Mencionado ontem, eis o amolador de lâminas de barbear que, muito provavelmente, poucos que passam por aqui usaram. Até meados do século passado usava-se, na maioria das vezes, navalhas (da marca Solingen) para fazer a barba, o que requeria muita atenção para evitar ferimentos.
Os aparelhos com lâminas
de barbear, que se popularizaram com o fabricante Gillette, tornaram mais fácil
o barbear. Nos anos 50 do século passado, as lâminas eram montadas em aparelhos
em forma de "T", inicialmente com vários componentes. Depois, estes
aparelhos se transformaram em peça única, com o local para colocação da lâmina
sendo aberto girando-se a extremidade do cabo oposta ao compartimento das
lâminas (como o Gillette MonoTECH).
As lâminas que vinham em
pacotinhos de papel também passaram a vir em dispositivos de plástico
("munidor"). Hoje em dia é muito difícil conseguir uma gilete.
Mais adiante surgiram os
aparelhos descartáveis e outros com várias lâminas em conjunto, facilitando o
barbear. Parte dos usuários aderiu, em meados do século passado, aos
barbeadores elétricos.
Certa vez o prezado Eraldo contou que o pai dele teve um desses:
"Um belo dia, no começo dos anos
60, chegou em casa com a novidade.
Prendia-se a cordinha em
algum lugar (gancho, cabide da toalha etc.), punha-se a gilete cega no
aparelhinho, encaixando as duas partes circulares daquele rasgo todo recortado
que havia no meio da lâmina nos dois pinos, fechava-se a maquineta. Então, com
a cordinha esticada, fazia-se um movimento de vai-e-vem no aparelho. A cordinha
fazia girar os dois cilindros e dava um movimento orbital à lâmina, atritando-a
contra os afiadores. Não sei se realmente afiava, era muito novo para responder
por experiência própria."





















