O Posto 6, que fisicamente já não mais existe, sempre foi um local muito agradável da Praia de Copacabana. Já vimos muitas fotos da igrejinha, do Forte de Copacabana, do Clube dos Marimbás, do prédio que abrigou o cabaré de Mère Louise, depois o Cassino Atlântico, a TV Rio e hotéis de diversas bandeiras.
O Posto 6 também é o local da antiquíssima Colônia de Pescadores, da base do Salvamar e do campo do Lá Vai Bola, histórico time de futebol de praia.
Também, desde sempre, foi local escolhido para fotos familiares, como veremos hoje.
Esta foto é de 1939 e mostra os degraus que existiam bem no fim da praia. Vemos ao fundo uma Francisco Otaviano somente de casas. As quatro moças eram colegas de turma do Colégio Sacré-Coeur de Jésus, de Laranjeiras. Entre elas está minha mãe.
As moças agora estão em frente ao Cassino Atlântico. A amizade durou muitas décadas. Das quatro, só minha mãe está viva e reclama muito de todas suas amigas já terem partido.
Esta menina bonita é Ilda Helena, frequentadora do Posto 6, na década de 1960.
Foto de 1959, de um passeio com uma babá que, aparentemente, devia ser severíssima. Quantas dessas raquíticas árvores se desenvolveram e sobreviveram?
Na década seguinte, anos 60, as árvores cresceram um pouco e as jovens senhoras fazem um passeio despreocupado pela calçada da praia.
Foto do acervo do Tumminelli, dos anos 70, mostrando a habitual tranquilidade do mar na altura do Posto 6.
Esta foto e a seguinte foram compradas na Feira da Praça XV pelo Decourt e pelo Tumminelli. Todos nós dos FRA-Fotologs do Rio Antigo íamos com frequência buscar fotos antigas lá.
Foto já dos anos 70. Sempre ficávamos espantados com a quantidade de fotos familiares descartadas. Eram muitas mesmo. Os herdeiros não tinham o menor problema em jogar fora o passado das próprias famílias.
PS: O "Saudades do Rio" desligará os transmissores neste dia 20 e voltará ao ar na 2ª feira, dia 24.
Em foto de Gyorgy Szendrodi, de 1971, vemos, assinalado pela seta, o atual Edifício Ipu.
Conforme informa o "Guia de Arquitetura Art-Déco do Rio", foi construído em 1935, com projeto de Ari Leon Rey e Floriano Brilhante, para ser um hotel de luxo. Implantado em terreno de forma
irregular e construído em duas etapas, o edifício supera essas dificuldades
apresentando uma solução de surpreendente unidade. A inspiração náutica é
evidente nas superfícies planas, na progressão sinuosa das varandas e volumes
salientes, nos guarda-corpos em tubos dos balcões e terraços, e na explícita
citação das janelas em forma de escotilha.
À época da construção do Hotel Glória, por volta de 1923, a região tinha este aspecto.
Em meados da década de 1930 foi construído, ao lado do Hotel Glória, o Pax Hotel.
Este hotel sobreviveu por muito pouco tempo, pois no início da década de 1950 fechou suas portas e transformou-se num prédio de apartamentos, o Edifício Ipu. Segundo M. Rouen, o Pax Hotel tinha
inicialmente como o endereço a Praia do Russel nº 108, mas atualmente é o Edifício Ipu, de nº 496. Devido aos sucessivos aterros em frente a este local passamos
de Praia para Rua do Russel.
É formado por duas construções, com um pequeno hiato entre elas, mas a que predomina é certamente a da
esquina, pois foi erguida em um pequeno terreno e em aclive onde nos fundos
encontra-se o final da ladeira de Nossa Senhora da Glória.
Podemos notar que mesmo já naquela época possuía instalações semelhantes aos atuais "flats'. Proprietário Original:
Cia. Imobiliária e Hotelaria Sul do Brasil.
O desaparecido Waldenir, chamou a atenção para um contraste incrível nesta foto. Apesar de poucos
anos entre eles (1923/1935), como são diferentes o Hotel Glória, ainda mais Eclético do que
é hoje, e o Ipu, arquétipo do Art-Déco náutico, inspirado na construção dos
grandes transatlânticos da época, como o Normandie e o Queen Mary. Podemos ver
estes mesmos motivos em vários prédios de apartamentos em Copacabana, incluindo
a tradicional "ponte de comando" no terraço, que ajudava a prover o
escalonamento então exigido em lei. Também é forte característica Art-Déco o uso de nomes indígenas (Ypu - assim
mesmo, com Y - é um deles).
Mme. Frusca já teve um apartamento no Edificio Ipu. Segundo ela, “As unidades do prédio são de dois tipos: Quarto e Sala e Quitinete. Alguns com varanda, outros sem. O dela tinha varanda, mais para o lado da esquerda, para o lado do Hotel Glória. Era, porém, descaracterizada por um telhado e janelas de vidro com esquadrias de madeira.
O imóvel é foreiro, isto é: paga-se laudêmio. A porta e o hall de entrada do prédio, assim como a porta dos elevadores, são muito bonitos, em ferro fundido, mármores, latão dourado, tudo em inconfundível estilo art-déco.”
NOTA: O "Saudades do Rio" agradece a colaboração de M. Rouen.
Hoje temos mais duas fotos interessantes
sobre esta avenida.
Podemos ver como era a avenida por volta de
1957/1958. Nenhum carro estacionado ao longo do muro do Exército. Um primeiro prédio de 3 andares já aparecia, numa avenida que era só de casas, excetuando o Edifício Marambaia, que ficava na esquina com Vieira Souto e Francisco Otaviano.
Nota-se, ao fundo e à esquerda, um incinerador lançando fumaça branca. Era a época em que o lixo residencial era incinerado pelos próprios prédios.
Esta estupenda foto foi enviada pelo prezado GMA e mostra os fundos da casa da bisavó dele, que dava para a Av. Francisco Bhering, em 1923. A frente era para a Rua Francisco Otaviano, tal como acontecia também com muitas casas do Leme.
O "post" de hoje é sobre o centenário Colégio Andrews.
Esta fotografia é de autoria do JBAN, feita para um trabalho escolar
nos anos 70. Foi colorizada pelo Conde di Lido, ainda em seu período inicial
como colorizador.
Vemos o Colégio Andrews na Praia de Botafogo nº 308, no prédio que passou a
ocupar em 1926.
Inicialmente o Colégio Andrews, fundado em 1918 por Isabella Robinson Andrews
(que, em 1920, associou-se à família Flexa Ribeiro), funcionava no solar do
Visconde de Sousa Franco, ministro do Império, onde existiu o Clube
Guanabarense (que deu origem ao Botafogo de Futebol e Regatas) e, em 1907, foi
fundado o Automóvel Clube do Brasil.
O bairro de Botafogo sempre abrigou numerosos colégios tais como o Abílio (no palacete
do Barão de Alegrete), o Aldridge (na Praia de Botafogo), o Resende (na Rua
Bambina nº 134), o São Fernando (na Rua Marquês de Olinda), o São Pedro de
Alcântara (na Praia de Botafogo), o Juruena (no nº 188 e depois no nº 166 da
Praia de Botafogo), o La-Fayette (na Praia de Botafogo), o Santo Inácio (na Rua
São Clemente nº 226), o Pedro II (na Rua Humaitá nº 80), o Anglo-Americano (na
Rua General Severiano, antes na Praia de Botafogo), o Cruzeiro, o Imaculada
Conceição (também na Praia de Botafogo), o Guanabara, o Israelita Brasileiro A.
Liessin, o N. S. de Lourdes (na Rua São Clemente nº 438), o Padre Antonio
Vieira (no Humaitá), o Princesa Isabel (do nosso Rafael e do nosso Decourt), o
Santa Rosa de Lima (na Rua Voluntários da Pátria nº 110), o Santo Amaro (na Rua
19 de Fevereiro), o N. S. das Vitórias (na Rua D. Mariana), o Jacobina (na Rua
São Clemente), o São Patrício (na Rua Visconde Silva), o Brasil-América (na Rua
das Palmeiras, que depois virou uma das unidades do Princesa Isabel), o Ginásio
Brasil(na Rua São Clemente, entre as
ruas das Palmeiras e Matriz, a Escola Joaquim Nabuco (frente para a Rua Dona
Mariana e fundos para a Sorocaba), a Escola México (na Rua da Matriz), o
Colégio Rebeca (Rua Real Grandeza, esquina com a Miranda Valverde); a Escola
Alemã Corcovado ( na Rua São Clemente, ao lado da Prefeitura); a British School
(Real Grandeza, entrada pela Igreja Anglicana), entre muitos outros.
A foto é de 1975. A Volkswagen dominava o mercado. Todos os carros na foto são
VW. O Passat havia acabado de ser lançado e vemos um exemplar novo em folha
estacionado na frente do Colégio.
O
antigo ônibus do Colégio Andrews, na Praia de Botafogo.
Segundo a tia Milu, ex-aluna do Andrews, o colégio foi fundado como
Curso Andrews, por Mrs. Andrews e Alice Flexa Ribeiro, com a proposta inovadora
de acolher e favorecer o convívio de meninos e meninas de famílias de diferentes
credos.
Ao lado do colégio, vemos o palacete que foi demolido nos anos 50 para a
construção do prédio dos cinemas Coral e Scala.
Outra
ex-aluna, a Cristina Coutinho disse: “Apesar de ter terminado o secundário
ainda na década de 60 e a foto colorida ser da década de 1970, ainda assim, este
é o Andrews tal e qual eu frequentei. Fiz somente o segundo grau nesta escola
mas ela me deixou três lembranças muito marcantes na figura de inesquecíveis
professores: Luiz Alfredo Garcia-Rosa, de Psicologia e pelo qual as alunas eram
gamadas (pra usar terminologia da época), além de ser excelente professor;
Pimenta de Moraes, de Português, com quem num único ano, 3° clássico, aprendi
tudo que até então era mistério, inclusive o uso da crase, que nunca mais esqueci;
Manuel Mauricio de Albuquerque, de História, o mais fantástico professor que já
conheci. A foto me deu a oportunidade de
prestar homenagem a maravilhosos professores desta casa que primava por ter
excelente corpo docente.”
Nosso prezado Conde di Lido, também ex-aluno comentou: “O Andrews tinha
algumas vantagens que considero importantíssimas: era um colégio democrático,
aberto a todos os credos, linhagens e, principalmente, misto. Ser misto é
importantíssimo. Os homens precisam aprender, desde cedo, a conviver com as
dificílimas mulheres...
Para o Andrews iam os filhos de desquitados, de mães solteiras, os judeus, os
orientais, os negros e outras minorias malquistas pelos colégios católicos da
época.
Aluno de primeira linha do Colégio São Vicente de Paulo, desconhecendo o que
era não passar por média, fui transferido para o Andrews para cursar o 3º ano
ginasial. Mantendo o ritmo de estudo que tinha no São Vicente acabei por, já no
meio do ano letivo, estar praticamente reprovado. Até o final desse ano fiz um
esforço hercúleo de recuperação. Consegui êxito em tudo salvo em Matemática
que, por um décimo de ponto, obrigou-me a repetir o 3º ginasial.
Dos professores guardo lembranças que variam da emoção ao ódio. Os ligados ao
ódio, cujos nomes fiz questão de esquecer, foram o de Matemática, que me negou
aquele décimo de ponto, e uma de História que ganhou de presente da turma um
quilo de açúcar no tanque de gasolina do seu fusca. Foi o maior barraco! Teve
que jogar o motor no lixo.
Lembranças terríveis de Mme. Jacobina, de Francês, severa, mas justa.
Lembranças do professor de Desenho Arthur Sette, que fumava seu Minister como
se saboreasse um sorvete. Lembranças do Garcia-Roza, de Literatura, hoje
sucesso como escritor, do professor de Ciências, um senhor já em fim de
carreira cujo nome me falta – Moura, talvez - a mais doce das criaturas, do
Professor Leontsinis de Geografia, de um professor de Inglês, negro e amputado
de uma perna, cuja maior alegria foi passar no exame para motorista.
O Andrews era assim. Dirigido pelo Prof. Flexa Ribeiro e sua família, era um
local que privilegiava a liberdade com responsabilidade. Não tinha uniforme,
podia-se fumar (no pátio), namorar, entrar e sair a qualquer hora.
Uma coisa apenas nos era exigida: resultado.”
Em certo momento o Andrews se mudou para esta casa na Rua Visconde Silva, em Botafogo, e, mais modernamente foi construído um enorme edifício para o colégio neste local.
Consta, também, que o Andrews teve, lá atrás, umas turmas funcionando em Copacabana, na Rua Bolivar.
O prédio da Praia de Botafogo é agora ocupado por uma escola do Grupo pH.
Um dos destaques do Andrews era o TACA, grupo de Teatro Amador do Colégio Andrews, onde "os alunos
eram estimulados a expressar-se criativamente, a relacionar-se com suas
dificuldades e inseguranças, aprendendo a conviver com elas e até mesmo a
vencê-las, fortalecendo sua autoestima."
Destaque no Andrews também foi a esposa do nosso caríssimo Candeias, Quando do falecimento dela, a "tia Regina", queridíssima pelos alunos, o “site” do Colégio Andrews publicou a seguinte nota: “De
coração apertado, comunicamos a perda de nossa querida Regina Andrews. Regina
era neta de Mrs. Andrews, fundadora do Colégio. Ex-aluna, fez parte da Equipe
Pedagógica e ajudou a construir a escola que temos hoje. Somos muito gratos pela sua contribuição. Uma pessoa alegre que sempre
compartilhou com todos seu sorriso e bom humor contagiante.”
Ao
longo das décadas, nas rádios e na TV, marcaram época vários comediantes e seus
personagens. Esta postagem recupera alguns deles. Certamente os visitantes se
lembrarão de muitos outros, não constantes aqui por mera falta de espaço, e não
por esquecimento ou desprezo.
Os
textos referentes a cada item estão bem resumidos, eis que contar toda a sua
história ocuparia muito espaço e esgotaria a paciência do leitor.
1)
PRK-30
Programa
humorístico transmitido inicialmente pela Rádio Mayrink Veiga e posteriormente
pela Rádio Nacional. Ficou no ar desde 19 de outubro de 1944 até 07 de junho de
1964.
O
programa se dizia "uma emissora clandestina" e satirizava atrações da
época, como novelas, transmissões esportivas e programas de auditório. Os
locutores foram inicialmente Lauro Borges, no papel de Otelo Trigueiro, e Pinto
Filho, como Chouriço de Moraes. Na 25ª edição do programa Pinto Filho foi
substituído por Castro Barbosa, no papel de Megatério Nababo d'Alicerce.
Abaixo, foto do Lauro Borges e do Castro
Barbosa.
Um
dos personagens do programa era a fadista portuguesa Maria Joaquina Dobradiça
da Porta Baixa, reprisada várias vezes ao longo do tempo.
Abaixo
o link de uma apresentação dela, sacaneando a pronúncia complicada do português
de Portugal, que nos é difícil de entender.
O
programa não fazia troça de homossexuais, não falava palavrões nem contava
piadas de conteúdo sexual. Seria um fracasso atualmente. Em compensação, gozava
muito os portugueses, o que seria proibido hoje em dia.
Considerado um marco do humor brasileiro, o PRK-30
inspirou o escritor Paulo Perdigão a lançar o livro "PRK-30, o mais famoso
programa de humor da era do rádio".
O link abaixo contém uma amostra do programa,
com a transmissão de uma corrida de automóveis. Original só o som; as imagens
foram colocadas por alguém posteriormente.
2)
ZÉ TRINDADE
Baiano,
nascido Milton da Silva Bittencourt, exerceu várias atividades, porém se
destacou como comediante ao ingressar na Rádio Mayrink Veiga, em 1937. Teve
pouca participação na TV, onde compôs em 1982 na Globo o elenco do programa "Balança
Mas Não Cai", por sinal a transposição de famoso programa homônimo da
Rádio Nacional, no ar de 1950 a 1967.
Zé
Trindade era baixinho, estava sempre de terno e com seu indefectível bigodinho
fino. Fazia o papel de conquistador barato.
Seus
jargões eram: "Mulheres, cheguei!", "Meu negócio é mulher!"
e, quando passava em sua frente uma mulher escultural, dizia "O que é a
Natureza!".
No
clip abaixo contracenam Zé Trindade, Chico Anysio e Costinha.
3)
JORGE LOREDO
Criador
do famoso personagem Zé Bonitinho. O nome lhe veio de um cozinheiro de
restaurante de beira de estrada, que por ser muito feio tinha esse apelido.
Quanto à atitude de garanhão do personagem, Loredo se inspirou num colega de
nome Jarbas. O personagem estreou no programa "Noites Cariocas", em
1960, transmitido pela TV-Rio. Usava alguns bordões, como “Garotas do meu Brasil varonil:
vou dar a vocês um tostão da minha voz...!”; “Mulheres, atentem para o tilintar
das minhas sobrancelhas”; “O chato não é ser bonito, o chato é ser gostoso”.
O personagem usava um topete, um pente e um par
de óculos imensos.
Entre outros, participou dos programas
"Escolinha do Professor Raimundo", da TV-Globo, e "A Praça é
Nossa", do SBT, onde encerrou sua carreira em 08 de março de 2012. Faleceu
em 2015.
4)
RONALD GOLIAS
José
Ronald Golias recebeu esse sobrenome por ser seu pai um fã do ator Ronald
Colman. Trabalhou com funileiro, alfaiate e fez parte do grupo de nadadores
denominado "Acqua Loucos".
Em
1957 conheceu Manoel da Nóbrega, que o convidou a fazer parte do programa
"Praça da Alegria", estreado naquele mesmo ano na TV-Paulista.
Criou
vários personagens, entre eles Pacífico, que falava o bordão "Ô Cride,
fala pra mãe....". Cride era o modo como a mãe do seu amigo Euclides Gomes
dos Santos chamava o filho.
Participou
de inúmeros filmes e em junho de 1990 passou a integrar o elenco fixo do
programa "A Praça é Nossa", do SBT, onde interpretava os personagens
O Profeta, Pacífico, Bronco e Professor Bartolomeu Guimarães.
Este
último vivia dormindo no banco da praça e quando era acordado falava coisas
desconexas, como "O peixe" ou "A vaca".
Abaixo,
foto de alguns dos personagens.
5)
CHICO ANYSIO
Francisco
Anysio Oliveira de Paula Filho, nascido em Maranguape (CE), exerceu inúmeras
funções artísticas, mas nesta postagem nos limitaremos ao seu papel como
humorista. Seu currículo é tão extenso que daria para encher várias postagens.
Vou destacar apenas alguns itens.
a)
Aos 17 anos, em 1948, fez um teste para locutor e radioator na Rádio Guanabara.
Saiu-se extraordinariamente bem como locutor, ficando em segundo lugar, tendo o
vencedor sido ninguém menos do que Silvio Santos.
b)
Na TV-Rio estreou em 1957, no programa "Noite de Gala". Em 1959
estreou o programa "Só Tem Tantã", rebatizado posteriormente para
"Chico Total".
c)
Em 1968 entrou para a TV-Globo, onde trabalhou durante mais de quarenta anos.
d)
Criou mais de duzentos personagens cômicos.
e)
Recebeu em 2009 a Ordem do Mérito Cultural, a mais alta honraria da cultura no
Brasil.
Entre
seus programas mais conhecidos, destacam-se "Chico Total",
"Chico Anysio Show", "Chico City", "Zorra Total",
"Escolinha do Professor Raimundo".
Abaixo,
fotos de alguns de seus personagens.
6)
JÔ SOARES
Outro
expoente do humorismo nacional, José Eugênio Soares também exerceu várias
atividades artísticas. Sua ascendência era nobre e desde criança tinha como
objetivo tornar-se diplomata, para o que estudou no Lycée Jaccard, em Lausanne,
na Suíça, onde ganhou o apelido de Joe, mais tarde reduzido para Jô. Com o
passar do tempo, percebeu que seu senso de humor apurado e sua criatividade
inata apontavam para outra direção. Estreou na TV-Record, no elenco da
"Praça da Alegria", em 1956, ali ficando por dez anos.
A
partir daí, participou de inúmeros programas de TV:
a)
em 1971, "Faça Humor, Não Faça Guerra";
b)
em 1973, "Satiricom";
c)
em 1976, "Planeta dos Homens";
d)
em 1981, "Viva o Gordo";
e)
em 1988, "Veja o Gordo".
Daí
em diante, abandonou a carreira de humorista e se dedicou a programas de
entrevista.
Em
04 de agosto de 2016 foi eleito para a Academia Paulista de Letras.
Assim
como Chico Anysio, Jô Soares interpretou dezenas de personagens. Abaixo, fotos
de alguns deles.
Interessante
é que, apesar de eu ser mais fã do Jô do que do Chico e ser mais assíduo em
assistir os programas dele, senti muito mais facilidade de lembrar o nome dos
personagens do Chico.
CONCLUSÃO
Entre
outros comediantes não colocados nesta postagem, relembro Agildo Ribeiro,
Costinha, José Vasconcellos, Ary Toledo, Oscarito, Ankito, Mazzaropi. Também
houve grupos de comediantes com seus programas, como "Os Trapalhões"
e "Casseta e Planeta".
Foto de Malta mostrando a
Escola Normal Rivadávia Correa, em 1904.
A Escola foi inaugurada
em 14 de março de 1877 e construída com doações feitas por particulares a
partir da iniciativa do Ministério do Império.
Com o fim da Guerra do
Paraguai (1870) e a vitória da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai),
houve a retomada do sentimento patriótico entre os brasileiros. A euforia da
vitória fez com que alguns cidadãos ilustres da capital do Império, iniciassem
uma campanha para erigir uma estátua do Imperador D. Pedro II, o que foi
rapidamente recusado pelo mesmo e que sugeriu que os recursos fossem usados na
melhoria da educação pública.
Destinada inicialmente ao
ensino primário de meninas e de meninos, separados em espaços específicos como
era o costume na época, de 1888 a 1914, o prédio passou a ser ocupado pela Escola
Normal.
Em 1913, no prédio da
Escola José Bonifácio, na Rua da Harmonia, foi fundada a “Segunda Escola
Profissional Feminina”. Em 1915, esta Escola passou a se chamar Rivadávia
Corrêa, sendo transferida para o prédio da Praça da República, adaptado para o
funcionamento do ensino profissional feminino, onde se ensinavam corte e
costura, confecção de chapéus e flores, espartilhos, datilografia e culinária,
“preparando donas de casa e operárias sob uma orientação moderna e prática”
(texto sobre a Escola publicado na imprensa em 1916), mostrando a visão sobre o
papel da mulher naquele período.
Até a década de 1960, a
Escola recebeu várias denominações, quando passou a se chamar “Colégio Estadual
Rivadávia Corrêa”.
Em 30 de setembro de 1975, foi reconhecida
como de domínio do Município do Rio de Janeiro, recebendo o nome que mantém até
hoje: “Escola Municipal Rivadávia Corrêa”.
A Escola manteve-se no
casarão do século XIX até 1998, quando foi transferida para o prédio anexo,
construído no final da década de 1920. No prédio histórico, a partir de 18 de
outubro de 2002, passou a funcionar o Centro de Referência da Educação Pública
da Cidade do Rio de Janeiro.
Rivadávia Corrêa foi um
político brasileiro que se destacou como Deputado, eleito pelo Rio Grande do Sul,
no Congresso Constituinte em 1890. Além disso, ocupou os cargos de Ministro da
Justiça, no governo Hermes da Fonseca, Ministro da Fazenda, em 1913, e Prefeito
do Distrito Federal no período de 1914 a 1916.
Em primeiro plano vemos a
antiga Escola Normal, hoje Rivadávia Correa, que ainda existe, debruçada sobre
a Av. Pres. Vargas. O prédio contíguo é a antiga sede da Prefeitura, demolida com a abertura da
avenida.
Aqui podemos ver os
cursos profissionalizantes da Escola Rivadávia Correa no Centro do Rio. Cursos
esses que eram uma modernidade no ensino do Brasil Republicano já que a
incursão da mulher no mercado de trabalho estava começando.
Na foto do topo vemos a turma de trabalhos manuais e, na de baixo, a aula
técnica de culinária.
As alunas da Rivadávia Correa: Dirce, Guida, Julia, Wanda e Ruth em outubro
de 1938.
Vemos uma solenidade na Rivadávia Correa, com as alunas em formação no pátio da escola.
Vestimentas feitas pelas alunas em exposição.
O temido Gabinete Dentário. Com um belo piso de ladrilho hidráulico.
As alunas do curso de Corte e Costura.
Imagem do Google Maps mostrando a localização atual.
Imagem do Google Maps com a torre da Central ao fundo.
Fontes: fotos de Malta, Google Maps, "Saudades do Rio", "Carioca da Gema", "O Clone" e "Rio de Fotos".