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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

TEMPORAIS




 
Mais um temporal esta noite, mais enchentes, ruas obstruídas, numa cidade abandonada.
Mas isto, infelizmente, não é novidade como podemos ver nas fotos antigas. É certo que o Rio tem dificuldades face às características da cidade entre o mar e a montanha, mas é certo também que há grande ineficiência da Prefeitura, através dos tempos.
A primeira foto é de Uriel Malta, colorizada pelo Nickolas, e mostra a Rua Tonelero no entorno da Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana.
A segunda, de 1971, mostra um ônibus que quase caiu no canal da Rua Maracanã.
A terceira foto, de 1966, mostra o resultado do temporal que atingiu a Rua Maxwell.
Na última, um táxi “Zé do Caixão” enfrenta as águas na Rua do Matoso.

41 comentários:

  1. A primeira foto é repetida mas é espetacular. O trabalho do Nickolas é uma beleza. As demais mostram o que sempre acontece na região do Maracanã. Acho que o piscinão do Paes não deu o resultado esperado. Barra, Jacarepaguá e Lagoa estão um caos hoje.

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  2. A rua do Matoso sempre foi problemática, bem como as ruas adjacentes. A goto da rua Maxwell é do tempo anterior ao alargamento feito por Negrão de Lima em 1969. Quanto às obras de infraestrutura, é sabido por todos que "não dão voto, já que estão embaixo da terra e a corrupção nas prefeituras é endêmica. Some-de a isso educação somaliana do povo, e em especial a de uma "raça sui generis": o favelado, já que ele entope os bueiros da cidade com os dejetos despejados das favelas. Onde existe favela, existe sujeira e atraso de vida. A última declaração do imbecil que ocupa o cargo de prefeito do Rio foi de que instituiirá em seu governo a "balsa familia".

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  3. Bom Dia! No Rio de Janeiro chuva forte não combina com maré cheia.Quando as duas se juntam os problemas são muitos.E pelo caminhar das coisas muito breve a região do Recreio/Barra/Camorim, com chuvas fortes sofrerá com refluxo do esgoto despejado nas lagoas.

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    1. Não sei como as lagoas da Barra e de Jacarepaguá continuam a ter essa denominação, já que não passam de charcos fétidos. Além dos muitos condomínios despejando esgotos, a absurda quantidade de "domicílios" da Cidade de Deus e de Rio das pedras devem fazer Deus pensar: "onde foi que eu errei?" Além do assoreamento dessas lagoas, a falta de escoamento das águas pluviais devido ao entupimento de bueiros, faz daquela região um inferno em dias de chuva. Quando garoto, eu escava dezenas de peixes nos canais da Joatinga e Marapendi, cujas águas eram claras. "Eram outros tempos".

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  4. Quem é carioca da gema sem duvida já passou por tudo isso,infelizmente e vê a história se repetir. Moro perto da praça Vanharguen (aportuguesando o nome) e as enchentes no trecho que vai da praça até a São Francisco Xavier diminuíram bastante, sómente com essa obra malfeita, imagina se o Alcaide Paes fizesse os outros 3 piscinões ,o problema desapareceria.

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  5. A terceira foto mostra um Pontiac em perda total. Em 1966, já era um carro velho e ninguém queria hidramáticos. Esse Pontiac já estava bem acabado e tudo indica ser 1949, apesar de faltarem muitos itens de série. O Fusca, 62 ou 63, acabou por jogá-lo no poste.

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  6. Os efeitos do temporal na Ilha do Governador foram impressionantes! No entanto, muito do que foi observado poderia ter sido evitado SE o Poder Público tivesse um mínimo de atuação. Incrível como os fatos se repetem...

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  7. Em postagem recente disse aqui o que o comentarista Joel Almeida repete hoje.Obra com galeria pluvial nunca deu voto porque fica embaixo da terra e o negócio bom é pracinha ,viaduto e rua asfaltada.Como mostram as fotos sempre foi assim e temos aí exemplo da década de 40.Gostaria de ver as viúvas de antanho dizendo que naquele tempo era diferente e que não haviam enchentes e todos os problemas que ainda persistem. E digo que naquela época a falta de luz e agua durante enchentes era pior.Lembro que no final dos anos 60 morava com meus pais no Flamengo e nós ficamos uma semana sem agua e banho era artigo de luxo.E tem gente que insiste em dizer que tudo era melhor no passado o que não é verdade.No caso da enchentes a bagunça é a mesma e eu continuo sendo Do Contra.

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  8. Bom dia a todos. E o tema é o mesmo. Choveu! Foi Deus a cidade do Rio de Janeiro. Uma estupidez que se repete é que a cidade do Rio de Janeiro está ao nível do mar, e quando a maré está cheia, não permite que haja escoamento das águas para o mar. Fico cá com meus botões, pobre povo Holandês vive abaixo do nível do mar, se não tivessem resolvido este problema de engenharia, viveriam eternamente submersos. O problema das enchentes no Rio de Janeiro é puramente falta de vergonha, para resolver este problema, mas para isso precisamos mudar as nossas administrações e o nosso povo.

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  9. Boa tarde a todos.

    Nestes últimos dias a chuva caiu com bem menos força do que na semana passada, coisa esperada. Mas está mais democrática, atingindo a todos os cantos da cidade. Infelizmente a natureza humana mostra sua face mais medonha quando irresponsáveis, para dizer o mínimo, passam pelas redes sociais boatos infundados de uma passagem de furacão pela cidade no dia de ontem...

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  10. O ucraniano, assim como outros fakes, deu as caras lá no Rio que Passou... Vamos acompanhar a reação do Decourt.

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  11. RECEBI ESTE LINK HOJE E É UM ESPETÁCULO! DAÍ A CAIXA ALTA!!
    https://online.fliphtml5.com/yrpqc/yeos/#p=132
    Uma satisfação compartilhar!

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    1. É realmente ótimo. Obrigado

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    2. Muito bom!
      Já vi todas as fotos, em especial as da Zona Norte, com destaque para as fotos em Manguinhos, com o Palacete da FioCruz.

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    3. Tive a oportunidade de participar do seminário do lançamento desse livro digital, nos dia 27 e 28 da janeiro, no Arquivo da Cidade. Muito bom por sinal. No segundo dia, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer alguns dos álbuns encontrados.

      Também alertei a um dos organizadores sobre a identificação errada de uma das fotos como Estrada Velha da Pavuna. A primeira onde aparece uma pessoa carregando algo na cabeça, nos jornais antigos está como Estrada do Itararé

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  12. Bom dia. Menos de duas semanas atrás fez 30 anos de uma das piores enchentes de Jacarepaguá, especialmente na Taquara. Eu não consegui ir trabalhar porque simplesmente nada passava para lá. Meu irmão também não. O que restou foi "bipar" o chefe, informar a situação é voltar para casa. Na época trabalhava na Nélson Cardoso e vários colegas de trabalho ficaram ilhados no mezanino sem poder voltar para casa. Outros ficaram ilhados na Estrada do Catonho e lotaram os motéis da região... soube depois que o chefe estava lá.

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  13. Em matéria de temporais, as notícias de volumes maiores no fim de semana são da Baixada e da Costa Verde.
    Não comentei há 8 anos.
    O ônibus que quase foi para o Rio Maracanã eu palpito ser um Cermava, de estilo bonito. Viajei bastante nesse modelo.

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  14. Boa tarde a todos!

    O tema de hoje foi "temporais".

    Chove forte na Vila da Penha, quase 1 hora de duração, e não parou ainda.

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  15. A rua onde eu morava, na Tijuca, era transversal à rua Conde de Bonfim e à avenida Maracanã e formava uma bacia justamente perto da nossa casa, a de número 46. O ponto mais baixo era no número 52. Quando havia temporal, entrava uma enxurrada lamacenta pela Conde de Bonfim, descendo do Sumaré, e outra pela avenida Maracanã, por transbordamento do rio. As duas enxurradas se encontravam justamente na tal bacia. Por sorte, nossa casa era cinco degraus acima do nível da calçada. Mesmo assim, normalmente as águas subiam até o segundo ou terceiro degrau. E como havia um porão não-habitável embaixo, este ficava totalmente alagado. Bem em frente à nossa casa havia um bueiro, em ambos os lados da rua. Quando meu tio estava em casa, ele saía com água quase nos quadris para tentar abrir a grelha do bueiro, limpar o entulho lá dentro com uma enxada e escoar a água. Nenhum morador das imediações o ajudava.

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  16. Escoada a água, era chegada a hora de jogar para fora a lama acumulada no quintal da casa. Aí participavam minha mãe, meu tio, meu padrasto, todos com vassoura e rodo na mão empurrando a lama para a calçada e daí para o meio-fio. Mas a água que entrava no porão não tinha como sair e com o passar dos anos ficou uma camada de lama endurecida lá dentro.

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  17. Se meu padrasto e uma das minhas tias fossem trabalhar, minha mãe ia de rodo em punho abrindo uma trilha na lama até um ponto mais alto da rua, onde não havia lama. A trilha era aberta junto ao muro das casas, para que se pudesse andar segurando neles e não cair.

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  18. Às vezes a circulação de bondes parava e os ônibus e lotações passavam cheios. Meu padrasto e minha tia iam juntos a pé até o trabalho, ele na rua do Lavradio e ela na Gomes Freire esquina com Visconde do Rio Branco ou no Largo do Catumbi, dependendo da época.

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  19. E meu irmão e eu ficávamos na janela rindo da desgraça alheia, quando algum carro entrava na rua e começava a sambar na lama, andando em zig-zag.

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  20. Com o tempo, meu padrasto colocou guias no portão e quando começava o temporal ele encaixava duas tábuas de 30cm uma sobre a outra nas guias, de modo a bloquear um pouco a entrada de lama. Aí praticamente só entrava água suja no quintal, caso o nível da enchente não ultrapassasse o das tábuas.

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  21. Ao longo dos 22 anos que moramos ali, só na enchente de 1967 entrou água dentro de casa. Uns 10cm de altura. Pouco estrago.

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  22. O que me deixava apavorado era quando a calha entupia. Como eram duas casas geminadas (números 46 e 48), a calha era única para ambas. E havia bem em frente a elas uma grande árvore de oiti, cujas folhas caíam na calha e a entupiam. Durante temporais, a calha transbordava, a água entrava pelas frestas das telhas, caía no forro de madeira (não havia laje nas casas), passava por frestas nele e escorria pela parede do corredor, parecendo cachoeira. Teve vez de o reboco cair aos pedaços com a força da cachoeira e parte do corredor ficar com tijolos à vista. Do chão, que era de tábuas corridas do tipo antigo, também com frestas, a água caía no porão. Era apavorante.

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  23. Ali passei meus melhores e piores dias da infância, adolescência e parte da vida adulta (dos 3 aos 25 anos). Piores porque chegou a um ponto em que eu temia que a casa desabasse em cima de nós. Uma travessa do porão, que sustentava uma das paredes da sala de jantar, cedeu e abriu uma rachadura na parede. Havia uma cristaleira encostada nessa parede. Houve uma época em que a CEDAE fez uma obra na rua e não fechou direito a vala aberta. Nessa mesma ocasião estava havendo uma grande obra na rua Uruguai e o trânsito de ônibus foi desviado para nossa rua. Quando eles passavam pela vala a cristaleira tremia e os copos e taças tilintavam. E a vala ficava a uns 100 metros de casa. Eu ficava apavorado, vendo a qualquer momento aquela parede desabar e parte da casa ir junto.

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  24. Até hoje tenho pesadelos com aquela casa e acordo assustado. Quando nos mudamos aqui para o Engenho Novo, foi como entrar num paraíso. Para vocês terem ideia da situação da tal casa.

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  25. As quatro casas (números 46, 48, 50 e 52) pertenciam a uma viúva, que nunca conhecemos. Pagávamos o aluguel a um procurador dela, o sr. Braga, numa das ruas ali perto da Praça Mauá. Em meados de 1972 a dona resolveu vender as quatro casas. Ofereceu-nos a opção de comprar a nossa. Deus nos livre!! Recebemos uma indenização e nos mudamos aqui para o Engenho Novo, no dia 12 de janeiro de 1973. No local das quatro casas foi construído um edifício, que recebeu o número 50.

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  26. Esta casa aqui do Engenho Novo compramos por promissória junto ao proprietário. O preço era 110 mil cruzeiros. Ele queria 40 mil de entrada, 10 mil após seis meses, e 1500 durante quarenta meses. Não tínhamos tanto dinheiro para a entrada. Oferecemos 35 mil de entrada, 5 mil após seis meses, vinte prestações de 1500 cruzeiros e vinte de 2000 cruzeiros. Ele aceitou. Eu participei com 6 mil na entrada e assumi todas as prestações. Quando nos mudamos eu era bolsista do IBGE, fazendo um curso e ganhando justamente os 1500 cruzeiros das prestações iniciais. Consegui pagar tudo com um pé nas costas, e ainda comprei ao longo do tempo das prestações dois Chevettes, um em abril de 1974 e o outro em fevereiro de 1976, após vender o primeiro. A casa foi quitada em 1977. Onde que isso seria possível hoje em dia?

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  27. Minha enteada mais nova comprou um apartamento de um quarto na Vila do Pan e vai pagar em 30 ou 35 anos, não sei bem. Já minha segunda casa comprei em outubro de 1978 e paguei em oito anos, com financiamento da Capemi, tabela Price. Paguei também com um pé nas costas, quitando-a em 1986. Durante aquele período fiz todas as viagens ao exterior que já narrei aqui ao longo dos anos. Dinheiro não era problema. Em ambos os casos não precisei me apertar para pagar as duas casas.

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  28. Durante o temporal que aconteceu, creio, em 1988 ou por aí, eu trabalhava na rua de Santana. Um colega nosso, coreano chamado Jae Woo, morava na Gardênia Azul e havia comprado de um outro colega um Chevette preto, hatch. Prevendo o temporal, ele resolveu sair mais cedo do serviço. Pegou o carro mas a chuva logo caiu, forte. A Presidente Vargas começou a encher e o canal do Mangue transbordou. Ele estava chegando no viaduto dos Marinheiros ou lá que nome tivesse o que desce para a Praça da Bandeira. Esta já estava cheia, com o trânsito parado. Os veículos começaram a se apertar em cima do viaduto. Ele conseguiu subir um pouco no dito cujo. Resultado: passou a noite ali. Só no meio da manhã do dia seguinte o trânsito começou a andar na Praça da Bandeira e ele conseguiu chegar em casa.

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  29. Já por volta de 2015, eu estava num ônibus da linha 232 - Lins x Praça XV, vindo do trabalho. Quando ele chegou no viaduto Oduvaldo Cozzi o temporal estava no auge. Ele parou na descida dele, em frente aos muros da Escola Técnica (atual CEFET). O rio Maracanã transbordou. Dava para ver a água subir lentamente nos fradinhos que ladeiam o canal do rio. Do outro lado, junto ao muro da CEFET, estava parado um carro preto, com um casal dentro. Eles não conseguiam sair do carro por causa do nível das águas. Quando este atingiu quase o teto do carro, apareceu um funcionário da CEFET com uma escada. Ele passou-a por cima do muro. O casal saiu do carro e subiu na escada, entrando na CEFET. Foi dramático.

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  30. Aqui choveu forte depois de 14h quase meia hora. Agora o céu está carregado mas não chove.

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    1. Durante o Balanço Geral e no intervalo da novela da Globo foram mostradas imagens de inundações na zona oeste, especialmente Bangu e VK, além da baixada, na região da Dutra, em São João de Meriti. O Méier estava alagado e na hora do RJ1 a chuva estava na região de Cascadura e Madureira.

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  31. O Helio deve ter um grande programa de computador com todos esses dados de datas e horas dos acontecimentos de dezenas de anos atrás. É uma coisa impressionante.

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  32. O temporal que o Helio lembrou foi em 1988, em janeiro, se não me engano, talvez até tenha sido no dia 20, no feriado, mas isso não tenho certeza. Foi a única vez que passei um aperto, mas nada tão absurdo. A chuva foi muito forte e os bueiros entupidos em frente à casa da minha mãe e outro 5 casas depois. A rua onde moramos até hoje nunca teve problemas de enchente, só nesse dia. Eu, meu pai e mais uns 2 ou 3 moradores conseguimos desentupir os bueiros a tempo de evitar o pior. De qualquer forma, a água não invadiu as casas da rua. Foi a única ocorrência mais grave que passei.

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    1. Em 1988 foi em fevereiro logo após o carnaval, tanto que não houve desfile das campeãs no sábado, para comemorar o título da Vila Isabel. Lembro bem porque foi a enchente mais forte que eu enfrentei em Madureira. É dessa época a foto bem famosa do ônibus na rua Jardim Botânico com água quase pela metade.

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    2. Foi isso mesmo, tens razão.👍🏻

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  33. Imagens impressionantes de regiões alagadas, principalmente na Baixada Fluminense, passaram agora no RJ2. A Via Dutra parecia um rio!!!

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