As fotos de hoje foram enviadas pelo GMA
FOTO 1
FOTO 2 (depois posto a foto completa)
FOTO 2 (completa, com o prédio do Armazém Colombo, à direita).

• Quando
criança a seção de brinquedos no 1º andar, o departamento de roupas infantis no
térreo, local chato onde perdíamos horas com nossas mães experimentado um tênis
ou uma sandália Alpargata
• Depois crescemos e
viramos “teens”, visitando a seção de discos e com a rala mesada comprando LPs
de 33 1/3 RPM de Rock, Twist, Bossa Nova, Música Italiana.
• Passamos a ser adultos
e frequentávamos a seção de peças e assessórios de carro, também no 1º andar,
porém com instalação no térreo com entrada pelas ruas Prof. Alfredo Gomes e
Muniz Barreto. Quanta grana gastamos em Radio Motoradio, Alto-Falantes Bravox
ou Novik, Pneus Sears (fabricados pela fantástica marca Michelin), antena
Truffi, Capas Procar para os bancos, etc...
• Casamos e passamos a comprar ferramentas. Vieram os filhos, as fotos do fim de semana entregues para revelar em um balcão ao lado da escada rolante (3 dias para pegar o envelope com as 36 fotos).
• O Milkshake da lanchonete ou, pagando com cheque, um almoço no 8º andar na Camponesa, que aceitava reservas pelo tel. 46-9022.
• Sem esquecer a máquina de pipoca que emanava o seu cheiro num raio de 50m e o
artesão de vidro que fabricava na hora pequenos bibelots com tiras coloridas de
vidro e um maçarico.
O prédio da Sears, no Rio
de Janeiro, foi construído pela Construtora Pederneiras, em tempo recorde, com a colaboração da
R.W. Hebard & Co., de Nova York, no local onde funcionava o Hotel Botafogo,
demolido em 1948, e inaugurada em 06/06/1949.
Ficava na esquina da Praia de Botafogo com a Rua Professor Alfredo Gomes, indo até a perpendicular da Praia de Botafogo, a Rua Muniz Barreto.
O "slogan" da Sears era: "Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta".
A SEARS foi um choque de modernidade em nossa cidade na época da inauguração em 1949, com um conceito de loja que já existia nos EUA desde o século XIX com a Bloomingdale de NY.
A colorização é do caríssimo Conde di Lido.
Segundo o prezado Rafael Netto e outros comentaristas do "Saudades do
Rio" a SEARS era assim:
1º piso: vestuário, perfumaria e acessórios.
Na entrada da Praia de Botafogo era moda feminina, da escada rolante para trás,
seção infantil do lado da Rua Alfredo Gomes e masculina no fundo da loja.
2º piso: brinquedos, seção automotiva,
esportes/camping, bonbonnière, utilidades domésticas, fogões/geladeiras e
cozinhas planejadas (e mais alguma coisa que eu posso estar esquecendo) A seção
automotiva era no "canto" onde ficava a entrada do estacionamento.
Entrando na loja a área esportiva/camping e em frente a ela a seção de
brinquedos (com a parede tomada de bonecas até o alto). Em frente à escada
rolante a bonbonnière (com a famosa pipoca) e do outro lado utilidades
domésticas. O fundo da loja (a parte virada para a Praia de Botafogo) eram as
cozinhas planejadas.
3º piso: Discos, som/TV, tapetes, decoração e
móveis. Caixa central e lanchonete. A escada rolante acabava deixando um grande
vão livre, a parte do fundo (na direção do estacionamento) era a enorme seção
de móveis (acho que não existe nenhuma loja atual que tenha algo parecido), de
um lado da escada rolante discos e som/TV, do outro decoração e tapetes. A
caixa central era virada para a Praia de Botafogo, com janelas. A lanchonete
ficava no caminho entre a caixa e a escada que descia até a entrada da Praia de
Botafogo e fechou nessa época.
4º piso: escritórios (folha de pagamento,
contabilidade, gerência geral, etc.)
5º piso: depto. pessoal, refeitório
6º piso: telefonista, dentista e outras
utilidades
7º piso: estoque
8º piso: restaurante A Camponesa (fechou por
volta de 1980) e estoque
Nesta foto vemos a família de Mark Ackley, um americano em visita ao Brasil, almoçando no Restaurante A Camponesa, no prédio da Sears. Foto garimpada pelo Nickolas Nogueira. Acervo M. Ackley.
Escada rolante da Sears em 1949, instalada pela “Otis”, fez um enorme sucesso enre os visitantes. Alguns não tiveram coragem de utilizá-la nos primeiros tempos.
A primeira
escada rolante no Brasil foi instalada, em 1931, na loja "Casas da
Criança", que tinha como endereço Rua Ramalho Ortigão 8-10 e Rua Sete de
Setembro 151-153.
Foto de Kurt Klagsbrunn.
Foto de Kurt Klagsbrunn. A inauguração da primeira loja da Sears, na Praia de Botafogo, atraiu multidões. A revista Life, de 27 de junho, informou que "nunca houve uma inauguração como a do Rio de Janeiro: a massa começou a se juntar no alvorecer e permaneceu por horas a fio na fila até que as portas se abrissem.
Um Núncio Apostólico abençoou a instituição. Os 123 mil compradores amontoaram-se nas cozinhas modelo, lançaram-se feito moscas sobre as geladeiras e voltaram para casa com tudo que puderam, de algodão absorvente a sementes de zínia".
A foto, do JBAN, mostra o estacionamento da Sears, em Botafogo, no segundo andar, com entrada pela Rua Muniz Barreto.
Muitas e muitas vezes subi esta rampa, anos antes desta foto, no
Kaiser da família D´. Minha avó era freguesa assídua e ir à Sears era
considerado um grande programa por todos nós.
Nesta época, conta o JBAN,
o estacionamento
da loja, ridiculamente pequeno para os padrões atuais, era disputadíssimo nos
períodos de Natal, Páscoa e Dia das Crianças. Estacionar ali era um inferno. Vemos
também um caminhão que sempre estava ali, recolhendo embalagens de papelão e
caixotes, e a entrada para loja, que dava para a seção de pneus e acessórios.
O JBAN, revirando uns
guardados, encontrou um envelope de negativos e, dentro dele, a nota fiscal da
revelação. Qual não foi a alegria e a surpresa de encontrar a nota da saudosa
Sears Roebuck, emitida em 8/6/1976.
Sobre a Sears, alguns comentaristas do SDR se manifestaram:
P. Stilpen lembra de duas
coisas interessantes: 1) uma máquina que permitia que você visse seus pés
dentro de um sapato (como um Raios X) que desejava adquirir; 2) do show do Roy
Rogers e da Dale Evans, no estacionamento do 2º andar, com entrada, hot-dogs,
pipoca e Coca-Cola grátis. Creio que em meados da década de 1950.
O JBAN se recorda da doca de carga na fachada lateral para a Rua Alfrego Gomes. Todos os dias entravam aqueles caminhões verdes de marcha-a-ré para descarregar mercadorias, sem atrapalhar o trânsito.
O Plinio se lembra do estacionamento do segundo andar: "Mal o carro parava eu já saltava correndo para abrir aquela pesada porta (pelo menos para as crianças) que dava entrada à loja, bem junto de onde se vendia pneus. Brincar na escada rolante, tomar Coca-Cola com torrada Petrópolis na lanchonete, tudo era divertido. Menos é claro esperar minha mãe terminar suas compras. "
Cristina Coutinho fala do "cheiro de pipoca, do friozinho do ar condicionado e das subidas e descidas pelas escadas rolantes que nos transportava para variados mundos, tudo isso, tão marcante, faz com que até hoje me refira à "rua da Sears", ao "shopping no lugar da Sears". Tenho uma foto com o Papai Noel da Sears. A última compra que fiz foi uma bicicletinha de presente para um filho. Comprei às vésperas de seu fechamento."
O Richard disse: "Memória olfativa é das melhores que ficaram. Lembro-me bem do aparelho de Raio X para se ver o pé dentro do sapato. Era o máximo! Calça jeans da Sears, ferramentas Craftsman (marca própria), pipoca e milhões de outras coisas faziam essa loja ser a melhor!"
FlavioM: Alguns detalhes que pedem destaque, porque eram quase exclusividade da Sears: os equipamentos de som para carros, a seção de ferramentas, o "clube do disco" (ou coisa parecida), acumulando créditos para compra de um disco grátis a cada 10 (era isso?), os boxes para instalação dos pneus, ao lado das baias de descarga, os descontos fantásticos quando eles resolviam renovar o estoque ("Semana do Tapete", p.ex.), milk-shake ou waffles na lanchonete, uma das maiores áreas de brinquedos da cidade, e vai por aí afora...
Eu me lembro da minha última ida à Sears, com a namorada, em 1972. Desde então uma vida se passou, mas a memória da Sears continua.
Conforme conta Claudia Gaspar em seu estupendo "Orla Carioca", em 1895 Domingos Fernandes Pinto planejou o novo bairro da Urca. O Ministério da Guerra, a princípio, alegou que era incompatível com a vizinhança da Fortaleza de São João. Após muita discussão, em 1920 constituiu-se a Sociedade Anônima Empresa da Urca.
Entre 1920 e 1923 a Empresa construiu o volumoso edifício
eclético para funcionar como hotel balneário,
dotado de acomodações para hóspedes, quadra de esportes e vestiários. Nesta foto, da
Coleção Alayde Parissot Mascarenhas, vemos a Avenida Portugal, na Urca,
recém-aberta, tendo, à esquerda, parte do Hotel Balneário em construção, em 1922.
Foto enviada pelo meu amigo Hugo Hamman: "Acredito que seja do final dos anos 20, pois o terraç o descoberto original do Hotel já tinha recebido uma cobertura.Veja que o enrocamento de pedras (vindas do Morro do Castelo) da Praia da Urca ainda está em construção. Note os carros da época. Pela perspectiva, essa foto deve ter sido tirada da Av. São Sebastião. Veja também que a primeira seção do bairro - delimitada pela Av. Portugal e pela Av. Marechal Cantuária - já está totalmente urbanizada, ainda sem edificações.
“Post” baseado num livro que recomendo muito: “Bangu – 100 anos”, de Jairo Severiano. Certamente pode ser encontrado no "site" Estante Virtual.
O prédio da Fábrica Bangu, da Companhia Progresso Industrial do Brasil, foi levantado em terras da Fazenda Bangu, do lado esquerdo da Estrada de Ferro Central do Brasil. Possui linhas típicas inglesas, características do período neoclássico, apresentando arcos romanos, frontões gregos e grandes platibandas, de partido horizontal. A chaminé, de tijolo aparente e forma circular, possuindo a base octogonal, se eleva a 55 metros acima do nível da sala de cardas. Ela se tornou o símbolo da fábrica na medida em que se ergue altaneira, acima do edifício, podendo ser vista de longe.
A fábrica de tecidos
Bangu foi inaugurada em 1893 na região da Freguesia de Campo Grande, que foi
escolhida por haver grandes mananciais indispensáveis ao funcionamento da
fábrica. Foram comprados cerca de 3.600 acres de terra, a saber: Fazenda do
Bangú, Fazenda do Retiro, Sítio do Agostinho e Sítio dos Amaraes, pela quantia
de 132.137$910 Réis.
Toda essa região fica à
margem da Estrada de Ferro Central do Brasil, distante cerca de 1 hora do
Centro. Até aquele momento, existia na região apenas uma rua, que havia sido
aberta séculos antes pelos jesuítas. A
construção da Fábrica ficou à cargo da firma The Morgan Snell and Co., de
Londres, pelo preço total de 4.100.00$000 Réis.
A implantação da fábrica
na região trouxe consigo uma série de transformações na paisagem com a abertura
de novos caminhos e a chegada dos trens para o transporte das matérias primas
que chegavam e dos tecidos que saiam. Ao mesmo tempo, alterou o modo de vida da
população local com o surgimento de um bairro operário nos arredores da fábrica
- toda essa transformação se concretizou na implantação de saneamento, de
espaços para lazer (o Bangu Atlético Clube) e da Paróquia Santa Cecília.
Merece especial atenção o
fato da Fábrica Bangu ter fundado uma das primeiras escolas do bairro chamada
Escola da Cia. de Progresso Industrial do Brasil que, em 1917, passou a ser
administrada pela prefeitura.
O bairro, e mais
especificamente a fábrica Bangu, tornou-se um monumento à história da
industrialização brasileira, servindo de cenário para uma série de filmagens
que visavam retratar a mudança nas cidades, no caso o Rio de Janeiro, com a
chegada das indústrias na transição do século XIX para o XX.
A chaminé da Fábrica tem 57m de altura, 4,12m
de diâmetro na parte inferior e 2,44m na parte superior. A base octogonal mede
7,45m entre as faces paralelas.
Em 1922 assume a
presidência da Fábrica Bangu o Dr. Manuel Guilherme da Silveira Filho, o famoso
Dr. Silveirinha. Em 1990 a fábrica é vendida para o grupo Dona Izabel. Em 1995
a fábrica é tombada.
A Fábrica de Tecidos
Bangu oferecia a seus funcionários uma creche, já nos anos 50. É exemplar esta
iniciativa pois, nos dias de hoje, mesmo com a lei que obriga a grandes
empresas a manterem uma creche, tal não é cumprido. Usam de subterfúgios para
driblar a legislação, fazendo convênios com creches distantes, que não recebem
nenhuma criança filha de funcionários - um escândalo!
Nesta fotografia vemos algumas das casas construídas pelos operários da Companhia Progresso Industrial do Brasil - Fábrica Bangu.
Guilherme da Silveira, dono da empresa, tinha uma visão social avançada para a época. Defendia os direitos dos operários sem qualquer intenção demagógica, considerando essencial a colaboração entre o capital e o trabalho.
Sua política habitacional, concretizada através da construção de casas modelares para o proletariado, aproveitou terrenos da CPIB, onde foram construídas casas em mais de 12 mil lotes.
O projeto desenvolveu-se de duas formas: faziam casas, vendendo-as depois de prontas, ou vendiam-se terrenos, a prestações, incluindo em seu preço a chamada "cota de construção", ou seja, o custo do material necessário à obra.
Foram
construídas milhares de casas, sempre contando com a honestidade dos
compradores, perfeitos no cumprimento de suas obrigações. O sucesso desse
empreendimento deu a Bangu uma característica especial: é o único subúrbio
carioca em que a maioria da população reside em casa própria.
Bangu e sua vila operária
construída para abrigar trabalhadores da fábrica, em foto de 1958, estupendamente
colorizada por Rafael Guimarães e publicada no FB RioSecretoRio.
Quando a Companhia Progresso Industrial do Brasil (Fábrica Bangu) chegou a Bangu, substituiu a antiga capela que existia ao lado da casa da fazenda pela Igreja de Santa Cecília e São Sebastião.
Este templo foi erguido no final da Rua Estevão, em terreno doado pela Companhia, que também ajudou na sua construção. Foi inaugurado em 1904 e teve todas as despesas de manutenção custeadas pela Companhia, que fornecia a cera necessária aos ofícios, os honorários do sacristão e do vigário, além de ceder uma casa para a moradia deste último.
Uma das festividades mais concorridas da igreja de Bangu
era a da Coroação de Nossa Senhora, uma festa tradicional que se realizou até o
ano de 1951.
Nos terrenos da Companhia
Progresso Industrial do Brasil, conhecida como Fábrica de Tecidos Bangu foram
edificados, além da fábrica, a vila operária, a Paróquia de São Sebastião e
Santa Cecília e um cassino recreativo, como vemos nesta foto.
A fábrica de tecidos
possibilitou que o bairro passasse a ter uma dinâmica social, cultural e
econômica autônomas. Foi por iniciativa dos trabalhadores da fábrica que foi
criada a Sociedade Musical Progresso de Bangu, transformada depois no Cassino
Bangu.
O Estádio Proletário
Guilherme da Silveira Filho, o Moça Bonita, é uma construção iniciada no ano de
1945 e concluída em 1947. Também foi
patrocinado pela Companhia Progresso Industrial Fábrica Bangu,
OBSERVAÇÃO: antigamente os fotologs só permitiam uma foto por postagem. Tínhamos que fazer mais de uma postagem no mesmo dia, caso quiséssemos mostrar várias fotos. Agora, no Blogger, a postagem pode ter muitas fotos.
Se, por um lado, podemos fazer uma postagem mais completa (embora dê mais trabalho), por outro lado, não sei se fica cansativo para os que visitam o "Saudades do Rio".
O que acham?
Até durante os anos 60 eram comuns no Rio grandes acontecimentos sociais, com exigência do uso de “smokings” ou terno completo para os homens e vestidos longos para as mulheres. Além das festas habituais do “high-society”, cobertas pelas muitas colunas sociais de revistas e jornais, havia os bailes de formatura e as festas de debutantes, além de grandes casamentos. Hoje vamos ver como foi o início do concurso “Miss Elegante Bangu”, retratado em fotos da revista Manchete.
Corina Balbo recebe a faixa das
mãos de "Silveirinha". Segundo o Conde di Lido, nosso especialista em assuntos de moda feminina, a
vencedora ostenta um vestido de organdi permanente "Mauve" plissado e
bordado a canutilhos prateados.
Aspecto do desfile do "Miss
Elegante". Neste primeiro concurso, Corina Baldo foi secundada por Maricy C.
Rodrigues e Ninon Seliler. Ribeiro Martins era o organizador. José Ronaldo, o
figurinista e os vestidos usavam tecidos da Fábrica Bangu. Concorriam jovens da sociedade, de
clubes do Rio e de todo o país.
O “Golden Room” do
Copacabana Palace foi inaugurado em 26/12/1940 num evento inesquecível, segundo
descreveram os jornais da época: “Decorado por Henrique Liberal, o novo “Golden
Room” apresenta um ambiente originalíssimo, sóbrio e chic. Impressiona pela
harmonia do conjunto, pela pureza de concepção. Integrada nesse ambiente de bom
gosto, movia-se uma sociedade de bom gosto. As senhoras, exibindo os últimos
figurinos, transformavam o acontecimento numa autêntica parada de elegância,
impressionando pela variedade de cores e de modelos, pela riqueza das “toilettes”
e pela graça dos movimentos. Os cavalheiros, impecáveis, rendiam-lhes as
homenagens de olhares elogiativos.”
Entre os artistas que se
apresentaram na noite de inauguração destacaram-se Laura Suarez, Francisco
Ferreira, Eros Volusia, Greta Keller e a orquestra de Guy de Nogrady, com o
célebre cimbalista Codolban e o pianista Naum Kramer.
Esta foto mostra como ficou o belíssimo "Golden Room" após o incêndio. Os bombeiros tiveram muito trabalho, faltou água e a solução foi usar a água da piscina. As obras de reforma se estenderam até o início de 1954. A reabertura deu-se com a espetacular cantora Joyce Bryant, sendo que a nova decoração ficou a cargo de João Henrique e Silvio Dodsworth.