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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

VISITA DE IKE

 
Vemos na foto a Av. Rio Branco, em frente à loja “A Exposição”, a do “Artigo do Dia”, devidamente ornamentada quando da visita do presidente Dwight Eisenhower, em fevereiro de 1960, com um cartaz “We like Ike”.
Houve um grande desfile acompanhado por 72 motociclistas. Ike estava com seu tradutor, o então coronel Vernon Walters, que fora o elemento de ligação entre as tropas da FEB e os americanos. Depois, Vernon Walters foi adido militar no Brasil, manteve estreita relação com militares de nosso país, teve papel importante no período de Governo militar por aqui e foi vice-diretor da CIA, entre outras atividades. Neste desfile JK estava com o general Nelson de Melo.
Uma chuva de papel picado e serpentinas aconteceu ao longo de todo percurso. No palanque armado em frente ao Teatro Municipal, encontravam-se altas autoridades, ao lado de D. Sarah e suas filhas.
Na Praia do Flamengo, um imenso cartaz com a efígie de Fidel Castro foi hasteado em frente à UNE. Os dizeres, em contraposição àqueles da Av. Rio Branco, eram “We like Fidel Castro”. Faixas estendidas também assinalavam “Entendimento, sim, submissão nunca”.

30 comentários:

  1. Onde estão as havaianas, camisetas regata e bermudas em pleno fevereiro de 1960? Como mudaram os hábitos, a maneira de viver.
    Este Vernon Walters foi figurinha fácil por aqui naquela época, assessorando o conhecido embaixador Lincoln Gordon.
    Se não me engano houve um grande incêndio nessa loja Exposição.

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  2. Em 1960 tínhamos uma população mais educada, mais politizada e certamente mais sensível e afeita a eventos desse tipo de evento. Gente melhor vestida e com melhor aparência, diferentemente da "mulambada" que se espalha pelas ruas atualmente. Já somos comparáveis a países africanos em todos os quesitos. Se essa foto fosse batida atualmente, o aspecto seria outro. Quanto a propaganda de ideologias comunistas e socialistas, essas deveriam ser criminalizadas como eram o passado com penas pesadíssimas e deveriam ser consideradas "crime hediondo".

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    1. A temperatura política começaria a entrar em ebulição e atingiria seu clímax em Março de 64. J.K foi o causador da decadência política do Rio de Janeiro. A iniciativa de transferir a capital para Brasília foi um golpe do qual o Rio nunca se recuperou e foi arquitetado por "forças políticas" que de longa data vinham solapando o prestígio carioca, sem contar o rombo financeiro que causou no país, bem como o lucro que alguns tiveram. J.K, Tancredo Neves, israel Pinheiro, Benedito Valadares, Magalhães Pinto, e muitos outros, sempre nutriram inveja do Rio de Janeiro e trabalharam bastante para apagar seu brilho.

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    2. Sinto não poder concordar com essa tese, Joel. Acho que a transferência da capital federal para o centro do país era mais do que necessária, já que o Brasil, até aquela época, era conhecido como um país cujos habitantes olham, exclusivamente, para o mar. O interior era completamente ignorado. Acho que a decadência do Rio se deu pelos cariocas e fluminenses não terem sabido administrar o estado, que antes recebia todas as benesses do poder central por ser a capital do país. Essa desculpa por deixar de ter sido a capital federal é super-difundida, mas, no meu entender, não tem fundamento. Haja visto agora, que o estado deixou de receber uma fortuna em royalties de petróleo, que tôda a incompetência veio à tona.

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    3. É claro que a corrupção, que aumentou desmedidamente, também influiu enormemente.

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  3. Não sabia ou não recordava desta cantilena com o nome do Fidel.

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  4. Foto interessante mostrando o modo de vida dos cariocas na dourada época de 60.
    Os visitantes ilustres ainda eram saudados com educação .

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  5. Também acho o pessoal bem arrumado. A moça de saia estampada deve ter saído do Dr. Scholl, ali perto, pois está de havaianas, ou japonesas, que era o nome da época.

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    1. Sandálias japonesas. Boa lembrança. Mudaram de nome depois.

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  6. Esse Vernon Walters ajudou bastante na conspiração que resultou na implantação da ditadura militar.

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  7. Que diferença desta foto para o que vi ontem. Na árvore aqui defronte de casa as moças abriram uma canga e se revezaram fazendo xixi agachadas. Os homens faziam direto igual aos cachorros. No metrô cheio ouvia-se funk em vez de marchinhas de carnaval. Muitos bêbados vomitavam pelo chão. Os vagões estavam imundos jogando por terra aquele mito de que os cariocas respeitam o metrô. A circulação estava impossível em vários locais impedindo o acesso ao Santos Dumont e ao Jardim Botânico por exemplo. O carnaval se transformou numa festa onde é proibido proibir e as regras mais simples de educação são ignoradas. Onde estava o planejamento da prefeitura?
    Da foto gostei também do anúncio da Compactor. O terno de linho azul claro estava bem amarrotado.

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    1. Bom dia ! Não há dúvida alguma que nos encontramos em franca decadência e isso já há várias décadas...Uma lástima !

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  8. Observador de Costumes5 de fevereiro de 2018 10:29

    Se vocês observarem o que foi feito com o comando do país nos últimos 30 anos podem esperar outra coisa?O exemplo do andar superior serviu como ponto de partida para todas as camadas e aí ninguém é de ninguém.O respeito, a ordem a disciplina foram para o lixo e agora é um vale tudo no estilo Tim Maia.

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    1. Bem observado esse detalhe! Os últimos 30 anos foram "ladeira abaixo". Mas por que falar disso agora, logo na semana do carnaval? Ontem o destaque do bloco da preta Gil foi o Pablo Vittar! Que fofo! Mas esqueceram de dizer do fechamento de várias maternidades públicas por falta de médicos. Mas é carnaval, deixa isso para lá. O fato é que estamos à beira de uma catástrofe. Eu sou um dos pouquíssimos que mostram a cara neste blog. A quantidade de anônimos e de "observadores de alguma coisa" é fantástica.

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  9. Nos tempos de escola, dizia-se que a Compactor era a Parker dos pobres..... ( Eu usava Esterbrook...)

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    1. Usei, primeiramente a Esterbrook, depois, a Compactor (duas vezes mais tinta). Aliás a minha era Kompaktor, alemã. Cheguei a usar, igualmente, a Montblanc. Bons tempos ! A caneta que mais fez sucesso, naquela época, foi a Parker 51. Depois veio a Parker 61 que, só para sacanear, os que não a possuiam diziam que era caneta de português, pois tinha uma seta para indicar onde ficava a pena. Coitados dos lusitanos, sempre sofreram nas nossa mãos...

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  10. Finalmente encontrei alguém que usava caneta Esterbrook Ainda não encontrei uma foto da dita cuja)
    Ganhei o dia Jaime.

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    1. MAYC, visite o seguinte enderêço para ver tudo (ou quase tudo) a respeito das canetas Esterbrook. Eu nem sabia que também existiu um modelo militar da referida marca...
      http://www.starfountainpen.com.br/mostrarartigo.asp?codi=7

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    2. mayc : A velha Esterbrook J,preta, com pena 1551 me acompanha a exatos 60 anos e deve permanecer comigo até quando ainda consiga escrever. Uso tinta Sheaffer´s! Coisas do pessoal das antigas...

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  11. Bom dia a todos. O JK devia ter um slogan para a cidade do RIO, quando da sua campanha política. Em 5 anos vou arrasar o Rio e vocês verão os resultados daqui a 50 anos.
    Além disso temos um defeito muito grande, que os idiotas acham que é uma virtude, "O Carioca é hospitaleiro, recebe a todos muito bem". O Rio tem na sua representação política, a maioria de pessoas que jamais nasceram no RIO, ou são representantes da Criminalidade. E uma elite social que na sua maioria é de tendência esquerdista e que não quer nada com o trabalho, propagam que o governo dê melhores condições para o povo, mas na verdade querem viver nas tetas do governo. Um País que se vangloria de dar indefinidamente bolsa família para os pobres, ao invés de lhes dar condições de trabalho e prosperidade, jamais deixará de ser um País subdesenvolvido. Quanto a visita do Eisenhower, se também não tivesse vindo, nada mudaria no Brasil.

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    1. Lino Coelho, o bom e velho "Ike" não mudou a "orientação americana" que sempre tivemos, já que os laços eram sólidos. Mas agora as coisas mudaram no Brasil. A orientação de viés comunista já criou uma metástase em alto grau. Ministros, deputados, e governadores são "socialistas declarados". O Próprio ministro da defesa é comunista...

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  12. O Gal. Vernon Walters, que se tornou amigo do Castelo Branco durante a Segunda Guerra, foi motivo de uma crônica inédita que escrevi quando preparava o trabalho sobre a Esplanada do Castelo. Sem entrar em maiores detalhes, o conheci pessoalmente de uma forma insólita. Minha família tinha uma linda gatinha persa que gerou outros gatinhos igualmente bonitos. Minha mãe comunicou a algumas pessoas que precisava doar os bichanos e uma amiga informou que um senhor estrangeiro estaria interessado. Corria o ano de 1966 quando certa tarde chego à casa e me deparo com um cidadão corpulento agachado na sala de estar brincando com os gatinhos. Fui direto para o meu quarto e só depois fiquei sabendo que o sujeito era americano e adorava gatos, terminando por escolher um dos gatinhos. O tempo passou e um dia minha mãe comentou que viu uma matéria sobre o cidadão onde dizia que ele deixaria o Brasil em direção ao Vietnã. Seu nome: Vernon Walters. A matéria mencionava também que viajara acompanhado do seu gato de nome Snowball. Até recentemente guardei esses recortes, inclusive o da morte do gato e do próprio Vernon. Quando resolvi pesquisar sobre a Esplanada Castelo lembrei desse episódio e escrevi a crônica que se chamou "Um General de Quatro". Até hoje penso que sendo a minha antiga residência tão perto do consulado americano não deve ter sido difícil para o general se deslocar até lá.

    Como curiosidade, por volta do ano 2000 havia um advogado catarinense que frequentava o Vilariño cujo apelido era "Vernon Walters" devido à incrível semelhança com o americano. O saudoso AG foi um dos parceiros que primeiro soube do espisódio.

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  13. Boa tarde a todos.

    Postei esta foto provavelmente no finado fotoblog do UOL. O Sr. Szendrodi fotografou essa esquina pouco mais de dez anos depois. Acho que teria sido interessante se o Dr. D' postasse também essa foto...

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  14. Vou discordar em parte com o Joel.Não vejo,sinceramente,nos políticos de hoje,viés comunista,socialista ou coisa que o valha.São na verdade,grandes espertalhões que querem tirar proveito de tudo e aí jogam para a plateia de acordo com seus interesses.O próprio PT, todo como grande representação de esquerda,fEz alianças espúrias com todo tipo de "ideologia".Acredito que a impunidade nos levou a este cáos,com a sacanagem rolando para todos os lados e todos eles tirando sua casquinha.O resto,o País e o escambau que se lixe.A ideologia virou sinônimo de vantagem e falta de vergonha.

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  15. Fora de foco. Vou encaminhar ao gerente "deste sitio" uma foto em alta resolução de 1965 do ónibus 241 descendo a Grajaú Jacarepaguá. É uma sugestão para publicar no SDR.

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    1. Joel: Se tua foto do ônibus for da Empresa que foi formada com a fusão dos lotações e que antecedeu a Ocidental (pela data deve ser) vai ser a alegria dos Busólogos.

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    2. Vou mandar hoje mesmo. É um ónibus pequeno.

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  16. Concordo com o Belletti. Colocar o atual quadro político deplorável na responsabilidade de um único partido, ou numa ideologia, é de uma miopia política convenientemente desonesta.

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  17. Voltei.Acabo de ler em O Globo a entrevista do novo Presidente do TJSP a respeito do auxilio moradia.Pela maneira como aborda o assunto dá para entender porque o país está na situação atual.Recomendo a leitura apesar do grande Espanto!!!!

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