Hoje
temos duas fotos de carnavais da primeira metade do século XX.
A
primeira foto, garimpada pelo Nickolas, mostra a Av. Rio Branco, na altura da
Cinelândia, com o tráfego indo em direção à Praça Mauá. Ao fundo, do centro
para a direita, o prédio da Justiça Federal, no meio a Rua Pedro Lessa, e, bem
no fundo, fora de foco, estaria a
Biblioteca Nacional.
Vemos Maria
Lucia, Maria Alice e Ana Maria, inseparáveis amigas tijucanas, moradores da Rua Haddock Lobo. Todas tinham
"it", frequentavam o Tijuca Tenis Clube e os cinemas da Praça Saenz
Peña. Meninas comportadíssimas.
O
automóvel em primeiro plano é um Renault Juvaquatre "berline" 4
portas (dá pra saber a versão pela "porta suicida"...). E, na frente,
há outro Juvaquatre!
A
segunda foto, do acervo do Correio da Manhã, mostra também a Av. Rio Branco, provavelmente
na década de 30. Destaque para a decoração do carnaval e os ternos de linho
branco usados pelos cariocas.
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Hoje tem nota no quesito identificação de automóveis. Na primeira foto, bem esclarecido pelo SDR, talvez o Rouen possa confirmar, mas parece que a Renault patrocinou o bloco dos Juvaquatre, ou seria uma coincidência dois Renault Juvaquatre com foliões, enquanto um taxi Ford 1947-48 passa com motorista com o braço fora da porta, como era habitual. Na segunda foto, Um Hudson Terraplane 1936-37 repousa. Enquanto um GM de 1938 vem chegando e um táxi Chevrolet da mesma safra, vai, e captura uma foliona na calçada.
ResponderExcluirO carnaval de rua atualmente no Rio é "atividade de risco". Além do risco natural que as aglomerações oferecem, a certeza de que existirão milhares de marginais à espera de vítimas é uma realidade. Minha vestimenta para sair à rua no carnaval se resume a sapatos de couro(não uso tênis), bermuda do tipo cargo com bolsos laterais para acomodar a "funcional" de um lado e o celular do outro, camisa de manga curta, e é claro a pistola .380. Pessoas irresponsáveis ao volante, muita gente embriagada circulando, e obviamente as "hordas caucasianas" promovendo as naturais "ações de sempre", darão a tônica da festa.
ResponderExcluirA primeira foto é belíssima.
ResponderExcluirBom dia a todos.
ResponderExcluirNão gosto de carnaval, mas quando era criança / adolescente ainda fui algumas vezes no desfile da Intendente Magalhães, mas não lembro de muita coisa. Quando trabalhava no Rio Comprido sofria com as interdições no Centro. Fazíamos um esquema e cada um trabalhava um dia direto e descansava os outros. Geralmente escolhia o sábado.
A Avenida ornamentada !!!!
ResponderExcluirOs turistas apreciavam muito a ornamentação e alegorias.
Infelizmente tudo acaba...
Havia a promessa da prefeitura de que os blocos desfilariam apenas pela orla. Pois ontem à noite às ruas Maria Quitéria, Joana Angélica, Farme de amoedo e parte da visconde de pirajá estavam interditadas. A Dias Ferreira também fechada.
ResponderExcluirHoje já havia bloco no Jardim Botânico agora pela manhã. A Lagoa engarrafada por conta do acesso a Copacabana pelo Corte.
Os moradores são reféns desta turba.
À tarde vai ser muito pior com a Banda de Ipanema e outros blocos.
Assim como a segunda, a primeira foto também deve ser dos tempos de mão dupla na Av. Rio Branco.
ResponderExcluirO Cordão do Bola Preta comemora hoje 1 século de fundação. Sobre o nome agora falam que foi homenagem a uma bela mulher com vestido branco de bolas pretas que passou perto dos fundadores. Mas outra versão, menos romântica, seria uma relação com o modo da votação de conselheiros de clubes para aceitarem novos sócios. Bola branca para aceitar e preta para recusar. E como no carnaval a gozação sempre fez parte, eu diria que essa versão não é tão incoerente e combina, já que é masculino ("do" Bola Preta).
Eu não lembro, pois era muito pequeno, mas meu pai conta que uma vez toda família foi às compras num sábado de carnaval do início dos anos 60, no Largo de S. Francisco, e o Bola Preta já tomava conta da Cidade a ponto de deixar a minha mãe apreensiva quanto à rota de fuga em relação a volta para casa.
Boa tarde ! As 3 meninas da primeira foto até parecem irmãs, de tão parecidas que são. Observem a limpeza da avenida, na segunda foto...
ResponderExcluirAntigamente o carnaval era feito por gente civilizada. Infelizmente, hoje não se pode dizer a mesma coisa. Concordo, inteiramente, com o Joel, quando diz que estamos nos africanizando a passos mais do que largos. Desde criança só vejo o Brasil piorar...E quando achamos que não pode mais piorar, piora ainda mais um pouco. Onde será o fundo do poço ? Na guerra civil ?
Sábio comentário, Walter. O Rio acabou. Sei que muita gente aqui vai dizer que os comentários são "mais do mesmo" mas o que fazer? Gente mal educada, bêbada,
Excluire pior:"de maus bofes". Não bebo e aturar gente bêbada é "dose". Para um homem de sensibilidade, "ir para cama" com uma mulher embriagada não é uma experiência das mais agradaveis e no carnaval parece que milhões de pessoas se embriagam para "fornicar". O resultado todos já sabem e as energias espirituais no planeta são as piores possíveis. As portas do inferno se abrem e quem pode evitar s folia da rua só tema lucrar.
Só tem a lucrar.
ExcluirObservei um fenômeno curioso nestes dias de carnaval: a frequência nos supermercados muda de aspecto. A maioria - ao menos em Laranjeiras, onde há blocos - é constituída por jovens foliões, alguns vestidos em suas fantasias. Todos à procura de um só produto, a cerveja, em quantidades industriais. E não são os ambulantes, que não são bobos e não se abastecem nesses estabelecimentos. São fregueses bissextos. Durante o ano não são vistos nesses locais. Isso é tarefa para suas mamães, papais e vovós. Mas no carnaval, o fim justifica os meios, e lá vão eles comprar a alegria de que necessitam para, quem sabe, divertir-se ou passar vergonha...
ResponderExcluirVi Tia Nalu em Laranjeiras. Controlava os banheiros químicos.
ResponderExcluirVi o Moleque Travesso soltando bombinha nos banheiros químicos em Laranjeiras.
ExcluirBom dia. Previsão de chuva forte até amanhã. A partir de sexta-feira, sol. Será que volta a chover no fim de semana?
ResponderExcluirPassados 8 anos, o primeiro comentário do falecido Joel ainda é bem atual. Ir a blocos é um programa perigoso, mas a garotada não quer nem saber, o negócio é azarar, beber e se divertir. Quando jovens, somos mais arrojados e corajosos. São muitos marginais infiltrados e tem que ficar esperto para toda a sorte de golpes, desde o "Boa Noite Cinderela" até os assaltos com arma branca para subtrair o celular, dinheiro e cartão. Fim de semana passado foram apreendidas num bloco, no Centro, 180 artefatos perfurocortantes como facas, tesouras e chaves de fenda e alguns meliantes que logo, logo estarão a solta para aterrorizar em outros blocos.
ResponderExcluirAtualmente é totalmente inviável sair nesses grandes blocos.
ResponderExcluirFora da Rio Branco, mas ainda sobre região de folia: cheguei a ver no UOL hoje sobre os planos da prefeitura para a Praça XI e arredores, incluindo a retirada do viaduto 31 de Março.
ResponderExcluirTambém o Diário do Rio esses dias andou falando sobre isso, destacando que o futuro prefeito, atual vice, será o cara da obra. Provavelmente para rechear o currículo visando a campanha eleitoral de 2028.
Sinceramente não boto fé nesse projeto. Mas posso quebrar a cara.
ExcluirBoa tarde Saudosistas. Em 2018 foi um dos últimos anos que fui a blocos de Carnaval, já não tinha a mesma tranquilidade dos primeiros anos do retorno dos blocos de rua no final dos anos 90 dos século passado. Lembro que começava a folia dois finais de semana antes, era uma maratona de blocos, Imprensa Que Eu Gamo, Nem Muda Nem Sai de Cima, Banda da Haddock, Simpatia é Quase Amor, Sovaco do Cristo, Carmelitas, Pega pra Sambar (pessoal do IBGE), Bloco de Segunda, devo ter esquecido muitos.
ResponderExcluirDepois da Pandemia não mais desfilei, esse ano fui na concentração do Vou Treinar e na Banda da Haddock antes da chuva.
Os blocos de Carnaval, passaram a ter muitos custos extras elevados para poderem desfilar, bem como uma burocracia enorme para obter a documentação de autorização para desfile, isto fez com que muitos blocos que eram formados por grupos de pessoas que frequentavam um local, funcionários de empresa ou moradores de bairro, tivessem que arcar com um custo muito alto, que os impediram de dar continuidade aos blocos. Na verdade isso só favoreceu os blocos que são patrocinados por empresas, normalmente com um artista famoso como destaque do bloco, porém a grande maioria deles, nada apresentam de carnaval, tocam músicas de outros gêneros, que na minha opinião nada representam ou acrescentam ao Carnaval de Rua Carioca, sendo estes blocos que mais atraem foliões para as avenidas e onde ocorrem a maioria dos incidentes, registrados nas delegacias.
PS Esqueci de um que era muito bom no início, onde os pais costumavam a levar os filhos, inclusive costumava a levar meu filho fantasiado quando ele era criança, Cordão do Boitatá.
Realmente a tradição do gênero musical do carnaval do Rio tem que ser mantida. Não é lei, mas identidade é com os sambas e marchinhas.
ExcluirAssim como no Recife é o frevo e ninguém abre mão. Que, aliás, é bem vindo entre os cariocas.
FF: hoje teve leilão para saber quem vai segurar o abacaxi da SuperVia. Ganhou um grupo português, chamado Barraqueiro.
ResponderExcluirNão é piada, apesar de parecer...