O "Onde é?" de hoje contou com a colaboração de diversos comentaristas do "Saudades do Rio". Agradeço a todos.
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quinta-feira, 2 de novembro de 2023
segunda-feira, 30 de outubro de 2023
TV RIO
A primeira ocupação deste
local foi com a famosa casa de Mère Louise. Depois foi construído, no lugar do cabaré, o
prédio do Cassino Atlântico, que foi o que a TV RIO ocupou.
Uma informação que poucos
sabem é que, durante algum tempo, antes da TV RIO ali se instalar, funcionou
uma sede da AABB neste endereço.
Depois da TV RIO um novo
prédio foi construído onde se instalaram os hotéis Rio Palace, depois Sofitel e
agora Fairmont.
FOTO 2: Lá no fundo vemos o logotipo da TV RIO, em foto garimpada pelo Nickolas. Nos primeiros tempos era complicado assistir TV. Desde a instalação da antena para capturar o sinal (Copacabana, por exemplo, tinha muita dificuldade face ao Morro dos Cabritos), até à qualidade dos aparelhos. Havia que controlar o "vertical" (imagens correndo para baixo), o "horizontal" (imagens todas tremida), ver através dos "chuviscos" que apareciam na tela.
FOTO 3: Antes do aparecimento do video-tape todos os programas eram "ao vivo", muitos deles com plateia no auditório. Os imprevistos aconteciam para "delírio" dos espectadores e preocupação para os envolvidos. Às vezes havia um problema no cenário e os apresentadores de comerciais tinham que se virar, no ar, para dar tempo de consertarem.
Dentre os programas ao vivo é possível citar alguns de grande sucesso, como o TV RIO RING, com Teti Alfonso, Luiz Mendes e Leo Batista.
O "Noites Cariocas", às sextas-feiras, com dezenas de comediantes e vedetes como Lady Hilda, Rose Rondelli, Sandra Sandré, Celia Coutinho e tantas outras.
A "Buzina do Chacrinha", o "O riso é o limite" (com Jorge "Zé Bonitinho" Loredo, Vagareza e Siwa, Walter e Ema Dávila, Nair Belo, Nancy Wanderley), o "J. Silvestre ... Milhões" cuja primeira parte era o "Biscoitestes Duchen", onde havia seis vedetes, cada uma com uma camiseta que tinha uma das letras da marca estampada na frente (a letra "N" era a Sonia Muller, que tinha um charme especial). Alguém lembra das vedetes das outras letras?
O "Hoje é dia de rock" (aos domingos, com o Jair Taumaturgo), "Rio Hit Parade" com Murilo Néri, "Praça da Alegria" com Manoel de Nóbrega e milhares de outros como "Noite de Gala".
Um grande destaque da TV RIO foi o João Roberto Kelly e seus programas musicais.
FOTO 4: A TV Rio tinha algumas séries fantásticas, como “Peter Gunn” de Blake Edwards, com Craig Stevens, “Os Intocáveis” com Robert Stack como Elliot Ness, “Bat Masterson” com Gene Barry, “Combate” com Vic Morrow. “Aventuras Submarinas” com Lloyd Bridges, “Paladino do Oeste” com Richard Boone, “Jet Jackson”, “Além da Imaginação”, “Perry Mason”.
Contam que o Conde di Lido era fã da série “O irresistível Tab Hunter”, mas isto deve ser intriga da oposição. Para competir com o ótimo “Rin-Tin-Tin” do canal 6, o canal 13 exibia “Lassie”, que era menos interessante.
FOTO 5: O "Telejornal Pirelli", com Leo Batista e Heron Domingues era exibido às 19h55, cinco minutos antes do "rival" do canal 6, o "Repórter Esso" com Gontijo Teodoro.
Aos domingos a TV RIO exibia a inesquecível Grande Resenha Facit, a precursora das mesas-redondas esportivas, com o Luiz Mendes, Sandro Moreira, João Saldanha, Armando Nogueira, José Maria Scassa, Vitorino Vieira, Hans Henningsen, Nelson Rodrigues. Armando, Sandro e Saldanha eram os botafoguenses e davam um banho nos demais, sempre saindo vitoriosos nos debates. O único que lhes fazia frente era Nelson Rodrigues. Scassa e Vitorino, que teoricamente defendiam o Flamengo e o Vasco eram engolidos pelos outros. Hans era mais neutro e falava do futebol internacional.
Havia bons programas jornalísticos como o do Sargentelli e culturais como o Teleteatro com Sergio Britto.
FOTO 6, de Jean Manzon: Fazer uma transmissão externa na década de 50 tinha muitas dificuldades técnicas. A foto mostra a transmissão do Congresso Eucarístico Internacional de 1955.
As senhoras de véu, exigência da Igreja
Católica na época, se protegem do sol com uma daquelas sombrinhas japonesas que
se abriam num movimento de 180º. Ao fundo destacam-se os luminosos da Esso, do
Novo Mundo e do Mobiloil.
FOTO 7, da Última Hora: Aqui vemos uma câmera da TV RIO no Estádio de Remo da Lagoa transmitindo uma regata. A emissora dava grande apoio ao esporte. Chegou a transmitir, todos sábados à tarde, jogos do campeonato de futebol de praia (o verdadeiro, onze contra onze). Os jogos eram no campo do Maravilha, em frente ao Edifício Guarujá, na altura da Constante Ramos.
Lembro de uma transmissão interestadual que mostraria um jogo em Minas Gerais. Foram instalados uma série de transmissores pelo caminho, mas não havia como a imagem chegar, só o som. O locutor escalado era o Oduvaldo Cozzi, um mestre da transmissão esportiva, que tinha um vocabulário rebuscado. Como a imagem não chegava Cozzi ficou enchendo linguiça por muito tempo, enquanto a imagem era o símbolo da emissora. Às tantas, lembrou-se de uma antiga lenda Tupi e numa licença poética saiu-se com: "E por que chora a Mantiqueira? Chora por não receber o beijo das ondas do mar do Rio!"
E por aí foi até o término da partida que não foi vista por ninguém.
FOTO 8: Anúncio de uma programação da TV RIO. Até o "Pergunte ao João", sucesso da Rádio JB, tinha espaço na TV RIO. Naqueles tempos sem Internet, João respondia às perguntas dos telespectadores. Havia filmes, humorísticos (Epitáfio e Santinha era com Renato Corte Real e Nair Belo), novela (com artistas como Fernanda Montenegro e Sergio Brito, adaptada por Nelson Rodrigues), etc.
FOTO 10: Quando vemos a imagem na TV não imaginamos como pode ser precário o cenário verdadeiro. Duas enormes câmeras, uma parede escorada, tudo muito simples.
FOTO 11: Houve um tempo em que um político, independente do seu viés ideológico, atraía a atenção dos telespectadores. Na foto vemos Carlos Lacerda, como poderíamos ver um Lott, um Negrão de Lima, um Sergio Magalhães, deputados e senadores bem diferentes dos atuais.
FOTO 12: o inesquecível Ronald Golias. O "professor" talvez seja o sem-graça Carlos Alberto de Nóbrega.
História número 1
Esta foto coloca uma bela
pá de cal nas especulações a respeito do deslocamento do arremate curvo da
velha Av. Atlântica quando do alargamento nos aos 70.
Na foto vemos
perfeitamente a velha avenida à direita totalmente intacta, inclusive o velho
calçadão que ficava junto a areia, ficando hoje junto ao estacionamento
lateral.
Ou seja, pelo menos no
Posto VI, as dimensões da velha Atlântica estão perpetuadas no calçadão junto
aos prédios.
A foto ainda nos mostra
mais detalhes, como a casa que resistiu até os anos 80, na esquina com a Rua
Joaquim Nabuco, representante das pioneiras do bairro, pois aparece em fotos já
do final dos anos 10 do século XX. Vemos também o prédio do Cassino Atlântico,
nessa época sede da TV RIO e que em breve seria demolido, ao seu lado vemos uma
ponta do telhado de uma grande casa normanda, demolida junto com o prédio do
cassino para a construção do Hotel Sofitel.
História número 2
No sábado passado eu e
Roberto Tumminelli fomos garimpar material na Praça XV, quando nos deparamos
com várias fotos, aparentemente de uma família. Olha daqui, mexe dali, achei um
passaporte que confirmou a identidade dessa senhora, Sara Gandelman, moradora
da Rua Saint Romain, nos aprazíveis anos 30 e 40, quando a favela ainda não
tinha fagocitado aquela via.
Além de suas fotos em
Copacabana e no Rio, havia todo um histórico de várias viagens, desde mocinha
até idosa, por vários lugares do Brasil e do mundo, como cartões, folhetos e
lembranças. Em suma, toda a memória de uma pessoa foi para o lixo, certamente
descartada pelas gerações mais novas que acham que esse material é velho e não
serve para nada.
Uma pena!
A velha máxima está
certa: o lixo de uns é tesouro de outros...
quinta-feira, 26 de outubro de 2023
LAGOA - PIRAQUÊ - SEDE ESPORTIVA DO CLUBE NAVAL
A Sede Social, dependência
mais antiga do Clube, funcionou em diversos pontos no Centro do Rio de Janeiro,
antes de ser instalada definitivamente na esquina da Avenida Rio Branco com
Avenida Almirante Barroso, em prédio erigido especialmente com tal finalidade.
Foi inaugurada no ano de 1910,
e compõe, juntamente com o Teatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional, o principal núcleo
cultural da cidade.
Nos anos de 1940 e 1983, foram inauguradas, respectivamente, as Sedes Esportiva (Piraquê), na Lagoa Rodrigo de Freitas, e Náutica, no bairro de Charitas, na simpática vizinha cidade de Niterói.
Foi o prefeito Carlos Sampaio que, em 1921, realizou o
projeto do engenheiro Saturnino de Brito, abrindo os canais do Jardim de Alah e
da Avenida Visconde de Albuquerque, permitindo a troca de águas entre o mar e a
lagoa. A areia retirada para a construção deu origem às ilhas Caiçaras e Piraquê.
A Seção Esportiva do Clube Naval foi criada em 1936
e em 1937 foram eleitos os seus primeiros dirigentes: Presidente Joaquim Novais
Castelo Branco, Secretário Benvindo Taques Horta e Tesoureiro Levy Araujo de
Paiva Meira.
Em 1937, o presidente encaminhou um Memorial ao
Presidente da República: “Accentuando-se cada vez mais a necessidade de prover
a Marinha de Guerra do Brasil de um centro de cultura physica e sports (…) e após
longo trabalho na escolha do local, foi ventilada a ideia de ser aproveitada a
ilha existente na Lagôa Rodrigo de Freitas, conhecida com o nome de “Piraquê”.
Este local offerece a grande vantagem de poder reunir as installações dos
sports terrestres e nauticos.”
Observem o tamanho da ilha de Piraquê na época.
Foto de Malta.Em 1938 foi concedido ao Clube Naval o aforamento da Ilha do Piraquê. A adaptação dessa ilha viria concorrer de modo indiscutível para incentivar o esporte náutico na Lagoa. O terreno, junto à embocadura do Rio dos Macacos, já nesta ocasião tinha sido aumentado com um aterro.
As obras foram orçadas em
cerca de 1.200 contos de réis. Foram eleitos para o bienio 1939-41 o Presidente
Joaquim Novais Castelo Branco, o Secretário Francisco Vicente Bulcão Vianna e o
Tesoureiro Adalberto de Barros Nunes.
Já vemos a ponte que hoje é a entrada social do Piraquê.
Foto do ano de 1940, da Aviação Naval.
O “Jornal do Brasil” de 07/07/1940 noticiou a visita do
Presidente Vargas à “Ilha de Piraquê”:
“O Clube Naval, com o auxílio do Governo Federal,
construiu, na Ilha de Piraquê, as suas dependências esportivas, com magníficas
praças de esportes, de todos os gêneros. Como se sabe, esse local, à margem da
Lagoa Rodrigo de Freitas, possui um notável panorama. O Clube pretende
realizar, ali, uma série de campeoatos esportivos, corridas de lanchas, etc.
A sede do clube apresentava um grande movimento, vendo-se
nas dependências figuras do maior destaque social.
Quando Sua Excelência ali chegou foi alvo de grande
manifestação de todos os sócios e suas famílias. Depois de percorrer as
instalações do clube, o Presidente Getulio Vargas, ao som do Hino Nacional,
içou, no mastro principal da praça de esportes, o Pavilhão Nacional.
O clube resolveu inaugurar o busto do Sr. Getulio Vargas
em reconhecimento aos seus serviços àquela instituição.
O Almirante Alvaro Vasconceos, presidente do Clube Naval,
proferiu, nessa ocasião, o seguinte discurso:
“Na sede esportiva do Clube Naval está de novo Vossa
Excelência em contato com a oficialidade da Marinha de Guerra; aqui,
entretanto, sem as restrições que o protocolo impõe nas esferas da alta
administração e compensada, esperamos, a falta dos atrativos que o ambiente
puramente profissional sempre oferece, pelo maior calor com que nos é possível
demonstrar a invariável estima com que no seio dela e Vossa Excelência
recebido.
(...)
Desejamos que a visita constate que não foi perdido ou
sequer mal aplicado o auxílio que o Clube Naval mereceu do preclaro Chefe do
Estado Novo para a construção de sua sede esportiva e de educação física.
A instalação da sede não está nem poderia estar completa.
Mas podemos mostrar o muito que já foi feito na Ilha que o eminente Prefeito
Henrique Dodsworth, cujo nome Vossa Excelência permitirá seja relembrado nesta
homenagem concedeu por aforamento ao Clube Naval.
(...)
Estiveram presentes ao ato, entre outros, o Ministro
Aristides Guilhem, o Interventor Amaral Peixoto, o Prefeito Henrique Dodsworth,
Comandante Angelo Nolasco, assim como outras altas autoridades, civis e
militares. Após provas esportivas foi servido um cocktail.”
O Jornal do Brasil, em outra reportagem dos anos 40, conta que “A
Ilha de Piraquê é um pequeno trato de terra encravado na Lagoa Rodrigo de
Freitas. Antes de sua cessão pela Prefeitura do DF ao Clube Naval, havia ali
apenas alguns exemplares de eucaliptos.
Os dirigentes do Clube Naval viram que a ilha se
prestaria à instalação de um campo de esportes. Esse projeto se tornou
realidade. Ali se pode praticar basketball, volleyball, tennis, etc.
Completando há um parque infantil e um cais para o lançamento de embarcações.
Em foto do acervo do Museu Aeroespacial vemos a Lagoa e o
Jardim Botânico em 1945. Destaque para a sede esportiva do Clube Naval
(Piraquê), já bem maior do que era quando da inauguração cinco anos antes.
Bem no meio da foto, lá no fundo, há o mastro da bandeira
na borda da Lagoa. Este mastro existe
até hoje e fica antes da piscina semiolímpica e quem conhece o clube sabe
quanto mais ainda há hoje em dia por trás dele, tais como instalações da outra
piscina e um campo oficial de futebol, fora os outros aterros laterais, que
comportam instalações como um ginásio poliesportivo e um local para churrascos.
O "logo" na asa esquerda do avião indica que
ele pertenceria ao grupo de aviação do Exército, da antiga Base dos Afonsos e
não da Aviação Naval , com base no Galeão, unificadas em 1941 com a criação do
Ministério da Aeronáutica.
Aterros mais radicais ocorreram na década de 60, com
aproveitamento de material retirado para a abertura do Túnel Rebouças e
facilitados pelo regime da época.
Esta foto mostra algo inconcebível aos olhos de hoje. Vemos
as dependências do Piraquê, na Lagoa, na década de 50. Podemos notar que a
piscina acabava praticamente às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas e tinha um
escorrega que, tempos depois, foi demolido.
Muita coisa foi construída após esta piscina, em sucessivos aterros.
Além de comportadíssimos trajes de banho, vemos uma brincadeira para crianças, totalmente incorreta por culpa dos adultos, que consistia em ver quem conseguia agarrar um pato jogado dentro da piscina. O pato devia ficar estressadíssimo e provavelmente devia contaminar a piscina que teria que ser interditada para limpeza...
A foto de alguns anos atrás mostra o tanto que a ilha foi aterrada. Vários pavilhões construídos, um campo de futebol gramado em terreno conquistado à Lagoa, o "novo" ginásio depois das quadras de tênis (são seis), uma quadra poliesportiva, à direita, com telhado mais elevado, um cinema para centenas de espectadores, restaurantes, terraços, boate, ginásio, até um colégio, de no Popeye, para crianças pequenas.
O mastro. Inicialmente era o final do clube como podemos ver nas primeiras fotos. Hoje deve estar mais ou menos no meio do clube, ou seja, aterros duplicaram o terreno.
domingo, 22 de outubro de 2023
CULTURA INGLESA NO RIO
O “Correio da Manhã”, em
1934, noticiava a chegada do “publicista inglez Sr. Philip Guedalla, director
do Instituto Ibero-Americano da Grã-Bretanha e nome muito em destaque nos meios
intellectuaes da Inglaterra”.
“Durante sua permanencia
nesta capital, será inaugurada a Sociedade Brasileira de Cultura Ingleza,
recentemente fundada e que tem por finalidade a aproximação cultural
anglo-brasileira.”
Entre outras altas
personalidades presentes na SBCI quando desta palestra estava meu tio James Darcy, cuja casa já foi
objeto de várias postagens no “Saudades do Rio”.
Inaugurada
em 18/8/1934, com sede no Edifício Odeon, salas 303 e 304, no Centro, em 1936
mudou-se para instalações maiores no Edifício Nilomex, na Av. Nilo Peçanha nº
155, salas 301 a 306. Em 1939 mudou-se para Av. Graça Aranha nº 39 (numeração
antiga), no Edifício Montepio.
Eram frequentes as
palestras e muitas personalidades inglesas foram recebidas no Rio, entre elas o
escritor Compton Mackenzie. Conforme já nos contou o saudoso General Miranda: “O
conhecido critico britannico, que ficou hospedado na minha casa à Rua Sorocaba
nº 90, pretendia realizar duas conferencias na Cultura Ingleza, mas tendo
adoecido, felizmente sem gravidade, resolveu partir para Southampton a bordo do
“Arlanza”, impedindo nosso mundo intelectual de ouvir a palavra do autor de “Sinister
Street”.”
No ano seguinte, 1935, o
Gal. Miranda hospedou Lord Salvesen, membro do Supremo Tribunal de Justiça e
membro da Camara dos Lords, que aqui chegou a bordo do “Highland Princess”, procedente
de Londres e que proferiu a palestra “Pontos de contacto entre as leis da
Escossia e o Codigo Brasileiro”, no salão nobre do Itamaraty.
Aos poucos foi abrindo
novas filiais pelos bairros, tendo chegado em Copacabana os anos 40, quando
abriu uma filial na Rua Sá Ferreira nº 128, em Copacabana. Esta filial de Copacabana, em 1951, mudou-se para uma casa na Av. Atlântica.
A Cultura Inglesa de
Copacabana, patrocinou diversos espetáculos no Cassino Copacabana, como o da
companhia de teatro de Edward Stirling. Além dos cursos de inglês, a Cultura
Inglesa promovia frequentes eventos culturais e sociais, com palestras,
debates, apresentações de teatro, música e cinema. Criou e fez sucesso o Rio Coral
Group, organizado pela SBCI.
No ano de 1951 a filial
Copacabana mudou-se para a casa da foto acima, à Av. Atlântica nº 4228, no
Posto 6. Era um terreno imenso, indo da Av. Atlântica até a Av. N. S. de
Copacabana. Típica construção da segunda geração de casas do bairro. Foi abaixo
junto com o Cassino Atlântico/TV Rio para a construção do Hotel Rio Palace, depois
Hotel Sofitel e hoje Hotel Fairmont. Em troca do terreno a Cultura Inglesa
recebeu um edifício construído especificamente para ela na Rua Raul Pompéia, no
início dos anos 70.
OBS: não sei se este edifício é onde funciona atualmente a unidade Dorival Caymmi, na Raul Pompeia nº 231.
Assim, vemos à esquerda o
Cassino Atlântico na esquina com a Rua Francisco Otaviano e, a seu lado e
assinalada pela seta vermelha, a casa onde se instalaria a Cultura Inglesa em 1951. Não
sei se o Zierer sabe de quem era a casa que foi vendida à Cultura Inglesa.
A última casa da orla no
canto direito da foto ficava localizada na esquina com a Rua Júlio de
Castilhos. O Hotel Riviera, na esquina da Rainha Elisabeth, já estava de pé e o
Pavão-Pavãozinho era apenas um morro coberto de vegetação.
Esta foto da casa da
Cultura Inglesa no Posto 6 é do começo dos anos 70. Foi enviada
por minha amiga Mrs. Willemsens, que foi diretora-geral durante algum tempo. O carro grande
é um já veterano Bel Air 53. Onde estaria o sorveteiro da carrocinha da Kibon?
Esta foto, do AGCRJ, tem
legenda da dupla M. Zierer/obiscoitomolhado: “O casarão geminado ficava no
quarteirão entre as ruas Francisco Otaviano e Joaquim Nabuco, no Posto 6. Ali
funcionou a partir dos anos 50 a sede da Cultura Inglesa. Foi demolido no
início dos anos 70 junto com seu vizinho, o prédio art-déco da TV Rio, antigo
Cassino Atlântico.
Finalmente, o crème de la
crème. Não, não é o Jipinho Willys, claro que não! É o fulgurante Mercury
Monterey Sun Valley, de 1954. O Monterey apareceu como resposta aos primeiros
hardtops da GM, mas esse Sun Valley botou vários corpos de vantagem, com seu
meio-teto em plexyglass esverdeado. Só Ford e Mercury ofereciam esse aparato
lunar-solar, outro espetáculo!”
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NOTA: A PARTIR DESTA DATA
O “SAUDADES DO RIO” DEIXA DE SER DIÁRIO.














































