|
As
quatro fotografias, do Acervo do Correio da Manhã, são da Praça da Bandeira, da década de 60.
A
primeira foto mostra o andamento das obras da Praça da Bandeira em 1961. A
parte da pavimentação está semiconcluída, restando arremates em continuação à
Av. Radial Oeste e pequenos retoques. A urbanização da praça e também a
colocação do chafariz que se está retirando da Praça XV são complementos que
farão da Praça da Bandeira um ponto notável da Zona Norte, escrevei o Correio
da Manhã. Todavia existe uma novidade na pavimentação para os veículos:
concreto claro em contraste com o asfalto, servindo de faixa para pedestres e
para livrar as ruas das trabalhosas pinturas e os pneumáticos das tachas do
Serviço de Trânsito. É a "faixa bossa nova".
A
legenda da segunda foto comentava que os "balões" (dos paulistas) e
"la rotunda" (dos argentinos), de utilidade nas ruas de maior
movimento para disciplinar o trânsito e encurtar distâncias, no Rio foram
substituídos pelas "ilhotas" de cimento, que, ao contrário,
dificultam o tráfego e são autênticas armadilhas para os automóveis. Esta da
Praça da Bandeira é um exemplo.
A
terceira foto serve para ilustrar que desde sempre este local foi de travessia
difícil, perigosa. Nos meus tempos de plantonista no Hospital Souza Aguiar os
atropelamentos eram frequentes, mesmo depois de, anos depois da foto, ter sido
instalada uma passarela.
A
caminhonete da quarta foto era um “camburão”?
|
O Biscoito Molhado, edição matutina: Primeira foto, Simca Chambord 1960, com o friso do irmão francês; lá no fundo, um grande Mopar 46-47 e uma Rural-Willys. Depois, foto 2, Mercury 1951 e uma Kombi Luxo. Na foto 3, só o lotação e na foto 4, a do camburão 1955 Chevrolet 3100, que alguns já chamam de Apache. Na frente dele, um Opel Kapitan 1951, rara aparição neste blog. Por ver estas imagens mais civilizadas do Rio de Janeiro que não precisava ter mudado é que sou A Favor.
ResponderExcluirEu também.
ExcluirExistia a juventude Transviada. Hoje existe a Juventude Desvairada.
A transviada saia do conservadorismo para uma mudança nas artes, no comportamento. Tinha uma proposta. A desvairada, corpo sem cabeça, se enfia em qualquer parede. Fere a si própria. Sem propostas o resultado é mínimo.
Existia um feminismo intelectualizado. Simone, Lessing, Clarisse que davam o norte às meninas de antanho.
Hoje existe Com K, Ludmila, Pablito.
Na bússola atual ainda existe o Norte? Creio que a agulha imantada dança direto um funk, ela mesma muito doida.
Desorientadas por não vislumbrarem o caminho a seguir os extremos chegam "aos extremos".
Fica um sentimento de dó.
Retificando:
Excluir- A Clarice é a Lispector, não a minha amiguinha de infância.
Titio alemão sobrevoando meus neurônios? Pode ser.
Registro do inicio das inúmeras obras para transformações da Pça da Bandeira. Talvez seja um dos lugares que sofreu muitas intervenções urbanas. A ultima foi dois imensos piscinões construido para resolver um problema cronico no local que eram as famosas enchentes. Parece que foi resolvido. Quanto aos prédios existentes poucos permaneceram e outros tantos foram ao chão mas o fato é que ainda vemos vestígios do passado principalmente na entrada da rua do Matoso. Um prédio que permanece é o do antigo SAPS. Fato é que a Pça da Bandeira ainda é um local de passagem tanto em direção ao Maracanã quanto ao Estácio como ao centro do Rio. Valeu o registro dessas fotos inéditas aqui no SDR.
ResponderExcluirNessa época a bordo do Grajaú Leblon passar pela praça da Bandeira na ida para o Maraca era hora de muita ansiedade e a certeza de que estava chegando. A sensação da volta dependia do resultado do jogo. Além do SAPS o quartel dos bombeiros marcava o local.
ResponderExcluirTempos depois tal como o gerente já comentou por aqui levava o carro aí para conserto na oficina do Luigi Sciai. O Gustavo e o Biscoito devem tê-lo conhecido.
Todo mundo conheceu o Sciai. Excelente pessoa, mas como não tive carro italiano, nunca usei o serviço dele. Era um motociclista campeão na Itália.
ExcluirA Praça da Bandeira teve seu eixo alterado atualmente. Os prédios existentes a partir da esquina de Joaquim Palhares em direção ao Centro foram abaixo, bem como os prédios da rua Elpídio Boamorte. A construção dos viadutos das forças armadas desfiguraram a praça. O prédio com a propaganda da CEF foi igualmente demolido. A vila de casas que liga a praça com a Barão de Iguatemi e a pastelaria "chig ling" que existe atualmente aparece na foto 4. O camburão que aparece tem ainda a pintura do DFSP apesar de pertencer ao governo na G.B. Mais um detalhe: apesar de a foto dar essa impressão, ainda não era possível em 1961 fazer a ligação com São Francisco Xavier, já que essa ligação só foi possível no final de 1965. Na época da foto quase todo o lado direito da Teixeira Soares e o quintal das casas junto à linha do trem já havia sido demolido, mas ainda não existia a ligação com a General Canabarro e com a rua Amapá. Registre-se que a rua Amapá existe apenas "no papel" da mesma forma que a Elpídio Boamorte. Eu vou enviar para o gerente uma foto tirada do alto datada de 1965, onde a praça "diminuiu" sensivelmente e aparece o bonde Alto da Boa Vista fazendo um "rodo" bem menor.
ResponderExcluirEm uma das últimas idas ao Maracanã,choveu bem no fim do jogo,coisa d 15 minutos.Na saída pegamos um táxi e a Praça da Bandeira já se mostrava com volume de água bem significativo. Foi sanado o problema?
ResponderExcluirE aí tinha o famoso Galeto Bandeira,confere?
Bom dia a todos.
ResponderExcluirPraça da Bandeira, local problemático em termos de trânsito e de alagamentos.
Apesar dos tais piscinões a configuração da região, com a confluência de vários rios e o fato de estar abaixo do nível do mar, ainda contribui para alagamentos. Ainda está pendente a transposição (ou desvio) de um dos rios da região, se não me engano, o rio Joana.
Pelo jeito a Praça da Bandeira e o Largo da Carioca são candidatos a locais com mais intervenções urbanísticas na cidade...
Destaco o anuncio no topo do morro . Passagem obrigatória dos tijucanos para que dirigem-se para região serrana via ponte ou linha vermelha.
ResponderExcluirBoa Noite ! Lembro que na Praça da Bandeira tinha uma Bandeira. Como o mastro era muito alto quase ninguém prestava atenção nela. Acho que não está mais lá.
ResponderExcluirNa foto 1, os carros indo para a Presidente Vargas estão trafegando no antigo Boulevard do Imperador, posteriormente rebatizado de Boulevard São Cristóvão. Os lotações vindo estão trafegando pela rua Elpídio Boa Morte. A mão no boulevard era única para carros e similares, e dupla para bondes. Em chegando ao cruzamento com a Presidente Vargas, tanto bondes quanto carros poderiam optar por cruzar a ponte sobre o canal do Mangue e ir para o centro via a antiga rua Senador Euzébio, ou virar à direita e seguir como se faz hoje.
ResponderExcluirNa volta, os bondes que fossem para a Praça da Bandeira faziam o trajeto oposto. Já carros e similares tinham de virar à esquerda na Ponte dos Marinheiros, junto ao viaduto da EFCB, onde havia um sinal de trânsito no cruzamento com o tráfego proveniente da Leopoldina. Esse sinal provocava grande engarrafamento. Uma vez aberto, os veículos entravam na Elpídio Boa Morte e chegavam à praça.
No boulevard ficava a enorme estação de bondes, esquina com Joaquim Palhares. Originalmente era da antiga Companhia Ferro-Carril de Vila Isabel, o que sempre gera muita confusão com a posteriormente inaugurada estação no Boulevard 28 de Setembro, no bairro de Vila Isabel, em 1925. Já vi várias fotos em que é mostrada a estação do boulevard e a descrição dela fala que é no bairro de Vila Isabel, confundindo o nome da companhia original com a estação posteriormente inaugurada.
ResponderExcluirEntre o boulevard e a Elpídio Boa Morte havia um depósito de bondes fora de circulação. Lembro de ter ido até lá e olhado os números de ordem dos bondes lá dentro pelas frestas dos portões de madeira, sempre fechados a cadeado. Como a visão não era muito panorâmica, um dia peguei um cabo de vassoura e prendi na ponta dele o espelho retrovisor da minha bicicleta. Aí voltei lá e estendi o cabo por cima dos portões, para ver novos números de bonde. Tudo em prol da minha sexagenária coleção de números de bonde, da qual constam 1133 deles.
ResponderExcluirTambém em nome dela fui até o depósito da DLU ou Comlurb no Caju, quando os bondes da zona sul foram recolhidos para lá, ao fim do serviço da JB. Peguei o bonde 60 - Muda x Marquês de Abrantes até a Praça da Bandeira, saltei e fui a pé até a Leopoldina, pegando o 57 - Caju Retiro até o ponto final na rua Carlos Seidl. Dali fui até a porta do depósito e embora temeroso de ser barrado passei pela guarita, pulei a cerca de arame que delimitava a área em que estavam os bondes, e fiquei feliz feito pinto no lixo andando entre eles, anotando seus números, subindo e descendo em alguns.
ResponderExcluirNo fim de semana seguinte repeti a façanha, porém logo depois de ter atravessado a cerca de arame um vigia me viu e perguntou se eu era jornalista. Respondi que não. Ele então me falou para sair de lá porque poderia ser confundido com ladrão e levar um tiro. Por causa dessa tragédia devo ter deixado de anotar os números de alguns bondes ali depositados.
Apenas por curiosidade, desses 1133 números de bonde anotados por mim entre meados de 1962 e fim de 1965, até hoje consegui fotos de 571. A grande lacuna nos números é justamente os da zona sul, já que pararam de circular em maio de 1963. Sendo um adolescente na época (16 anos) eu não tinha costume de ir até aquela parte da cidade, salvo em raras ocasiões em família. Por isso não tive tempo suficiente para anotar os números de muitos bondes de lá, especialmente de reboques.
ResponderExcluirOs maiores percentuais de captação de números estão justamente nos carros-motor pequenos da Light, que não existiam na zona sul e portanto tive mais contato com eles. Assim, da série 200 eu só não consegui ver 2 dos 39 existentes; da série 300, não vi 15 dos 85; da série 400, não vi 2 dos 41.
ResponderExcluirOs mais curiosos dentre vocês podem estranhar o motivo de essas séries não terem 100 bondes cada. Mas para explicar isso eu me alongaria demais.
ResponderExcluirSe bem me lembro da foto 1, o bonde na extrema direita dela é da linha 69 - Aldeia Campista. Tendo saído da Praça Tiradentes, percorreu a rua da Constituição, Campo de Santana, Presidente Vargas, Boulevard São Cristóvão e está no momento na Praça da Bandeira. Dali seguirá pelas ruas Mariz e Barros, Ibituruna, General Canabarro, São Francisco Xavier, Barão de Mesquita, Pereira Nunes, Boulevard 28 de Setembro, Praça Barão de Drummond, Visconde de Santa Isabel, Barão do Bom Retiro e terminará seu percurso na Praça Malvino Reis. O que é estranho, porque a linha 62 - Praça Malvino Reis, segundo o Guia Rex, apesar do nome não ia até aquela praça.
ResponderExcluirUm amigo fã de bondes como eu, que visitei ontem e que tem 97 anos de idade, conta uma história interessante ocorrida com um bonde da linha 69 - Aldeia Campista, citada no comentário anterior. O caso foi o seguinte: da Praça Tiradentes partiam muitas linhas, inclusive a 69 e a 70 - Andarahy x Leopoldo. Boa parte do percurso delas era em comum. Na época os bondes obedeciam a horários rígidos, e o 70 saía antes do 69, com pouca diferença de tempo. Acontece que o trajeto do 70 era mais longo, de forma que no cruzamento das ruas Ibituruna e General Canabarro ambos acabavam se encontrando. No dia do ocorrido narrado pelo meu amigo, o motorneiro do 69 era conhecido por ser molenga e se ele entrasse na General Canabarro antes do 70 ele iria em passo de tartaruga na frente, atrasando o horário do 70. Isso ocorreria no percurso restante da General Canabarro e mais as ruas São Francisco Xavier e Barão de Mesquita, até que no entroncamento da Pereira Nunes o 69 entraria nela e liberaria o 70, que seguiria em frente.
ResponderExcluirComo meu amigo contou, ele vinha no 70 e ao chegar no citado entroncamento da Ibituruna com a General Canabarro, o motorneiro divisou o molenga do 69 vindo, prestes a entrar nesta rua antes do 70. Então o motorneiro do 70 acelerou o bonde, deixando de parar no ponto próximo ao referido entroncamento, inclusive não possibilitando a entrada do fiscal da Light ali plantado. O bonde passou sacolejando muito pelos trilhos do entroncamento, quase descarrilando, mas conseguiu entrar na frente do 69. Vitória!
Outro caso parecido ocorreu entre bondes das linhas 66 - Tijuca e 68 - Uruguay x Engenho Novo, também narrado por meu amigo. O 66 partia das Barcas e o 68 do Largo de São Francisco, mas seus itinerários se encontravam no entroncamento múltiplo das ruas do Estácio, Machado Coelho e Haddock Lobo. Dali até a rua Uruguai, um percurso de alguns quilômetros, o itinerário de ambas as linhas era o mesmo. Porém havia dois horários no final da tarde em que a Light instituiu bonde expresso na linha 68. Ele saía do Largo de São Francisco e só parava na Central do Brasil e na esquina da rua Uruguai com Conde de Bonfim.
ResponderExcluirNesse dia em que meu amigo estava no 68 expresso, quando o bonde chegou no entroncamento múltiplo acima citado, vinha vindo um 66 e este, de propósito ou não, entrou na frente do 68. Acontece que o 66 era parador normal e atrasaria em muito o 68. Então o motorneiro deste seguiu atrás do 66 até o entroncamento com a Aristides Lobo, entrou nesta, daí pegou a Barão de Itapagipe, passando à toda pelo cruzamento com a rua do Bispo, foi até a rua Aguiar e aí entrou na Conde de Bonfim, muito à frente do 66 que vinha se arrastando. Problema resolvido.
Bom dia. Verdade seja dita que desde 2018 não lembro de uma enchente séria na Praça da Bandeira. Pode ter acontecido algo pontual mas outras áreas da cidade vêm sofrendo mais.
ResponderExcluirEra o nosso local para embarcar no ônibus na volta para casa após os jogos no Maracanã. A ida era no trem da Leopoldina.
ResponderExcluirO ponto do ônibus era um pouco à direita do posto de gasolina que está meio escondido nas fotos 2 e 3, cuja construção existia até pouco tempo, embora bem modificada.
Só não lembro do período dos lotações nessa região, só em outros bairros e assim mesmo muito pouco na memória, mais pela dificuldade de conseguir entrar em um e o desespero da minha mãe pela demora ao tentar voltar para casa levando os 2 filhos, principalmente ao ler o letreiro de "Lotado" aceso, embaixo, sobre o painel.
ResponderExcluirQuando conseguia embarcar os detalhes do painel, do recipiente das fichas, letreiros e enfeites me chamavam a atenção.
Já viagem de bondes da Light em circulação também estão num canto de memória. Conforme já comentei, eu e meu irmão tentávamos ficar o mais próximo possível do motorneiro, para ver as manobras nos comandos.
E já que Pç. da Bandeira faz lembrar do Maracanã:
ResponderExcluirSinal dos tempos: algum tempo atrás comentei sobre o período sem transmissão de jogos ao vivo pela TV, tendo apenas em dia de decisão o que hoje chamam de "pré-jogo", cortando na hora do pontapé inicial. O primeiro Campeonato Carioca que acompanhei completamente foi o de 1967 e a decisão teve esse esquema da TV, foi entre Botafogo e Bangu, que tinham ótimos jogadores como Manga, Paulo Cesar (futuro Caju), Gerson, Jairzinho e Afonsinho pelo alvi-negro e Ubirajara, Paulo Borges e Aladim pelo alvi-rubro.
Hoje temos os dois clubes disputando o troféu de consolação do estadual.
Inclusive não entendo como Vasco e Madureira não têm o direito de disputar também a Taça Rio.
Aliás foi dito na internet que o Fogão pode conquistar seu terceiro troféu consolação em 5 ou 6 anos de Taça Rio separada do Campeonato Carioca.
ResponderExcluirLuiz, sobre seu questionamento sobre a foto 4, na minha opinião a resposta é sim, só que na época não tinham esse nome, eram conhecidos por "tintureitos".
ResponderExcluirCorrigindo: "tintureiros".
ExcluirVerdade. Até havia esquecido essa palavra. E as rádio-patrulhas eram chamadas de RP. E as ambulâncias, de "assistência".
ExcluirE a Band divulgou reportagem sobre suspeitas de manipulação de jogos do estadual, em particular do jogo entre Portuguesa e Nova Iguaçu pelo quadrangular do rebaixamento.
ResponderExcluirAssim como o Paulo Roberto, o primeiro Campeonato Carioca que acompanhei na íntegra e in loco foi o de 1967, eu com 10 anos. Meu pai, alvinegro roxo, me levou a todos os jogos no Maracanã, em General Severiano, onde ficávamos na social, bem como nos estádios dos times pequenos. Era turno e returno, com mando de campo invertido. Cada vitória valiam 2 pontos e o campeão era a equipe com menos pontos perdidos e não por pontos ganhos, como atualmente. Tenho muita saudade dos times pequenos do Rio como Olaria, Campo Grande, Madureira, Bonsucesso e São Cristóvão. Nesta década de 60, Bangu e América eram considerados grandes. O único time que nunca cai de divisão é o Madureira por conta de ter uma sede social muito bem estruturada e possuir centenas de imóveis no bairro, renda que possibilita a montagem de bom elencos. O restante dos clubes pequenos está a míngua e o Campo Grande acabou. Não tenho nenhum carinho pelos clubes do estado como Volta Redonda, Nova Iguaçu e os demais, que são bancados pelas prefeituras locais, o que não ocorre com o pequenos da capital. O Afonsinho era reserva do Gérson e não jogou nesta final de 1967. Nesta época, os jogos não eram televisados ao vivo e quem não ia só podia assistir a partida em vídeo tape à noite.
ResponderExcluir