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quarta-feira, 12 de julho de 2023

ESTAÇÕES DE TREM

Antiga estação de Silva Freire em 10/11/1936. 

Inaugurada em 1923, situa-se entre as estações do Engenho Novo e Méier. Foi desativada há décadas, talvez em virtude da proximidade com aquelas estações. Com a construção do Restaurante Popular do Méier, quase em frente a ela, falou-se que a estação seria reaberta. As obras começaram, mas foram interrompidas. Um trem maria-fumaça está passando no lado direito da foto, indo em direção ao Engenho Novo.


                Antiga estação Francisco Sá em 18/06/71.

Ficava situada entre as estações de São Cristóvão e Barão de Mauá (Leopoldina) e era o ponto de partida dos trens da Linha Auxiliar (ramais de Belford Roxo e São Mateus). Menezes


Reforma da estação do Méier em 02/12/36

A reforma foi motivada pela próxima inauguração, em 1937, da eletrificação dos trens da  Central do Brasil. Os novos trens possuíam uma altura entre o piso e o leito muito maior que a dos vagões da época da maria-fumaça. Isso obrigou a elevação da plataforma de todas as estações. Do lado esquerdo, Rua Amaro Cavalcanti; do lado direito, Rua Arquias Cordeiro. Um bonde bagageiro é visto no lado direito da foto.

Acho que essas três fotos foram enviadas pelo Helio Ribeiro.


Quem viveu em meados do século passado certamente ouviu o frequente boato de "A Vila vai descer!".
Sempre que havia agitação política era comum ouvir este alerta. E algumas vezes a "Vila" desceu...


Estação de Campo Grande.

 

terça-feira, 11 de julho de 2023

PALACETE PAULA MACHADO

A postagem de hoje mostra o Palacete Paula Machado, um sobrevivente da caça empreendida pelas companhias construtoras. Localizado na Rua São Clemente, ocupando todo o quarteirão entre as ruas Guilhermina Guinle e Dona Mariana, desde o início do século passado embeleza o bairro de Botafogo.


O edifício de dois andares em estilo romântico foi projetado pelo arquiteto francês Joseph Gire (1872-1933), o mesmo de construções icônicas como o Copacabana Palace e o Hotel Glória, entre outras. O edifício foi erguido em 1906 por Eduardo Pallasim Guinle, patriarca da família Guinle no Brasil, fundador da Companhia Docas de Santos. Ali, moraram Celina Guinle, filha do empresário, e o marido, Linneo de Paula Machado, com seus quatro filhos: Heloísa, Francisco Eduardo, Lineu Eduardo e Candido.

Os filhos mais velhos de Cândido foram meus amigos e colegas de Santo Inácio. Na ocasião moravam numa enorme casa construída no terreno de 6700 metros quadrados, dando frente para a Rua Guilhermina Guinle.


O palacete foi construído de entre 1909 e 1913, sendo obra de Armando Carlos da Silva Telles (construtor) e Joseph Gire (arquiteto).

Segundo o blog "A Casa Senhorial", trata-se de uma "mansão eclética de feições neorrenascentistas ao estilo francês, com porte-cochère aterraçada, telhado em mansarda e um torreão central coberto de telhas de ardósia. O conjunto era composto pela casa principal, por uma edícula com cocheira e serviços, e pelo jardim e pomar. A edificação principal está em centro de terreno, com a fachada principal voltada para a Rua Dona Mariana, e a fachada posterior para a Rua Guilhermina Guinle. O fundo do terreno é ocupado pela edícula e pomar, e a frente da Rua São Clemente pelo jardim.

 A fachada principal está voltada para a Rua Dona Mariana. O primeiro pavimento é rusticado e possui sete envasaduras em composição simétrica, sendo a central mais larga, marcando o acesso à casa. Os vãos têm verga reta. Os dois vãos mais próximos ao principal são portas que dão para o hall, os centrais são nichos com esculturas e os extremos são janelas com venezianas. 

Entre o primeiro e o segundo pavimento há uma balaustrada que divide visualmente a fachada e serve de guarda-corpo para o terraço. 

No segundo pavimento os vãos são encimados por frontões interrompidos alternadamente, curvos e triangulares. O conjunto é arrematado por uma grande cimalha apoiada em mísulas, com três águas furtadas. Um frontão arredondado que sustenta a água-furtada central e o torreão. O telhado em mansarda possui dois óculos ornamentados, e é terminado por um gradil de ferro decorativo."

Em 1917 é realizada obra de expansão, também de autoria de Armando da Silva Teles, que atingiu principalmente o pavimento superior e a fachada voltada para a Rua Guilhermina Guinle, acrescentando cinco quartos, rouparia e depósito.

Em 2005 morreu Francisco Eduardo de Paula Machado, o último ocupante da casa.






Há alguns anos o imóvel foi comprado pela FIRJAN, o que foi ótimo, por preservar um dos palacetes mais bonitos de Botafogo.

Curiosamente o presidente de FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvea Vieira, conhecia bem a mansão, já que também foi amigo e colega do mais velho dos Paula Machado desta geração, no Colégio Santo Inácio.













Foto atual do palacete, de autoria de Paula Johas.


segunda-feira, 10 de julho de 2023

MUSAS

 O "Saudades do Rio" volta de férias ainda em ritmo lento. Para comemorar o início de um novo ciclo relembramos algumas "musas" que fizeram sucesso por aqui.


Alguém colorizou esta foto de final de ano na Av. Rio Branco. Nada mais justo que seja a da primeira musa a ser relembrada.


Esta foi enviada pelo Francisco Patricio. Na Avenida Rio Branco, no final da década de 40, a "elegância" se conjuga com a beleza (sem esforço) em pleno Centro do Rio de Janeiro. Lá ao fundo, atrás da Senhorita, o lendário Edíficio do Jornal do Brasil (já demolido). A bela moça comprou uma fração da loteria - nunca saberemos se lhe saiu "a sorte grande"!

Maria Lucia trabalhava como assistente administrativa na Sul América Seguros na Rua da Alfândega e estava noiva de seu colega de seção chamado Rodolfo. Já conhecia Dona Nilcéia, pois ela de vez em quando passava na repartição vendendo bilhetes de loteria que Maria Lucia comprava quando já não tinha gasto dinheiro comprando as meias que "seu" Kalil também vendia pelos andares da Sul América. 

Maria Lucia sempre aproveitava a hora do almoço para tomar um frappé de côco no Café Simpatia e bater um pouco de perna pela Rua do Ouvidor. Depois do casamento com Rodolfo iria pedir as contas na Sul América e se dedicar aos filhos na casinha comprada numa agradável rua do Méier.


Foto de autoria de José Medeiros, colorizada pelo Reinaldo Elias. Vemos a cantora Dulce Nunes, na década de 1950, tomando um Crush, na Praia Vermelha, na Urca. Ao fundo o Círculo Militar. Aparentemente a moça está onde hoje funciona a Escola Municipal Gabriela Mistral. Esta moça, Dulce Bressane de solteira, venceu um concurso de beleza da época. Ela estrelou o filme "Estrela da Manhã" e se casou com Bené Nunes. 


Flagrante de Kurt Klagsburn colorizado pelo Reinaldo Elias. A moça está incomodada com o atraso do namorado. O que será que aconteceu?


Vemos a dupla de moças americanas que balançou os corações dos fotologueiros do Rio Antigo quando viram pela primeira vez o périplo delas pelo Rio da década de 40, fotografadas pelo Hart Preston, da LIFE.

Elas estão na Rua do Ouvidor, pois veem-se ao fundo o prédio e o relógio da Sul América Seguros, que continuam no local , junto com algumas dessas arcadas da iluminação pública. 

Destacam-se, também, os letreiros de grandes lojas como as descritas abaixo:

A loja da Mappin Webb nesta época tinha como endereço Rua do Ouvidor nº 100. As “CASAS CLARK” ficavam na Rua do Ouvidor nº 105/107 e em sua propaganda dizia: “Para qualquer solenidade o calçado Clark preenche todas as exigências. Atenda ao conforto dos seus pés usando o calçado Clark, cujas formas garantem bem estar e satisfação. As variedades de tamanhos em várias alturas atendem ao mais exigente consumidor.”

E não deixe de dar uma passada na Westinghouse, na Rua do Ouvidor nº 98, para comprar um rádio modelo WEK-256, cuja propaganda dizia: “Sem deixar o conforto de sua casa, a primeira fila nos theatros e nos concertos poderá ser sempre sua. Basta-lhe ter em seu lar um Westinghouse de Vóz Symphonica, o receptor incomparável. Graças a um característico exclusivo, baseado sobre um princípio novo – a Camara Acustica “Cathedral” – o Westinghouse é de fidelidade e nitidez a toda prova, é o receptor capaz de satisfazer plenamente os amantes da boa musica. Acompanhe os espectaculos mais requintados como se estivesse na primeira fila, com o novo Westinghouse”. À esquerda vemos “O Pavilhão”, magazine de modas em geral para homens, senhoras e crianças, na Rua do Ouvidor nº 108.

Quase todos os sobrados ecléticos que vemos na foto foram demolidos no pós-guerra. 


Quem poderia ajudar a moça a se orientar em Copacabana?


Esta bela moça é a futura mãe da Cristina Pedroso.

Angelita Martinez também foi uma "musa" que abalou os corações, principalmente os rubro-negros, por esta foto.








quinta-feira, 29 de junho de 2023

PRIMEIRAS COLORIZAÇÕES DOS FOTOLOGS DO RIO ANTIGO

Há uns 15 anos o nosso prezado Conde di Lido foi o precursor das colorizações de fotos do Rio Antigo no "Saudades do Rio", então abrigado no provedor Terra.

Obviamente houve uma curva de aprendizado e, aos poucos, ele foi aprimorando a arte de colorizar. Teve grandes seguidores como o Nickolas, o Reinaldo Elias, o Marcelo Fradim, a Chritiane Wittel, entre outros.

Desde há alguns anos o Conde di Lido alega ter desaprendido completamente como fazer. E surgiram os aplicativos para colorização, praticamente acabando com o trabalho artesanal.

Hoje recordaremos algumas das primeiras colorizações do Conde.


O Kaiser da família D´ estacionado no Jardim de Alá em 1951, fez sucesso pelo ineditismo, mas foi um dos primeiros experimentos do Conde. Foto publicada em 08/09/2007.


Vemos um aspecto da Praia da Lapa, primitivamente chamada de Praia das Areias de Espanha. Começava no final do Passeio Público, na altura da Avenida Augusto Severo, e terminava onde é hoje o Largo da Glória. Foto publicada em 30/05/2010.


O Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, por volta de 1930.  Foto publicada em 12/07/2010.


Esta antiquíssima fotografia de Klumb, datada de 1862, mostra o Hotel Waltz, fundado em 1858 e que tinha como endereço o Cais Pharoux nº 3. Foto publicada em 14/07/2010.


Vemos as candidatas ao concurso "Miss Guanabara" nos anos 60 verdadeiramente "fechando o trânsito" em Copacabana. O local é a Avenida N. S. de Copacabana, perto da Rua Paula Freitas. Esta é uma das fotos que mais circulam na Internet, nunca citando o autor da colorização. Foto publicada em 07/08/2012.


Praia de Copacabana. Um Ford Eifel 1938, um produto da Ford de Colônia, Alemanha. Ou Ford Köln, que depois produziria os caminhões FK. O carro preto é um Chevrolet 49-50. Foto publicada em 12/08/2012.


O estádio do Botafogo passando por uma remodelação. Esta é outra foto que circula muito pela Internet sem identificação do autor da colorização. Foto publicada em 15/01/2015.


Rua Frei Caneca nos anos 50. O automóvel pode ser um Oldmobile. Foto publicada em 14/07/2016.


A casa da família D´ na Rua Barata Ribeiro quando ainda tinha dois andares. Nos anos 40 foi construído mais um andar.

E viva o Conde di Lido!!!


quarta-feira, 28 de junho de 2023

BONDE COQUEIROS

Quando era criança, da varanda de casa via passarem inúmeros ônibus e lotações. Um que sempre me intrigou era o ônibus da linha 109: Malvino Reis-Ipanema. Onde seria Malvino Reis? Demorei anos em descobrir. De outra feita, indo visitar primos na Tijuca, li em algum lugar “Fábrica das Chitas”. Outro local que me intrigou por anos.

Hoje vamos ver alguns bondes que faziam a linha “Coqueiros”, que nunca soube ser um local no Catumbi.

Um dos trajetos do bonde 42, segundo o Helio Ribeiro, era Largo de São Francisco - Andradas - Buenos Aires - Praça da República (igreja de SãoJorge) - Presidente Vargas (lado ímpar) - Marquês de Sapucaí - Catumbi - Itapiru - Dr. Agra – Coqueiros, mas variava conforme a época.


O Helio me enviou essa excelente fotografia, de 05/10/1952. Vemos a Avenida Presidente Vargas durante as obras de integração das velhas vias do Mangue com a nova Avenida Presidente Vargas. As pistas junto ao canal deixavam de ser uma via auxiliar e eram alargadas para virarem as principais.  Bem no centro da foto vemos uma caixa telefônica da CTB. Vemos um bonde da linha 42, "COQUEIROS", e um ônibus da linha Praça Mauá – Gramacho. A Rua dos Coqueiros ficava no Catumbi e desapareceu com a construção do Túnel Santa Bárbara.


Por onde está trafegando o bonde 42 - Coqueiros?


Consta na legenda que o bonde Coqueiros estaria na Rua Frei Caneca, em 1960. Concordam?


O bonde Coqueiros imobilizado durante uma greve em 1956.


Vemos, na Av. Presidente Vargas, o bonde 42 - Coqueiros logo atrás do 31 - Lapa-Leopoldina.

terça-feira, 27 de junho de 2023

TEATRO MUNICIPAL

São tantas as fotos do belíssimo Teatro Municipal que teríamos que fazer diversas postagens. Hoje veremos umas poucas fotos. Confesso que fui muito menos vezes do que deveria ao nosso teatro. A primeira vez foi inesquecível, por se tratar do dia de minha formatura na faculdade, há mais de 50 anos.


Em 02/01/1905 começou a construção do Teatro Municipal. Substituindo Pereira Passos como prefeito, Francisco Marcellino de Souza Aguiar não interrompeu as obras, que prosseguiram até a inauguração em 1909, já com Nilo Peçanha como presidente da República e Serzedello Corrêa como prefeito.


Em 1904 dois projetos obtiveram o 1º lugar no concurso para a construção do Teatro Municipal. Foi escolhido o "Aquilla", pseudônimo de Francisco de Oliveira Passos, filho do Prefeito. O outro, o "Isadora", era do francês Albert Guilbert. O custo total da construção foi de 10 mil contos de réis.


Projeto Aquilla

Projeto Isadora


O Municipal, projeto do arquiteto Oliveira Passos e inaugurado em 14/07/1909, é o grande marco da cultura de nossa cidade, manifestada na melhor música e melhor dança. O Prefeito Pereira Passos reformulou a cidade, transformando o Centro e, a princípio, pensou em reformular o teatro São Pedro de Alcântara. Como o proprietário do imóvel, o Banco do Brasil, não chegou a um acordo, foi resolvida a construção de um novo teatro.

O Teatro Municipal ocupa o quadrilátero limitado pela Av. Rio Branco, beco Manoel de Carvalho, Rua 13 de Maio e praça Marechal Floriano, com frente para esta, abrangendo uma área de 4220 metros quadrados. Tendo em vista a desigualdade de resistência do terreno e a existência de um lençol d´água subterrâneo, foi adotado o sistema de estacada para as fundações do edifício do teatro. Foram fincadas 1180 estacas de madeira de lei, cujos comprimentos variam entre 4 e 11 metros.

O Teatro Municipal, em estilo eclético, era o sonho de Arthur Azevedo que, infelizmente, não o viu pronto, por ter falecido em 1908.

Foi inaugurado com um discurso do poeta Olavo Bilac, entregando à cidade do Rio de Janeiro "o seu mais belo edifício, com um esplendor de mármore e bronzes". Além do discurso do poeta, a elite da capital brasileira, o presidente Nilo Peçanha à frente, pôde assistir à apresentação de duas óperas nacionais -"Moema", de Delgado de Carvalho, e "Insônia", de Francisco Braga - e da comédia "Bonança", de Coelho Neto.

Os primeiros tempos do Teatro Municipal, marcados por intensa programação internacional, receberam companhias italianas, portuguesas, alemãs, inglesas, latino-americanas e, o ponto alto, francesas.

Durante as temporadas francesas, as senhoras, já naturalmente exigentes, chegavam ao requinte de encomendar um traje para cada noite. Os convites se acompanhavam, invariavelmente de brindes. Uma amostra de perfume francês, um saquinho de pó-de-arroz, um lencinho cuidadosamente dobrado. 


O Teatro Municipal destaca-se com a fachada principal para o mar. Ao se caminhar desde o mar tem-se, aos poucos, a sensação de pompa do edifício. A escadaria leva o olhar até ao primeiro lance do edifício. O corpo principal e os dois laterais da fachada são, na parte inferior, de granito. Os pedestais sobre os quais assentam as 14 grandes colunas do corpo principal são de granito da Candelaria. Três portões de bronze dão acesso ao interior. 

Sobre as portas, os balcões de mármore indicam o 2º pavimento. As colunatas são de mármore italiano e belga. As catorze, do corpo principal, em estilo coríntio, lavradas em mármore de Carrara. 

No friso, ladeando as letras douradas da inscrição "Theatro Municipal", nomes de grandes mestres da música e da dramaturgia e, ao alto, entre as duas cúpulas encimadas por globos luminosos, a parte central do edifício tem de um lado a Música e do outro a Poesia, belas esculturas de Bernardelli. Sobre a imensa esfera de vidro a águia real, que coroa o edifício.


Esta foto foi a primeira colaboração do Nickolas para o "Saudades do Rio", em 2010. Estava apenas iniciando seus trabalhos de colorizar fotos que, pouco a pouco, levou à perfeição.


Esta foto é uma homenagem ao nosso prezado Menezes, CEO da Calango Air.

O sistema de refrigeração do teatro foi objeto da seguinte explicação: "A fim de renovar o ar e abaixar a temperatura na sala de espectaculos, dispoe o Theatro Municipal de uma possante installação de ventilação e refrigeração artificial, installada no porão sob o vestibulo de entrada. 

O funccionamento d´esta installação, cuja capacidade de ventilação é 100.000 metros cubicos, exige a força motriz de 100 cavallos e pode reduzir a temperatura do interior até 10º abaixo da temperatura do ar captado no exterior. 

A captação é feita em local situado distante do Theatro, para onde o ar é conduzido por um canal subterraneo duplo, com cinco metros quadrados de secção e noventa e seis metros de comprimento. Depois de purificado, pela passagem atravéz de filtros de lã e de refrigerado em camaras frigorificas, é o ar puro insufflado nas diversas dependencias pela parte superior das mesmas, sendo feita a sahida do ar viciado pela parte inferior.

 A ventilação do palco scenico é feita independentemente da da sala de espectaculos, de fórma que a temperatura n´estas duas partes do theatro é sempre igual."

A antiga usina elétrica, da Siemens-Schuckertwerke, era acionada por três motores a petróleo, sistema Diesel, perto do beco Manoel de Carvalho, destinada à iluminação do teatro e à movimentação de seus mecanismos.

 

Esta é uma foto noturna colorizada pelo Nickolas. É uma amostra da evolução da técnica. O nosso prezado obiscoitomolhado certamente identificará os automóveis.

Esta outra foto foi garimpada pelo Nickolas. Foi publicada no "Saudades do Rio" em 2015, quando estava no provedor UOL.

Na época alguns especialistas, cujos nomes não anotei, comentaram: 

"Entre os carros americanos, a maioria é da década de 40 e há o Dodge e o Chevrolet 51. o Buick é 1950. O Fusca parece ser de janela bem pequena, pela escuridão que aparece na janela traseira, talvez seja um split-window que já apareciam aqui em 1951. O Jeep é indefinido, pois o corte redondo do para-lama traseiro é assim desde a guerra. O furgãozão parece um International, mas é difícil garantir." 

"Entre os `busólogos´a maioria concordou que não é um MOSA. Então, Mauá-Fátima ou Mauá-Aeroporto não deve ser. 

Durante muito tempo a primeira placa (parada de ônibus) em todas as paradas da Rio Branco era para os coletivos destinados à Zona Sul. Como o sinal está fechado, ele já saiu do ponto. Quem está lá agora é o "Camões" que está logo atrás. 

Para o Castelo, Praça XV, Fátima, Lapa, a parada era na segunda placa. Logo se ele estivesse fazendo alguma linha com terminal no Centro ao parar no sinal estaria na segunda faixa da pista. Mesmo não sendo Magirus este MB321/Metropolitana deve ser um Leopoldina-Leblon."