vagões e irmos em um vagão de passageiros. Acontece que não havia mais vagas. Então o jeito foi subirmos a serra de carro. Para isso tínhamos de ir até São José dos Campos, de onde partia a estrada para Campos do Jordão, via Monteiro Lobato. Um trajeto bem longo, de mais de 130 km.

    Subimos a serra. O dia estava nevoento, garoando o tempo todo.

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  76. Quando já estava quase escurecendo, decidimos voltar para Pindamonhangaba por uma estrada ainda em construção, que descia para Taubaté, num percurso bem mais curto do que via São José dos Campos.

    Saindo da cidade, pegamos a nova estrada, asfaltada, beleza. Só que não demorou muito veio o aviso de fim de estrada, ainda na parte alta da serra. Dali em diante era terra. Meio temeroso, entrei nesse trecho. Em determinado ponto do trajeto havia uma forte descida e, em virtude da chuva, a terra havia virado lama. O carro desceu por vontade própria, tipo tobogã. Fiquei apavorado, sabendo que se tivesse de voltar não conseguiria subir aquela ladeira.

    Não havia nenhuma placa indicativa de caminho. Eu já não sabia se estava no rumo certo da cidade de Santo Antônio do Pinhal, caminho obrigatório de descida. De repente veio uma Brasília em sentido contrário e o motorista me informou que estávamos no rumo certo. Alívio!

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  77. Quando chegamos a Santo Antônio do Pinhal já era noite. A estação ferroviária estava imersa em nevoeiro, com uma lâmpada mortiça iluminando a plataforma deserta. Dali partia o trecho de descida para Taubaté. Havia imensas placas anunciando a nova estrada, com o aviso de trânsito por conta e risco do usuário. Mau sinal.

    Entrei no trecho e logo de cara vi um ônibus de turismo atolado, com os passageiros caminhando no meio da lama de volta para a estação ferroviária. Parei, sem saber o que fazer: se tentasse voltar, não conseguiria subir a tal ladeira já citada; se tentasse progredir, ficaria atolado como o ônibus.

    De repente passou por nós um VW azul, não sei se Variant ou TL, e entrou valentemente no lamaçal. Resolvi seguir o carro. E lá fomos nós dois, em caravana. Só que ele andava mais rápido do que eu, e aos poucos foi sumindo na distância, até desaparecer de vez. A escuridão era total, a lama estava em toda parte, de vez em quando eu via silhuetas de máquinas de terraplenagem na beira da estrada. Eu apavorado, temendo atolar ali naquele fim de mundo.

    Finalmente atravessamos um túnel e do outro lado era asfalto novamente. Lá embaixo dava para ver as luzes de cidades do Vale do Paraíba. Nunca fiquei tão aliviado na vida.

    Aí foi sopa no mel. A estrada não tinha ainda sinalização horizontal, mas não havia nenhum tráfego nela a não ser eu. Chegamos a Taubaté e pegamos a Dutra para Pindamonhangaba.

    Fim da aventura.

    Depois dessa vez fui a Campos do Jordão em duas ocasiões, mas aí subindo e descendo pela tal nova estrada.

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  78. Morreu aos 59 anos o ex-piloto de F1 e Indy, Alex Zanardi, da Itália. Sofreu um grave acidente e teve as pernas amputadas. Passou a competir em bicicletas adaptadas e foi campeão paralímpico.

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  79. De férias novamente e, por coincidência, no mesmo lugar.
    Que diferença para o Rio.
    Só um exemplo: estava num táxi e houve um acidente na rua em que estávamos e reboques atuavam. O motorista disse que parecia que ia demorar e que faria um desvio para ultrapassar o ponto bloqueado. Mas desligaria o taxímetro até chegar depois do bloqueio. Inacreditável.
    Impressionantes relatos de todos acima.
    Abraços a todos..

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  80. Mas tem gente que ainda acha o Rio a Cidade Maravilhosa.

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  81. O registro de captura de imagem mais antigo de forma permanente pela luz está completando 200 anos.

    https://gq.globo.com/artes-e-cultura/noticia/2026/05/primeira-fotografia-do-mundo-completa-200-anos-entenda-como-foi-feita.ghtml

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  82. Falando em fotografias, descoberto acervo de fotos inéditas do Rio da década de 60 na Biblioteca do Congresso dos EUA.

    https://www.band.com.br/noticias/jornal-da-band/ultimas/fotos-ineditas-do-rio-de-janeiro-na-decada-de-60-sao-descobertas-confira-202604261718

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  83. Pô, é só a reportagem. Pensei que houvesse um link para o acervo. Foi só para ficar com água na boca.

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    1. Às vezes o acervo nem deve estar digitalizado. Se estiver deve estar disponível no site da biblioteca. Acho que dá para pesquisar o endereço no Google. Outras fotos do Rio estão disponíveis.

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  84. Dia 04/05 é conhecido como "Dia de Star Wars" por causa da pronúncia em inglês, "May the Fourth" muito parecida com a frase "May the Force..."

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  85. Está à venda um lote de 14 mil fotos de programas do Chacrinha achado por um cara que faz reciclagem. Ele publicou algumas no Facebook, que já foram colorizadas. Ficaram muito boas.
    Ele disse que já ofereceu à Globo e a casas de cultura mas ninguém se interessou a pagar os 280 mil pedidos. Acho que vai ficar com o mico na mão.

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  86. O parque está completando 60 anos na Penha.


    https://extra.globo.com/rio/noticia/2026/05/parque-shangai-da-penha-se-torna-patrimonio-cultural-do-rio.ghtml

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  87. Normalmente vou na igreja da Penha duas vezes ao ano, uma na Festa da Igreja e outra para levar minha mãe para uma missa. Sempre que vou lá o Parque Shangai está funcionando bravamente e, pelo menos aos domingos, tem bom público no local. Parque "raiz" de diversões!!

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