Em 1957 o
Presidente de Portugal, o General Craveiro Lopes, visitou o Rio de Janeiro.
"Ao som dos
hinos nacionais de Portugal e do Brasil, do bimbalhar dos sinos das igrejas, do
estrugir dos foguetes que sobem aos ares, das sereias dos navios na Baía de
Guanabara, desembarca no Cais do Arsenal de Marinha o Presidente de Portugal.
Depois de 1808, quando chegou ao Rio de Janeiro o Príncipe-Regente D. João VI,
é o General Craveiro Lopes o segundo Chefe-de-Estado de Portugal que vem
visitar o Brasil".
Recepcionado pelo
Presidente Juscelino Kubitschek, ambos desfilaram pela Avenida Atlântica em
carro aberto, coisa impensável nos dias atuais, quando os governantes têm que
se esconder do povo.
Foi uma semana de
muitas festividades, com grande sucesso, culminando com este desfile ao qual
assisti a partir do 5º andar do Edifício Vesper, na esquina da Rua Figueiredo
Magalhães. O desfile dos "Dragões da Independência" foi um dos
destaques naquela manhã na Avenida Atlântica. A passagem dos Fuzileiros Navais foi
sob "as mais vibrantes aclamações do povo". Mais de 30 mil homens do
Exército, da Marinha e da Aeronáutica, desfiram sob os gritos de "Viva
Portugal" e "Viva o Brasil"!
No dia 12/06/1957
já acontecera uma magnífica festa esportiva no Maracanã, quando se enfrentaram
os times do Brasil e de Portugal, com vitória dos brasileiros por 2 x 1. O Brasil
jogou com Ernani; Paulinho, Bellini, Jadir e Nilton Santos; Zito e Didi;
Garrincha, Pagão (Moacir), Del Vecchio (Tite) e Canhoteiro. Gols de Didi, Tite
e Matateu. Junto aos presidentes estavam suas esposas, D. Berta Craveiro Lopes
e D. Sarah Kubitschek, todos acompanhados pelo embaixador Negrão de Lima.
Ao banquete no
Palácio Itamaraty compareceram 5 mil convidados que desfrutaram "de uma
noite de gala e de indelével recordação na alma dos portugueses e
brasileiros", como contaram os jornais da época. Na foto da mesa central do
banquete vemos a senhora Paulo Cunha, esposa do Ministro do Exterior de
Portugal; o Ministro da Guerra, General Henrique Duffles de Teixeira Lott; o
Embaixador José Carlos de Macedo Soares, Ministro das Relações Exteriores do
Brasil. É impressionante o luxo das vestimentas e a quantidade de medalhas e
jóias dos fotografados.
Contava o Carlos
Heitor Cony que, nesta visita, após os dias no Rio, foram a uma Brasília ainda
em obras e que à noite houve um incidente diplomático: o General Craveiro
exigia um penico embaixo da cama. JK convocou o Coronel Affonso Heliodoro, que
lhe quebrava todos os galhos, para conseguir um: só foi possível em Anápolis. O
penico veio de jatinho, todo de louça nobre com florões azulados. O Coronel
recebeu, de Craveiro, a comenda da Ordem de Cristo...
Como contou O
Globo, na época, "apesar de alguns poucos protestos anti-salazaristas, a
viagem foi um sucesso, excedendo largamente os marcos protocolares para
extravasarem em manifestações de apreço popular, sem paralelo em ocasiões
semelhantes".
A programação no
Rio, exaustiva, foi:
07/06/57: Chegada
às 14h30. Visita ao Palácio do Catete às 19h30 para homenagear Juscelino com a
Banda das Três Ordens.
08/06/57: Visita da
Sra. Berta Craveiro Lopes à D. Sarah. Entrevista coletiva de Craveiro no
Palácio Laranjeiras. Visita ao Congresso Nacional no Palácio Tiradentes. Visita
ao STF. Recepção ao Círculo Diplomático. Jantar no Palácio Itamaraty.
09/06/57: Visita ao
Prefeito do Distrito Federal. Visita à Câmara do Distrito Federal. Missa na
Igreja da Candelária. Almoço no Hipódromo da Gávea. Banquete oferecido pela
Federação das Associações Portuguesas do Brasil no clube Ginástico Português.
Recepção oferecida pelo Sr. Roberto Marinho.
10/06/57: Parada
Militar na Av. Atlântica. Almoço no Copacabana Palace. Inauguração da Exposição
Camoniana na Biblioteca Nacional. Recepção na Embaixada de Portugal. Sessão
solene no Real Gabinete Português de Leitura.
11/06/57:
Assinatura do Tratado de Amizade. Visita à estátua do Almte. Barroso. Plantio
de palmeira no Jardim Botânico. Visitas ao IHGB, à Beneficência Portuguesa, ao
Liceu Literário Português, à Associação Comercial e à ABI. Partida de futebol
no Maracanã.
12/06/57: Visita a
Petrópolis e ao Vasco da Gama. Sessão solene na Universidade do Brasil. Jantar
no Palácio Laranjeiras.
|
Hoje foi feriado para mim. O anfíbio dos Fuzileiros Navais não é da minha alçada. Só estranhei que o pinico (sempre achei que se escrevesse assim) tenha voado de jatinho, no tempo do C-47. Acho que os jatinhos Paris chegaram por essa época, e eram conhecidos como jatinhos, mas confesso achei um tremendo progresso.
ResponderExcluirBoas fotos com muita informação. Gostei da escalação do time do Brasil para o jogo com Portugal. Não era a seleção titular da época mas todos eram bons jogadores.
ResponderExcluirA colorização ficou muito forte, na minha opinião.
Será que esta história do penico é verdadeira ou é folclore?
Prova maior que os tempos mudaram.De certa forma alguns exageros foram inseridos na programação. Jantar para 5 mil pessoas não deixa de ser um espanto!!!
ResponderExcluirEsta cantilena do penico seria apenas folclore?
Craveiro Lopes era uma "figura decorativa", um "general de papelão", já que o poder de fato era exercido por Antonio Salazar, o ditador que governou Portugal com mão de ferro por mais de 30 anos e colocou o país nos eixos.
ResponderExcluirSalazar colocou Portugal no eixo do atraso. Ditador bom é utopia. Um ditador fascista, com a PIDE a seu lado fazendo e acontecendo, censura férrea dos meios de comunicação, deportação para a África dos adversários políticos, manutenção dos costumes ultrapassados, adesão ao pior da igreja, enfim, tal como Franco, fizeram com que a maior parte da Península Ibérica ficasse para trás em relação aos países da Europa.
ExcluirO Observador político pode ter razão em algumas de suas colocações. Tudo tem seus pontos positivos e seus pontos negativos. Vejamos pelo lado positivo: o comentário das 07:43 denota um otimismo exagerado mas contém alguns prontos positivos. Se não existir disciplina não há desenvolvimento e às vezes um pulso firme é necessário. Vejam o exemplo do Brasil, onde o fim de um regime discricionário trouxe uma prematura euforia que acabou levando o Brasil a um retrocesso e um atraso nunca visto antes. Valeu à pena?
ExcluirAlguém sabe informar porque o sr. Roberto Marinho estava como figura de destaque?
ResponderExcluirVeja a programação do dia 09/07. Ele tinha muito prestígio.
ExcluirDe que ano é aquele prédio ao lado do Copacabana Palace e que acabou com a parte visível da Pedra do Inhangá?
ResponderExcluirA foto do Itamaraty na cor vermelha e com decoração festiva, está mais para uma casa noturna comandada por "madame".
Aposto que o Antônio Soares Calçada estava entre os que receberam o Craveiro no CRVG. Atualmente se o chefe de governo português visitar um clube de patrícios deveria ser a simpática Portuguesa na Ilha, para não criar divisão na comunidade luso brasileira por conta da confusão política em São Januário.
Aliás, muitos Manuéis e Joaquins de padarias, mercearias e restaurantes do Rio devem ter fornecido itens para o comes e bebes dessa recepção.
O nosso grande líder Getúlio Vargas, mesmo se contarmos só os 8 anos como ditador (1937-1945), foi bem mais progressista do que Salazar e Franco em quase meio século.
O edifício Chopin foi construído nos primeiros anos da década de 50.
ExcluirAgradecido pela informação.
ExcluirE aproveito para alertar sobre um lapso no cronograma da programação. Pulou do dia 7 de junho para 08 do mês seguinte.
Obrigado. Pelo menos alguém leu todo o "post"...
ExcluirCorrigido.
ExcluirParticipei ativamente desta recepção ao Presidente Craveiro e do dia 7 ao dia 12 ganhei uns cinco quilos.Festa era mesmo com o sr.Juscelino o grande "Bossa Nova".
ResponderExcluirO período "Salazariano" foi nefasto para as "liberdades individuais" mas nele foi erradicado o analfabetismo em Portugal e isso tem um valor inestimável. A decadência da política do colonialismo era inevitável, já que era inadmissível sua continuidade. Diga-se de passagem que Portugal deu um "salto" em todos os sentidos após libertar-se dos "liames africanos. O fato é que o país possui uma qualidade de vida muito superior à nossa, seja pela seriedade de seus políticos, seja pela sua "qualidade étnica" de sua população, ou mesmo pelas duas coisas. É inevitável a comparação com o Brasil e apesar de Portugal ser o responsável direto por nosso atraso, nada justifica sua perenidade.
ResponderExcluirDe todos os portugueses que eu conheci, quase todos com mais de 60 anos, nenhum fala ou falou bem do Salazar. Não foi à toa que fugiram de lá...
ResponderExcluirO impacto da visita de Craveiro Lopes fez com que a Cervejaria Antarctica aproveitasse a ocasião e fizesse o lançamento no mercado da "Cerveja Portuguesa", que até anos atrás ainda existia...
ResponderExcluirAliás, foram inúmeras as piadas que surgiram com a vinda do Ilustre Visitante... Como aquela de um certo bilhetinho que continha apenas as iniciais e era lido como resposta de trás para a frente.
ResponderExcluirC.C.C.M.J.S.A.
Lembram-se ??
Bem lembrada pelo comentarista Jaime e nossa cerveja Portuguesa e que não sabemos porque deixou de ser fabricada.
ResponderExcluirO MPLA, a UNITA, a Frelimo, e a FNLA expropriaram todos os bens pertencentes aos cidadãos portugueses em Angola e Moçambique em 1975, e a "revolução dos cravos" no ano anterior precipitou a independência daqueles países. Uma amiga da família se casou em 1970 com um industrial português de nome Arlindo, dono de muitos empreendimentos em Moçambique. Veio fugida "prao Brasil" contando os horrores que passaram naquele país. Perderam tudo, viram pessoas esquartejadas nas ruas, e muitos portugueses foram chacinados. Apenas conseguiram trazer algumas jóias. Povinho interessante aquele, que possui "Lógica de africano", já trocaram o domínio português por sanguinárias "ditaduras caucasianas", e o atraso dessas nações é espantoso. Faz sentido, "tem gente que gosta" desse tipo de atraso...
ResponderExcluirBom dia ! Essa época me faz lembrar de uma piada que me foi contada, então, e que aqui passo a relatar (com todo o respeito a portugueses e seus descendentes). Craveiro Lopes queria conhecer melhor o Rio de Janeiro e externou esse desejo a Juscelino. Este, virou para ele e lhe disse: "Olha, Craveiro, eu poderia te ceder uma luxuosa limusine para tal fim, mas acho que para você conseguir apreciar a nossa cidade, em todos os seus detalhes, o melhor mesmo seria você pegar um bonde, que é aberto e que te proporcionará uma maior visibilidade. Quando aparecer, no estribo, um fulano vestido de azul, você paga a ele a passagem". Assim Craveiro fez... Estava ele aproveitando, ao máximo, o seu passeio, quando, em dado momento, apareceu um sujeito, com uniforme azul, no estribo do bonde. Assim que o viu, Craveiro fez menção de lhe efetuar o pagamento da passagem. Ao que o outro exclamou: "Espera aí, eu sou um marinheiro !" Ao que Craveiro comentou com seus botões : "Raios ma partam, peguei um navio !...
ResponderExcluirRoberto Marinho em 1957 já com a cara de sempre. Será que ele já nasceu velho?
ResponderExcluirEste jogo entre Brasil e Portugal serviu também como preparação para a Copa Roca,disputada no citado ano.Neste jogo foi calculado um público de mais de 100 mil pessoas no Maracanã e o técnico as Seleção era o Silvio Pirilo.Este treinador já na disputa da Copa Roca contra a Argentina escalou ninguém menos que Pelé no primeiro jogo que fez logo um gol.Neste jogo o Brasil perdeu por 2 a 1 mas venceu o segundo em São Paulo e acabou ficando com a Taça.
ResponderExcluirBom dia a todos. Dizem que na visita do Craveiro Lopes ao Brasil, ao desfilarem pela Av. Rio Branco, Dona Sarah perguntou a D. Berta.
ResponderExcluir- Então Senhora 1ª dama, está gostando da recepção?
Esta respondeu de imediato.
- Estou gostando muito, e lhe peço encarecidamente que quando eu voltar para Portugal, que a senhora me dê uma mudinha destas árvores brasileiras que alumiam....
- Dizem também que ao passarem pelo mangue D. Berta disse ao Craveiro Lopes.
- Estás a sentir um cheirinho desagradável?
Craveiro logo respondeu.
- Oh Berta, fechas as pernas.
Tirando as piadinhas, naquela época tinha mais Português no Brasil, do que em Lisboa.
Meu Pai dizia quando era vivo, enquanto tiverem Portugueses no RJ, nem o Vasco vai a miséria, nem brasileiros passam fome.
Olha rsrsrs achei ótimo seu comentário. Hoje eu resolvi ver o ano que o Craveiro Lopes veio só Brasil,pk eu assisti do apartamento do meu avô era criança mas vibrei aquele momento ficou inesquecível na minha vida. Eu cantava até o hino que fizeram pra aquela ocasião!! Foi mto show!!
ExcluirJá que o Lino Coelho contou uma "faceta portuguesa", me lembrei de uma contada pelo saudoso Costinha. Um português levou a mulher ao ginecologista e ao examinar a senhora e após fazer-lhe algumas perguntas, as quais ela não soube responder, perguntou o médico cerimoniosamente ao português: "Seu Manuel, a sua senhora tem urinado com abundância?" Ao que respondeu o português: "Não sinhoire, é com a xoxotância!"
ResponderExcluirPobre Dona Berta, morreria 1 ano depois dessa vista ao Brasil, após derrame no cérebro. De acordo com a sua biografia pode ter sido por preocupações com as perseguições de Salazar ao marido dela, em seus últimos meses como presidente. Pelo que li o Craveiro era um homem muito íntegro.
ResponderExcluirNa década de 80 conheci um português da Cidade do Porto, que foi empresário em Moçambique. Parecia conformado com as perdas que teve no país africano, mas insinuava que na África do Sul não aconteceria o mesmo, pois os brancos sul africanos não hesitariam em usar uma secreta arma nuclear, se preciso fosse, numa possível guerra civil. Seria lenda? O certo é que tudo foi mais pacífico na ex-colônia inglesa do extremo sul da África, sendo que os mais radicais acham que o Mandela foi estranhamente manso demais.
Estória fantasiosa. Nelson Mandela era um homem sensato, um espírito iluminado. Soube contornar os óbices que naturalmente apareceram e não houve maiores problemas na África do Sul. Mas em se tratando de África, foi uma notável exceção. É de conhecimento geral que o continente africano é o berço do atraso. Guerras, genocídios, epidemias, doenças terríveis, e obviamente um povo cujo primitivismo dispensa qualquer juizo de valor. Entretanto, existem pessoas que cultuam esse atraso, essa violência, essa selvageria que tanto assola e inferniza nossas vidas, já que as favelas brasileiras em nada ficam a dever ao inferno africano, e com a agravante de que o "sistema" está nos transformando em "Soweto às avessas"...
Excluirhttps://www.youtube.com/watch?v=Q2bcVtPEqpE
ResponderExcluirO Homo Sapiens teve origem na África. Mas, para alívio de alguns, se espalhou para os outros continentes...
ResponderExcluirTempos de um Brasil bem mais ameno...
ResponderExcluirConsiderando o comentário o comentário de 21:19 de 30.01, há estudos comprovados de que o "homo sapiens" surgiu em mais de um local além da África. Quem conhece a teoria Darwiniana sabe bem as que as atuais "raças" sofreram "mutações genéticas de alguma forma", já que a diferença existente entre as "raças oficiais" é enorme. Nesse espaço de centenas de milhares de anos existe ainda o fator espiritual e que certamente operou. Tendo em vista que o "período histórico" da humanidade tem cerca de oito a dez mil anos e como comprovadamente o homo sapiens tem cerca de duzentos e cinquenta mil anos e os "hominídeos" como o "australopitekus" tem cerca de dois milhões de anos, percebe-se que ainda há muito o que se pesquisar...
ResponderExcluirO nosso ex-comentarista Joel tinha razão: o atraso dos países africanos e de muitos asiáticos é realmente um espanto. Não se pode culpar a colonização europeia por isso, já que muitos deles nunca passaram por esse estágio, como a Tailândia (antigo Sião), a antiga Abissínia (atualmente dividida em Etiópia e Eritréia) e outros. E mesmo que o motivo fosse esse, por qual razão a Europa estava muito mais desenvolvida que eles? Algumas civilizações antigas até se notabilizaram na Ásia, como as do chamado Crescente Fértil. E na África tivemos os egípcios. Nessa época a Europa carecia de civilizações famosas. Mas todas as asiáticas e mais a egípcia entraram numa decadência tão severa que os países atuais delas descendentes são uma boa bosta.
ResponderExcluirA colonização europeia na África pode ter sido ruim, e foi o motivo alegado pelos movimentos de libertação dos povos colonizados para seu atraso. Aí o colonizador foi embora e todos os recém-libertos entraram em guerra civil sangrenta. Até hoje, passados mais de cinquenta anos da saída do colonizador, todos os países são uma boa merda. Então o motivo do atraso não era a colonização. Eu assisti a muitos vídeos documentais da série “Les Routes de l’Impossible” e várias vezes o narrador-aventureiro dizia “essa ponte foi construída pelos ingleses” ou “alemães”, na época da colonização. E ainda estavam em uso, nada tinha sido feito de melhor. E os veículos que rodavam naqueles países eram a sucata da sucata da sucata das versões originais. As estradas eram rios de lama, o povo paupérrimo. Culpa do colonizador?
ResponderExcluirNa Ásia a saída nem sempre gerou guerra civil, mas o resultado foi o mesmo: países atrasados como Mianmar, Vietnam, Laos, Camboja, Bangladesh, vários dos árabes, Índia, Paquistão, etc. Só a China escapou desse karma, mesmo assim a duras penas.
ResponderExcluirAliás, não sejamos preconceituosos: aqui na América Latrina aconteceu o mesmo. Espanha, França, Portugal, Holanda e Inglaterra são muito mais adiantados do que qualquer país daqui. E duzentos anos depois das respectivas independências ainda acusamos o colonizador por estarmos na lama. Quiçá lá pelo ano 4600 possamos atingir o grau de desenvolvimento deles na atualidade. Pós-independência já nasceram aqui oito gerações de brasileiros e o país continua uma merda. Culpa dos portugueses?
Todos esses povos chorões deveriam fazer uma autoanálise e concluir que seu atraso se deve à incompetência deles mesmos. Austrália e Nova Zelândia foram descobertas bem depois da América, foram colonizadas por ingleses e hoje em dia são países do Primeiro Mundo. A Austrália era colônia penal, ao contrário da falsa alegação desse tipo que brasileiros usam para justificar nosso secular atraso. Não fomos colônia penal, embora criminosos fossem enviados para cá. Mas não só eles.
ResponderExcluirInformação histórica obtida da Internet: após a independência dos EUA, os ingleses não podiam mais enviar criminosos para lá. Então resolveram enviá-los para a Austrália, descoberta por James Cook em 1770. Em 1788 chegou a primeira leva de criminosos, junto com soldados para tomar conta deles, fundando uma colônia penal em Sidney. Até 1852 mais de 150 mil criminosos foram enviados para lá. Um país, ele sim, colonizado por condenados pela Justiça inglesa.
Já a colonização da Nova Zelândia começou a se intensificar em 1840, mas não por prisioneiros.
Hoje, Austrália com 237 anos e Nova Zelândia com 185 de início de colonização são países do Primeiro Mundo. Enquanto isso a América Latrina, com em média 525 anos de colonização, continua uma boa merda. Culpa de quem? Do europeu? Como diz minha sogra: “Ora, conte-me essa!”. Chega de mimimi!
Coincidência ou não, todos os países colonizados que se tornaram do Primeiro Mundo o tinham sido pela Inglaterra: EUA, Austrália, Nova Zelândia e parte do Canadá, que teve também colonização francesa.
ResponderExcluirA África é o continente com maior quantidade de países: 54. Todos uma bosta. A Ásia tem 49, só escapando o Japão. Todos uma merda (a China está em cima do muro, Israel é um caso a pensar). As Américas continentais têm 35. Todos uma titica, só escapando os EUA e o Canadá. E a culpa é do colonizador.
Bom dia. Em 1957 Roberto Marinho já era o dono do Globo há mais de trinta anos e a rádio já tinha mais de dez anos. E se preparava para conseguir sua concessão de TV, só esperando o "momento certo". Mas ainda havia concorrentes fortes.
ResponderExcluirPS: reportagem sobre um ícone da paisagem carioca e brasileira que sumirá definitivamente em breve.
Excluirhttps://diariodorio.com/orelhoes-a-historia-do-icone-das-ruas-brasileiras-que-entra-em-contagem-regressiva-para-desaparecer/
Antes que digam que eu estou muito amargo hoje, mudo de assunto: em 09/01/2017 gravei dois CD's só com músicas da cantora Connie Francis (quem se lembra dela?). No total, 38 músicas especialmente selecionadas por mim dentre as que mais aprecio. Hoje, enquanto executava uma tarefa doméstica, escutei um dos CD's. Como diz meu antigo conhecido Helio Ribeiro, "Você tem um ótimo gosto musical". Dentre as melhores músicas do CD, listo:
ResponderExcluir1) "Nosotros".
2) "O mein Papa", uma das canções mais belas que conheço e com letra muito comovente. Escrita por Paul Burkhard em 1939 para o musical suíço-alemão "Der schwarze Hecht", a letra expressa a recordação de uma jovem pelo seu pai, que era um palhaço, muito gentil e que a segurava no colo quando pequena. São palavras de profundo amor e nostalgia.
3) "Quiereme mucho".
4) "Santa Lucia", famosa canção tradicional napolitana registrada em 1850. A letra não se refere à santa e sim a um bairro de Nápoles com tal nome.
5) "Siboney", uma das mais belas músicas que conheço, de origem cubana. Tenho-a gravado por vários intérpretes e em todos os casos o resultado é belíssimo.
6) "Tammy", do filme "A Flor do Pântano", de 1957.
7) "Te quiero, dijiste", belíssimo bolero.
8) "Three coins in the fountain", do filme "A Fonte dos Desejos", com letra muito bonita, gravada por "n" cantores ao longo dos anos.
9) "Vaya con Dios", eternizada por Eydie Gormé e o Trio Los Panchos.
10) "Violino tzigano", tango cigano de 1934.
11) E não podia faltar talvez a mais conhecida música da Connie Francis, "Where the boys are".
"Nosotros", "Siboney", "Violino tzigano", "Santa Lucia" eu conheço desde tenra infância, em discos de 78 rpm comprados por meu tio. Aliás, músicas napolitanas e italianas, além de várias em espanhol, as conheço desde garoto.
Apesar do massacre que temos de músicas americanas, especialmente da década de 1970 em diante, e eu sou tarado por música, as que mais acho bonitas não são em inglês e sim em espanhol e em dialeto napolitano. Digo em espanhol porque poucas são realmente da Espanha. A imensa maioria é de outros países, como México, Cuba e Argentina, além de algumas do Paraguai.
ResponderExcluirComo consequência, os ritmos que mais aprecio são desses países, como tango, guarânia, mambo, rumba, as músicas tocadas por grupos de mariachis e bolero. Sem falar nas napolitanas, que conheço quase todas e as aprecio muito. Fora isso, gosto de valsas de Strauss e calipso.
ResponderExcluirBoa noite Saudosistas. Estive hoje no centro da cidade, achei a cidade muito mais movimentada do que na última vez que por lá estive. Porém no percurso que caminhei da Av. Marechal Floriano, Uruguaiana, Buenos Aires e Quitanda, na volta também o mesmo caminho, o cheiro de coco e de mijo, bem como em alguns locais os ditos cujos estavam presentes. E ainda chamam a cidade de maravilhosa, devia ser merdavilhosa.
ResponderExcluirDesfile de presidente de outro país pelas ruas! Que coisa mais demodê (ou cafona), como se dizia à época. Pelo menos nisso, evoluímos.
ResponderExcluirAcho que o caso JFK deu um baque nesse tipo de desfile, apesar de em 1968 a rainha da Inglaterra ter desfilado pela cidade, salvo engano. Acho que o último, com carro blindado, foi o papa Francisco.
Excluir