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quinta-feira, 29 de abril de 2021

MADUREIRA




Vemos hoje fotos de Madureira, bairro que conheço pouco. A primeira vez que lá estive foi para assistir a um Madureira e Flamengo, em que o Flamengo venceu por 1x0 com gol de Dida. Décadas depois fui várias vezes à Fábrica Piraquê, por motivos de trabalho. A primeira foto mostra o Viaduto de Madureira.



A estação de trem de Madureira.


A estação de trem de Madureira.

Um flagrante do grande movimento nas vizinhanças da estação de trem de Madureira. O pipoqueiro está acendendo o fogo para fazer pipoca.

As pipocas já estão prontas.

A flâmula do Madureira Atlético Clube.


 A carteirinha do prezado comentarista Aurelio da época em que foi diretor de esportes aquáticos (diretor de piscina) quando da fusão dos três clubes que existiam em Madureira: o Imperial Basquete Clube, o Madureira Tênis Clube e o Madureira Atlético Clube. 


34 comentários:

  1. Olá, Dr. D'.

    Hoje estou na minha zona de conforto, apesar de não passar por lá há uns quatro anos. Nos últimos anos só pelo terminal do BRT de passagem.

    A primeira foto mostra o viaduto Negrão de Lima voltado para os lados do Tem Tudo. Dependendo da época da foto ainda em construção ou nem isso. A foto parece ter sido tirada do morro perto da igreja.

    A segunda foto mostra o trem saindo da estação em direção a Oswaldo Cruz. À direita, a rua João Vicente, na época em mão dupla. Ao fundo, a torre da caixa d'água da Light vista de bem perto de onde eu morei por quase vinte anos.

    A terceira foto mostra o acesso da estação de trem pela rua Carolina Machado, altura da Edgard Romero.

    As duas fotos seguintes mostram o ângulo invertido, justamente a esquina da Carolina Machado com Edgard Romero. Na Edgard Romero pode ser vista uma filial da Casas da Banha. Não cheguei a conhecer essa filial. A que eu cheguei a ir ficava mais nos arredores do mercadão.

    Sobre a foto referente ao MAC, só peguei a fase pós fusão, já como MEC. O máximo era passar em frente ao estádio quando ia no mercadão...

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  2. Em tempo: meu primo faz 58 anos hoje e ganha de presente a primeira dose da vacina. Meu irmão também estaria sendo vacinado hoje. Mas, vida que segue...

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  3. E ainda em 2012 foi inaugurada uma grande área de lazer conhecida como "Parque de Madureira" a meio caminho de Oswaldo Cruz. Essas fotos dos anos 50 e 60 e que mostram um enorme movimento de pessoas não condiz com a realidade atual, que é cem vezes pior. A Edgar Romero, a Carvalho de Sousa, e a Estrada do Portela é um "oceano de camelôs", sem contar que o "comércio de rua" é fantástico, pois lá se encontra de tudo, apesar da atuação da milícia. Além disso as favelas da Serrinha e do Cajueiro fizeram Madureira refém de traficantes. A obra do BRT desfigurou completamente a Edgar Romero e o "custo benefício" foi pífio ou mesmo ridículo. Guardadas as devidas proporções, os bondes e mais tarde os ônibus elétricos, prestaram no passado um serviço muito mais eficiente na região. Basta ver em fotos diversas...

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  4. Bom Dia! Área do Irajá, se ele aparecer por aqui hoje, pode dizer muita coisa. Na foto 2 o carro com capota de lona está fazendo serviço de lotação na linha Madureira-Fontinha.O perfil dos morros nos diz que a composição está na linha 1. A padaria hoje é uma loja de tecidos.Na 3, os ônibus estão ali para um serviço especial para conduzir passageiros vindos dos trens para a festa da Penha. Na 4 e 5 tirando a linha dos bondes e a loja da esquina que agora Ching-Ling,o restante continua igual. Faltam 5 dias.

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  5. Madureira, Rio de Janeiro raiz. Infelizmente mais um bairro do Rio desfigurado pelo crime organizado. Já fui muito aí principalmente na infância e adolescência. Já comprei muita pipa no antigo mercadão.

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  6. Estive no bairro em 1968 aos 11 anos, levado por meu pai para assistir a uma partida entre Botafogo e Madureira no Estádio Aniceto Moscoso, popularmente conhecido como Conselheiro Galvão. Retornei ao bairro, a trabalho, em 2018 e pude constatar a multidão de pessoas circulando na Estrada do Portela. Camelôs ocupando o espaço de vagas destinadas ao estacionamento, sem serem incomodados pelo poder público, uma verdadeira bagunça a céu aberto. Subi a passarela situada em frente a quadra do Império Serrano, também apinhada de camelôs vendendo os mais variados produtos e deixando um corredor estreito para a passagem dos pedestres. Do outro lado da passarela, onde fica o Mercadão de Madureira, o fluxo de pessoas era bem menor, tendo menos quantidade de lojas, predominado ali o comércio de móveis. Foi uma boa experiência retornar depois de tantos anos ao bairro chamado de "Capital do Subúrbio", "Coração da Zona Norte" e "Berço do Samba".

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    1. Aniceto Moscoso era uma das "estrelas da contravenção" dos anos 40 e 50 ao lado de Euzébio de Andrade. Mais tarde seu acólito Natal, o homem de um braço só, assumiu suas bancas. Também a vedete Zaquia Jorge, um "mulherão", levava multidões de amantes do "burlesco ao "teatro rebolado". Morreu em circunstâncias estranhas se não me falha a memória em 1957. Mas essa parte folclórica e bastante interessante do subúrbio carioca de lugar aos currais narco-eleitorais que tanto desfiguram a cidade e o morro da Serrinha é um deles. Se situa à direita da Edgar Romero e é possível acessa-lo após 300 metros em linha reta a partir de duas transversais. Já adentrei por duas vezes o local e não recomendo a experiência para ninguém.

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  7. As cores da antiga camisa do Madureira eram branco, azul e roxo, exatamente com a mesma configuração da camisa do Fluminense.

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  8. Bom dia a todos. Só faltou o samba do Arlindo Cruz para concluir a exaltação de hoje a Madureira. Nos anos 70 ia muito a Madureira, quase todas as sextas-feiras no Portelão no ensaio da Portela e nos sábados nos ensaios do Império Serrano, recentemente costumava a ir aos domingos na Feira das Iabás, aí já em Osvaldo Cruz onde fica a sede da Portelinha, o bispo maldito fez de tudo para acabar com ela e agora a Pandemia acabaram com a feira, era um local para quem gosta de boa música e comidas de "sustância" acompanhadas de muitas Mofadas. Das fotos postadas, lembro que a flamula do Madureira foi uma promoção realizada pela cerveja Caracu no início dos anos 60, que fazia a troca de chapinhas por flâmulas dos clubes Cariocas, cheguei a ter as flâmulas de todos os clubes Cariocas da época, inclusive a do Canto do Rio, trazidas pelo meu Pai. Ainda lembro que a que mais gostava era a do time do São Cristóvão era muito bonita.

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  9. Eu desafio qualquer "especialista" de trânsito que prove que o trajeto do BRT entre Madureira e Penha seja mais eficiente do que os que "Trolley-buses" faziam. A linha 6 do Metrô não foi construída para que em seu lugar fosse criada a linha do BRT a partir da Alvorada. Mas é claro, o principal não foi o modal em si que é um lixo, mas o quanto renderiam para Eduardo Paes e seus sequazes as obras para a implantação do mesmo. As demolições na área da Penha, Madureira, e de Vicente de Carvalho foram em grande quantidade, e qual foi o resultado? Um total estrangulamento do tráfego de veículos resultando engarrafamentos diários. A Avenida Brasil está condenada pela "obra" do BRT transbrasil, que ficará concluída em 2060 e que tornou a via um perigosíssima em razão dos "engarrafamentos endêmicos" e pelo risco permanente de assaltos causado justamente pela lentidão do trânsito."Viva Dudu"...

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    1. "Dudu" é da turma dos inimputáveis. Soube bem a quem se aliar na primeira gestão, se é que vocês me entendem...Mesmo quando um deles é preso logo aparece o socorro. Não fica muito tempo na gaiola.

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    2. Dudu não é inimputável, mas o judiciário brasileiro é o mais "conversável" do planeta. Uma "boa conver$a" faz milagres. Afinal quem não sabe que o Brasil é a "terra dos milagres"? E não para por aí, pois o Secretário de Transportes do Dudu é ninguém menos do que Rafael Picciani.

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  10. Quando ainda era muito pequeno, meados dos anos 60, me levaram ao Conselheiro Galvão em um Fla x Madureira, mas só lembro que o estádio estava bem cheio e que o resultado não agradou ao rubro-negros, mas nem sei dizer se foi empate ou vitória do Madura.
    No mais pelo bairro passávamos mais para ir a Bento Ribeiro, onde morava um dos meus tios e que também era meu padrinho.

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  11. Madureira foi minha "Cinelândia" antes dos cinemas migrarem para os Shoppings. Anos 70 e 80, a quantidade de cinemas na região era farta. E era o mais próximo de mim. Sem contar o de Olaria.

    Depois, me formei em Adm. na Souza Marques, no início dos 90. O trajeto para lá era penoso, principalmente quando o 775 pegava a Edgard Romero. As sextas, ia de carro e evitava passar ali, preferindo ir por Rocha Miranda, pela Estrada do Sapê. Mais rápido e menos perigoso do que o Cajueiro e a Serrinha, embora a área próxima à Vulcan também não era das melhores. Mas a rapidez de se chegar compensava.

    Minha formatura foi no salão nobre do Clube do Madureira, em que vi também várias vitórias do Vasco, mesmo que apertadas. O grito da torcida do tricolor suburbano era É Ma du re e e e rá.

    E o samba era e é a marca registrada do bairro. O bloco das piranhas, comandado pelos boleiros Moisés e Joel, era famoso.

    Apenas uma observação, a fábrica da Piraquê fica em Madureira ou em Turiaçu, no bairro vizinho?


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    1. Eu acho que a Piraquê fica em Turiaçu, um dos piores bairros da cidade.

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  12. Joel, o Parque de Madureira "corre" para Honório e Rocha Miranda e não para Oswaldo Cruz.
    Aquela linha Fontinha - Madureira, citada pelo Mauro, peguei muito nos anos sessenta. Seguia pela Estrada Henrique de Melo e João Vicente e fazia ponto na Padre Manso.
    Mauroxará, mais uma empresa de ônibus foi a "knockout", a Acari. Mais gente "na rua", infelizmente...

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    1. Wagner Bahia, Quando surgiram os consórcios,um dia eu estava em uma reunião com outros busólogos na garagem de uma empresa quando tive ocasião de dizer para o proprietário da mesma.< esses consórcios são inspirados em um conceito bíblico, (Um só rebanho para um só pastor). O final de tudo isso vai ser uma só empresa (que não é o Município). Então a próxima etapa será uma verdadeira guerra entre os sócios onde um querendo engolir o outro vai acontecer. E as linhas? já faz tempo que uma linha era patrimônio da Empresa. Pelo andar das coisas ainda este ano mais duas vão "abrir o bico".

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  13. Essa sequência de postagens da Zona Norte apenas mostra a ponta do iceberg do que é realmente a cidade do Rio de Janeiro. Alguém batizou essa outra cidade de Rio B. Mas nesses tempos em que a diversidade é saudada como algo maravilhoso, sejamos sinceros: não existe um Rio A e um Rio B. Existe um Rio de A a Z.

    Para mim, data vênia e ressalvadas as opiniões divergentes (já dá para eu me candidatar a ministro do STF), existem por exemplo:

    Rio A ==> Ipanema, Leblon, Jardim Botânico, Gávea, Alto da Boa Vista.
    Rio B ==> Laranjeiras, Flamengo, Cosme Velho.
    Rio C ==> Botafogo, Copacabana, Leme.
    Rio D ==> Grajaú, Tijuca.
    Rio E ==> Méier.
    Rio F ==> Catete, Glória.

    E assim por diante. Madureira talvez esteja como Rio H. Onde moro, talvez Rio L.

    Rio Z ==> Turiaçu, Colégio, Acari.

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    1. Recebi várias reclamações do pessoal de Inhaúma, inconformado por eu não ter incluído o bairro na categoria Z. Faço então a correção aqui: Inhaúma, Rio Z.

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    2. O Grajaú eu acho que merecia uma classificação melhor. Em tempo: Não moro e nunca morei lá

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    3. Será que Barra da Tijuca e Recreio estão tão abaixo da letra F?

      Tem alguns bairros "valorizados" que vivem do passado. Atualmente muitos estão nivelados por baixo, visto que a pobreza e a violência, quando não atingem profundamente o bairro, acabam deixando sequelas.

      Mas, enfim, a degradação é grande em toda a cidade.

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    4. Hélio, dessa vez vou precisar concordar 100% com você, definição perfeita.

      PS: Não sou o Aurélio da postagem, mas que belo nome!

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  14. Já vi uns dois jogos em Madureira. Sempre fico incomodado quando vejo um jogo em um campo onde as linhas de fundo e laterais ficam próximas ao muro que separa a arquibancada do campo de jogo. Fico imaginando que a qualquer momento pode haver alguma disputa de bola mais forte ou uma falta mais violenta que pode provocar o choque de um jogador no muro. O campo do São Cristóvão também é assim. Acho que o do Bonsucesso também

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  15. Para os que acham que Madureira só tem camelôs, sugiro dar uma passada no Parque de Madureira. Tudo muito bem feito, com diferentes áreas de lazer para todos os gostos e idades. Bem conservada, limpa e com guardas municipais fazendo ronda. Só falta um pouco mais de árvores.

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  16. Minha primeira esposa morava em Madureira, na rua Américo Brasiliense, a um minuto a pé do Madureira Shopping. Fui incontáveis vezes lá na casa dela, então a dos meus sogros na época. A estrada do Portela já era uma zona, com camelôs em ambos os lados da rua, vans, carros e ônibus engarrafados, gente a dar com o pau, desde a Edgar Romero até o shopping. Ô lugarzinho feio!! Meu ex-sogro odiava o bairro, embora nascido e criado lá. Minha sogra adorava aquela bagunça.

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  17. Na época meu sogro era gerente de uma lanchonete numa esquina da rua Carolina Machado, em frente à estação ferroviária. Depois virou gerente de um restaurante numa perpendicular à Carolina Machado.

    Era um homem sofrido. Eu tinha muita pena dele. Morreu em 2008, aos 80 anos de idade, um ano após a morte da esposa.

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  18. O marido de uma prima da minha primeira esposa era um baloeiro famoso na área, técnica aprendida do pai, dono de uma banca de bicho. Faziam balões tão grandes e com cangalhas tão elaboradas que tinham de soltá-los do gramado do campo de futebol do Madureira. Depois saíam armados em carros, acompanhando a trajetória do balão.

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  19. Nos anos 70 muitas vezes ia à Madureira em razão das meninas que frequentavam o Imperial na Estrada do Portela. Com 16 anos eu e dois amigos tomávamos o trem em São Cristóvão à tardinha às Quartas-feiras para ir aos bailes no Imperial. Os bailes terminavam às 10:30 e voltavamos no 638 com direito aos obrigatórios kibes e esfihas no Sheik da General Roca.

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    1. Minha ex-esposa foi eleita "Boneca viva" num concurso no Imperial, por volta de 1970. Mas foi marmelada, porque o pai dela era amigo da turma do clube.

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  20. Estou vendo que o pessoal da zona sul não tem comparecido. Será que eles não conhecem Madureira? Garanto que iriam gostar.

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  21. Joel mencionou a vedete Zaquia Jorge, de quem nunca ouvira falar e fui pesquisar sobre ela. Morreu afogada em 23 de abril de 1957, aos 33 anos, na outrora selvagem praia da Barra da Tijuca. Sua morte gerou uma grande comoção em Madureira. A música "Madureira Chorou" foi composto em sua homenagem, um samba de sucesso no carnaval de 1958.

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    1. Segundo se comentava na época ela estava com uma amiga e teria sofrido um mal súbito e se afogado. Em 1957 ir à Barra da Tijuca era quase um "safári", com direito à travessia de bote e uma longa caminhada até a praia.

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  22. O Rio primeiramente estabeleceu-se como uma "cidade partida", bem definida em dois universos: centro/zona sul e "o resto". Os bairros, independentemente de cada um desses universos, eram bem definidos quanto às suas características; tinham uma "cara" própria. Se lhe pusesse venda nos olhos e o largasse num bairro, ao retirar a venda, em alguns segundos era possível identificar o local: pelo casario, pavimentação e mobiliário urbano. Isso acabou.
    Ainda se vê uma certa homogeneidade em todo bairro no "Rio A", citado pelo Hélio. Porém, nos demais locais na verdade não existem mais bairros, mas "ilhas". Nos bairros grandes territorialmente isso é mais evidente ainda.
    Você sair do Leblon e ir para Costa Barros, dois bairros distintos, é como sair da Dinamarca e ir para Burkina Fasso. Mas o mesmo fenômeno é observado se sair do Jardim Guanabara e ir para o Dendê, ambos no mesmo bairro da Ilha do Governador.
    Há locais na Freguesia, Vila Valqueire, Taquara, Campo Grande e, acreditem, até Guaratiba, que estariam classificados tranquilamente como "Dinamarca".
    Interessante o quanto nos transformamos num grande retrato, uma amostra, do que é todo o Brasil.

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