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Foto do Acervo do Correio
da Manhã, de 1961, mostrando a igreja de Santa Cruz, em Copacabana, ainda sendo construída no interior do "Shopping dos Antiquários".
Em meados dos anos 60,
Pe. Ítalo Augusto Coelho, nascido em Mouriti no Ceará no dia 6 de fevereiro de
1924, foi convidado pelo então cardeal Dom Jaime de Barros Câmara para visitar
uma igreja em construção em Copacabana. Depois deste encontro o Pe. Ítalo
começou a se interessar cada vez mais pelo inusitado templo que estava sendo
construído no Shopping Center Cidade de Copacabana (o “Shopping dos
Antiquários), entre Siqueira Campos e Figueiredo Magalhães. Ele aceitou ser
pároco e a Igreja começaria a ser aberta aos moradores do bairro e haveria
mesmo a pré-inauguração no Natal.
Na meia-noite do dia 24
de dezembro de 1960 celebrou-se com um pequeno grupo de fiéis a primeira Santa
Missa na Igreja Santa Cruz de Copacabana.
Na festa litúrgica da
"exaltação da Santa Cruz" foi inaugurada a Igreja Santa Cruz de
Copacabana. Podemos ler no livro de Tombo assim: "Aos três dias do mês de
maio do ano do Senhor de 1961, as 20h, na Igreja ainda em construção, no
Edifício do Super Shopping Center realizou-se a cerimônia de instalação da
Paróquia de Santa Cruz de Copacabana. O ato foi presidido pelo excelentíssimo
senhor cardeal Dom Jaime de Barros Câmara. Inicialmente sua eminência, ordenou
a leitura do Decreto de criação da Paróquia, cuja integra encontra-se a folha 1
deste livro de Tombo. Foi lido a seguir, a provisão do primeiro pároco da
Igreja e a solenidade foi concluída com a celebração da Santa Missa.”
O shopping tem uma rampa
interna em espiral que leva até a igreja. Conta o Decourt que o projeto não foi
seguido à risca, começando pela rampa, pois no lugar de sua claraboia
modernista possui hoje uma laje sem acabamento realizada para proteger os
eventos da paróquia, o que inviabiliza o jardim com lago junto ao subsolo; o
terraço jardim que não passa de uma remendada cobertura de concreto do enorme
prédio com apartamentos de diversas topologias em um grande bloco, com áreas
decadentes e uma garagem infiltrada e escura (que há meses melhorou um pouco
com a administração de uma dessas firmas particulares que cobram preços
extorsivos).
Nos anos 90, quando alguns
grandes antiquários, banidos de lojas de rua do bairro pelos custos das grandes
lojas, começaram a se instalar no espaço ocioso do 2º andar, houve uma melhora
considerável do aproveitamento do espaço comercial do prédio.
Embora o shopping ainda
possua seu terceiro andar, junto à igreja, houve uma grande mudança de uso e de
conservação, no que pese a presença de um supermercado e uma série de botequins
virados para a rua Siqueira Campos.
Segundo o Menezes, nos
corredores internos várias lojas possuem sistema de ar-condicionado tipo
"Split" com os condensadores instalados nesses corredores, ou seja,
no verão o ar fica supersaturado e o funcionamento dos mesmos é bem deficiente,
consumindo uma barbaridade de energia.
Neste
"shopping" funcionou o Teatro de Arena e, acho que no mesmo local, o
Teatro Tereza Rachel.
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