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quinta-feira, 19 de julho de 2018

PARC ROYAL







 
As fotos são do magazine Au Parc Royal, o mais "chic" da época no Rio de Janeiro do final do século XIX e início do século XX. As colorizadas, estupendas, são do Conde di Lido e do Reinaldo Elias.
Os anúncios diziam: “Armazens do Parc Royal - Os mais vastos do Brazil - Artigos de uso - Para senhoras, homens e crianças.  Exposições - Preços marcados - Entrada franca nos armazens-galerias e oficinas. Salões de descanço. Elegantes toilettes.”
No Largo de São Francisco havia dois prédios da Parc Royal que funcionaram juntos, provavelmente com departamentos distintos. Na atual Rua Ramalho Ortigão ficava a sede, em um prédio imponente. A filial funcionava onde é hoje o Edifício Patriarca.
Uma das fotos é de outra filial, a loja erguida em 1906 na Av. Central, chamada "Armazéns Au Parc Royal". Funcionava no prédio do “O Paiz”, onde depois foi construído o prédio da Generalli.
As instalações da Vasco Ortigão & Cia. Parc Royal estiveram instaladas desde 1875 (ano de sua fundação) no Largo de São Francisco, passando para um outro edificio bem na sua frente onde comportava 32 secções e perto de 500 funcionários (ao lado da Igreja de S. Domingos) até ao fatídico dia do incêndio que o destruiu. Foi em 09/07/1943. Cinco bombeiros morreram quando uma parte do prédio desmoronou no momento em que apagavam o incêndio e a loja acabou por encerrar as atividades.
Chegou a ter uma filial em Paris, na Rue Trevise. O total de seu efetivo superava um milhar de pessoas por volta de 1912.
Vasco Ortigão, proprietário da casa comercial "Parc Royal", era filho do escritor Ramalho Ortigão.
Numa das fotos vemos o interior de uma loja em 1911. A quantidade de seções era imensa, como se pode ver pelas placas de "miudezas de armarinho", "rendas, bordados, galões, guarnições", "fitas, luvas, leques", "cintos, ligas, bolças (sic), carteiras", "calçados senhoras", "galões, lenços", "vestidos criança", etc. Devia ser o programa da época visitar alguma dessas grandes lojas, num tempo bem diferente do estilo de um "shopping-center" de hoje.

29 comentários:

  1. Imagino que a foto 1 e 3 fossem da loja na Avenida e que a foto 6, onde se lê 10-12 fosse de um dos prédios do Largo de São Francisco - imagino apenas me baseando na arquitetura das casas vizinhas à época.
    Ali, no Largo, outras casas comerciais pegaram fogo, se não me engano a Casa Mattos, de materiais escolares. A loja vizinha, Casa Cruz, sobreviveu (mas pode ser o contrário).

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    1. Pelo reflexo da vitrine da 2 imagem eu suponho que seja sim na atual avenida rio branco. O trecho do predio refletido ainda está de pé hoje! Busquem no streetview avenida rio branco numero 98 e verão o predio colado com a igreja Nossa Senhora da Conceição

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    2. Se reconhece no reflexo as janelas do piso superior e o padrão bicolor da fachada

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  2. O Rio dessa época era uma cidade quase europeia. Mesmo com temperaturas mais baixas usar essas roupas devia ser um sacrifício.
    O impacto do Parc Royal devia ser impressionante.

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  3. Bom dia.

    Foi lançado recentemente um livro sobre o Parc Royal. Era "chic" ter uma filial na Avenida, que era a vitrine principal da cidade.

    Elogiar as colorizações é chover no molhado. Gostaria de ter uma mínima capacidade de fazer algo parecido.

    PS: ontem teve lei do ex...

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  4. Um dos lugares preferidos da desaparecida Tia Alcyone,ontem lembrada aqui pelo Ceará,individuo.É interessante frisar que o sobrinho Moleque Travesso informava que ela,Tia,andava muito por todas as seções e especulava bastante,mas comprar era em outra freguesia:camelô.Sem espanto!!!!

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  5. Existem alguns climatologistas, doutores em meteorologia, como o professor Luiz Carlos Molion, que refutam essa teoria do aquecimento global. Segundo eles, o co2 não tem nada a ver e quem influencia tudo é o astro rei e os oceanos. Dizem que vivemos ciclos de aquecimento e resfriamento e que na verdade, vejam só, estaríamos atualmente entrando num momento de resfriamento. Acho que o uso dessas roupas era completamente cultural, costumes da Europa. Devia ser um sacrifício, com menos disponibilidade de água e sem luz para ventiladores (ar condicionado nem existia). A saída devia ser um banho de mar, rio ou cachoeira... rsrsrs

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    1. Wagner, alguns aspectos têm que ser considerados. Há mais de cem anos, havia muito mais vegetação na cidade, o que baixava a temperatura média, por exemplo.

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    2. E a circulação do ar, sem os arranha-céus, era outra. Imagine a brisa do mar chegando até às montanhas de Copacabana sem a barreira dos prédios.

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  6. Naquele tempo o comércio não era vergastado com uma incidência tributária imoral como é hoje em dia. Lojas de departamentos como essa poderiam existir em quantidades em maior quantidade, haja visto a "suavidade tributária". É certo que os direitos trabalhistas, quando existiam, eram pífios. Quanto ao aspecto das "caras antigas", eram bastante estranhas. Meu pai dizia que eram pessoas "sem graça" e com "cara de bunda". Mas "bundas à parte", essas pessoas levavam uma vida pacífica e tranquila, sem receio de assaltos, arrastões, e de terem seus direitos previdenciários tungados. Lima Barreto em uma crônica de 1921, conta sobre um seu conhecido, funcionário público mediano, que encontrou nas proximidades do Largo da Carioca e perguntado por quê estava "sumido", contou que "como o senhorio aumentou o aluguel da casa em que morava com a mulher e os filhos de forma exorbitante. Como não podia dar conta do aluguel, procurou bastante e conseguiu encontrar uma a seu gosto, onde podia acomodar a família: só que era em Petrópolis! Fez a conta do quanto gastaria em passagens, percebeu que tudo ficava dentro do seu orçamento, e decidiu ir para lá! Mas já estava atrasado, pois não queria perder o trem das cinco horas." Essa narrativa seria impossível nos dias de hoje pelas inúmeras razões que aconhecemos, apesar de quase cem anos passados. Afinal "eram outros tempos"...

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  7. Bom dia a todos. Belas colorizações, o Parc Royal foi a prévia de Mesbla, Sears, Slopper, que viriam a ocupar este espaço décadas após. Em outras partes do mundo, lojas magazines contemporâneas do O Park Royal, ainda sobrevivem nos dias de hoje, mesmo tendo que competir e também a aderirem ao mercado via internet. Já no Brasil, não me recordo de momento nenhuma grande empresa que tenha sobrevivido a mais de 150 anos no mercado, tudo contribui para que elas desapareçam após a morte do fundador, a principal delas são os herdeiros.

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  8. Na foto da loja "10-12" o que significa "preços fixos sem competência"?

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  9. Olá! Creio que o Parc Royal, inaugurado em 1911, veio substituir o antigo, que ficava onde hoje temos o Edifício Patriarca. Digo isso, porque em 12/10/1915 foi inaugurado o Rio Palace Hotel, neste local. Também em anúncios da época, vemos referências às novas instalaçõesdo magazine.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Do Parc Royal obviamente não tenho nada a declarar, a não ser que devia ser muito legal fazer compras nele. Não sei se a plebe ignara tinha acesso aos produtos ali vendidos ou se a freguesia era apenas dos endinheirados. Os prédios em si me parecem bem bonitos.

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  12. Aqui no Rio lembro da Sears, Mesbla e Casa Sloper. À primeira recordo ter ido uma ou duas vezes quando ainda criança, talvez na primeira metade dos anos 1950, levado por minha tia, não sei a que fim. Talvez para comprar algo para minha prima.

    Por volta de 1979, casado de pouco, fui até lá comprar uma furadeira elétrica Crafstman, de cor verde, de velocidade de rotação regulável, e que tenho até hoje, ainda na caixa original (embora já meio cacarecada).

    Com o fim da Sears e transformação em shopping, fui ali várias vezes, já que por algum tempo uma das minhas enteadas morou num apartamento na praia de Botafogo, entre São Clemente e Voluntários da Pátria. A última ida minha ao shopping ocorreu em fins de março deste ano.

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  13. Em novembro de 1995 e no mesmo mês em 1996, e em maio de 1997, estive no Town Center, uma imensa área de shoppings e grandes firmas situada na margem da Interestadual 75 dos EUA, a uns 35 km de Atlanta. Ali havia uma Sears, além de outras grandes firmas, como Target, a Home Depot, a Toys 'R Us, uma outra especializada em material de escritório e computadores, se não me engano de nome "The Office". Fomos essas vezes ali apenas para fazer compras, fato excepcional nas minhas viagens ao exterior, cujo objetivo jamais foi o consumo.

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  14. Havia também um shopping, no qual tomei contato com a culinária cajun. Sou muito curioso a respeito de comidas estrangeiras e ao ver um restaurante ali com esse tipo de culinária, imediatamente resolvi experimentá-la. Era self-service. Eu peguei um frango Bourbon e minha ex escolheu um jambalaya. Delícia, ambos. Todas as três vezes em que estivemos lá fomos a esse restaurante almoçar. Interessante é que o cozinheiro era cearense e a caixa era sua esposa, tailandesa. Conversando com ele, soubemos que primeiramente ele havia ido para Nova Orleans, onde seu irmão já estava trabalhando num restaurante. Lá ele aprendeu a culinária cajun e depois se mudou para Atlanta.

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  15. Jambalaya é um prato típico do sul dos EUA e também foi o nome de uma música, cantada pela Brenda Lee. A letra é bem difícil de traduzir porque tem palavras aparentemente dialetais. Aqui no Brasil inventaram um trecho meio pornográfico da letra, que prefiro não escrever.

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  16. Numa das vezes em que estávamos indo ao Town Center eu me atrapalhei numa bifurcação da Interestadual 75 com a 85 e enveredei por esta. Depois de alguns quilômetros comecei a estranhar os lugares onde estávamos passando. De repente vi uma placa com "Welcome to South Carolina". Aí foi um parto até encontrar um retorno e voltar para a I-75.

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  17. Numa das idas em novembro, compramos uma boneca diferentona e minha ex, que trabalhava no IBGE, resolveu fazer uma rifa com ela. Pediu ao boy para passar a rifa e deu a ele um ou dois números de graça, como recompensa. Quando se aproximou a data do sorteio, o boy começou a se amarrar em prestar contas dos valores arrecadados. Por azar, o número contemplado foi justamente um dos que ele havia recebido. Em represália, minha ex não entregou a boneca a ele.

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  18. E numa das idas à Sears lá de Atlanta, minha ex resolveu comprar um baby doll para si. Porém só encontrou de cor branca, e queria de cor rosa. Aí ela se dirigiu a uma vendedora e, com parco conhecimento de inglês, apontou para o baby doll e dizia: "Rose! Rose!". A vendedora não entendia o que ela queria. Então minha filha, na época com oito anos de idade, entrou no circuito e falou "Pink!". Aí a vendedora entendeu. Mas só havia mesmo de cor branca.

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  19. Da última vez em que estivemos no Town Center, compramos uma série de itens pequenos, além de brinquedos. Na véspera de voltarmos, colocamos tudo numa só mala. Peguei todas as notas de compra, grampeei juntas e fiz o somatório dos valores, anotando numa folha também anexada. Quando chegamos aqui no Rio, fomos selecionados para revista de bagagem. A fiscal era uma senhora. Abrimos a tal mala e mostramos as notas anexadas. Ela ficou tão surpresa que chamou outro fiscal e falou com ele o quanto gostaria que todos os passageiros fossem tão organizados como nós.

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  20. Precisava levar 106 minutos para conseguir acertar no gol?

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    1. Um jogo morninho, quase frio.
      Os argentinos gastaram toda a energia para conseguir chegar à final. Não sobrou nada para enfrentar a Espanha, que teve um pouco mais de "bateria carregável".
      O bom da prorrogação é que o resto do Mundo ficou mais 30 min sem se preocupar com o que o presidente dos Estados Unidos poderia estar tramando nos bastidores do poder.

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  21. Domínio completo da Espanha. A Argentina deu um chute acima da meta enquanto a Espanha chutou mais de 20 vezes.

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