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sexta-feira, 31 de maio de 2024

MOTÉIS

 

A Estrada da Barra da Tijuca, no trecho que aparece na foto, ficou conhecida como "Rua dos Motéis". Teve seu auge nas décadas de 60 e 70, com intenso movimento nas noites de sexta-feira e sábado.

Para quem vinha da Zona Sul, inicialmente o trajeto era pela Estrada do Joá. Mais tarde, com a inauguração do túnel, podia-se descer à direita pela Rua Maria Luiza Pitanga ou ir até à "Ponte Velha" do Itanhangá e retornar, à direita, pela Estrada da Barra da Tijuca.

Era o tempo do Praiamar, do Xá-Xá-Xá, do Playboy, e, na minha opinião, do melhor deles, o Mayflower.

Naquela época só uns poucos tinham garagem privativa. No Playboy, por exemplo, com garagem coletiva e saída difícil, era comum ficar aguardando o carro junto da entrada, com os braços atulhados de brindes, vendo quem entrava: para os solteiros, era uma diversão, para os comprometidos, um problema.

O brinde distribuído no Playboy, o plástico com o símbolo do coelhinho, ornamentava milhares de janelas de Fuscas, Gordinis e DKWs. Bombons "Sonho de Valsa", junto com toucas para cabelo, shampoos, chaveiros, eram sempre distribuídos.

O Dunas sobrevive até hoje. Contam que o grande problema atual é a saída, pois tal como os motéis da Av. Niemeyer, é comum o trânsito estar engarrafado e se demorar para entrar no trânsito.



O brinde distribuído no Playboy, o plástico com o símbolo do coelhinho, ornamentava milhares de janelas de Fuscas, Gordinis e DKWs. Bombons "Sonho de Valsa", junto com toucas para cabelo, shampoos, chaveiros, eram sempre distribuídos.

O "Onde é?" de hoje é este quarto de motel. Quem conhece?

O automóvel certamente será identificado. Mas e o motel?


Motel Summertime

Motel Scorpio

King´s Motel 


Motel Mayflower


Motel Playboy e sua cama suspensa


Motel Playboy e seu símbolo


Motel Orly


Motel Viña del Mar


Motel Holiday e Motel Hollywood

Fotos: Manchete (Hemeroteca Digital Biblioteca Nacional)



quarta-feira, 29 de maio de 2024

MUSEU DE CERA

Recebi um email de Eustáquio Nardini contando que, quando criança morava no interior de Minas e tinha de vir ao Rio para umas consultas anuais por conta de uma bronquite crônica. Após as consultas o pai dele o levava para conhecer algum lugar.

Numa dessas vindas visitou um “Museu de Cera” muito interessante para uma criança de 5 anos e que o marcou muito. Procurando na internet acabou achando algumas informações sobre o referido museu, que foi montado provisoriamente na Rua do Passeio entre 1956 e 1958.

Como não achou nenhuma informação no “Saudades do Rio”, enviou algumas reportagens e fotos do referido museu, perguntando se o “Saudades do Rio” tinha novas informações. Com a ajuda do Gustavo Lemos, que enviou mais um excepcional trabalho do Cau Barata, conseguimos mais algumas informações.

Desde já agradeço ao Eustáquio Nardini pela gentileza de enviar este tema.


Em 1955, após ser exibido no Parque Ibirapuera, durante a Exposição do IV Centenário de São Paulo, com mais de um milhão de visitantes, a Sociedade “Les Grands Musées”, de Paris, trouxe para o Quitandinha um novo “Museu de Cera, com alguns quadros expostos em São Paulo e mais outros inéditos. Para presidir a montagem veio o diretor dos “Grands Musées”, o Sr. Tudor Procopiu, a bordo do navio “Bretagne”. Às 40 figuras de cera exibidas em São Paulo foram acrescidos 22 quadros de autores célebres. Um destaque é o quadro de “Lady Godiva”, reproduzido em tamanho aumentado, com 8 metros de profundidade, havendo casas de 6 metros de altura.


Após este período no Quitandinha, o museu veio para o Rio, instalando-se na Rua do Passeio nº 84, entre o Cinema Plaza e o Automóvel Clube do Brasil, em um prédio cedido pela Prefeitura do Distrito Federal. Atualmente no local há um espaço vazio.

Anúncio publicado no "Diário de Notícias" informando que a inauguração do "Museu Tudor Procopiu" se daria em 14/07/1956.


Esta reprodução fotográfica publicada no jornal “A Noite” em 16/07/1956 tem a seguinte legenda, aqui resumida:

“Foi inaugurado ontem, perante autoridades, inclusive D. Helder Câmara, arcebispo do Rio de Janeiro, o “Museu de Tudor Procopiu”. O museu, instalado no pavilhão existente ao lado do Cinema Plaza, foi inspirado na história, na religião, na literatura e nos grandes pintores. Parte da renda será destinada à “Cruzada São Sebastião”. Na foto vê-se D. Helder ao lado da figura de cera de Sua Santidade o Papa Pio XII.

 

O “Jornal do Brasil” de 23/10/1957 noticiou que o “Museu de Cera” virou “Museu de Arte”. Adicionou novos elementos como vestimentas e figuras perfeitas em cera. Mais adiante, em algum momento, a exposição aparentemente se mudou para o prédio do Automóvel Clube do Brasil, no nº 90 da Rua do Passeio, como vemos neste anúncio.

Cena do filme “De pernas pro ar”, rodado usando o prédio do museu. Estrelado por Ankito, Grande Otelo, Wilson Grey, Renata Fronzi. O filme acompanha a saga de Benedito e Faísca, uma dupla de amigos que trabalham como camelôs vendendo muamba e se envolvem, sem saber, com um grande esquema de especialistas em assaltos a bancos.

 

Cena gravada no interior do "Museu Tudor Procopiu" para a comédia de Ankito.

Este colunista do "Correio da Manhã" não gostou nada do prédio erguido no local.

Mas, segundo o mesmo “Correio da Manhã”, o “Museu Tudor Procopiu” recebeu elogiosos comentários da imprensa carioca, não só pelo seu valor artístico, com também por seu espírito educativo.

A arte, em si mesma, é o mais elevado veículo de educação dos povos através da emoção que a impressão do belo.

Entre as atrações do museu temos o túmulo de Romeu e Julieta com sua tristeza reinante, o pavor altamente revelado na face do enterrado vivo, o fascinante das figuras lendárias, a pateticidade do assassinato em Paris e a melancolia e resignação estampada em São Sebastião santificado.

Também encontramos pedaços da história do Brasil, contados ao vivo da cera, em que se vê Anchieta e Tiradentes perpetuado com o gesto que o fez o mais humano dos heróis brasileiros.


Aspecto da Rua do Passeio nos anos 1950. Depois que se encerrou a exposição o prédio deu lugar ao Teatro Cinelândia, em 1958, onde foi apresentada a peça “Ladrão por engano”, com Eleonor Bruno e Luís D´Avila, seguido de “Aí vem o show”, com Black-Out, Trio Nagô, Claudia Moreno e outros.




Vemos uma rara fotografia do "Solar do Conde da Barca", ao lado do Automóvel Clube do Brasil.

A história deste solar, é brilhantemente contada pelo Cau Barata nas imagens abaixo. O "Saudades do Rio" agradece ao Gustavo Lemos pelo envio e parabeniza o Cau Barata, grande historiador do Rio Antigo.







Aspecto 29/05/2024 11:40h - encontrei agora esta foto de 1962, mostrando o espaço vazio ao lado do Automóvel Clube do Brasil.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

GARAGES DE ANTIGAMENTE

Vemos hoje algumas fotos garimpadas pela prezada Iara Teixeira e outras garimpadas por aí, mostrando "garages" de antigamente. Nelas, além da venda, conserto e manutenção de carros, vendia-se gasolina, como podemos ver neste anúncio abaixo:

Na década de 1920 a “afamada gasolina marca “MOTANO” a granel, era encontrada nas GARAGES abaixo, pelo preço de Rs 800 (oitocentos reis) o litro para o consumo diário dos respectivos consumidores, de accordo com a lei em vigor.

Casa Auto Brasileira – Rua Evaristo da Veiga 136-A

Casa Colombo – Av. Salvador de Sá 74

Casa Martins – Boulevard São Christóvão 90

Casa Mestre & Blatgé – Rua do Passeio 46

Casa Wilson & Evill – Rua Evaristo da Veiga 10

Garage Alliança – Rua Senador Euzebio 330

Garage Almeida – Rua Catumby 22

Garage Americana 0 Rua São Francisco Xavier 469

Garage Ameria – Rua Pedro Americo 57

Garage Atlantica – Rua Miguel de Frias 54

Garage Avenida – Rua da Relação 16

Garage Barroso - Rua Barroso 97

Garage Bom Retiro – Rua Barão do Bom Retiro 323

Garage Botafogo – Praia de Botafogo 68

Garage Beira-Mar – Rua Senador Vergueiro 143

Garage Brasileira – Rua Marquez de Abrantes 178

Garage Canabarro – Rua General Canabarro 25

Garage Carioca – Rua dos Arcos 62

Garage Central – Rua do Cattete 315

Garage Colombo – Rua das Laranjeiras 13

Garage Copacabana – Rua Hilario de Gouvea 79

Garage Elite – Rua Ruy Barbosa 60

Garage Flamengo – Rua Bento Lisboa 13

Garage Fluminense – Rua Dois de Dezembro 31

Garage Humaytá – Rua Humaytá 72

Garage Open – Rua Marquez de Abrantes 69

Garage Tunnel Novo – Rua Salvador Correa 134


Entrada da Garage Opel, à Rua Marquez de Abrantes 69.


Aspecto da oficina e funcionários da Garage Opel, no Flamengo.


Os automóveis à disposição dos clientes da Garage Opel.


"Photographia tirada no acto da entrega dos novos automoveis BUICK de 7 logares comprados pela Cia. Transporte e Carruagens para o serviço da sua distincta clientela, tomada em frente à Garage Gloria, Rua do Cattete, 88. Telefones: Beira-Mar 2836 e Beira-Mar 177.

"Depois de minuciosos estudos e muitas experiencias a Cia. Transporte e Carruagens tendo que renovar os seus carros e desejando apparelhar-se na altura do apurado gosto da sua distincta clientela, acaba de adquirir a melhor marca do mercado, BUICK, ficando esses novos, modernos e luxuosos carros de 7 logares á inteira disposição dos seus innumeros amigos e freguezes."


 Inauguração da Officina Garage "Lancia ", de Mario Ellena & C. Rua Barroso , 211-213 - Copacabana.
 PS: esta garage não estava credenciada para a venda da "gazolina Motano". A Rua Barroso é a atual Siqueira Campos.


Garage Avenida, na Rua da Relação nº 16, telefone 474, ou na Avenida Rio Branco nº 161, Centro.
Qualquer problema era resolvido pelo gerente, o Sr. José Maria da Silva. Infelizmente não mais será possível encontrar na Garage Avenida o Sr. Placido Durand, que se transferiu para a Garage Cruzeiro, na Rua Menna Barreto nº 17, em Botafogo.


Consta que o General Miranda era freguês da garage da Rua da Relação onde adquiriu um “fabricante Gregoe, de 40 HP, duble phaeton, completo e por preço vantajoso” e um “do fabricante francez “Gregoire”, em optimo estado, carro-serie gênero “barata”, a preço de ocasião”.


Vemos a garagem de ônibus da linha 70, na Rua Marquês de Abrantes nº 178. Neste endereço ficava também a MOTORBRAZ, telefone 26-9494, onde era possível fazer em seu automóvel uma aplicação de “Undercoating”, uma composição à base de borracha e amianto micropulverizada, que se aplica uma única vez e para sempre, em camada de 3 milímetros de espessura, ao chassis, paralamas, capot do motor, malas, portas, teto e assoalho dos automóveis para proteção eterna e absoluta contra ferrugem, barulhos, grilhos, maresia, infiltração de pó e desapertos.

No processo de emborrachamento incluímos os seguintes serviços: lavagem por processo químico a vapor do chassi, paralamas, parte externa do motor, etc. Mobilubrificação, reaperto geral do chassi, emborrachamento, limpeza interna com aspirador especial, lavagem da carroçaria a “shampoo”.

Obiscoitomolhado, salvo engano, considerou interessantes os dois Fiat 500, do modelo pré-guerra, que ficou em produção até 1948. O outro carro é um Ford 1935 ou 36. Os ônibus parecem anos 50.


Imagem garimpada por J.A.C. Maia, um grande estudioso do Rio e da Tijuca, em particular. Vemos anúncio, publicado no "O Cruzeiro" de 1929, da Garagem Tijuca, situada à Rua Barão de Mesquita nº 339. Se a numeração não mudou é onde se localiza o Supermercado Mundial, indo até a esquina da General Roca. 


Neste desenho, garimpado pelo Tumminelli, feito em cima de uma foto vemos a instalação da Garage Barcellos.

Era de propriedade de Rafael Couñago Freire, e ficava na Rua Francisco Sá nº 88. O nome Barcellos deriva das antigas nomenclaturas da rua: Doutor Barcellos e Rua Alfredo Barcelos.

Alfredo Augusto Vieira Barcelos era médico, republicano e abolicionista, lutou ao lado de Lopes Trovão. Intendente municipal do distrito da Lagoa e presidente do Conselho Municipal foi empossado, interinamente, no Governo Floriano Peixoto, no cargo de Prefeito da cidade, sendo substituído por Barata Ribeiro.



sexta-feira, 24 de maio de 2024

RUA BARATA RIBEIRO 568/572

A postagem de hoje complementa uma feita em 2021 e que aborda o prédio da esquina das ruas Barata Ribeiro e Raimundo Correia, em Copacabana. Mais duas fotos foram adicionadas.


Esta foto, garimpada pela Conceição Araújo, mostra um dos belos tipos de construção da Companhia Territorial e Constructora Casa Bancária, edificado na Rua Barata Ribeiro nº 568, Copacabana, residência do Dr. Teodorico Santiago, no início do século XX. A foto é da revista “A Casa”. 

Ficava bem na esquina das ruas Barata Ribeiro e Raimundo Correa. Teve existência curta, pois logo foi demolida.


Nesta foto vemos, à esquerda e ao fundo, o prédio sendo construído. Em primeiro plano, à esquerda, minha mãe, por volta de 1929. A casa teve, então vida curta, ao contrário do prédio, que sobrevive até hoje, com algumas modificações.




Ontem a Conceição me mandou esta foto da esquina da Raimundo Correia com Barata Ribeito.


E ainda esta outra. Aí morava um amigo, nos anos 50, chamado Helinho. Nunca mais soube dele.


Imagem recente do Google Maps. Comparando com a foto anterior podemos ver como a calçada foi estreitada em um dos alargamentos da Rua Barata Ribeiro.



quarta-feira, 22 de maio de 2024

HOSPITAL GAFFRÉE & GUINLE

A década de 1920 foi um período de busca de novos tratamentos e terapias, além da construção no Rio de projetos hospitalares a cargo do engenheiro Adelstano Porto d´Ave, a serviço da reforma sanitária de Carlos Chagas, que chefiava o Departamento Nacional de Saúde Pública.

Porto d´Ave projetou três hospitais: o Gaffrée & Guinle, o do Câncer e o das Clínicas da Faculdade de Medicina. Apenas o primeiro foi completamente construído.


Construção a cargo do engenheiro-arquiteto A. Porto d'Ave (1890-1952) da empresa Porto d´Ave & Haering, Eng e Arch. Teve a suas obras de edificação entre os anos 1923 e 1929, tendo a sua inauguração em 01 de novembro deste ano. O endereço atual é Rua Mariz e Barros nº 775.

Projetado pelo engenheiro arquiteto A. Porto d'Ave, uma das maiores referências da arquitetura hospitalar da época, a construção foi supervisionada por Eduardo Rabello, médico e chefe da Inspetoria de Profilaxia da Lepra e das Doenças Venéreas, que assim a descreveu: "Não é uma simples fundação de hospital, mas de uma grande instituição, que, uma vez levada a efeito, não terá par no mundo inteiro e colocará a profilaxia das doenças venéreas no Rio de Janeiro numa situação ímpar."


O hospital foi concebido para internar 320 pessoas e contava com um prédio principal de quatro pavimentos munido de elevador - o quarto andar era destinado ao "solarium", onde se localizavam diversos serviços e um ambulatório. Sua tipologia seguiu a do hospital higienista, com as enfermarias destacadas do corpo principal da edificação central, segundo a tradicional preocupação com a correta ventilação e insolação para o tratamento dos pacientes. Esta arquitetura se preparava para a tipologia que surgia nos Estados Unidos e que se tornaria hegemônica nas décadas seguintes: a do monobloco. 

Fonte: A. Porto, G. Sanglard, M.R. Fonseca e R. Costa.


A ideia da criação de um hospital para o tratamento de doenças venéreas, vem do seu patrono, o filantropo Guilherme Guinle, que criou a Fundação Gaffrée & Guinle para gerir a sua atuação filantrópica, em memória dos empresários Eduardo Guinle, seu pai, e Cândido Gaffrée, amigo íntimo da família e seu padrinho. Na foto vemos um Ambulatório no Engenho de Dentro, também da Fundação Gaffrée & Guinle.


Nesta foto vemos um ambulatório na Rua Barão de Mesquita.


Imagem garimpada pelo amigo Rouen, mostrando a construção do hospital Gaffrée & Guinle.



Foto do "Correio da Manhã", já publicada em um "Onde é?"


segunda-feira, 20 de maio de 2024

LANCHONETES DE COPACABANA

 

Esta loja do McDonald´s da Rua Hilário de Gouveia, em Copacabana, acho que foi a primeira no Rio. Como era pertinho de meu consultório, passei a frequentá-la. Era uma concorrente direta do Bob´s, com a vantagem de servir Coca-Cola, pois no Bob´s, naquela época, só serviam sucos de frutas. Mas eu não gostava de alguns temperos que vinham dentro dos sanduíches.

Por falar em McDonald´s, durante muito tempo o "case" da abertura da loja em Moscou fazia parte das apresentações da área de Recursos Humanos das empresas. Mostravam a estratégia de marketing, as filas quilométricas no dia da inauguração, a logística para terem batatas de qualidade e em quantidade, etc.

Nesta foto da Av. N.S. de Copacabana vemos a lanchonete Gordon. O mascote era um canguru, que ficava na porta.


Lembro dos nomes de alguns sanduíches, como "Angélico" e "Diabólico". Alguém lembra de seus ingredientes?


O "Rick", na esquina de Figueiredo Magalhães com Av. N.S. de Copacabana, foi criado pelo Ricardo Amaral e o nome é em homenagem a seu filho Ricardo.