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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

AV. RADIAL OESTE





 
As duas primeiras fotos são da revista Manchete (1952) e as outras quatro fotos são de obras da Avenida Radial Oeste, todas do acervo do Correio da Manhã, do início da década de 60.
A reportagem de 1952 dava conta que a Avenida Radial Oeste “será a continuação natural da Avenida Presidente Vargas, que tem seu término oficial na Praça da Bandeira. Servirá a Radial Oeste para ligação do Centro Urbano aos subúrbios da Central do Brasil. Partindo da Praça da Bandeira a avenida segue pela atual Rua Teixeira Soares, acompanhando o leito da Central do Brasil, servirá ao estádio do Maracanã até atingir o viaduto Getúlio Vargas que liga a Visconde de Niterói.
Desse viaduto, onde será construído um trecho da Radial Oeste, deriva para a esquerda para encontrar a Rua Ceará; segue ela até encontrar a Rua Figueira, que será prolongada até a Rua Francisco Manoel. Dessa rua a Avenida segue até encontrar a Rua Tenente Azouri, que será prolongada até a Rua Barão de Bom Retiro, no Engenho Novo.
Contorna o morro aí existente, junto às ruas General Belegardo e Maria Antonia, até encontrar a Rua Hermengarda. Segue por essa rua até a Rua Dias da Cruz, no Méier. Desse ponto a Radial Oeste poderá se prolongar pela Avenida Amaro Cavalcanti, passando pelo Engenho de Dentro até encontrar, no Encantado, as ruas Manoel Vitorino e Clarimundo de Melo, que vão encontrar, depois de seus prolongamentos, a primeira, pelas ruas Elias da Silva e Nerval de Gouvea, e a segunda pela Rua Padre Telêmaco, em Cascadura, a Avenida Ernani Cardoso em cujo término, no Largo do Campinho, se encontra o Km 0 da antiga Estrada Rio-São Paulo, que serve a Realengo, Bangu e Campo Grande.
A função principal da Avenida Radial Oeste, além de via arterial de penetração do Distrito Federal desde o centro urbano no sentido de sua maior dimensão para os subúrbios distantes, é coletar e distribuir o tráfego formado pelas linhas da EFCB - São Francisco Xavier, Rocha, Riachuelo, Sampaio, Engenho Novo, Méier, Todos os Santos, Engenho de Dentro, Encantado, Piedade, Quintino, Cascadura, Madureira, Jacarepaguá e distritos".
No início dos anos 60 a SURSAN inaugurou novo trecho da Avenida Radial Oeste, ligando a Praça da Bandeira ao Maracanã. As obras, realizadas em ritmo acelerado, duplicaram a avenida que margeia a Estrada de Ferro.
Ainda em 1961 a Radial Oeste passaria pelo trecho da favela do Esqueleto mas, ao tempo das fotos, dependia este melhoramento da Fundação Leão XIII, com quem a SURSAN mantém convênio para a retirada dos barracos.
Naquele momento acreditava-se que, em 1962, poderia a nova rodovia estar ligada à Avenida Presidente Vargas.

36 comentários:

  1. O edifício com o anúncio da Caixa Econômica que aparece na terceira foto aparentemente ficava na esquina das ruas Paulo Fernandes e Pará. Segundo o Decourt,o prédio ficou debruçado na nova embocadura da Rua Pará, determinada pelo PA 9542, o que certamente causou a desapropriação parcial do lote e a demolição do prédio, pois mais da metade da área foi comprometida com o novo recuo.

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  2. Quem também conhece bem esta região é o MAYC, que poderá fazer bons comentários.

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  3. O prédio da Caixa Econômica foi demolido sem razão, já que nada foi construído ali. A Radial Oeste foi construída por partes. Em 1965, após a erradicação dos bondes na região do Meyer, foi iniciada a demolição do trecho a partir da rua Hermengarda, trecho esse que ligou diversas ruas da região e que vai até a São Francisco Xavier. Só no inicio de 1966 é que foi concluída a ligação completa entre o Meyer e a Praça da Bandeira, quando foi finalmente demolido o "casario" restante existente nas ruas Amapá, Teixeira Soares, e General Canabarro.

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  4. Na foto 3, da Paraça da Bandeira, vemos um basculante Ford F-5 1951. Na foto 4, um táxi Chevrolet 1939 e um Kaiser/Fraser 1948, liderando dois lotações do final dos anos 50 (Mercedes-Benz LP-312). Na foto 5, enquanto um cidadão entra em seu Buick 1947 creme, passa um estranho Dodge 1939, pelo menos a grade é esquisita. E, na foto 6, um Plymouth 1939 está em primeiro plano, um Chevrolet 1950 saia e blusa logo atrás e, no trânsito, dois Oldsmobile, um 1942 e um 1946-48. Um furgãozinho inglês segue indo para o Maracanã, atrás de duas Kombi - uma reunião a frete, certamente.

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    1. Diekmann, faltou mencionar o postinho da Shell que era uma marca do local. Construído nos moldes dos pequenos postos de abastecimento e serviços das estradas norte americanas nas décadas de 40/50 também lembra as miniaturas de postos de brinquedo que fazia a alegria da garotada naqueles tempos. Usei os seus serviços duas ou três vezes para troca de óleo, troca de amortecedores e balanceamento de pneus.

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    2. Bem lembrado. Vi o postinho simpático, mas identificar os Mopar foi muito árduo...

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  5. Muita informação sobre esta região hoje.
    Dos anos 60 lembro de saltar do ônibus Grajaú, o 434, ou do Barão de Drumond, o 433, para ir ver jogos no Maracanã. Da favela do Esqueleto para o subúrbio era região desconhecida para mim.

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  6. A foto 3 apresenta uma curiosidade: o "rodo" do bonde" que aparece em linha dupla foi encurtado ainda antes da inauguração em 1962, passando a ser em linha singela, e foi diminuído ainda a extensão do mesmo. Em 1965 esse "rodo" passou a ser mínimo devido ao aumento das pistas de rolamento. Eu tenho fotos em boa resolução que comprovam essas modificações. Era o ponto final do bonde 67 Alto da Boa Vista.

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  7. Bom dia a todos. Só me lembro desta obra no trecho da Pça da Bandeira até o Maracanã. Porém acredito que a obra conforme descrita no texto não foi concluída até hoje.

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  8. Na verdade pouco ando pela radial oeste uso mais a Av. Maracanã, quando venho de carro de Nova Friburgo ou do centro da cidade quando não estou no metrô. Passo pela Francisco Bicalho e no viaduto da CB dobro a direita entro na Praça da Bandeira subo o viaduto passo em frente ao estadio atravesso a São Francisco Xavier.

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  9. Boa tarde a todos.

    Acho já ter visto a terceira foto antes. Interessante essa história de a Radial Oeste ir até o Largo do Campinho. Não sei quais seriam as alterações nos logradouros até chegar lá, provavelmente alargamentos.

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  10. Em 64/65 atravessei a favela athé a linha do trem e não havia qlqr sinal de construção de rodovia!

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  11. Como se vê pela descrição da postagem, a Radial Oeste teve trechos aproveitados de antigas ruas e trechos abertos na marra. Entre as ruas São Francisco Xavier e a Barão do Bom Retiro, o trecho da Radial Oeste recebe o nome de avenida Marechal Rondon. Consultando mapa antigo da área, pude concluir que partindo da Barão do Bom Retiro foi aberto o trecho entre esta e a rua da Bela Vista; dali até a Manoel Miranda aproveitou-se uma rua já existente; da Manoel Miranda até a Antunes Garcia foi rasgada a encosta do morro da Matriz; da Antunes Garcia até a Vitor Meireles já havia uma rua; daí até a Doutor Felippe foi preciso rasgar caminho, cruzando com as ruas Marechal Bittencourt e Filgueiras Lima; seguiu então pela Doutor Felippe até a Sousa Dantas e daí cortou o morro até a confluência com a São Francisco Xavier.

    Até hoje, passando pela Marechal Rondon, dá para ver trechos sem edificações ou com edificações recentes, onde na época foi necessário rasgar a via na marra.

    Já no trecho entre a Dias da Cruz e a General Belegarde só foi preciso rasgar a conexão entre as duas, contornando um morrote que as separava.

    Então, partindo do Méier até São Francisco Xavier, o caminho é ruas Hermengarda, General Belegarde e avenida Marechal Rondon.

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  12. COINCIDÊNCIA 1: Em meados de 1965 eu trabalhava numa firma de construção civil que pegou justamente o trecho de abertura entre as ruas Manoel Miranda e Antunes Garcia. Mal sabia eu que 13 anos depois eu me casaria e moraria numa rua a três quarteirões desse trecho onde trabalhei em 1965.

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  13. COINCIDÊNCIA 2: Em fins do mesmo ano de 1965 a tal firma me alocou na obra da rua Guaiúba, em Acari, um bairro que eu desconhecia, vizinho à Pavuna. Dez anos depois eu faria “bicos” de programação de computador na Formiplac, situada justamente na esquina da rua Guaiúba com a então chamada avenida Automóvel Clube.

    E foi nessa Guaiúba que eu conheci e me interessei por uma morena muito bonita, moradora numa casinha bem simples, com uma área de terra na frente e cerca de madeira separando a casa da rua. Passando por um período de fossa profunda, resultado de uma decepção amorosa, ela me chamou a atenção. Tinha o nome mais bonito que já vi num ser humano, homem ou mulher: Maria Cristina Dias Estrela.

    Os franceses, tidos e havidos como profundos conhecedores da arte do Amor, têm uma música com um trecho bastante verdadeiro e bem aplicável ao meu caso: “Plaisir d’amour / Ne dure qu’un moment / Chagrin d’amour / Dure toute la vie”.

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  14. COINCIDÊNCIA 3: Há alguns anos minha enteada mais velha mora na rua Embaú, numa casa distante em linha reta cerca de 700 metros de onde era mais ou menos a casa da Maria Cristina.

    Duas outras coincidências incríveis aconteceram na minha vida, mas seria longo narrá-las.

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  15. Em janeiro de 2023, a Avenida Radial Oeste passou a se chamar Avenida Rei Pelé. Acho que esse novo nome não pegou, vez que todos ainda a chamam pelo antigo.

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  16. Bom dia. A Avenida Rei Pelé eu escuto mais na imprensa, nos boletins de trânsito.

    Além da minha surpresa de oito anos atrás, não tinha reparado que o Largo do Campinho era considerado o km 0 da antiga Rio-São Paulo. Talvez por ser considerado parte da antiga Real Estrada de Santa Cruz.

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  17. Muitas informações boas nesta complementação de comentários.

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  18. A música Plaisir d’amour, citada pelo Helio, tem uma bela interpretação da Nana Mouskouri.
    E há uma gravação dela junto com o Charles Aznavour que também merece ser ouvida.

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    1. Eu tenho gravada a interpretação da Nana num CD. Baixei do You Tube. Música 18 do CD, gravado em 12/01/2009.
      Também tenho da Mireille Mathieu, num CD gravado em 06/08/2023, música 17.

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    2. Faz parte do repertório de Andrea Bocelli e, segundo alguns, a partitura foi aproveitada por Elvis.

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  19. Bom dia a todos!

    Pra mim, nem Radial Oeste e nem Rei Pelé. Sempre será a "Rua do Maracanã", embora meu caminho para chegar ao estádio fosse pela Av. Brasil, passando pela Ana Neri, viaduto da Mangueira e São Francisco Xavier. Normalmente estacionava na UERJ.

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    1. Sem passar pela Visconde de Niterói? O viaduto da Mangueira dava mão nos dois sentidos?

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    2. Helio, o meu "Viaduto da Mangueira" é a sua Visconde de Niterói, pelo menos no meu mapa mental era assim nos anos 1980/1990.😀

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  20. Essa mania de rebatizar logradouros é perda de tempo e falta do que fazer. Ou não pega ou leva muitos anos para se firmar. Rebatizaram a Suburbana, a Automóvel Clube, a Estrada Velha da Pavuna, a Sernambetiba, a Via 11. Isso mais ou menos recentemente. Se voltarmos séculos, veríamos nomes completamente diferentes para muitas ruas. Alguns eram muito bonitos ou interessantes: rua das Belas Noites, da Imperatriz, Nova do Imperador, dos Ciganos, da Cadeia Velha, do Cano, da Vala, Nova da Prainha, Larga de São Joaquim, do Aterrado, das Lanternas, da Quitanda dos Mercadores, dos Ourives, e tantas outras.

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    1. Sem falar nos problemas gerados para moradores, comerciantes e outros empresários que têm endereço nos logradouros que mudam de nome. Vários documentos e até a propaganda e marketing ficam desatualizados.
      Já vi um caso que a prefeitura mudou nome há muitos anos, mas bem tempo depois a Junta Comercial ainda não sabia disso. Não foi comunicada.
      Isso é importante para emissão de notas fiscais, entre outras burocracias. Em cartório também tem burocracia.

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  21. Uma praça do Leblon acabou de ser batizada de Manoel Carlos.

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  22. Conforme sequência do Street View, a edificação do posto de gasolina da foto 2 ainda estava quase original há 8 anos, mas em imagem de 2024 o local está totalmente emparedado, restando pouco detalhes antigos.
    Seria possível reverte a situação.

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  23. Gosto muito dos comentários do Hélio. A vida dele é sempre interligada por muitas coincidências.

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    1. Obrigado, Ricardo. Sim, muitas coincidências. Os chineses dizem que elas não existem. Sabe-se lá a verdade.

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  24. Ano passado teve encontro? Estava tão ocupado por causa do trabalho que acabei esquecendo de acessar o blog.

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