o que está acontecendo?
Qual a data da foto, o nome do fotógrafo, o itinerário deste bonde, qual a linha, o modelo, o nome do motorneiro, do condutor e do fiscal?
o que está acontecendo?
Qual a data da foto, o nome do fotógrafo, o itinerário deste bonde, qual a linha, o modelo, o nome do motorneiro, do condutor e do fiscal?
As fotos de hoje são da Av. Presidente Antonio Carlos, no Centro, antigamente chamada de Av. Aparício Borges e Av. Santos Dumont.
Em fins dos anos 50, os desfiles passaram a ser na Av. Rio Branco. Em 1963, já com arquibancadas, voltou para a Av. Presidente Vargas.
Em 1975 o desfile realizou-se na Av. Presidente Antonio Carlos, como vemos na foto acima.
Fotografia da Exposição Virtual 'Estampas do Rio'. Vemos a Praça do Expedicionário, criada em 8/5/1947. Anteriormente conhecida como Praça do Castelo, situa-se na avenida Presidente Antônio Carlos, em frente às avenidas Nilo Peçanha e Almirante Barroso.
Com a palavra o mestre Andre Decourt: "Uma visão do Castelo e do bairro da Misericórdia, certamente nos primeiros anos da década de 50.
À esquerda vemos as construções do bairro da Misericórdia, um bairro que não existe mais, sepultado pelo prédio do Fórum, a via onde as pequenas construções dão frente é a Rua da Misericórdia, em seu antigo traçado que serpenteava pelas fraldas do morro do Castelo. Nestaa foto podemos perceber onde ele terminava.
As ruas internas eram das mais velhas da cidade como os becos do Cotovelo, Boa Morte, da Música e Travessa do Guindaste.
Também ali ficava o Hotel Bom Jardim, cujo letreiro pode ser lido na foto "em alta".
Ao fundo vemos os torreões do Mercado Municipal destruído sem muito sentido para a construção do viaduto da Av. Perimetral.
O prédio grande e com cúpula é o antigo Ministério da Agricultura, derrubado junto com o Monroe no governo Geisel como forma de desmoralizar e enfraquecer o Rio de Janeiro, privando-o dos símbolos da velha capital.
Na extrema direita aparece um pedacinho da Santa Casa .
No meio da foto aparece com destaque a Praça dos Expedicionários, um dos lugares que tinha tudo para ser um dos mais aprazíveis do Centro, principalmente pelo belo lago e chafariz.
O edifício do Jockey ainda não existe, sendo seu terreno usado como estacionamento, essa foto deve ter sido tirada num dia não útil, pois há poucos carros estacionados.
Há também um pequeno monumento num dos lugares mais improváveis na cidade de hoje, na confluência das movimentadíssimas Av. Presidente Antonio Carlos e Almirante Barroso. Este pequeno monumento comemorativo do arruamento do Castelo foi removido quando houve o desfile das escolas de Samba na Pres. Antônio Carlos, em 1975, por causa das obras do metrô na Pres. Vargas.
Uma curiosidade sobre a Praça dos Expedicionários é que em seu subsolo se encontra o único grande abrigo antiaéreo do Rio de Janeiro, construído na época da 2ª Guerra Mundial. Era o primeiro de outros que seriam construídos, mas a guerra acabou e os aviões e navios do Eixo nunca apareceram...
Existem outros abrigos pela cidade, mas todos em prédios privados, muitos em Copacabana, onde inclusive existem prédios com lajes blindadas por chapas de aço. Este abrigo é usado como estacionamento do Tribunal de Justiça.
Esta foto possivelmente foi tomada dos prédios da Rua Debret."
Engarrafamento em 1979 na Avenida Presidente Antonio Carlos. Vemos o posto de gasolina da Esso que por décadas funcionou ali perto do Ministério do Trabalho.
Com esta polêmica foto publicada na "Manchete" e que provoca intensas discussões sobre se está espelhada ou não, voltamos ao tema do Gávea Tourist Hotel por conta de uma mensagem que a tia Milu me enviou.
OS POUCO FAMOSOS (Primeira parte), por Helio Ribeiro
São muitos os cantores
e cantoras nacionais que fizeram sucesso no passado. Maior ainda é a quantidade
dos que nunca fizeram parte do panteão dos famosos. Esta postagem cita alguns
deles. Fonte Wikipedia. Alguns dos textos aqui estão muito resumidos em virtude
da extensão deles no original.
Além disso, como costumo fazer, acrescento observações ou
comentários meus.
WILMA BENTIVEGNA (17/07/1929 – 02/07/2015)
Morreu
de insuficiência respiratória. Era depressiva e quase não saía de casa.
DALVA DE ANDRADE (02/04/1935)
Revelou-se
no programa “Pescador de estrelas”, do radialista Arnaldo Amaral. Em 1955
ganhou menção honrosa na categoria “Revelação feminina” do crítico Sylvio Tulio
Cardoso. Seu maior sucesso foi “Serenata Suburbana”, de 1960, uma guarânia do
compositor pernambucano Capiba.
Afastou-se
da carreira artística em meados na década de 1960, em virtude de problemas
auditivos.
VANJA ORICO (15/11/1931 – 28/01/2015)
Surgiu no cenário artístico cantando “Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, 1953, premiado no Festival de Cannes, trazendo a Vanja o reconhecimento internacional e permitindo-lhe apresentações na Europa, África, Caribe e EUA. Gravou discos na França, foi recordista de vendas no Brasil e capa de várias revistas da época.
Participou
de vários filmes do Ciclo do Cangaço. Além do citado “O Cangaceiro”, fez papel
em “Lampião, o Rei do Cangaço” (1964), “Cangaceiros de Lampião” (1967) e “Jesuíno
Brilhante, o cangaceiro” (1972).
Também
fez papel em filmes internacionais, como nos italianos “Luci del varietà”, de
Fellini, em 1950, e “Yalis, la vergine del roncador”, 1955, e no alemão “Die
Windrose”, também de 1955.
A
canção que me fez lembrar da Vanja foi “Prenda minha”, tradicional gaúcha, gravada
junto com o Trio Nagô, que tocava nas rádios e que eu aprecio muito.
Eu
sempre desconfiei do nome Vanja, pois em vários idiomas a letra J tem som de I
e então Vanja seria pronunciado como Vânia, diminutivo do nome masculino russo
Ivan, o nosso João.
Nos
últimos anos Vanja sofria de Mal de Alzheimer, porém morreu de câncer de
intestino.
JOÃO DIAS (12/10/1927 – 27/11/1996)
Começou a carreira artística em 1948. No ano seguinte foi para a Rádio Bandeirantes. Em 1951 gravou seu primeiro disco pela Odeon. Passou por várias gravadoras, como Copacabana e CBS, porém a maior parte de suas músicas foi lançada pela Odeon. Também trabalhou na TV e rádio Tupi e fez apresentações em várias outras emissoras de televisão. Passou a apresentar um programa na Rádio Nacional aos domingos, em 1953, conquistando grande popularidade. Em 1955 o programa passou para o horário antes ocupado durante vários anos pelo de Francisco Alves, de quem era grande amigo.
Foi
o idealizador e responsável pela Lei de Direito Conexo, regulamentada em 1968, que
garantiu ao intérprete receber direitos pela execução posterior de suas
gravações, o que anteriormente só era garantido aos autores.
Ao
todo lançou pela Odeon seis LP’s e um pela Copacabana, além de lançar dois a
três discos por ano. Considerado “o herdeiro de Francisco Alves”, também era
conhecido como “O Príncipe da Voz”.
No
ano em que faleceu dirigia a SOCIMPRO (Sociedade Brasileira de Intérpretes e
Produtores Fonográficos).
Ao
longo dos 45 anos de carreira gravou cerca de 320 músicas em LP’s, discos de
78rpm e CD’s.
A
música de João Dias que me marcou foi o tango “Cantando”.
MARIA LÚCIA GODOY (02/09/1924)
Mais conhecida como cantora lírica, é considerada a maior intérprete de Villa Lobos, porém interpretou várias canções populares, de autores como Tom Jobim, Chico Buarque de Holanda, Milton Nascimento, Hekel Tavares e outros.
Especializou-se
no canto lírico graças a uma bolsa de estudos na Alemanha, fazendo recitais em
vários países. Venceu vários concursos e ficou como solista principal do
Madrigal Renascentista, cujo regente era Isaac Karabtchevsky, com quem foi
casada.
É considerada uma das maiores cantoras brasileiras
de sua geração, aliando exímia técnica vocal a dons de interpretação. Bidu
Sayão a considerava sua única sucessora.
Cantou
no traslado dos restos mortais de Dom Pedro I para o Brasil, no Mosteiro dos
Jerônimos, em Lisboa. Também apresentou-se durante a inauguração de Brasília,
convidada pelo presidente Juscelino Kubitschek. No enterro de Glauber Rocha
interpretou as “Bachianas Brasileiras número 5”, de Villa Lobos.
Foi
condecorada com a Grã-Cruz da Inconfidência e com a Medalha de Honra da UFMG.
Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da mesma UFMG, em 2016.
Lembrei-me
dela através da música “Fiz a cama na varanda”.
NÚBIA LAFAYETTE (21/01/1937 – 18/06/2007)
OBS: Confesso ter ficado impressionado com a beleza da Núbia, ao menos durante sua juventude. Não conhecia nenhuma foto dela.
Nascida
Idenilde Araújo Alves da Costa, ficou conhecida pelo nome Núbia Lafayette.
Originária de Açu, no Rio Grande do Norte, sua família mudou-se para o Rio de
Janeiro quando ela estava com três anos de idade. Começou a se apresentar em
programas infantis aos oito anos de idade.
No
final da década de 1950, com o nome artístico de Nilde Araújo, iniciou sua
carreira artística, ao se apresentar no programa “A Voz de Ouro”, da TV Tupi,
cantando músicas da época. Trabalhava como vendedora nas Lojas Pernambucanas.
Foi crooner da boate Cave do Rio e estreou cantando Dalva de Oliveira.
O
nome artístico Núbia Lafayette foi sugestão de Adelino Moreira, em 1960, quando
a levou para a gravadora RCA, com apoio de Nelson Gonçalves. Seu primeiro disco
foi lançado nesse mesmo ano, com a canção “Devolvi”, de Adelino Moreira,
projetando-a como cantora popular e romântica.
Durante
toda sua vida participou de apresentações esporádicas e de programas especiais.
Lembrei-me
dela através da música Kalu, de Humberto Teixeira e sucesso de Dalva de
Oliveira, em 1952.
Morreu
de AVC em 2007.
------------ FIM DA
POSTAGEM ------------
O "Saudades do Rio" mais uma vez agradece a colaboração do Helio.
A Esplendor Filmes S.A., nome do braço exibidor da Franco-Brasileira, inaugurou dois cinemas geminados na Praia de Botafogo, o Coral e o Scala, onde já havia inaugurado cinco anos antes o
cinema Ópera.
Acima vemos o anúncio publicado no "Jornal do Brasil", na véspera da inauguração.
Embora no anúncio da primeira foto conste o nº 320, segundo Alice Gonzaga em seu excelente "Palácios e Poeiras", o Cine Coral foi inaugurado em 1964 na Praia de Botafogo nº 316 loja E. Tinha 1004 lugares. Já o Cine Scala, inaugurado na mesma data, ficava logo ao lado, na Praia de Botafogo nº 316 loja D. Tinha 1248 lugares.
Ambos sobreviveram com
esses nomes até 2005.
A foto 2 é do início dos anos 1970.
ARPOADOR ANOS 50
IPANEMA ANOS 70