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sexta-feira, 30 de julho de 2021

CARTÕES-POSTAIS

Nestes tempos de comunicações instantâneas sempre me impressionam cartões-postais como estes publicados hoje. Qual foi o caminho que por mais de 100 anos percorreram para chegar até esta tela?

Espero que o Chiquinho tenha aceitado o apertado abraço da Yayá que estimava que continuasse gozando de saúde e felicidades em companhia da estimada esposa, boa mãe e irmãos. 


Será que o Marques gostou de receber este postal da Prefeitura do Rio e conseguiu ler a mensagem? O remetente estava em Juiz de Fora.

Este desconhecido enviava um aspecto da parada da Av. Central para dizer que "quando ahi for. terei prazer de ..."

Este cartão-postal mostra uma paisagem da Glória, com a chaminé da City, o Outeiro e o Mercado ao fundo, mas com uma cena insólita no primeiro plano. No ar vemos um balão, algo semelhante a um Zeppelin com a inscrição "Santos Dumont" e um bondinho tipo o do Pão de Açúcar. Na rua, junto à mureta da Praia do Russel, um trator, um bonde, bicicletas e um automóvel. Mais ao fundo outro bonde ou seria um ônibus? Casais elegantemente vestidos, senhoras, cena de uma briga (no meio da foto) com alguém jogado ao chão e um chapéu perdido.

A dedicatória é a seguinte: "Amigo Aleixo, estimo saúde e felicidades a todos. Esqueci de elogiar a "cosinheira" que é sua legítima esposa pois o jantar estava muitíssimo bom e a elogio antes tarde do que nunca. Lembranças do teu velho camarada e amigo, Oscar". Entre parênteses, à esquerda, parece estar escrito: (Muito breve lá irei. "Nunca, Oscar"). E, embaixo no centro, está escrito:  "Muito cordialmente lá irei. Sempre, Oscar". E ainda há um carimbo de Casa Crystal.

 

13 comentários:

  1. Bom Dia! Meu Pai tinha alguns cartões que hoje fazem parte da coleção que um sobrinho mantem. FF. Acordei as 4.30, mas com 13 graus,nem bobo vai no quintal.Que saudade dos 16 graus de ontem.

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  2. Olá, Dr. D'.

    Que salada no último postal...

    Esse era até recentemente um meio bem popular de troca de mensagens. Hoje é algo anacrônico em tempos de internet. Os cartões de Natal eram tradicionalíssimos.

    Na feira da Praça XV ou do Lavradio era normal ter bancas vendendo exemplares, escritos ou não. Tenho alguns. Não fiz loucuras para comprar.

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  3. É possível observar nas inúmeras fotos disponíveis na internet que no passado as paradas militares eram bastante concorridas, onde pessoas vestindo suas melhores "fatiotas" aplaudem a passagem dos militares. O civismo, o patriotismo, e o ufanismo, eram sentimentos presentes na população brasileira. E de uma forma oblíqua esse sentimento está retornando de acentuada. E o despertar do gigante. ## Era comum as pessoas se visitarem no passado, e o jantar preparado pela esposa do anfitrião motivou o cartão de agradecimento. Fica a dúvida se a esposa fazia o papel de cozinheira ou se a cozinheira foi alçada à condição de esposa. Naqueles tempos essa situação não era incomum...

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    1. JOEL
      Discordo que o patriotismo está voltando de forma oblíqua. Uns poucos fazem isso de forma reta descendente, direto ao poço.
      Os americanos, sim, têm esse sentimento. Não há uma ocasião, mesmo nos prosaicos shows da Disney, que não terminem com uma bandeira americana hasteada. Aqui, a nossa bandeira só está presente em manifestações fascistas. Uma vergonha liderada pelo imbecil do presidente.

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    2. Conde di Lido, a intensidade do ufanismo se mede de acordo com a perspectiva de cada um. E isso se vê a olhos vistos. Nunca se viu tantas bandeiras verde-amarelas desde os anos 70, ao mesmo tempo que milhões de famílias na acepção do termo e com trajes verde-amarelos saem às ruas. Isso nada tem de fascismo. Mas pela ótica de alguns, passeatas com bandeiras vermelhas, com atos de depredação, de homossexualismo, com consumo de drogas, exibição de corpos nus, e um consumo excessivo de mortadela ao final, são consideradas "atos de patriotismo". Mas os piores cegos são aqueles que se recusam a enxergar "o óbvio ululante". Como se vê a "obliquidade" pode ser medida de acordo com o ângulo de quem a observa...

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  4. É um deleite observar como a construção das frases era bem diferente de hoje em dia.

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  5. Bom dia a todos. Os cartões postais eram uma deferência que se fazia a parentes e amigos mais chegados que as pessoas faziam, quando estavam viajando. Hoje facilitado pelas mídias sociais, com a facilidade de ser imediato, pessoas postam fotos dos locais em que estão viajando para amigos e parentes.

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  6. Esse último cartão é o próprio samba do crioulo doido.

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  7. Ano passado fiz um teste. Mandei um postal da praia de Ipanema para uma amiga que mora n o interior da Argentina. Postei em Março chegou em Novembro! Vou voltar a fazer esse teste. Ótimas mensagens!

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  8. "Legitima esposa"? Será que havia alguma "ilegítima"? Conheço um caso verídico contado por minha em que um compadre de meu avô "bem situado na vida", diretor de uma "Repartição pública", de ascendência européia, e bem casado, abandonou a esposa e os filhos para "se amasiar" com uma lavadeira no final da Rua Leopoldo no morro do Andaraí, isso por volta de 1939. Ela conta da casa humilde onde via a mulher corpulenta, com coquinhos nos cabelos, segurando um ferro repleto de carvão em brasa, e diante de pilhas de roupas, fazia o seu trabalho com alegria. Era uma cena que está gravada até hoje.

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  9. Na época em que eu era gente e viajava muito, sempre fazia questão de enviar cartões postais para parentes e amigos. Há muitos colecionadores desse tipo de objeto. Mas embora eu tenha tendência a coleções, essa e a de selos nunca me atraíram.

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  10. Alguns comentários continuam auto explicativos.

    Hoje teve a participação do Decourt nos leitores de O Globo, comentando sobre a proliferação dos motociclistas na cidade.

    Na mesma página, o registro há 50 anos dos últimos dias do cinema Rio Branco (na época Bruni Rio) e outros estabelecimentos na Praça XI.

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  11. Gente, a bruxa tá solta. Depois do Scooby, o Salsicha (um deles)...

    https://oglobo.globo.com/cultura/morre-mario-monjardim-dublador-de-personagens-como-pernalonga-salsicha-aos-86-anos-25134475

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