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Na
primeira foto, de 1960, vemos um camelô com uma mala bem no centro da Rua da Quitanda.
Qual seria o artigo à venda? Seriam meias?
Na
segunda foto, de 1960, vemos uma calçada da Av. N. S. de Copacabana, que
ilustrava uma reportagem do Correio da Manhã: "em Copacabana a coisa
assume aspecto assustador e o pior, as mercadorias oferecidas nas calçadas são
de procedência estrangeira (cigarros, desodorantes, etc) desafiando uma
fiscalização inexistente por parte da Secretaria de Segurança e dos agentes da
Aduana. A fotografia dispensa comentários. O policial que passeia calmamente é
da Polícia Militar, mas os da Polícia de Vigilância (ressalvando-se a maioria é
claro), às vezes, ficam escoltando os camelos.”
A
última foto é de uma reportagem, também do Correio da Manhã, de 1955, onde se
reclamava da venda de plantas ornamentais em feiras-livres. Perguntava: “furtos
nas florestas ou nas residências particulares? Onde está a Polícia?”
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Não foi muito fácil identificar o Oldsmobile 1951 da foto do meio. Entre 50 e 51, a Olds fez uma salada de carrocerias e lanternas traseiras, mas essa da foto é 51, com lanterna de ré e olho de gato. Poderia ser de um modelo 50, mas muito menos provável.
ResponderExcluirO caixote de whisky White Label! - definitivamente os camelôs de hoje não têm mais o mesmo charme. E o do mala vendia meia de mulher, ou gravata. Não era qualquer produto que merecia um vendedor de mala.
Lembro de camelôs vendendo meias e gravatas dentro dos escritórios das firmas no Centro.
ResponderExcluirVou fazer uma correção, com a permissão do gerente: A Policia Militar no tempo da foto tinha a atribuição do policiamento ostensivo na Guanabara e não sei a razão de o P.M não estar agindo. Quanto à Policia de Vigilância, um segmento uniformizado da Polícia Civil, esclareço que não era sua atribuição ou rotina operacional o combate à camelôs. Atuava normalmente em patrulhamento de ruas. O que existia naquele tempo eram os "Fiscais de feira" e também os "Fiscais de renda" ou de ICM. Pode ser que devido a algum tipo de "operação", a P.Vigilância excepcionalmente tenha sido empregada no combate aos ambulantes, mas seria uma rotina "atípica"...
ResponderExcluirCorreção encaminhada à redação do Correio da Manhã.
ExcluirÉ claro que o erro foi da redação do jornal e o mencionei a título de esclarecimento. A estrutura e atribuições do serviço público diferiam naquele tempo. A Polícia de Vigilância ficava baseada em setores de vigilância espalhados pela cidade. Havia um na Pereira Nunes com Barão de Mesquita, outro no Alto da Boa Vista, entre outros que me lembro. O Ponto Zero em Benfica e a Invernada de Olaria também funcionavam como Setores de Vigilância. Os PVs eram uma das graduações mais baixas da estrutura da Policia Civil, abaixo do Delegado, do Comissario, do Escrivão, e do Detetive. Um exemplo de um P.V que pode ser visto está no filme "Maria 38" interpretado por John Herbert. Fica o registo ...
ExcluirMais uma grande homenagem as desaparecidas tias,razão m,aior deste comercio...Na primeira foto o cara parece realmente vender meias e na segunda cigarros e perfumes usando a caixa do White Label.Parece que os produtos da época eram mais interessantes,pois hoje é muito confuso e o que se vê é muito Xing Ling.Essas fotos do dia a dia fazem a diferença.
ResponderExcluirBom dia.
ResponderExcluirParece que aos poucos a situação vai se normalizando. Mais postos oferecem combustíveis, claro que ainda com filas enormes. A oferta de hortifrutigranjeiros só deve normalizar na próxima semana, até porque já vem mais um feriadão.
Ainda há relatos de bloqueios em estradas, mas bem menos do que há uma semana.
Acho que até os camelôs torcem pela normalização. Se bem que ontem já teve roubo de cargas. Sinal que a situação está se normalizando...
PS: incluí alguns links na postagem sobre o zepelim. Fotos impressionantes.
ExcluirA marca do whisky é "Dewars" white label. Existem outros rótulos, conforme a idade de envelhecimento. Ótimo whisky.
ResponderExcluirA versão 15 anos do Dewars é muito boa e custa na faixa de 250 pilas.
ExcluirContinuo preferindo 51.
ResponderExcluirComo comentei em postagem passada, no Ceará o camelô é chamado de Marreteiro e o figurante que fica em volta dele chama-se Farol, que sempre está se mostrando interessado em comprar algum produto e alardeando as qualidades para que os incautos caiam na encenação. O Pastor, antes da sua missão de orientar as almas perdidas foi Marreteiro lá na Pça do Ferreira em idos tempos. Ele oferecia de tudo, desde de pozinho de chifre de bode preto receitado para alavancar os "falecidos" até pomadinha Japonesa que é um tremendo me engana que gosto. Não fez sucesso e dai deu no que deu: Pastor peba.
ResponderExcluirNa primeira foto, pela lógica, deveria estar vendendo frutas e verduras na rua da Quitanda...
ResponderExcluirOito anos depois os camelôs diversificaram ainda mais o leque de produtos. As forças de segurança continuam iguais, sendo benevolente.
Os produtos "xing-ling" foram para outro patamar.
Bom dia Saudosistas. De lá para cá o comércio e a indústria formal na cidade vem diminuindo ano a ano, o comércio ambulante em alguns casos até instalado em boxes, vem aumentando, o sub emprego impera na cidade, com inúmeras lojas fechadas, com ruas que outrora eram movimentadas, hoje se parecem com um cemitério. E irá aumentar mais ainda com a jornada 5x2, é o governo ao lado do povo brasileiro, aliás este slogan deveria ser o governo por trás do povo brasileiro.
ResponderExcluirCada vez mais shopping e "shopping" (camelódromo).
ResponderExcluirOuvi falar em uma grande reforma no camelódromo da Uruguaiana, mas nem sei o que está acontecendo por lá.
Perseguição do Correio da Manhã aos vendedores de plantas. Em qualquer quintalzinho dá para cultivar plantas no chão, em vasos ou até mesmo em sacos, para venda.
ResponderExcluirQualquer medida que beneficie os pobres é combatida pelas elites. Diziam que a abolição causaria prejuízos aos proprietários e desorganização social.
ResponderExcluirJá os defensores do trabalho extorsivo afirmavam que os trabalhadores pobres e imigrantes deveriam aceitar salários muito baixos e condições duras para manter a produção e os lucros. Muitos acreditam que a exploração do trabalho é necessária para o crescimento econômico e para manter os privilégios das elites. Não mudam.
E depois de quase cinco horas João Fonseca venceu Novak Djokovic de virada em Roland Garros após estar perdendo por 2 a 0.
ResponderExcluirNão assisti, mas viradas como essa demonstram equilíbrio emocional de um atleta, o que no Brasil é coisa rara.
ExcluirIsso faz crer que tem potencial para ir longe na carreira.