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quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

PREFEITURA

Postal de Marc Ferrez, mostrando o prédio da Prefeitura do Rio de Janeiro. Coleção de Klerman W. Lopes. Desde 1892 até meados da década de 40 do século XX funcionou neste prédio que ficava entre as ruas General Câmara e São Pedro, exatamente no leito onde seria construída a Av. Presidente Vargas.  Foi demolido durante abertura da Av. Presidente Vargas. 

Deste local o Prefeito Pereira Passos administrou a modernização da cidade e foi daí, também, que o Prefeito Carlos Sampaio comandou o arrasamento do Morro do Castelo.

O outro prédio que vemos na foto sobreviveu e é a Escola Rivadávia Correia.

Nesta foto um carro fúnebre passa diante do prédio da Prefeitura.

Depois da demolição do prédio a Prefeitura ocupou por pouco tempo o casarão onde funciona o Museu da Cidade, na Gávea. Na administração Ângelo Mendes de Morais, de 1947 a 51, passou a ocupar o Palácio Guanabara, que desde o fim do Império tinha passado por diversos usos. O lugar foi mantido pelo Governo do Estado da Guanabara (neste período a Prefeitura deixou de existir) e finalmente encampado pelo Governo do Estado após a fusão. 

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro que existe hoje foi criada apenas com a fusão, em 1975, ocupando a casa que havia pertencido à Embaixada do Reino Unido, em Botafogo. Junto ao Gabinete do Prefeito existe uma galeria de todos os governantes da cidade: prefeitos do Distrito Federal, governadores da Guanabara e prefeitos do Rio. 


Nesta foto da década de 30 vemos o prédio em obras.

No final dos anos 70 foi construído o Centro Administrativo São Sebastião, popularmente conhecido por "Piranhão". Mas quem trabalha na Prefeitura só chama pela sigla CASS. 

Aqui vemos o projeto original, de 1875.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

PRAIA DO FLAMENGO







Vemos a Praia do Flamengo de meados do século passado,  Tinha seu charme, com sua inconfundível mureta.

Desde a inauguração da Av. Beira-Mar, no tempo de Pereira Passos, até a construção do Aterro nos anos 60, foi palco também de inúmeras ressacas.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

FILA DE ÔNIBUS

Foto de Thomas Mcavoy.


Foto do Arquivo Nacional, acervo do Correio da Manhã.

Foto do livro Brazil.

                    Foto do Arquivo Nacional, acervo do Correio da Manhã.

É curioso observar a evolução das vestimentas dos cariocas através dos tempos. Da primeira foto em 1943, com uma senhora aparentemente com um abrigo de pele, até ao grupo que espera o ônibus na Praça Mauá, provavelmente no final dos anos 60.

 

sábado, 18 de dezembro de 2021

DO FUNDO DO BAÚ - LOTERIA

 

A quem ganhasse na Loteria Federal era sugerido uma viagem a Galveston, uma ida à Europa, um bungalow em Copacabana, um automóvel lindo, um palacete em Petrópolis, jóias…

O que os comentaristas fariam com o prêmio da Mega da Virada?


sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

IGREJA SÃO FRANCISCO DE PAULA - BARRA DA TIJUCA






Maquetes da Matriz de São Francisco de Paula, na Av. Olegário Maciel, na Barra da Tijuca. Conforme conta I. Fontes, "numa pequena aldeia que se chama Paola, na Calábria, Giácomo D´Alessio e Vienna de Fuscaldo eram muito estimados entre seus habitantes pela vida santa que levavam. Eles sonhavam em ter um menino e, após esperarem 15 anos, em 27/03/1416, nasceu um menino. Como devotos de São Francisco de Assis deram ao mesmo o nome de Francisco. Este, por sua docilidade e por sua obediência chegou ao extremo da humildade. Seu compromisso era o de servir a Deus. Era admirável o seu amadurecimento espiritual. Tornou-se um eremita e, aos 19 anos, iniciou a fundação da instituição religiosa que, mais adiante, tornar-se-ia a "Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula".

A igreja na Barra teve projeto de Giulio Cellini aprovado em 1961 e a construção do templo iniciou-se em 1963. A Igreja Matriz de São Francisco de Paula seria inaugurada em 16/11/1969. Por esta época, Frei Giuliano Accardo soube congregar a colônia italiana, sobretudo os oriundos da Calábria, que colaborou não só na construção como na formação do serviço social".

A família do desaparecido JBAN é originária da cidade de Paola.


Vemos a Igreja de São Francisco de Paula e a Praça Euvaldo Lodi ainda em seu formato original sem ter sido cortada pelas pistas da Av. Armando Lombardi, que teve seu trajeto retificado quando passou a fazer parte da auto-estrada Lagoa-Barra. Como já contou o Decourt, o projeto original da Auto-Estrada previa que ela entrasse pelo bairro pela Av. Gilberto Amado, depois contornando a Praça Prof. José Bernardino, seguindo pela Av. Alda Garrido até se encontrar com a Av. das Américas na ponte de Marapendi

Em fotos antigas e até pelo mapa percebe-se que esse seria o trajeto mais lógico, mas para não impactar o Jardim Oceânico e o Tijucamar com tráfego de passagem, preferiu-se usar um trajeto radial, mesmo que tivesse que aterrar áreas do canal da Barra da Tijuca.


Conta o JBAN que “a devoção a São Francisco de Paula é muito forte na Itália, principalmente no Sul, de onde ele é originário. Coincidentemente, minha família italiana é da cidade de Paola, a mesma do santo. Tive a oportunidade de conhecer a basílica velha e a nova (uma bela e moderna igreja) quando fui visitar parentes em uma viagem à Itália.

Muitos milagres são atribuídos ao santo: Por exemplo, uma fonte próxima à Igreja que teria sido "criada" por São Francisco ao bater com o seu cajado no chão. Os operários que trabalhavam na igreja estavam sem água e a obra iria parar... Uma bomba caiu dentro da Igreja durante a 2ª Guerra e não explodiu... Como podem ver o Santo é forte.

Todo o primeiro domingo de Maio é celebrada a festa de São Francisco, que é o padroeiro da colônia italiana no Rio de Janeiro. É uma quermesse típica, para angariar fundos para a Igreja. No passado o dinheiro era usado para a construção, que levou anos e que até hoje tem aquele ar de obra inacabada.

Minhas avós e tias tinham uma barraca nessa festa onde vendiam cachorro-quente e iguarias italianas. Pizza, Fraguno, Morinjana (Beringela em conserva), Turdido, Cassateda, rosquinhas de mel e outras iguarias que só de escrever o nome já me deixam com água na boca e lágrimas nos olhos. Íamos para lá e fazíamos a festa, nos empanturrando daquilo tudo. No final do domingo saia a procissão pelas ruas do Jardim Oceânico e terminava com uma missa solene na igreja.

Até hoje a festa acontece e é muito animada. Sempre que posso, dou uma passada por lá para matar as saudades da comida da minha avó, comprar uns quitutes para congelar e comer durante o ano e ver aqueles carcamanos e seus filhos todos juntos. Algumas cenas me transportam para uma aldeia no Sul da Itália.”

Ilhas Fontes, em "Lembranças do Rio de Janeiro", conta que em 1955, quando o Cardeal Câmara foi presidir a festa inaugural do Dispensário Lourenço Jorge (que ficava na Praia da Barra, ao lado do Grupamento Marítimo de Salvamento), aproveitou para mandar colocar uma cruz de madeira na Praça Euvaldo Lodi, assegurando ali o levantamento de uma futura igreja. Foi então construída uma capela que, nos primeiros anos da década de 60, foi substituída pela igreja de alvenaria, em projeto de Giulio Cellini. A Igreja Matriz foi, finalmente, inaugurada em 16/11/1969, já na administração Negrão de Lima. Nesta igreja se reúne a colônia italiana, sobretudo os oriundos da Calábria.