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A
Avenida Presidente Vargas, apesar de feia e sem grandes atrações, é uma das
mais fotografadas pelos jornais de antigamente.
As
fotos de hoje são de 1961, 1957, 1952 e 1960, todas do acervo do Correio da
Manhã.
Como
conta Paulo Berger, "foi na administração do Prefeito Henrique Dodsworth
que se iniciou a abertura da Avenida Presidente Vargas. Assim, no início de
1941 começaram as derrubadas dos prédios, resultando no desaparecimento de
vários logradouros, e demolição das igrejas de São Pedro, do Bom Jesus do
Calvário, de São Domingos e de N. S. da Conceição.
Ao
todo foram demolidos 525 prédios e desapareceram o Largo de São Domingos, a
Praça Lopes Trovão, as ruas General Câmara, São Pedro, Senador Eusébio,
Visconde de Itaúna e a Travessa Bom Jesus.
O
primeiro trecho da nova avenida, entre a Avenida do Mangue e a Praça da
República, foi inaugurado em 1942. No ano seguinte era inaugurado o segundo
trecho entre a Praça da República e Rua Uruguaiana. Finalmente, em novembro de
1943, foi terminado o último trecho até a Praça Pio X, que rodeia a Igreja da
Candelária.
A
avenida tem 2040 metros de extensão no trecho realmente aberto (entre a Praça
Onze e Rua Visconde de Itaboraí), continuando, porém, pela Avenida do Mangue
até a Praça da Bandeira, com a extensão total de 4 quilômetros.”
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Boas fotos do dia a dia.Vou aguardar o Biscoito pois hoje ele tem serviço. Em particular tem um furgão carregando um reclame que não parecia ser coisa habitual.
ResponderExcluirSobre o furgão parece um daqueles tubos de pastilhas efervescentes, hoje em dia normalmente de vitamina C.
ExcluirFoto 1 (1961) - Uma Rural-Willys 1960 garante a data. Em primeiro plano, um Austin A-40, Somerset, de 1952; atrás do homem, uma Kombi nacional 58-60, com seu parachoques e emblema verdes; e um Plymouth 1950 completa os reconhecíveis. Mais longe, um provável Jowett Javelin (ao lado da Rural) e na esquerda, um Chevrolet 53, também ao lado de uma Rural.
ResponderExcluirFoto 2 (1957) - essa o Jason Vogel vai cair no chão: um Citroën 2CV, ainda com mala de lona (a placa está fixada na lona!). Ao lado um sedã americano do final dos anos 30, dos grandes, talvez um Buick. E o bonde 77 - Piedade, que fazia ponto final no Largo de S. Francisco.
Foto 3 (1952) - um Bentley Mark VI chama a atenção, com duas cores claras na pintura; quase a seu lado um Hillmann Minx, em sentido oposto; ainda se vê um Kaiser-Fraser 48, bem redondão, quase do lado de um conversível Ford 41. Dois Studebaker e um Hudson completam a cena, repleta de produtos GM.
Foto 4 (1960) - só parece 1960 porque os lotações são 58. Um Pontiac 41, bem acabado está ao lado de um Jeep, capota de aço, ainda com as aberturas redondas das rodas traseiras; um Chevrolet 51 quase sai da cena e um 47, atrás do Pontiac, completam a faixa do meio. Na pista dos lotações, um grotesco Ford (acho) com muitas janelas serve de transporte urbano, à frente de um Chevrolet 47-48.
O Jipe na quarta foto é aquele da reportagem do Correio da Manhã .
ExcluirFoi aí que começou o processo de esvaziamento do Centro e da favelização da cidade. Na década de 70 o "bota abaixo" na região foi maior, pois vieram abaixo imóveis dos dois lados da Presidente Vargas, General Pedra, e das ruas da Cidade Nova e Praça XI. Apesar da precariedade de muitos imóveis, vivia-se em uma cidade civilizada. Não se vê nessas fotos mendigos, pivetes, e obviamente "crackudos caucasianos"...
ResponderExcluirBom dia.
ResponderExcluirEstive ontem por lá com minha mãe. Ela "estreou" o VLT entre o Campo de Santana e a Rio Branco, na volta do Hemorio. Amanhã estaremos de volta para consultas.
O noivo bonde foi aprovado ou está mais para uma atração turística com eventual uso como efetivo transporte coletivo?
ExcluirOntem, especificamente, no horário que pegamos, estava bem cheio mas não entupido. Eu já tinha pego em outros horários e trechos bem mais vazio. A expectativa é para a inauguração em dezembro (se não atrasar) da Linha 3, entre a Central e SDU, que vai desafogar as outras duas linhas.
ExcluirConsidero que o "noivo bonde" esteja aprovado pela "noiva" (população)... Espero que a qualidade não caia.
A Av. Pres. Vargas é que deveria ter recebido todo o crescimento a partir de 1944, mas que acabou indo principalmente a Av. Rio Branco.
ResponderExcluir"Noivo" não, é novo!
ResponderExcluirEm resumo... A Cidade era civilizada !
ResponderExcluirBom dia a todos. Embora não pareça a Av. Pres. Vargas é o retrato fiel dos ciclos de desenvolvimento econômico do País e principalmente da cidade do Rio de Janeiro, como o crescimento da economia do Brasil se processa por golfadas, como se fosse vômitos, assim é o que acontece com esta avenida. Na última golfada ocorrida, podemos observar que os terrenos que eram ocupados por estacionamentos, foram todos ocupados por novos edifícios, acho que hoje só restando o terreno do camelódromo no trecho entre a Candelária e o Campo de Santana, pois não poderíamos deixar de ter um marco a demagogia oferecida por nossos administradores públicos.
ResponderExcluirQuanto a localização dos trechos destas fotos, a primeira delas mostra o trecho próximo a Av. Passos, a segunda próximo a maternidade da UFRJ na Carmo Neto, a terceira o cruzamento junto a Uruguaiana, a quarta próximo a R de Santana.
O Jair Ventura acabou sendo demitido do Santos e fato é que não conseguiu emplacar com o time da baixada santista que agora fala em contratar Abel.Já falei anteriormente quer Abel seria uma peça chave para o Flamengo mas a direção gosta do mosquito sem pilha e lá vai ele não sei para onde e onde vai ficar.Ainda considero que este garoto não tem força para comandar o Flamengo e pode repetir o Zé Ricardo que parece objeto de desejo das beatas de igreja católica:uma promessa.Vou aguardar mais umas 3 rodadas para dar a cornetada final.
ResponderExcluirO que impressiona é a cultura de estacionar em qualquer lugar,
ResponderExcluirVem de longe.
Quando ocorreram as desapropriações e muitos tiveram que buscar novas moradias, muitos foram morar nos subúrbios ou em favelas. Alguns compraram apartamentos no edifício Prefeito Paulo de Frontin, o Balança mas não cai, construído em 1945. Mas quando ficou pronto em 1948, foi alvo de boatos de que havia uma falha na estrutura e o prédio ia desabar. Os apartamentos passaram a valer quase nada e o lugar foi ocupado por prostitutas, homossexuais, travestis, traficantes, pais de santo, etc. Muita gente foi para as casas da General Pedra, junto à linha férrea. Minha mãe me levou a uma rezadeira que morava ali. Era um "outro mundo", pois o lugar parecia parado no tempo. Até a banheira era de ferro esmaltado e tinha pés trabalhados. Muito do Rio antigo desapareceu com aquele casario...
ResponderExcluirOs ônibus:
ResponderExcluirNa foto 3, na pista central sentido centro:
Um lotação, um Gostosão (GM TDH4008) da Relâmpago, seguido de um Twin Coach (Model 41s) da mesma empresa. Logo a seguir outro Gostosão (talvez da Glória) e, por último, outro Gostosão da Nacional.
As fotos da postagem me deixaram inspirado. Vou deitar falação, embora não acrescentem nada de novo sobre o Rio. Se ficarem agastados com meus sempre longos e detalhados textos, podem ignorá-los e compreenderei perfeitamente isso.
ResponderExcluirSobre a foto 1 não tenho nada a acrescentar.
ResponderExcluirA foto 2 mostra um Citroën 2CV, como identificou o Dieckman. Era um modelo muito comum nas ruas, e para mim um dos mais feios carros já produzidos. Em comentário mais adiante vou listar os modelos que julgo mais pavorosos e que aqui no Rio circularam.
ResponderExcluirA foto também mostra um bonde tipo bataclã, linha 77 – Piedade, número de ordem 2015, pelo visto recém-saído da revisão geral que todos os bondes sofriam a cada seis anos e da qual saíam como novos de fábrica. Todos os carros-motor bataclãs da faixa 2001 a 2031 pertenciam à seção Méier, exceto o 2006 (Jardim Botânico) e o 2024 (seção Penha). Os reboques, também bataclãs, da faixa 2401 a 2429 eram todos da seção Méier. Nunca vi o 2430, e o 2431 já era da seção Barão de Drummond.
Ainda na foto 2, o ônibus de traseira parece ser de carroceria Carbrasa.
A foto 3 é pródiga em assuntos e dará origem a muitos comentários.
ResponderExcluirVamos aos bondes: do lado direito vemos um bataclã com reboque idem. Provavelmente é um 77 – Piedade ou, com menor probabilidade, um 68 – Uruguay x Engenho Novo ou um 94 – Penha x Largo de São Francisco. Este último é o menos provável, eis que a seção Penha só tinha três bataclãs (2024, 2047 e 2067) e três reboques do mesmo tipo (2448, 2449 e 2450). Mas era pródiga em sossega-leão (série 2500, reboques séries 3000 e 3500).
ResponderExcluirJá do lado esquerdo vemos duas raridades: um carro-motor estilo bataclã, porém bidirecional, algo que já não existia em bataclãs desde meados da década de 1940. Embora parecesse um bataclã, aquele bonde certamente era o 1718 ou o 1792, ambos da seção Barão de Drummond e os únicos de toda a frota que tinham aquela característica. Fosse um ou outro, a linha que estavam fazendo poderia ser a 68 – Uruguay x Engenho Novo ou a 74 – Vila Isabel x Engenho Novo, pois ambas pertenciam à seção Barão de Drummond e certamente o bonde estava se dirigindo para o Largo de São Francisco, ponto final daquelas linhas.
ResponderExcluirA outra raridade é o reboque que ele está puxando, um modelo que não me lembro de jamais ter visto, pois tem a lateral esquerda toda feita em chapa única. O modelo em si é do primeiro tipo usado como carro-motor pela JB no início do século XX. Com a entrada em serviço dos recém-fabricados carros-motor médios, em 1912, aquele modelo antigo foi sendo paulatinamente transformado em reboque e substituído pelos novo modelo . O primeiro destes a entrar em linha foi o de número de ordem 172 (numeração antiga). Aquele tejadilho que aparece na foto era onde ficava a estrutura do trólei que captava energia da fiação, na época em que o reboque era carro-motor.
ResponderExcluirAinda a foto 3: quanto aos ônibus, o primeiro da fila não sei se podemos chamar de lotação grande ou microônibus com motor externo. Tipos assim, porém de modelo mais novo do que o da foto, foram muito usados na linha 130 – Triagem x Leme e na S87 – Engenho de Dentro x Praça da Bandeira, ambas ainda existentes, com números 472 e 606, respectivamente, embora esta última agora faça ponto final no Terminal Gentileza.
ResponderExcluirContinuando na mesma foto: um anônimo identificou os dois ônibus seguintes como sendo da empresa Relâmpago. Eu me atreveria a dizer que o segundo deles, o modelo Twin Coach, seria da linha 102 – Saens Peña x Largo do Machado. Conheci bem essa linha, embora não me lembre de ter andado nela. Na época em que a conheci, já não era mais feita pela Relâmpago e sim pela EMO (Empresa Municipal de Ônibus), e tinha cores marrom e branco. O ponto deles na Saens Peña era entre as ruas Doutor Pereira dos Santos e Desembargador Isidro, quase na esquina desta. A linha deixou de existir na década de 1960 e o lugar onde ele fazia ponto final passou a ser ocupado pela S76 – Saens Peña x Marechal Hermes (atual 638).
ResponderExcluirJá quanto ao gostosão identificado como da Relâmpago, não sei se era também da 102, porque não me lembro de gostosões circulando naquela linha. Como a empresa tinha também outras linhas, como a 108 – Uruguay x Leblon (via Jóquei), eu apostaria nela, pois já vi fotos de gostosões dessa linha.
ResponderExcluirO quarto ônibus foi também identificado como sendo um gostosão. Não me lembro de ter visto esse modelo circulando.
ResponderExcluirJá o quinto é bem nítido ser da Auto Viação Nacional, que fazia a famosíssima linha 109 – Malvino Reis x Ipanema, além da 110, cujo nome mudou várias vezes. Em 1952, ano da foto, na primeira metade foi Grajaú x Cosme Velho e na segunda metade Grajaú x Laranjeiras. Essa linha existe até hoje, como 422 – Grajaú x Cosme Velho, tendo mudado de empresa várias vezes. Mas só é Grajaú no nome, porque até recentemente saía daqui do Engenho Novo e agora sai do Lins de Vasconcelos, divisa com Engenho Novo. Porém é a única linha de ônibus que circula por muitas ruas do bairro do Grajaú. Só tem ela.
Continuemos na foto 3, agora os carros já identificados pelo Dieckman: o Hillmann era um modelo muito comum nas ruas, assim como os Studebaker (o carro branco estacionado e o que está ao lado e mais próximo dos dois ônibus da Relâmpago - o carro acinzentado, não o preto). Vemos também uma ambulância. O carro preto atrás do poste, com pneus de banda branca, parece um Mopar (DeSoto?). Quanto ao conversível Ford 1941, lembro quando criança ter ganhado um joguinho de corrida de automóveis, movimentados a pontos de dado, em que todos os carrinhos eram daquele modelo, mas obviamente não conversíveis.
ResponderExcluirVamos à foto 4: no canto esquerdo, um lotação da linha Encantado x Praça 15. Essa linha, ao tempo em que me lembro dela, era a de número 67, do mesmo dono da 68 – Piedade x Praça 15, e usava uns microônibus bonitos, de cor alumínio com faixas azuis. Quanto ao ônibus que aparece ao fundo, na mesma pista, me lembra muito os da linha 11 - Muda x Copacabana, operada pela Viação Carioca durante muitas décadas, renumerada em 1965 para 413. Em 2010 mudou para Muda x Jardim de Alah e foi extinta em janeiro de 2016. Andei muito nessa linha entre 1970 e 1972 para ir à praia do Arpoador, todo fim de semana em que fazia sol. O ônibus da linha 235, quase todo escondido, era da linha Castelo x Cachambi, operada pela empresa São Jorge. Quanto ao Chevrolet 1947, atrás do Pontiac 1941, era segundo me lembro o modelo dirigido pelo meu pai quando era chofer de praça (taxista, atualmente), mais ou menos entre 1950 e 1956, quando morreu.
ResponderExcluirVou finalizar essa longa cantilena listando os modelos de carro que sempre achei pavorosos (a ordem não implica no grau de feiura), todos da faixa aproximada de anos 1940 a 1960: Citroën 2CV, Jaguar Mark V, Ford Prefect, Austin A40 (modelos Devon e Somerset), todos os modelos da Nash, todos os da Tatra, o Skoda Tudor 1101 e 1102. Esses os que me vêm à memória.
ResponderExcluirJá os Hillmann Minx, os Morris Minor, os Borgward Isabella, entre outros, eu achava simpáticos. Mas meu preferido era o Chevrolet 1956. Aliás, Chevrolet é Chevrolet, não é (rimou!). Acho que foi a marca que produziu os mais belos modelos de carro ao longo dos tempos.
Ah, algum de vocês se lembra quando o preço da passagem de ônibus dependia do trecho que você percorreria com ele? Para trajetos longos, havia várias seções, cada qual com um preço. Ao embarcar você pagava de acordo com a seção desejada e recebia uma ficha com a cor correspondente. Quem se lembra disso e pode discorrer a respeito?
ResponderExcluirAlgumas linhas intermunicipais ainda cobram tarifas por seção a despeito de existir o bilhete único. Isso ainda vale principalmente para pagamentos em dinheiro (coisa abandonada nos transportes municipais da capital).
ResponderExcluirNa capital essa prática foi extinta, salvo engano meu, em um dos mandatos do Cesar Maia. As linhas mais longas, usadas principalmente por pessoas mais pobres, eram muito mais caras do que as circulares entre bairros da zona sul.
Espero voltar ao tema mais tarde.
ExcluirQuando comecei a trabalhar no Centro, em 1980, as duas pistas centrais da Av. Presidente Vargas não tinham uma calçada que as separasse e os pedestres esperavam para atravessar numa faixa no asfalto, sem qualquer demarcação. Presenciei dois atropelamentos que vi as vítimas voarem alto e se espatifarem no chão.
ResponderExcluirSerá que a recusa em receber dinheiro está funcionando de maneira razoável para os visitantes que chegam para apenas 2 viagens entre, por exemplo, ida e volta da Novo Rio ao Centro?
ResponderExcluirO PIX pode ser demorado, pois depende do sinal do pacote de internet que cada um tem, já que nos coletivos nem todos têm.
O Helio me dá um trabalhão, pois tenho que copiar todos os comentários para a planilha com as fotos…
ResponderExcluirProvavelmente ninguém se interessará no futuro por tantas curiosidades sobre o Rio antigo.
Estou pensando em mandar tudo para alguém mais jovem, como a Conceição Araujo, mas teria que editar.
A ver.
Quanto às fichas, em alguns ônibus, atrás do trocador havia uma placa com a cor da ficha, o preço e o itinerário de cada seção. E entrava-se no ônibus pela porta traseira.
Luiz, desculpe o trabalhão que lhe dou, mas tenho o defeito de sempre detalhar muito as coisas. O pessoal diz que quando vou contar algo começo com "No princípio era o caos..". Quem já leu um pouco da Bíblia sabe a que me refiro.
ExcluirA propósito, quem é Conceição Araújo? O nome não me é estranho.
Era brincadeira, Helio. É que passo todos os comentários interessantes para a planilha que controla as fotos. Desta forma, além do texto inicial, agrego todos os comentários interessantes.
ExcluirA Conceição é uma grande colaboradora do SDR e pesquisadora do Rio Antigo. Participa de um ótimo grupo no Facebook e é bem mais jovem que "nosotros".
Durante a confecção dos meus comentários, já no finalzinho fiz uma consulta ao Google sobre determinada linha extinta de ônibus, a 26 - Usina x Mourisco, que eu pegava quando comecei a trabalhar em Botafogo, naquela obra de canalização do rio Berquó.
ResponderExcluirPara minha completa surpresa, o Google não se limitou a varrer outros sites na Internet, ele extrapolou e foi buscar informação lá na hemeroteca da Biblioteca Nacional, trazendo como resposta uma reportagem do Correio da Manhã datada de 13 de setembro de 1960, sobre aumento das passagens de ônibus e lotações.
Vocês leram a reportagem sobre o que aconteceu durante um teste de duas versões do ChatGPT feito pela OpenAI? Eles criaram um ambiente seguro, chamado sandbox, para impedir que o software acessasse a internet. Mas ele descobriu um modo de burlar a segurança, escapou da sandbox, entrou na internet e invadiu a biblioteca digital de uma outra firma. Esta soube que a invasão havia ocorrido mas não sabia quem tinha sido o invasor.
Este fato escancara algo que alguns especialistas já previam: com a IA, não vai haver site seguro. Ela poderá invadir qualquer site que quiser.
Pior, Helio. É a IA criando um grupo de IAs. Vão dominar tudo...
ExcluirQuanto ao assunto das seções de ônibus, em 1965 trabalhei em Acari e para chegar lá eu começava a viagem pela linha S76 - Saens Peña x Marechal Hermes, atualmente número 638. Esta tinha as seguintes seções, com respectivos preços:
ResponderExcluirSaens Peña - Méier ==> Cr$6,00
Méier - Cascadura ==> Cr$5,00
Saens Peña - Cascadura ==> Cr$11,00
Cascadura - Marechal Hermes ==> Cr$4,00
Méier - Marechal Hermes ==> Cr$9,00
Saens Peña - Marechal Hermes ==> Cr$15,00
OBS: No comentário acima, os preços eram os vigentes a partir de 13 de setembro de 1960. Quando usai a linha para ir a Acari, já era o ano de 1965 e portanto os preços eram diferentes.
ResponderExcluirAcari é um bairro muito distante, vizinho da Pavuna, que por sua vez é vizinha a São João de Meriti, portanto já outro município que não o Rio de Janeiro. Porém ao longo das décadas Acari não me deixa em paz.
ResponderExcluirA primeira vez foi no segundo semestre de 1965, quando trabalhei na pavimentação e obras de saneamento básico da rua Guaiúba, bem em frente à antiga estação da Estrada de Ferro Rio d'Ouro, atualmente a estação do metrô Acari/Fazenda Botafogo.
A segunda vez foi por volta de 1975, quando fiz durante algluns meses uns bicos de programação fora do expediente do IBGE para a então firma Formiplac, num prédio situado exatamente na esquina da rua Guaiúba. Posteriormente ele foi derrubado e no terreno foi construído o Hospital Ronaldo Gazolla.
A terceira vez foi a partir de início de 2018, quando minha enteada mais velha passou a morar com um rapaz do Parque Colúmbia, uma comunidade vizinha à rua Guaiúba, porém na outra margem do rio Acari. Cansei de ir até a casa dela, que ainda mora na mesma região porém em outro endereço.
Sou da época em que o trocador não ficava sentado em cadeira e sim andava circulando por dentro do ônibus, cobrando as passagens. E as portas eram acionadas por uma alavanca e não por ar comprimido. Na época dos lotações, eles só tinham uma porta e o acionamento era por alavanca.
ResponderExcluirLembro de trocador pelo corredor, sempre com notas, entre os dedos, dobradas na longitudinal, cobrando dos passageiros que embarcavam em ponto inicial da viagem enquanto ele e o motorista ainda descansavam do lado de fora.
ExcluirSó depois ele assumia o posto próximo à entrada, ainda sem roleta..
Embora muito longe na memória, também lembro da alavanca para abrir porta de lotação, mas de ônibus só os de carroceria Mercedes Benz tipo rodoviário, uma porta só, que ainda foram fabricados por bem mais tempo.
ResponderExcluirEu não sei como a Transportes Braso-Lisboa continua operando a linha 474, antiga Jacaré x Jardim de Alah, cujos ônibus vivem sendo destruídos pelos marginais que neles embarcam para ir à praia tomar banho de mar e/ou roubar as pessoas. Ainda na última terça-feira isso aconteceu em Copacabana, com a marginália saindo pelo teto e pelas janelas de emergência. Tudo devidamente documentado em vídeo e mostrado na TV. Acho que é a pior linha de ônibus do Rio, não pela empresa e frota, e sim pelos marginais que a usam. A Braso-Lisboa sempre foi uma das melhores empresas do Rio, tal como a Rodoviária A. Matias, ambas muito antigas e ainda mantendo a qualidade do serviço e da frota.
ResponderExcluirA Braso-Lisboa foi fundada em 11 de abril de 1947, operando com seis lotações a linha 26 - Triagem x Candelária, posteriormente estendida até o Leme e renumerada para 130. Atualmente é a linha 472.
ResponderExcluirJá a Rodoviária A. Matias foi fundada em 1955, operando a linha S87, originalmente Méier x Praça da Bandeira, posteriormente estendida até o Engenho de Dentro e atualmente sendo a linha Engenho de Dentro x Terminal Gentileza, com o número 606. O "A" do nome era de Antônio, um antigo sócio da empresa. Quando este se desligou, o "A" passou a significar Âncora, para se desvincular de Antônio.
Durante alguns anos adotou a pintura verde com desenhos de margarida, o que deu origem ao apelido Doriana a seus ônibus.
Lembro de um desses "Doriana" na década de 70 quando invadiu a casa de um vizinho em Madureira. Ela ainda operava a linha 607. Hoje ela faz de tudo para não sair da zona de conforto, incluindo se enfiar em pools de linhas, entre elas a própria 607.
ExcluirNo que faz muito bem. Quantas empresas fecharam de 2008 para cá! Inclusive algumas bem antigas, como a São Silvestre, a Estrela, a Estrela Azul, a Vila Isabel e outras. Esses consórcios foram o fim de muitas delas.
ExcluirAlgumas empresas "fecharam" em 2010 só para reaparecerem com outros nomes...
ExcluirAlgumas linhas 6XX foram criadas como parciais de linhas 2XX ou 3XX. Acredito que algumas 7XX e 9XX também tenham sido criadas nesse sentido.
ResponderExcluirhttps://oglobo.globo.com/rio/thiago-gomide/coluna/2026/07/as-preciosidades-que-o-centro-perdeu.ghtml
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirBoa tarde a todos!
ResponderExcluirLembro que quando eu pegava o ônibus Caxias-Meier havia dois valores: eu e minha mãe pegávamos na Estrada do Quitungo (Vila da Penha), perto de casa, no sentido Méier, mas sempre descíamos em Madureira. Até ali, era um preço menor, dali em diante era outro preço. Alguns ônibus usavam fichas plásticas coloridas, já esse ônibus Caxias-Méier era um bilhetezinho de papel. O trocador ficava em sua cadeira, conforme lembrou o Paulo, com as notas entre os dedos. Em Madureira, o ônibus descia o viaduto e parava num ponto onde subia um fiscal da empresa que verificava se o bilhete dava permissão para ir dali em diante ou não, pois para o Meier era um valor mais alto da passagem.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirSempre que minha mãe precisava fazer compras, ou íamos para Bonsucesso, próximo à Praça das Nações, ou em Madureira, na Estrada do Portela e Carolina Machado e adjacências. Normalmente era em Madureira, pois havia bem mais opções de lojas.
ResponderExcluirAnos depois, passamos a ir na Penha, no Centro da Penha, Rua dos Romeiros e Rua Plínio de Oliveira, pois ali começou a ter um comércio maior que outrora, com mais lojas diversificadas, nos anos 1980. Na Penha era bem mais próximo da nossa casa do que Madureira e Bonsucesso
Na Zona Sul não peguei este trocador pelo meio do ônibus. Sempre estava sentado, de lado, junto à porta de entrada na traseira do ônibus.
ResponderExcluirPS: as IA invadindo os sites dos bancos vai ser uma festa... Ou será que voltaremos a guardar dinheiro sob o colchão? Ou ao escambo?
Por onde anda o Eusebius para nos dizer?
ExcluirEm Bonsucesso, se não foi na Pç. das Nações foi ali do lado, nas Lojas Par, os meus pais compraram uma geladeira GE "quadrada" e pedal par abrir a porta, uma novidade para nós, que ainda tínhamos uma Clímax antiga, de quinas arredondadas.
ResponderExcluirEsqueci de dizer que na compra da GE teve um LP da Banda do Canecão de brinde, o que acaba sendo uma lembrança do bom comércio de Bonsucesso, já que a geladeira virou sucata.
ExcluirMas durou 32 anos.
Comentei uma vez sobre a origem do porque chamamos de trocador, o que a maioria chama de cobrador.
ResponderExcluirSegundo os bem mais velhos diziam, ou algum pesquisador, no início os motoristas cobravam e davam o troco, quando as empresas perceberam que poderiam agilizar a viagem, colocaram um auxiliar para trocar o dinheiro dos passageiros, para facilitar a cobrança que continuou sendo efetuada pelo motorista. Tempos depois o trocador acumulou a função de cobrar e fornecer a ficha que o motorista só olhava na hora de depositar no recipiente perto da porta de desembarque, o que explica a saída na frente de antigamente.
As "fichas" (tíquetes / bilhetes) de papel começaram a aparecer na década de 70, se não me engano.
Algumas palavras realmente podem fazer confusão para quem não está habituado ao contexto a que elas se aplicam. Um caso é a palavra "condutor" para o empregado que cobrava as passagens nos bondes mas que não o conduzia. Outro caso é a palavra inglesa "engineer" que costuma ser traduzida erroneamente para "engenheiro", quando no contexto de trens a tradução correta é "maquinista". Mais um erro crasso de tradução é o inglês "diamond", traduzido por "diamante" quando dependendo do contexto pode significar "losango". Mais um: "compass", traduzido por "compasso" quando em navegação significa "bússola".
ExcluirE o pessoal que roubava as fichas para fazer jogadores de botão?
ResponderExcluirLembro de ônibus da linha 689 que tinham um local transparente para depositar as fichas no desembarque. Só não sei dizer quais eram as seções da linha.
ResponderExcluirNão, Anônimo, roubavam as fichas para usar como palheta no jogo de botão. Eram muito finas para servir como "jogador".
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