|
Hoje
é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. Não do baú, mas de um livro antigo
que ontem retirei da estante saiu este convite para o Cine Lagoa Drive-In, o
que me fez relembrar bons momentos.
Inaugurado
em 1966, teve um período de grande sucesso, quando passava filmes em duas
sessões, às 20 e às 22 horas, além da "Sessão Coca-Cola", nos finais
de semana, às 18h30min, se não me engano.
Sobreviveu
às margens da Lagoa, ao lado do Estádio de Remo, até 1993.
Nos primeiros tempos foi uma grande novidade, importada dos Estados Unidos:
assistir a filmes de dentro do automóvel, com serviço de bar. Se bem que na
última sessão mais parecia um motel do que um cinema...
Como
já comentou o Docastelo, consta
ter sido o Brasil o primeiro país a se utilizar de serviços de drive-in,
durante o período noturno, dispensando a projeção de filmes. Essa iniciativa
ocorreu nos terrenos próximos onde no futuro seria erguido o Hotel Nacional.
Contam as lendas que eram comuns os atolamentos dos veículos quando se
deslocavam para a saída. Mais tarde essa prática ficou consagrada com a
inauguração do famoso "Namore Modernamente", no Joá, com sua famosa
pedra em forma de um grande batráquio, disputada pelos mais discretos. Outros drive-ins
surgiram no Rio, como o da Ilha do Governador e da Grajaú- Jacarepaguá, mas o
da Lagoa ainda contava com a proximidade de um polo de diversões que marcou
época nesse local.
|
Como eu sempre digo, "eram outros tempos". Não foram mencionados os "Drive-in" informais que existiam na Edison Passos, na subida do Alto da Boa Vista: um deles ficava na Curva do S e o outro na reta da Água-Férrea. Eram dezenas de carros que se comprimiam e quem não chegasse cedo ficava "na mão". O Drive-in existente na Estrada do Joá, adiante do Cassino Royale, não poderia ter esse nome, já que nem tela tinha. O existente no São Conrado é por demais remoto para mim, já que "não é do meu tempo". O existente na Lagoa não permitia "intimidades mais profundas" por motivos óbvios. Não é preciso dizer que esses "programas lúdicos" só foram possíveis até 1985, já que por motivos deveras conhecidos, a segurança nesses locais se tornou precária.
ResponderExcluirLembro, de me contarem é claro, que alguns estacionavam os carros na parede oposta à tela, de costas para a tela, para namorar. Se perguntassem nem sabiam que filme tinha passado.
ResponderExcluirCreio que o Drive-In da Ilha, que ficava no Galeão foi o ultimo a ser fechado. Encerrou suas atividades com o filme "Fora de Controle".... Bem a calhar !
ResponderExcluirBom dia a todos.
ResponderExcluirSempre esquecem dos drive-in do Mato Alto, em Jacarepaguá... Acabou virando a Vila Olímpica e antes disso um deles (acho) virou Ciep.
Passava muitas vezes enquanto havia a projeção dos filmes. Até recentemente (alguns anos) o drive-in sem tela da Grajaú-Jacarepaguá estava funcionando.
É necessário esclarecer que o conceito de drive-in no Brasil esteve de início dissociado do cinema por razões técnicas e de investimentos, motivos que retardaram sua introdução ao sistema usual nos EEUU. Pela sua praticidade e improviso os nacionais (leia-se os cariocas) trataram de ir direto ao que interessava: o namoro no interior de um veículo. Mas ainda que dispensassem a tela de cinema não abriam mão dos serviços de bar. Assim, tanto o pioneiro da Praia do Pepino quanto ao famoso "Namore Modernamente", atendiam a essas exigências. Este último ainda contava com algumas mesas e cadeiras para os frequentadores desfrutarem do belo panorama local. O mesmo não ocorria com os do Alto da Boa Vista que eram uma espécie de estacionamento improvisado de veículos sobre a grama, junto ao meio-fio ou nas entradas dos recuos, sem qualquer tipo de serviços de bar. Inclusive muitos motoristas, quando ainda era permitido, preferiam entrar no parque da Floresta da Tijuca em busca de maior discrição. Naqueles tempos o maior incômodo eram os jipes da PM que faziam incursões nesses locais, nem sempre apenas preocupados com a segurança dos casais. Escudados pelo regime militar as extorsões se tornaram comuns.
ResponderExcluirComplementando: Antes da existência do "Namore Modernamente, no Joá, onde hoje é a rua Jackson de Figueiredo, havia o acesso a um platô com uma vista incrível para a Joatinga. Esse local ermo era usado à noite por alguns casais mais ousados. Assim como os estacionamentos da região do Alto da Boa Vista os frequentadores apelidaram de "Corrida de Satélites".
ExcluirFicaria difícil a manutenção desses estabelecimentos em locais como a Ilha do Governador e algumas regiões "selvagens" como a de Jacarepagua e adjacências como Curicica, Bento Ribeiro, Valqueire, Cidade de Deus,etc. Os assaltos, as enchentes, e a desordem na região são imensas...
ResponderExcluirNão me lembro de ter ido a Drive-In ,embora em Vix um tenha funcionado por algum tempo.Sempre optei pela corrida de submarino e interessante que mais de uma vez fui surpreendido pela PM e jamais achacado.Orientações com relação a lugares mais seguros.Grande espanto!!!
ResponderExcluirFF:Não estou conseguindo captar direito:a sra.Adriana Ancelmo foi autorizada a mudar do Leblon para a Lagoa,onde vai morar com os enteados,numa cobertura.Parece que a coisa está relacionada a ajuste financeiro(??).Pensei que ela fosse morar um Curicica,que não conheço,mas que segundo Joel ée bem legal...
ResponderExcluirBoa tarde a todos!
ResponderExcluirFui várias vezes ao drive-in da Ilha (que se chamava Ilha Auto Cine e, conforme Mestre Jaime Moraes já disse, foi o último do Brasil), inclusive para assistir aos filmes ("Contatos Imediatos" com pousos e decolagens no Galeão ao fundo fico meio confuso).
Uma vez enguicei na entrada, atravancando a fila. Outra, com uma turma grande a bordo do Dodge Dart, levamos cadeiras dobráveis e assistimos sentados fora do carro. Bons tempos (acho que já ouvi isto).
Trecho de conversa com Mestre Docastelo, tempos atrás:
"E por falar em batráquios: eles foram extintos! Todos!
Alguma sociedade científica internacional, ou mundial, ou sei lá qual, resolveu, há alguns anos, substituir a expressão 'batráquio' por 'anfíbio'. Sapos, rãs, pererecas (epa!), salamandras e que tais mudaram de categoria com uma canetada.
Minha mulher ficou desolada. 'Batráquio era um nome tão bonitinho!', comentou.
E com esta importantíssima informação mando um abraço...".
Curicica, Tanque, Taquara, Praça Seca, Pechincha, etc... "Tutto Buona gente"...
ResponderExcluirAssim como Grajaú e Engenho Novo, entre outros...
ExcluirNo meu entendimento o drive-in tinha serviços de bar, com ou sem tela. Não sei que nome teriam os do Alto da Boavista, mas os da orla eram as "corridas de submarino". Ninguém chamava de drive-in. A orla da barra era cheia delas, e uma próximo do Farol da Barra, se não me engano, tinha duas fileiras de frente para o mar. A mais afastada do asfalto, perto da areia, era mais baixa, dando certa privacidade e mantendo a vista da fileira de trás.
ResponderExcluirQuando eram mais comuns eu era um jovem sem carro. Acho que a segurança maior e o conforto (e até o VHS) nos motéis também concorreram para o fim dos cines drive in.
ResponderExcluirAnunciado para amanhã o retorno do Jornal do Brasil impresso, também do fundo do baú, nas bancas ("on line" nunca deixou de existir). Vamos ver se a distribuição será geral, pois ouvi falar que jornais que voltam não aparecem em todos os locais e se não será só por um tempo, como uma jogada de marketing, para um pulo maior no site do JB e da prometida JBTV. De um jeito ou outro, precisamos de um reforço na mídia carioca.
Paulo Roberto, torço para que esse periódico ressuscite mas o histórico sobre essas tentativas não é promissor. Some-se ao fato de que seu atual responsável, que é um empresário mineiro muito simpático cujo pai tinha terras vizinhas às de minha família em MG, não tem sido bem sucedido em seus recentes empreendimentos. Para ser mais preciso tem claudicado em alguns. Fã incondicional do Rio, com duplo domicílio, aqui e em MG, tentou resgatar a noite boêmia da cidade com uma boate no Lido que não foi avante. Comprou e já vendeu o Sindicato do Chope do Leme. Tentou usar seu prestígio para ser deputado federal e tombar o Hotel Copacabana Palace, ambas iniciativas infrutíferas. Dona da Fiorentina no Leme e da TV Panorama de Juiz de Fora, afiliada à TV Globo, e financiador do Tupi FC da mesma cidade, além de outros empreendimentos, Omar Resende Peres por vezes é taxado de um "enfant gâté" mas no fundo parece ser apenas um incorrigível e nostálgico romântico.
ExcluirVi há alguns dias no FB do Aroeira uma foto com a equipe do jornal anunciando o retorno às bancas. Entre alguns jornalistas, vários oriundos em algum momento do Globo. Renato Maurício Prado e Tereza Cruvinel, por exemplo, dos que estou lembrando no momento.
ExcluirCostumava comprar a versão impressa, mas não acompanhava a versão digital.
No meu Blog fiz posts com fotos do Ilha Auto Cine, e de Jacarepaguá: Cine Fechado Para Reforma
ResponderExcluir...BAÚ mesmo!
ResponderExcluirAlias como coisas da cidade deixaram de existir. Sem falar o número de ESCOLAS/só de onde estudei umas 4 faliram.
Passava em demasia na frente. Nunca o frequentei (e lembro de ver 'anúncios de filmes até polêmicos').
E também no TIVOLI PARK (se fui uma vez foi muito).
Tempos que não retorno à cidade e até levaria um susto em ver tanta mudança.
Onde resido (capital gaúcha) muita coisa fechou até. Alias a crise que assola o Brasil parece afetar TODAS AS REGIÕES.
E até tenho curiosidade em saber que final levaram outros "points" daí (RESUMO DA ÓPERA/GATTOPARDO).
Rodrigo
O streaming, a insegurança e a liberalidade dos costumes acabaram com os drive-in e com as corridas de submarino. Como dito acima em vários comentários tudo mudou completamente, geralmente para pior, no Rio. Felizes os que vivemos nas décadas de 60, 70 e 80.
ResponderExcluirBom dia. O link de ontem do biscoito é do mesmo livro das reportagens de domingo do Globo e do G1, só para esclarecer...
ResponderExcluirBom dia a todos!
ResponderExcluirSó conheci dois Drive in: O da Ilha do Governador e o de Jacarepaguá, mas nunca entrei em nenhum deles.
O da Ilha do Governador ficava perto da Churrascaria Porcão, na Estrada do Galeão. A última vez que fui nessa Churrascaria foi em 1990 ou 1991. Na saída para fazer o retorno, via-se a sinalização do Drive in.
Já o de Jacarepaguá, eu passava em frente quando ia e voltava da Barra, pela Cândido Benício (Mato Alto) como lembrou o Augusto, 8 aos atrás. Depois da construção da Linha Amarela, praticamente não passei mais por ali.
Lembrando que Porcão virou Mocellin e acho que continua no mesmo local.
ExcluirNa pandemia tentaram fazer Drive in em alguns locais, mas acho que durou pouco.
ResponderExcluirO comentarista Renato, em 27 de fev de 2019 deixou comentário, mas não o link do seu blog, sobre os dois Drive in: Ilha e Jacarepaguá:
ResponderExcluirhttps://cinefechadoparareforma.wordpress.com/wp-content/uploads/2015/11/0033423x4.jpg
https://cinefechadoparareforma.wordpress.com/tag/drivein/
ExcluirBoa. Numa tentativa rápida eu não consegui achar.
ExcluirVi num streaming depois de 2018 num streaming, um filme brasileiro ambientado num cine drive in, sobre o dia a dia dos empregados do estabelecimento. Não consigo lembrar nem os atores.
ResponderExcluirO Hélio fez comentários interessantes no "Há 8 Anos" de ontem.
ResponderExcluirSobre o link do Biscoito pensei que era um destaque para apenas aquela página.
Tem coisa a ser observada sobre esse livro "Achados e Perdidos".
Só para não perder o costume:
ExcluirNas páginas 6 e 7, sobre os sobrados dos letreiros consta que continuaram lá por mais um tempo após a conclusão da Av. Pres. Vargas, pois estavam onde hoje é o terminal de ônibus da atual Pç. Procópio Ferreira, ao lado da Central.
Páginas 8 e 9, a foto da demolição em andamento foi do outro lado da Senador Euzébio e, portanto, ao contrário do que diz a legenda do livro, nada a ver com os sobrados dos letreiros, quase com certeza de um hotel que já vi em fotos, talvez o chamado Hotel Fluminense, a conferir.
E nas páginas 44 e 45, a diferença na Praça XI, visível entre fotos antes e depois de 1938. Com e sem a Escola Benjamin Constant, o que tempos atrás me fez pesquisar em edições do Correio da Manhã, via hemeroteca da Biblioteca Nacional, sobre quando o seu prédio foi demolido realmente.
Na foto da página 44 já não existe nenhum sinal da existência da escola (local já pavimentado servindo de estacionamento e passagem de veículos) desmentindo o texto da página 45, que repete o que muitos acreditam ter acontecido.
Demolido em janeiro de 1938, sob responsabilidade do Engº. Edson Passos , o jornal chamou o prédio de "pardieiro", pelo abandono, mas cobrou a construção de outro para os alunos que ficaram sem escola. Foi construída no Santo Cristo, onde está até hoje, mas ainda não descobri quando foi.
O bota abaixo para abertura da Av. Pres. Vargas começaria em abril de 1941.
Há vários erros no texto do livro. Um deles, se bem me lembro, fala de um bonde saindo do túnel da Rua Tonelero...
ResponderExcluirEm uma das fotos da 13 de Maio, a do Bola Preta, dizem que seria uma reforma mas era a demolição mesmo.
ResponderExcluirAlgumas fotos do livro já tinham sido publicadas muitos anos atrás, como a da inundação da Praça da Bandeira em 1940 publicada em uma coluna do jornal O Dia.
Se ignorarmos algumas legendas o livro é espetacular.
ExcluirSim, ele é muito bom.
ExcluirLembro de ter ido ao drive-in do Mato Alto, uma vez só, se não me engano, mas foi para assistir ao filme e matar a curiosidade. No da Ilha do Governador não me lembro de ter entrado, nem nos demais citados. Exceto o da estrada Grajaú-Jacarepaguá, que eu mal sabia de existência porque não tinha tela, eram apenas uns boxes onde você podia estacionar o carro e ficar no rola-rola. Na noite em que entrei nele só havia eu. Então achei melhor cair fora.
ResponderExcluirNunca fui namorador, por isso não tinha muito motivo para entrar em drive-ins para ficar de amasso. Já corrida de submarino pratiquei algumas vezes, não muitas. Como normalmente meus casos eram já sérios, preferia motéis.
ResponderExcluirTeve um colega do IBGE que levou uma periguete para sarrar dentro do seu Corcel estacionado na Quinta da Boa Vista. Foi pego em flagrante pelos seguranças do local, que queriam levar o casal para a delegacia. Porém eles não tinham carro e perguntaram ao colega se poderiam ir junto deles no Corcel. Obviamente a resposta foi "não" e acabou dando em nada. Não sei se rolou dinheiro.
ResponderExcluirEsse mesmo colega, uma vez foi a um motel com uma mulher. Resolveram fazer um fellatio, porém ela pediu que fosse no escuro. Ele apagou a luz e ouviu de repente um "ploc!". Assustado, acendeu a luz. A mulher tinha aberto um pote de maionese, já sabem para quê.
ResponderExcluirUm outro colega, que trabalhava à noite, pegou uma mariposa velha no Catete. Aí foram para uma rua escura e ele pediu um fellatio. A mulher topou. Abriu a boca, retirou a dentadura e botou no console do carro. Ele desistiu do ato.
ResponderExcluirEsse mesmo colega, já casado e com uma filha, resolveu ter um caso com uma mulher da mesma rua em que ele morava. Ela sabia ser ele casado. A mãe dela, desconfiada, sondou junto a um comerciante local se ele conhecia meu colega. A resposta foi "sim" e ele indicou onde o colega morava. Ela foi até lá e dedurou-o junto à esposa. Aí marcaram uma armadilha: numa noite em que o casal de pombinhos saiu, a esposa foi para a casa da mãe da garota e ficaram esperando eles voltarem. Imagine a surpresa do colega ao entrar na casa e deparar com a esposa sentada no sofá.
ResponderExcluirDeu separação no ato.
Mas tempos depois voltaram a morar juntos e tiveram mais uma filha. Recentemente fiquei sabendo que ele morreu. Assim como o outro dos casos acima narrados. Éramos muito ligados quando trabalhávamos juntos no IBGE.
O Helio é demais. Consegue ir da comédia ao suspense, passando pela aventura, terror e drama, como se fosse uma "locadora" de histórias. Parabéns pela memória de guardar tantas lembranças. Hoje foram todas divertidas!
ResponderExcluirHá oito anos a expectativa era para a volta da versão impressa do JB. Durou pouco, pelo jeito. Acho que tinha o dedo (a mão, o braço, etc) do Nelson Tanuri, mas posso estar errado. Quem voltou às bancas e continua é o Correio da Manhã.
ResponderExcluirFF: zebra na Champions com a eliminação em casa da Inter para o Bodø-Glimt da Noruega. Duas vitórias dos noruegueses. Foi a continuação da festa da olimpíada de inverno em Milão? Nos demais confrontos deu a lógica com Leverkusen, Newcastle e Atlético de Madrid. Amanhã tem os outros quatro jogos da repescagem, com destaque para a volta de Real Madrid X Benfica, após os acontecimentos da semana passada.
Um dos pontos fracos nos drive in's era o som que saía por aquelas sofríveis caixinhas de som penduradas no vidro do carro. No Ilha auto cine, junto ao guiche da entrada havia uma tabuleta indicando a frequência para ser sintonizada em FM e com isso melhorava muito a qualidade do som, podendo, inclusive, ser estéreo.
ResponderExcluirO Último Cine Drive-in, de 2015, é o filme que estava tentando lembrar em comentário anterior.
ResponderExcluirDireção de Iberê Carvalho e com Othon Bastos num elenco com muitos desconhecidos.